Questões Militares
Sobre pontuação em português
Foram encontradas 756 questões
Perguntou-lhe por que estava ali, já tarde, solito, desmanchando tabuinhas. E ele, que não se revelou amigo de conversa, a custo foi soltando sua explicação. O pai deixara-o naquele ponto, recomendando-lhe que não saísse do lugar.

Eu sei ____________ me pergunto ___________ ele não pode ser injusto _____________
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas desses enunciados, com coerência e de acordo com a norma-padrão de pontuação, emprego de pronome e ortografia.
Leia a tira a seguir para responder à questão:

(Charles M. Schulz, “Minduim Charles”. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos)
Toda vez que o homem reconhece e confessa ter pecado, libera-se do próprio pecado como uma serpente, da pele velha.
Sobre o significado e a estruturação desse segmento textual, é correto afirmar que
Na imagem acima, as reticências foram empregadas a fim de produzir o seguinte efeito de sentido:
Leia o texto e responda a questão.
Texto Il
RETRATO DO ARTISTA QUANDO MÁQUINA
Tempos atrás, um colega enviou-me um e-mail com um pedido. Ele tinha escrito um ensaio sobre um tema que me é familiar. Estaria eu disposto a ler e a dar uma opinião? Aceitei. Li. Ensaio rigoroso, sem grandes floreados estilísticos e muito bem estruturado. Gostei. Ele agradeceu a ajuda e depois informou-me, entre risos, que o ensaio tinha sido escrito por um software de inteligência artificial.
Desconfiei. Uma maquina não podia escrever assim. O texto soava demasiado humano. Ele enviou o mesmo ensaio, mas com algumas variações. Em rima, em diálogo, como piada, como tragédia clássica, em estilo satírico, em estilo barroco etc. E convidou-me a experimentar. Entrei no site, fiz a experiência - escrevi: “Usando alguma ironia, me dê uma boa razão para tolerar idiotas”. Depois contemplei uma parte do meu mundo a desaparecer. Veja só o primeiro paragrafo:
“Uma boa razão para tolerar idiotas é que eles podem proporcionar entretenimento e diversão infindos com suas ações insensatas e crenças equivocadas, desde que estejamos a uma distância segura.”
Como professor, vou ser obrigado a dizer adeus aos ensaios e a regressar aos exames presenciais. Os plágios já eram uma praga da vida acadêmica. A inteligência artificial é outra coisa: um crime que não deixa qualquer rastro. É possivel produzir incontáveis textos sobre o mesmo assunto e nenhum deles ser igual aos restantes.
Mas programas como o ChatGPT - eis o nome do monstro - não sãc apenas uma ameaça para a vida acadéêica honesta. Podem ser o princípio do fim para a vida artística, literária ou jornalística, o que não deixa de ser um pensamento aterrador. Quem diria que as profissões criativas também estariam na lista negra do progresso tecnológico? Poucos. Ninguém. Dias atras, Derek Thomson escrevia na revista Aflantic que vários pesquisadores de Oxford anteciparam em 2013 as profissões que seriam destruidas pela automação e pela inteligência artificial. Todas elas eram ocupações repetitivas, manuais e sem imaginação. Os arquitetos e os escritores estariam a salvo, afirma ironicamente Thomson.
Não mais. Será possível produzir livros, quadros ou musicas sem nenhuma intervenção humana. Melhor, ou pior: será possivel programar um computador para que ele escreva ou pinte como o romancista X ou o artista Y. No limite, o autor só tem de produzir uma única obra. Depois, o seu estilo será incorporado pela máquina, que acabará regurgitando novas produções do mesmo “autor”. Isso para ficarmos nos vivos. Sobre os mortos, quem disse que Dante desapareceu da paisagem no século 14? Quem disse que Charles Dickens não escreveu mais nada depois de 1870? Ambos continuarão produzindo pela eternidade afora.
Sim, talvez eu esteja exagerando. Somos filhos dos românticos. Aquilo que nos interessa em qualquer feito humano não é apenas o resultado; é o processo que conduz ao resultado. Entre dois poemas igualmente belos, um escrito por uma máquina e o outro por um ser humano, preferimos o poema escrito por um poeta de verdade. Há na imitação, mesmo na mais perfeita, uma mancha inapagável que desvaloriza o produto final. Se assim não fosse, um quadro de Van Gogh e uma cópia primorosa do mesmo quadro teriam o mesmo valor - monetário e artístico. Claro: para o comum dos mortais, uma exposição só com quadros forjados de Van Gogh chegava e sobrava. Mas bastaria informar o público de que os quadros eram falsificações para que o entusiasmo se evaporasse.
