Questões Militares Sobre pontuação em português

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Q3450992 Português
A questão se refere ao Texto I.
Texto I
Algumas dicas ajudam a melhorar a produção de hortas caseiras
Em uma empresa de Sorocaba (SP), vendas de mudas para hortas caseiras saltou de 5% para 20% em um período de quatro anos.
As hortas caseiras têm se tornado opção cada vez mais presente na mesa das pessoas. Os itens, cultivados com muito carinho e colhidos na hora, podem fazer toda a diferença na hora do consumo.
O mercado já percebeu essa mudança no estilo de vida da população. Em uma empresa, situada em Sorocaba (SP), as vendas de mudas de hortas caseiras saltaram de 5% para 20% em um período de quatro anos, com cerca de 180 mil unidades por semana.
Dentro de casa, é possível cultivar uma série de vegetais distintos. Entre eles, alface, rúcula, brócolis, couve-flor e pepino, garantindo uma alimentação mais saudável, sem agrotóxicos e com um maior valor nutricional.
"Tenho vários clientes que atendo em busca de uma vida mais saudável. É uma distração, uma terapia, uma ocupação. As pessoas relatam que esperam o final de semana para dar uma desestressada, fazendo o próprio manejo da horta ou plantando outras mudas", comenta Marcelo Higashi, dono do espaço.
Fonte: G1. Algumas dicas ajudam a melhorar a produção de hortas caseiras. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sorocabajundiai/nosso-campo/noticia/2025/02/09/algumas-dicas-ajudam-a-melhorar-a-producao-de-hortas-caseiras.ghtml. (Texto adaptado). Acesso em: 09 fev. 2025.
Marque a opção em que a reescrita de trechos do Texto I apresenta inadequações, de acordo com as normas gramaticais, quanto ao uso da concordância verbal.
Alternativas
Q3450989 Português
A questão se refere ao Texto I.
Texto I
Algumas dicas ajudam a melhorar a produção de hortas caseiras
Em uma empresa de Sorocaba (SP), vendas de mudas para hortas caseiras saltou de 5% para 20% em um período de quatro anos.
As hortas caseiras têm se tornado opção cada vez mais presente na mesa das pessoas. Os itens, cultivados com muito carinho e colhidos na hora, podem fazer toda a diferença na hora do consumo.
O mercado já percebeu essa mudança no estilo de vida da população. Em uma empresa, situada em Sorocaba (SP), as vendas de mudas de hortas caseiras saltaram de 5% para 20% em um período de quatro anos, com cerca de 180 mil unidades por semana.
Dentro de casa, é possível cultivar uma série de vegetais distintos. Entre eles, alface, rúcula, brócolis, couve-flor e pepino, garantindo uma alimentação mais saudável, sem agrotóxicos e com um maior valor nutricional.
"Tenho vários clientes que atendo em busca de uma vida mais saudável. É uma distração, uma terapia, uma ocupação. As pessoas relatam que esperam o final de semana para dar uma desestressada, fazendo o próprio manejo da horta ou plantando outras mudas", comenta Marcelo Higashi, dono do espaço.
Fonte: G1. Algumas dicas ajudam a melhorar a produção de hortas caseiras. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sorocabajundiai/nosso-campo/noticia/2025/02/09/algumas-dicas-ajudam-a-melhorar-a-producao-de-hortas-caseiras.ghtml. (Texto adaptado). Acesso em: 09 fev. 2025.
Leia o trecho retirado do Texto I.
“Os itens, cultivados com muito carinho e colhidos na hora, podem fazer toda a diferença na hora do consumo.”
Sobre o uso da vírgula no trecho acima, marque a opção que segue a mesma regra.
Alternativas
Q3442706 Português
Nas frases abaixo há distintos sinais gráficos.

Assinale a frase em que a função de um desses sinais está corretamente identificada. 
Alternativas
Q3442413 Português
Assinale a frase a seguir que deveria apresentar uma vírgula na escrita.
Alternativas
Q3430232 Português

Quanto à diferença de sentido das orações I e II, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.



I. Os pilotos, que passam por rigorosos treinamentos de segurança, são preparados para lidar com situações de emergência em voos comerciais de longa distância.


II. Os pilotos que passam por rigorosos treinamentos de segurança são preparados para lidar com situações de emergência em voos comerciais de longa distância.


() O período entre vírgulas na oração I é classificado como uma Oração Subordinada Substantiva Adjetiva Restritiva.


() A oração “que passam por rigorosos treinamentos de segurança”, sem a vírgula, funciona como Oração Subordinada Substantiva Adjetiva Explicativa.