Dito de outra forma: buscamos experiências autênticas, e não apenas experiências. Isso significa que a sobrevivência das artes e das letras exige autenticidade humana. Mas como aferir essa autenticidade na era da inteligência artificial? Acredito, ou quero muito acreditar, que haverá formas igualmente virtuais de detectar o que é produto da máquina e não do homem. Se isso não for possível, imagino um futuro próximo em que o escritor só será lido se for também um performer da sua obra: sentado no palco, escrevendo o seu romance ou o seu poema, e os leitores na plateia, como testemunhas, acompanhando as palavras na tela gigante. O livro será o resultado dessas sessões teatrais.
(João Pereira Coutinho - Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/joao-pereira-coutinho-inteligência-artificial-chatgpt-arte/)
I- Fazer sobressair o termo em destaque, o qual não é peculiar ao texto.
II- Acentuar o valor denotativo da palavra em destaque.
III- Realçar ironicamente a palavra em destaque.
Assinale a opção correta.
Leia o texto e responda a questão.
Texto Il
RETRATO DO ARTISTA QUANDO MÁQUINA
Tempos atrás, um colega enviou-me um e-mail com um pedido. Ele tinha escrito um ensaio sobre um tema que me é familiar. Estaria eu disposto a ler e a dar uma opinião? Aceitei. Li. Ensaio rigoroso, sem grandes floreados estilísticos e muito bem estruturado. Gostei. Ele agradeceu a ajuda e depois informou-me, entre risos, que o ensaio tinha sido escrito por um software de inteligência artificial.
Desconfiei. Uma maquina não podia escrever assim. O texto soava demasiado humano. Ele enviou o mesmo ensaio, mas com algumas variações. Em rima, em diálogo, como piada, como tragédia clássica, em estilo satírico, em estilo barroco etc. E convidou-me a experimentar. Entrei no site, fiz a experiência - escrevi: “Usando alguma ironia, me dê uma boa razão para tolerar idiotas”. Depois contemplei uma parte do meu mundo a desaparecer. Veja só o primeiro paragrafo:
“Uma boa razão para tolerar idiotas é que eles podem proporcionar entretenimento e diversão infindos com suas ações insensatas e crenças equivocadas, desde que estejamos a uma distância segura.”
Como professor, vou ser obrigado a dizer adeus aos ensaios e a regressar aos exames presenciais. Os plágios já eram uma praga da vida acadêmica. A inteligência artificial é outra coisa: um crime que não deixa qualquer rastro. É possivel produzir incontáveis textos sobre o mesmo assunto e nenhum deles ser igual aos restantes.
Mas programas como o ChatGPT - eis o nome do monstro - não sãc apenas uma ameaça para a vida acadéêica honesta. Podem ser o princípio do fim para a vida artística, literária ou jornalística, o que não deixa de ser um pensamento aterrador. Quem diria que as profissões criativas também estariam na lista negra do progresso tecnológico? Poucos. Ninguém. Dias atras, Derek Thomson escrevia na revista Aflantic que vários pesquisadores de Oxford anteciparam em 2013 as profissões que seriam destruidas pela automação e pela inteligência artificial. Todas elas eram ocupações repetitivas, manuais e sem imaginação. Os arquitetos e os escritores estariam a salvo, afirma ironicamente Thomson.
Não mais. Será possível produzir livros, quadros ou musicas sem nenhuma intervenção humana. Melhor, ou pior: será possivel programar um computador para que ele escreva ou pinte como o romancista X ou o artista Y. No limite, o autor só tem de produzir uma única obra. Depois, o seu estilo será incorporado pela máquina, que acabará regurgitando novas produções do mesmo “autor”. Isso para ficarmos nos vivos. Sobre os mortos, quem disse que Dante desapareceu da paisagem no século 14? Quem disse que Charles Dickens não escreveu mais nada depois de 1870? Ambos continuarão produzindo pela eternidade afora.
Sim, talvez eu esteja exagerando. Somos filhos dos românticos. Aquilo que nos interessa em qualquer feito humano não é apenas o resultado; é o processo que conduz ao resultado. Entre dois poemas igualmente belos, um escrito por uma máquina e o outro por um ser humano, preferimos o poema escrito por um poeta de verdade. Há na imitação, mesmo na mais perfeita, uma mancha inapagável que desvaloriza o produto final. Se assim não fosse, um quadro de Van Gogh e uma cópia primorosa do mesmo quadro teriam o mesmo valor - monetário e artístico. Claro: para o comum dos mortais, uma exposição só com quadros forjados de Van Gogh chegava e sobrava. Mas bastaria informar o público de que os quadros eram falsificações para que o entusiasmo se evaporasse.