() Na oração I, o uso da vírgula passa a ideia de que todos os pilotos que passam por rigorosos treinamentos de segurança são preparados para lidar com situações de emergência em voos comerciais de longa distância.


() Na oração II, a ausência de vírgulas limita o conceito de que apenas os pilotos que passam por rigorosos treinamentos de segurança são preparados para lidar com situações de emergência em voos comerciais de longa distância, isto é, não são todos que estão preparados. 

Alternativas
Q3325545 Português

O texto abaixo deve ser lido com atenção, para responder a questão.


    Quase todos os produtos que entraram e saíram do País neste ano, bem como suas matérias-primas, dependeram de uma logística complexa, baseada no comércio marítimo e fluvial. Tais produtos, essencialmente conduzidos por um ramo de atividade profissional conhecido como Marinha Mercante, encontram, nos mares e rios, uma via essencial de escoamento, importação e distribuição.


    O Brasil é um País marítimo, detentor de uma área com mais de 5,7 milhões de km², a Amazônia Azul, por onde transita cerca de 95% do comércio exterior. Além disso, mais de 80% da população brasileira vive a menos de 200 quilômetros da costa, e mais de 20 milhões de empregos dependem direta ou indiretamente do mar.


    O mar e as hidrovias interiores são, portanto, importantes cenários para o desenvolvimento das atividades econômicas que integram a cadeia logística do comércio nacional e internacional e, também, para aquelas que têm como base a exploração dos recursos naturais, a produção e a prestação de serviços nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).


    Por essa razão - e também pelo turismo e os demais serviços aquaviários -, é fundamental enaltecer a importância da Marinha Mercante para a sociedade e o seu papel estratégico na economia nacional, por gerar empregos e induzir melhorias na infraestrutura e nos serviços referentes ao ramo. Dessas atividades participam Aquaviários, Profissionais não Tripulantes, Tripulantes não Aquaviários, Portuários e profissionais de Atividades Correlatas.


    Nesse contexto, a Marinha Mercante, celebrada a cada dia 28 de dezembro - data alusiva ao nascimento de seu patrono, Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá -, é o conjunto das organizações, pessoas, embarcações e outros recursos dedicados às atividades marítimas, fluviais e lacustres de âmbito civil. Ou seja, ela não é uma instituição, e sim um ramo de atividade profissional.


    Dentro desse conjunto, são chamados de aquaviários os profissionais que, com habilitação certificada pela Autoridade Marítima (no caso brasileiro, a Marinha do Brasil), operam embarcações em caráter profissional (...).



Disponível em: https://www.marinha.mil.br/. Acesso em 05/01/2025 (com adaptações).

“Dentro desse conjunto, são chamados de aquaviários os profissionais que, com habilitação certificada pela Autoridade Marítima (no caso brasileiro, a Marinha do Brasil), operam embarcações em caráter profissional (...)” (6º§).

A retirada da primeira vírgula desse trecho: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2025 - PM-BA - Oficial da Policia Militar |
Q3303978 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menino e celular à mesa


Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social.

Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites". Ansiosa, a avó tentou acalmá-lo:

− Querido, prefere esta mesa ou aquela?

Sem responder, ele testava a estabilidade das mesas com empurrões. Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros. A avó insistiu:

− Posso pegar batatinha ou macarrãozinho?

Sem resposta, o menino ignorava o mundo real, focado no jogo. A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou. A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.

Com voz firme, repreendeu-o:

− Menino cheio de frescuras! Respeite sua avó e coma direitinho!

Assustado, o garoto desligou o celular, pegou o garfo e começou a comer. A avó suspirou aliviada, enquanto os presentes aplaudiam o improvável herói. O Avatar, com um gesto de despedida, pagou a conta com cartão de débito e sumiu em um rastro de luz, deixando para trás uma refeição finalmente tranquila.

Mais uma missão cumprida.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/1/2/meninoe-celular-a-mesa
No trecho "A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.", a utilização dos dois-pontos tem como objetivo:
Alternativas
Q3303810 Português
Tempo da ansiedade


Olhou para o celular três vezes, no intervalo de dois minutos. Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca. Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue... foi sim, para todos. O que pode estar acontecendo? Acho que não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo, alguma coisa deu errado, não é comum demorarem tanto para responder.


Dois minutos − esse é o tempo médio que, hoje em dia, se espera pela resposta quando enviamos uma mensagem, seja esse retorno um texto, um áudio ou mesmo um emoji de agradecimento ou de entusiasmo.


Isso me faz refletir sobre o grau de ansiedade que o avanço da tecnologia, das redes sociais e da comunicação digital nos impôs. Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não esteja com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens. E não me refiro somente a conversas de cunho pessoal − marcar a revisão do carro, contratar um serviço para casa, receber resultado de exames de laboratório, fazer compras, tudo isso passa, de alguma maneira, pela comunicação digital.


Sem dúvida alguma a revolução digital nos trouxe o benefício de uma grande economia de tempo. Tudo pode ser resolvido com dois cliques, mas fica aqui a pergunta para reflexão: a que custo? Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos? Será que não estamos perdendo a capacidade de paciência, de contemplação, de recolhimento e de, simplesmente, administrar a vida de acordo com o nosso próprio tempo interno?


Ana Helena Reis - Texto Adaptado


https://www.pinceldecronica.blog/post/tempo-da-ansiedade
No seguinte trecho do texto "Tempo da Ansiedade", de Ana Helena Reis: "Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue...", a pontuação tem um papel importante para a compreensão do sentido da frase. Assinale a alternativa que descreve corretamente a função da pontuação utilizada.
Alternativas
Q3285164 Português

Texto 1


O seu CD favorito


Em sua enquete de domingo, há duas semanas, a Folha perguntou ao leitor: "Qual é o seu CD favorito? Você ainda tem exemplares físicos?". Seguiram-se 18 respostas. Li-as atentamente, fazendo uma tabulação de orelhada, apurei o seguinte.


Dos 18 discos citados, há apenas três de artistas brasileiros: Sandy & Junior, Marisa Monte e o Clube da Esquina. Três em 18. Não sei explicar essa desnacionalização do nosso gosto musical. Em outros tempos seriam citados Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Wilson Simonal, Rita Lee, Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Beth Carvalho, Clara Nunes, Fagner, Ney Matogrosso e outros, para ficarmos apenas nos artistas de grande vendagem e prestigio. Talvez fosse uma questão de idade — os leitores, certamente mais jovens, já não se identificariam com aqueles nomes, todos dos anos 80 e 70.


Mas, ao observar quais os discos estrangeiros, veem-se George Harrison, Bonnie Tyler, Iron Maiden, Pink Floyd, Queen, os Bee Gees e os Beatles, todos igualmente dos anos 60 e 70, e Madonna, o Tears for Fears e o Destruction, dos anos 80. A caçula das referências é a pop-punk Avril Lavigne, que já tem mais de 20 anos de carreira. Duas citações surpreendentes são o cantor folk-rock-country Kenny Rogers e a orquestra do francês Paul Mauriat, que vieram dos pré-diluvianos anos 50. Não se trata, pois, de uma questão de idade.


Nem de género musical porque, se os roqueiros ingleses e americanos predominam, os brasileiros estão conspicuamente ausentes — ninguém falou em Blitz, Titãs, Legião Urbana, RPM, Paralamas, Sepultura, Gang 90 & Absurdettes, Lobão e os Ronaldos. Ninguém se lembrou de Raul Seixas. E, em outra área, nem de Roberto Carlos, Waldick Soriano, Nelson Ned, Agnaldo Timéteo.


Onze dos 18 leitores ainda escutam "exemplares físicos". Há algo de errado ai — não se diz que ninguém mais quer saber deles?


CASTRO, Ruy. Folha de São Paulo, 20.6.24. 

Observe os seguintes trechos:

I- "[...] a Folha perguntou ao leitor: "Qual é o seu CD favorito? Você ainda tem exemplares físicos?"" (1°§)
II- "Onze dos 18 leitores ainda escutam ‘exemplares físicos’.” (5° §)

Assinale a opção correta sobre o emprego das aspas nesses trechos.  
Alternativas
Q3272888 Português
Texto 1 


O seu CD favorito 


    Em sua enquete de domingo, há duas semanas, a Folha perguntou ao leitor: "Qual é o seu CD favorito? Você ainda tem exemplares físicos?". Seguiram-se 18 respostas. Li-as atentamente, fazendo uma tabulação de orelhada, apurei o seguinte. 

    Dos 18 discos citados, há apenas três de artistas brasileiros: Sandy & Junior, Marisa Monte e o Clube da Esquina. Três em 18 Não sei explicar essa desnacionalização do nosso gosto musical. Em outros tempos seriam citados Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Wilson Simonal, Rita Lee, Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Beth Carvalho, Clara Nunes, Fagner, Ney Matogrosso e outros, para ficarmos apenas nos artistas de grande vendagem e prestigio. Talvez fosse uma questão de idade — os leitores, certamente mais jovens, já não se identificariam com aqueles nomes, todos dos anos 80 e 70. 