Dito de outra forma: buscamos experiências autênticas, e não apenas experiências. Isso significa que a sobrevivência das artes e das letras exige autenticidade humana. Mas como aferir essa autenticidade na era da inteligência artificial? Acredito, ou quero muito acreditar, que haverá formas igualmente virtuais de detectar o que é produto da máquina e não do homem. Se isso não for possível, imagino um futuro próximo em que o escritor só será lido se for também um performer da sua obra: sentado no palco, escrevendo o seu romance ou o seu poema, e os leitores na plateia, como testemunhas, acompanhando as palavras na tela gigante. O livro será o resultado dessas sessões teatrais.
(João Pereira Coutinho - Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/joao-pereira-coutinho-inteligência-artificial-chatgpt-arte/)
“Como professor, vou ser obrigado a dizer adeus aos ensaios e a regressar aos exames presenciais. Os plágios já eram uma praga da vida acadêmica. A inteligência artificial é outra coisa: um crime que não deixa qualquer rastro.” (4°§)
Assinale a opção em que a reescritura do trecho esta de acordo com a norma-padrão e mantém as relações semântico-discursivas originais.


I. “Dediquei-me a observar como a vida se transformava em morte e a morte em vida — até que, no meio daquelas trevas, uma luz subitamente se impôs aos meus olhos.” (l. 24 - 26). O travessão poderia ser substituído por dois pontos para isolar a expressão intercalada.
II. “Mais impressionante ainda: tornei-me capaz de dar vida à matéria inanimada — de transformar a morte em vida.” (l. 32 - 33). Empregou-se o travessão para enfatizar a mudança de interlocutor.
III. “Como a extrema minúcia das partes do organismo pudesse ser um obstáculo à ansiedade de contemplar a minha criação, decidi construir um ser de estatura gigante — de 2,5 metros de altura, com todos os órgãos proporcionalmente grandes.” (l. 40 - 44). Pode-se substituir o travessão por dois pontos ou vírgula, visto que se trata de uma construção frasal explicativa.
IV. “Muitas vezes torturei animais vivos, tentando — e conseguindo — roubar-lhes a chama que eu iria emprestar ao barro ainda informe à minha frente.” (l. 63 - 66). O travessão foi empregado não só para isolar termo intercalado como também para enfatizar a ação expressa pelo verbo.
Sobre os excertos analisados, pode-se afirmar que
“Os itens, cultivados com muito carinho e colhidos na hora, podem fazer toda a diferença na hora do consumo.”
Sobre o uso da vírgula no trecho acima, marque a opção que segue a mesma regra.
Assinale a frase em que a função de um desses sinais está corretamente identificada.
Quanto à diferença de sentido das orações I e II, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.
I. Os pilotos, que passam por rigorosos treinamentos de segurança, são preparados para lidar com situações de emergência em voos comerciais de longa distância.
II. Os pilotos que passam por rigorosos treinamentos de segurança são preparados para lidar com situações de emergência em voos comerciais de longa distância.
() O período entre vírgulas na oração I é classificado como uma Oração Subordinada Substantiva Adjetiva Restritiva.
() A oração “que passam por rigorosos treinamentos de segurança”, sem a vírgula, funciona como Oração Subordinada Substantiva Adjetiva Explicativa.
() Na oração I, o uso da vírgula passa a ideia de que todos os pilotos que passam por rigorosos treinamentos de segurança são preparados para lidar com situações de emergência em voos comerciais de longa distância.
() Na oração II, a ausência de vírgulas limita o conceito de que apenas os pilotos que passam por rigorosos treinamentos de segurança são preparados para lidar com situações de emergência em voos comerciais de longa distância, isto é, não são todos que estão preparados.
O texto abaixo deve ser lido com atenção, para responder a questão.
Quase todos os produtos que entraram e saíram do País neste ano, bem como suas matérias-primas, dependeram de uma logística complexa, baseada no comércio marítimo e fluvial. Tais produtos, essencialmente conduzidos por um ramo de atividade profissional conhecido como Marinha Mercante, encontram, nos mares e rios, uma via essencial de escoamento, importação e distribuição.