    Mas, ao observar quais os discos estrangeiros, veem-se George Harrison, Bonnie Tyler, Iron Maiden, Pink Floyd, Queen, os Bee Gees e os Beatles, todos igualmente dos anos 60 e 70, e Madonna, o Tears for Fears e o Destruction, dos anos 80. A caçula das referências é a pop-punk Avril Lavigne, que já tem mais de 20 anos de carreira. Duas citações surpreendentes são o cantor folk-rock-country Kenny Rogers e a orquestra do francês Paul Mauriat, que vieram dos pré-diluvianos anos 50. Não se trata, pois, de uma questão de idade.

    Nem de género musical porque, se os roqueiros ingleses e americanos predominam, os brasileiros estão conspicuamente ausentes — ninguém falou em Blitz, Titds, Legi&o Urbana, RPM, Paralamas, Sepultura, Gang 90 & Absurdettes, Lobão e os Ronaldos. Ninguém se lembrou de Raul Seixas. E, em outra área, nem de Roberto Carlos, Waldick Soriano, Nelson Ned, Agnaldo Timóteo.  

    Onze dos 18 leitores ainda escutam "exemplares físicos". Há algo de errado aí — não se diz que ninguém mais quer saber deles?


CASTRO, Ruy. Folha de São Paulo, 20.6.24. 
Observe os seguintes trechos:

I - “[...] a Folha perguntou ao leitor: 'Qual é o seu CD favorito? Você ainda tem exemplares físicos?"" (1°§)
Il - "Onze dos 18 leitores ainda escutam ‘exemplares físicos’.” (5° §)

Assinale a opção correta sobre o emprego das aspas nesses trechos. 
Alternativas
Q3272852 Português
Texto 2 


Por parte de pai 


    Debruçado na janela meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no Alto de São Francisco. 

    [...] Eu brincava na rua, procurando o além dos olhos, entre pedras redondas e irregulares calçando a rua da Paciência. Depois das chuvas, essas pedras centenárias, cinza, ficavam lisas e limpas, cercadas de umidade e areia lavada. Nas enxurradas desciam lascas de malacheta brilhando como ouro e prata, conforme a luz do sol.  

    [...] Meu avô, pela janela, me vigiava ou abençoava, até hoje não sei, com seu olhar espantado de quem vê cada coisa pela primeira vez. E aqueles que por ali passavam lhe cumprimentavam: “Oi, seu Queirós”. Ele respondia e rimava: "Tem dó de nós". Minha avo, assentada na sala, fazendo bico de croché em pano de prato, não via a rua. 

    [...] O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar. O quintal se estendia para muito depois do olhar, acordando surpresa em cada sombra. Torrado em panela de ferro, o café era moído preso no portal da cozinha. O café do bule era grosso e forte, o da cafeteira, fraco e doce. Um para adultos e outro para crianças. O aroma do café se espalhava pela casa, despertando a vontade de mastigar queijo, saborear bolo de fubá, comer biscoito de polvilho, assado em forno de cupim. [...] Minha avó, coado o café, deixava o bule e a cafeteira sobre a mesa forrada com toalha de ponto cruz, e esperava as quitandeiras. 

    Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães. Com a caderneta do armazém comprava-se o que não podia ser plantado em casa. No final do mês, ao pagar a conta ganhava-se uma lata de marmelada. 

    Depois do cafezal, na divisa com a serra, corria o córrego, fino e transparente. Tomávamos banho pelados, até a ponta dos dedos ficarem enrugadas. Meu avô raras vezes, nos fazia companhia. 

    [...] Meu avô conhecia o nome das frutas. Na hora de voltar, ele trazia, se equilibrando pelos caminhos, uma lata de areia para minha avó arear as panelas de ferro.  

    [...] Atrás da horta havia chiqueiro onde três ou quatro porcos dormiam e comiam, sem desconfiar do futuro. Se eu fosse porco não engordava nunca, imaginava. lá passar fome, fazer regime, para continuar vivendo.

    [...] Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou: 

    O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, arvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as historias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo. 

    [..] As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milénios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo. 

    Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre os meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais.


Queirós, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995. 
Assinale a opção em que a reescritura do trecho abaixo respeita a norma culta e o sentido do texto original.

“O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar.” (4° §) 
Alternativas
Q3256312 Português

Texto 2


COBRANÇA


   Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: "Aqui mora uma devedora inadimplente.


   - Você não pode fazer isso comigo - protestou ela.


   - Claro que posso - replicou ele.- Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou o cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.


    - Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise... 


    - Já sei - ironizou ele. - Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.


    - Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...


   - Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando esse cartaz, até você saldar a sua dívida.


    Neste momento começou a chuviscar.


   - Você vai se molhar- advertiu ela. - Vai acabar ficando doente.


   - Ele riu, amargo:


   - E dai? Se você está preocupada com a minha saúde, pague o que deve.


   - Posso lhe dar um guarda-chuva...


   - Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.


   Ela agora estava irritada:


   - Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui. 


   - Sou seu marido - retrucou ele - e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu a avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que você quer que eu faça? Que perca meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.


  - Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para o outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.



SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.

"Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro." (15° §). Ao reescrever o trecho, a pontuação se mantém correta em:
Alternativas
Q3256070 Português

Texto 5


Q38_40.png (352×118)


GONSALES, Fernando. Folha de São Paulo, 26.8.24.

Assinale a opção em que a reescritura do trecho acima respeita as regras da norma culta quanto ao emprego da pontuação e não modifica o sentido original do texto. 
Alternativas
Q3226936 Português
Texto 2 

COM O САСНОRRO AO LADO

Toda manhã saía levando o cachorro a passear. Era umaboa justificativa o cachorro, para ele que, aposentado,talvez não tivesse outra. la caminhando devagar até aavenida junto ao mar, e lá chegando deixava-se ficar numbanco, o olhar posto nos navios fundeados ao largo. Haviasempre muitos navios. No seu tempo de prático, naviosnão precisavam esperar. De lancha ou rebocador, emcalmaria ou em tempestade, ele cruzava a barra e, no maraberto, se aproximava do casco tão mais alto do que suaprópria embarcação, olhava para cima avaliando adistância, começava a subir pela escadinha ondeante.Havia riscos. Muitas vezes chegara na ponte de comandoencharcado. Mas era o que sabia fazer, e o fazia melhordo que outros. Melhor do que outros conhecia as lajessubmersas, os bancos de areia, as correntezas todasdaquele porto, e nele conduzia os navios como se a águafosse vidro e ele visse o que para os demais era oculto.Os navios entravam no porto como cegos guiados porquem vê. Havia sido um belo trabalho. Agora sentava-seno banco junto ao mar, e olhava ao longe os navios. Sabiaque não estavam ali à espera do prático. O tráfegomarítimo havia aumentado ano a ano, e aos poucostornara-se necessário esperar por uma vaga no porto,como em qualquer estacionamento de automóveis. Mas.sentado no banco, com o cachorro deitado a seu lado,gostava de pensar que na névoa da manhã os naviosesperavam por ele, esperavam a lancha ou o rebocadorque o traria até junto do alto casco, quando entãolevantaria a cabeça avaliando a distância antes decomeçar a subir. Um a um, aqueles navios agora cravadosna água como se na rocha, sairiam da névoa e,comandados por ele cruzariam a barra entrando no porto.Progressivamente, o horizonte ficaria despovoado. Seusdevaneios chegavam só até esse ponto, só até ohorizonte desimpedido. Acrescentava ainda um lamentode sirene, longo. Depois se levantava do banco. Ocachorro se levantava do chão. O passeio da manhäestava terminado.

COLASANTI, Marina. Hora de alimentar serpentes. São Paulo:Editora Global, 2013.
Observe o trecho abaixo.
"Mas, sentado no banco, com o cachorro deitado a seu lado, gostava de pensar que na névoa da manhã os navios esperavam por ele (...)".

Assinale a opção em que a reescritura do trecho mantém a correção gramatical, com relação à pontuação.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2025 - PM-SP - Soldado PM de 2ª Classe |
Q3206714 Português
Assinale a frase cuja pontuação está inteiramente correta. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: SELECON Órgão: CBM-MT Prova: SELECON - 2025 - CBM-MT - Auxiliar |
Q3163019 Português
Leia o texto a seguir:


Produção global de vinho em 2024 pode atingir menor volume desde 1961


Organização culpou as mudanças climáticas pela brusca queda


Uma estimativa publicada nessa segunda-feira (2) pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) informou que a produção global da bebida poderá cair neste ano ao nível mais baixo desde 1961.


De acordo com o relatório da entidade, a brusca queda foi impulsionada pelas condições climáticas adversas, principalmente a seca extrema que atingiu diversas regiões do planeta.


"Os desafios climáticos nos dois hemisférios são, mais uma vez, as principais causas dessa redução no volume de produção mundial", disse a OIV.


Em relação ao ano de 2023, que foi considerado fraco pelos profissionais da área, a produção em 2024 deverá cair mais de 2%. Além disso, a quantidade representa uma redução de 13% em comparação com a média da última década.