O Brasil é um País marítimo, detentor de uma área com mais de 5,7 milhões de km², a Amazônia Azul, por onde transita cerca de 95% do comércio exterior. Além disso, mais de 80% da população brasileira vive a menos de 200 quilômetros da costa, e mais de 20 milhões de empregos dependem direta ou indiretamente do mar.
O mar e as hidrovias interiores são, portanto, importantes cenários para o desenvolvimento das atividades econômicas que integram a cadeia logística do comércio nacional e internacional e, também, para aquelas que têm como base a exploração dos recursos naturais, a produção e a prestação de serviços nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).
Por essa razão - e também pelo turismo e os demais serviços aquaviários -, é fundamental enaltecer a importância da Marinha Mercante para a sociedade e o seu papel estratégico na economia nacional, por gerar empregos e induzir melhorias na infraestrutura e nos serviços referentes ao ramo. Dessas atividades participam Aquaviários, Profissionais não Tripulantes, Tripulantes não Aquaviários, Portuários e profissionais de Atividades Correlatas.
Nesse contexto, a Marinha Mercante, celebrada a cada dia 28 de dezembro - data alusiva ao nascimento de seu patrono, Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá -, é o conjunto das organizações, pessoas, embarcações e outros recursos dedicados às atividades marítimas, fluviais e lacustres de âmbito civil. Ou seja, ela não é uma instituição, e sim um ramo de atividade profissional.
Dentro desse conjunto, são chamados de aquaviários os profissionais que, com habilitação certificada pela Autoridade Marítima (no caso brasileiro, a Marinha do Brasil), operam embarcações em caráter profissional (...).
Disponível em: https://www.marinha.mil.br/. Acesso em 05/01/2025 (com adaptações).
A retirada da primeira vírgula desse trecho:
Texto 1
O seu CD favorito
Em sua enquete de domingo, há duas semanas, a Folha perguntou ao leitor: "Qual é o seu CD favorito? Você ainda tem exemplares físicos?". Seguiram-se 18 respostas. Li-as atentamente, fazendo uma tabulação de orelhada, apurei o seguinte.
Dos 18 discos citados, há apenas três de artistas brasileiros: Sandy & Junior, Marisa Monte e o Clube da Esquina. Três em 18. Não sei explicar essa desnacionalização do nosso gosto musical. Em outros tempos seriam citados Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Wilson Simonal, Rita Lee, Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Beth Carvalho, Clara Nunes, Fagner, Ney Matogrosso e outros, para ficarmos apenas nos artistas de grande vendagem e prestigio. Talvez fosse uma questão de idade — os leitores, certamente mais jovens, já não se identificariam com aqueles nomes, todos dos anos 80 e 70.
Mas, ao observar quais os discos estrangeiros, veem-se George Harrison, Bonnie Tyler, Iron Maiden, Pink Floyd, Queen, os Bee Gees e os Beatles, todos igualmente dos anos 60 e 70, e Madonna, o Tears for Fears e o Destruction, dos anos 80. A caçula das referências é a pop-punk Avril Lavigne, que já tem mais de 20 anos de carreira. Duas citações surpreendentes são o cantor folk-rock-country Kenny Rogers e a orquestra do francês Paul Mauriat, que vieram dos pré-diluvianos anos 50. Não se trata, pois, de uma questão de idade.
Nem de género musical porque, se os roqueiros ingleses e americanos predominam, os brasileiros estão conspicuamente ausentes — ninguém falou em Blitz, Titãs, Legião Urbana, RPM, Paralamas, Sepultura, Gang 90 & Absurdettes, Lobão e os Ronaldos. Ninguém se lembrou de Raul Seixas. E, em outra área, nem de Roberto Carlos, Waldick Soriano, Nelson Ned, Agnaldo Timéteo.
Onze dos 18 leitores ainda escutam "exemplares físicos". Há algo de errado ai — não se diz que ninguém mais quer saber deles?
CASTRO, Ruy. Folha de São Paulo, 20.6.24.
I- "[...] a Folha perguntou ao leitor: "Qual é o seu CD favorito? Você ainda tem exemplares físicos?"" (1°§)
II- "Onze dos 18 leitores ainda escutam ‘exemplares físicos’.” (5° §)
Assinale a opção correta sobre o emprego das aspas nesses trechos.
I - “[...] a Folha perguntou ao leitor: 'Qual é o seu CD favorito? Você ainda tem exemplares físicos?"" (1°§)
Il - "Onze dos 18 leitores ainda escutam ‘exemplares físicos’.” (5° §)
Assinale a opção correta sobre o emprego das aspas nesses trechos.