Segundo as projeções da OIV, com base nas colheitas de 29 nações que representam 85% da produção anual de vinho, os números deste ano estão estimados entre 227 e 235 milhões de hectolitros, o menor volume colhido desde 1961 (220 milhões).


Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2024/12/1053215-producao-global-de-vinho-em-2024-pode-atingir-menor-volume-desde-1961.html. Acesso em: 08 dez. 2024. Texto adaptado
"Os desafios climáticos nos dois hemisférios são, mais uma vez, as principais causas dessa redução no volume de produção mundial", disse a OIV (3º parágrafo)

Nesse trecho, as aspas foram empregadas para:
Alternativas
Q4181442 Português
Missão da Nasa decola rumo ao asteroide Psyche

A agência espacial americana alça voo para o asteroide Psyche, na busca por compreender os mistérios de um mundo metalizado, revelando segredos da formação do sistema solar

Publicado em 13 de outubro de 2023, 12h12


     A Nasa lançou, nesta sexta-feira, 13, uma missão ao distante asteroide Psyche, um mundo feito de metal até então não estudado, que os cientistas acreditam que poderia ser o núcleo de um antigo corpo celeste.

    A sonda da missão Psyche decolou conforme planejado, às 10h19, horário local (11h19 no horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX.

[...]

    A humanidade já visitou mundos feitos de rochas, gelo ou gás. Mas "esta será a primeira vez que o fará em um mundo que tem uma superfície metálica", disse Lindy Elkins-Tanton, gestora científica da missão, em coletiva de imprensa.

   A viagem será longa: Psyche está localizada na parte externa do cinturão de asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter. A sonda da Nasa percorrerá cerca de 3,5 bilhões de quilômetros para chegar até lá, provavelmente no verão boreal (hemisfério norte) de 2029.

   Graças à luz refletida em sua superfície, os cientistas sabem que Psyche é muito densa e feita de metal, além de algum outro material, talvez rochas. "Não sabemos realmente como é Psyche", explicou a pesquisadora. "Costumo brincar que tem o formato de uma batata, porque as batatas têm vários formatos diferentes, então não estou errada".

    Os cientistas pensam que Psyche, com mais de 200 quilômetros de comprimento, pode ser o núcleo de um antigo corpo celeste, cuja superfície foi arrancada por impactos de asteroides.

    A Terra, como Marte, Vênus e Mercúrio, tem um núcleo metálico. "Nunca veremos esses núcleos, é muito quente e muito profundo", disse Lindy ElkinsTanton. A missão a Psyche é, portanto, "nossa única maneira de ver um núcleo".

[...]

   A sonda permanecerá em órbita ao redor de Psyche por pouco mais de dois anos para estudá-la, alternando entre diversas altitudes.

  Serão utilizados três instrumentos científicos: imagens multiespectrais para fotografá-lo, espectrômetros para determinar sua composição e magnetômetros para medir seu campo magnético.

  Para se deslocar, a sonda também utilizará propulsores de efeito Hall, uma novidade nas viagens interplanetárias. Esses motores utilizam a eletricidade fornecida pelos painéis solares da sonda para obter íons de um gás nobre (gás xenônio), que são acelerados pela passagem por um campo elétrico.

   Eles são, então, ejetados em alta velocidade, "cinco vezes mais rápido que o combustível que sai de um foguete convencional", disse David Oh, engenheiro da Nasa. "É o tipo de coisa que vimos em Star Wars e Star Trek, mas hoje estamos tornando o futuro uma realidade", disse ele.

   A missão Psyche também testará um sistema de comunicação a laser, que deverá permitir a transmissão de mais dados do que comunicações por rádio.


Adaptado de: https://exame.com/ciencia/missao-da-nasa-decolarumo-ao-asteroide-psyche/. Acesso em: 14 nov 2023. 
Assinale a alternativa em que se apresenta uma sentença adaptada do texto, na qual se preserva o uso correto da pontuação. 
Alternativas
Q4181363 Português
O papel da memória e a memória de papel


    Com espantosa frequência, leilões on-line oferecem ao mercado preciosos documentos públicos. Enquanto atuaram em funções estatais, personagens como Epitácio Pessoa, José de Alencar, Machado de Assis ou Pedro 2º produziram documentos públicos que, hoje, são disputados como investimento, como raridade colecionável e até como instrumento de crimes financeiros. A depender do conteúdo, do autógrafo, do estado de conservação e da procedência, um documento pode alcançar milhares de reais. 

    Papéis tramitados entre duas esferas públicas, contudo, estão sujeitos, caso autênticos, ao art. 10 da Lei nº 8.159/1991, que proíbe a comercialização de documentos de valor histórico egressos de arquivos públicos.

    A Instrução Normativa 01/2007 do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) exige que leilões contendo documentos produzidos até o ano de 2000 sejam previamente informados ao órgão para análise de restrições de circulação ou identificação de eventual interesse de alguma instituição de acautelamento de patrimônio cultural.

    A partir dessa informação, a autoridade pode exigir a retirada do documento do leilão definitivamente ou, caso seja necessário, para a realização de perícia, a fim de identificar, por exemplo, numerações, carimbos, vestígios de amarração, marcas de que o papel foi destacado de alguma encadernação, além do próprio conteúdo oficial do documento. Tudo isso para definir autenticidade e procedência do documento, mas nem sempre a comunicação prévia é feita. 

    Um documento público original assinado por Epitácio Pessoa, por exemplo, antes de chegar a uma grande plataforma de leilão on-line como eBay, Catawiki, Mercado Livre ou LeilõesBR, ou a grupos de WhatsApp, Facebook e Telegram, provavelmente saiu de modo ilícito de algum arquivo federal ou estadual. O aperfeiçoamento da legislação esparsa e a adoção de medidas interinstitucionais são um caminho urgente e necessário para salvaguardar o patrimônio documental.

    Neste momento, a Câmara dos Deputados discute o Projeto de Lei nº 2.789/2021, que atualiza a Lei de Arquivos (Lei nº 8.159/1991) e torna improbidade administrativa o ato de "agir ou concorrer para a perda, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens materiais e imateriais do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro, inclusive mediante desestruturação e corte de verbas para custeio dos órgãos incumbidos de proteger tal acervo".

    A proposta é bem-vinda. Não é razoável que a Lei de Improbidade (Lei nº 8.429/1992) ainda não contenha uma única referência a bens culturais. Mas essa medida ainda demoraria algum tempo até produzir efeitos concretos em uma realidade que, neste momento, já exige providências urgentes.

    Uma ação complementar, de efeitos mais rápidos, poderia mobilizar os ministérios da Cultura e da Justiça e o Ministério Público para obrigar os marketplaces a se comprometer com "effective moderation policies" e impedir a venda de bens culturais sem prova de origem e comercialização lícitas. Medidas auxiliares incluiriam a adoção de códigos de conduta para essas plataformas digitais e o desenvolvimento de "bots" para detectar automaticamente, a partir da análise de imagens ou palavras-chave via inteligência artificial, bens procurados.

    A Constituição Federal definiu os documentos como parte do patrimônio cultural do Brasil (art. 216, inc. IV) e fixou que é competência comum de todos os entes da Federação protegê-los (art. 23, inc. III). A Unesco, por sua vez, ao aprovar a "Declaração Universal sobre Arquivos", em 2011, destacou o "papel essencial dos arquivos para (...) assegurar a memória individual e coletiva, e para compreender o passado, documentar o presente com vista a orientar o futuro".

    Documentos – textuais, cartográficos, iconográficos, fonográficos etc. – são preciosas fontes de informação, e subtraí-los, extraviá-los, danificar ou destruir é pôr em risco a nossa memória. Sem memória, é impossível haver cultura e, sem cultura, nada resta da sociedade. Descuidar do patrimônio arquivístico, portanto, é o mesmo que abandonar uma parte de nós mesmos, de nossa humanidade.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/11/opapel-da-memoria-e-a-memoria-de-papel.shtml. Acesso em: 17 nov. 2023. 
Assinale a alternativa que analisa e explica corretamente o uso de vírgulas no trecho a seguir:

“A partir dessa informação, a autoridade pode exigir a retirada do documento do leilão definitivamente ou, caso seja necessário, para a realização de perícia, a fim de identificar, por exemplo, numerações, carimbos, vestígios de amarração, marcas de que o papel foi destacado de alguma encadernação, além do próprio conteúdo oficial do documento.”
Alternativas
Q3553671 Português
As questões de 23 a 26 referem-se ao texto II.

Texto II

O QUE É MOBILIDADE URBANA?

Mobilidade urbana é definida como a capacidade de deslocamento de pessoas dentro do espaço urbano por motivos econômicos, sociais e pessoais. Nesse sentido, é possível entender que todos participam e dependem, de alguma forma, da mobilidade urbana para irem de um local a outro com qualidade e eficiência.

De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), existem diversos desafios da mobilidade urbana no Brasil. Dentre eles, destacam-se o rápido desenvolvimento urbano e investimentos em infraestrutura. Segundo o Ipea, o rápido crescimento populacional aparece como um dos principais desafios para a mobilidade. Hoje, aproximadamente 85% da população brasileira vive em centros urbanos e cerca de 36 cidades têm mais de 500 mil moradores. O estudo também aponta o alto custo de projetos de infraestrutura como mais um desses cenários desafiadores, uma vez que são necessárias vias e sistemas de transporte adequados para deslocar o cidadão.

Enquanto são criadas políticas públicas para melhorar a infraestrutura das cidades, existem algumas alternativas que pessoas e empresas podem desenvolver, desde já, para contribuir com a mobilidade urbana. Um exemplo é a carona solidária. Gestores podem estimular, dentro das empresas, a prática de carona entre membros da equipe que moram próximos uns dos outros.

Outro exemplo é o deslocamento sem motor. Para colaboradores que gostam de ir trabalhar utilizando meios de transporte não-motorizados – como bicicletas, por exemplo –, é interessante desenvolver espaços que facilitem o dia a dia de quem adota a prática. Estacionamento para bikes e vestiários são boas alternativas.

Ao somar os desafios da mobilidade urbana no Brasil com as boas práticas que podem melhorá-la, é possível entender que são muitos os benefícios trazidos por um ambiente de melhor mobilidade. Dentre eles destacam-se:


• Ganho de tempo – Se mais pessoas dividissem um mesmo veículo em caronas para ir e voltar do trabalho, haveria menos congestionamento nas ruas em horários de pico. O resultado é menos tempo em engarrafamentos e mais tempo produzindo ou descansando.

• Networking – Outro ponto interessante despertado pelas boas práticas de mobilidade urbana é a possibilidade de criar uma rede de contatos profissionais durante as caronas solidárias.

• Menos poluição – Além de melhorar o trânsito, deixar menos veículos em circulação também reduz a emissão de poluentes e gases responsáveis pelo efeito estufa.


O futuro perfeito – e esperado – para a mobilidade urbana envolve a possibilidade de deslocamento fácil, eficiente e seguro para todos.

BLOG FROTAS LOCALIZA. O que é mobilidade urbana? Localiza, 11 nov. 2022. Disponível em: https://frotas.localiza.com/blog/mobilidade-urbana. Acesso em: 09 jan. 2023. (Adaptado). 
Considere o trecho a seguir.
“Ao somar os desafios da mobilidade urbana no Brasil com as boas práticas que podem melhorá-la, é possível entender que são muitos os benefícios trazidos por um ambiente de melhor mobilidade. Dentre eles destacam-se:

• Ganho de tempo – Se mais pessoas dividissem um mesmo veículo em caronas para ir e voltar do trabalho, haveria menos congestionamento nas ruas em horários de pico. O resultado é menos tempo em engarrafamentos e mais tempo produzindo ou descansando.
• Networking – Outro ponto interessante despertado pelas boas práticas de mobilidade urbana é a possibilidade de criar uma rede de contatos profissionais durante as caronas solidárias.
• Menos poluição – Além de melhorar o trânsito, deixar menos veículos em circulação também reduz a emissão de poluentes e gases responsáveis pelo efeito estufa”.

O uso de travessões ao longo do trecho analisado serve para
Alternativas
Q3487196 Português
Leia o trecho do artigo “A idade do núcleo sólido da Terra”  e,  em  seguida,  assinale  a  alternativa  que  apresenta  quantas  vírgulas  devem  ser  obrigatoriamente  empregadas.  (As  vírgulas  foram retiradas do texto.) 

“Ao  criar  condições  semelhantes  às  do  centro  da  Terra  dentro de uma câmara de laboratório pesquisadores chineses e  norte‐americanos  aperfeiçoaram  a  estimativa  da  idade  do  núcleo sólido do nosso planeta. O estudo que  foi publicado no  início de agosto no Physical Review Letters sugere que o núcleo  do planeta surgiu entre 1 bilhão e 1,3 bilhão de anos atrás o que  contraria as teorias que defendem que sua origem se deu entre  1,3 bilhão e 4,5 bilhões de anos ou como propõe uma hipótese  mais recente há 565 milhões de anos.” 

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2020/08/cientistas‐ revisam‐idade‐do‐nucleo‐solido‐da‐terra‐1‐bilhao‐de‐anos.html/ 
Alternativas
Respostas
61: D
62: D
63: A
64: E
65: A
66: D
67: D
68: D
69: C
70: C
71: D
72: B
73: A
74: A
75: E
76: C
77: A
78: A
79: X
80: A