Questões Militares Sobre pontuação em português

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Q4411734 Português
        Mobilidade urbana é um tema constantemente discutido no Brasil. A maioria das grandes cidades sofre com graves problemas de transporte e enfrenta desafios em promover meios de diminuir o impacto do trânsito no dia a dia da população. Uma das causas do aumento de engarrafamentos é bem óbvia: há mais carros nas ruas. O investimento no desenvolvimento da indústria automobilística facilitou o acesso a veículos particulares, o que deixou as vias públicas sobrecarregadas. Na contramão, não houve — e continua não havendo — programas de incentivo ao transporte público, coletivo, mais econômico.

         Para explicitar o contrassenso, basta observar as cidades pelo mundo em que o transporte público é prioridade, os ônibus e metrôs são de boa qualidade e as pessoas se locomovem com facilidade, enquanto aqui, pelo contrário, a infraestrutura é inadequada, os veículos são velhos, a malha de atendimento é ainda restrita; tudo isso dificulta o uso desses modais como prioridade pela população. Grande parte dessa realidade vem da falta de interesse governamental em estabelecer programas de desenvolvimento que contemplem a mobilidade urbana sustentável.

Janguiê Diniz. Mobilidade urbana também é democratização. 23/10/2019.
Internet:<abmes.org.br>  (com adaptações).  

Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.  


No trecho “a infraestrutura é inadequada, os veículos são velhos, a malha de atendimento é ainda restrita; tudo isso dificulta o uso desses modais como prioridade pela população” (segundo parágrafo), o sinal de ponto e vírgula empregado logo após o termo “restrita” delimita a enumeração relacionada à expressão “tudo isso”, que sintetiza as três constatações enumeradas anteriormente.  

Alternativas
Q4411611 Português
        Mobilidade urbana é um tema constantemente discutido no Brasil. A maioria das grandes cidades sofre com graves problemas de transporte e enfrenta desafios em promover meios de diminuir o impacto do trânsito no dia a dia da população. Uma das causas do aumento de engarrafamentos é bem óbvia: há mais carros nas ruas. O investimento no desenvolvimento da indústria automobilística facilitou o acesso a veículos particulares, o que deixou as vias públicas sobrecarregadas. Na contramão, não houve — e continua não havendo — programas de incentivo ao transporte público, coletivo, mais econômico.

         Para explicitar o contrassenso, basta observar as cidades pelo mundo em que o transporte público é prioridade, os ônibus e metrôs são de boa qualidade e as pessoas se locomovem com facilidade, enquanto aqui, pelo contrário, a infraestrutura é inadequada, os veículos são velhos, a malha de atendimento é ainda restrita; tudo isso dificulta o uso desses modais como prioridade pela população. Grande parte dessa realidade vem da falta de interesse governamental em estabelecer programas de desenvolvimento que contemplem a mobilidade urbana sustentável.

Janguiê Diniz. Mobilidade urbana também é democratização. 23/10/2019.
Internet: <abmes.org.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.


No trecho “a infraestrutura é inadequada, os veículos são velhos, a malha de atendimento é ainda restrita; tudo isso dificulta o uso desses modais como prioridade pela população” (segundo parágrafo), o sinal de ponto e vírgula empregado logo após o termo “restrita” delimita a enumeração relacionada à expressão “tudo isso”, que sintetiza as três constatações enumeradas anteriormente.

Alternativas
Q4404291 Português
Texto CG1A1

        Segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) publicado em dezembro de 2022, entre os 15 países da América Latina e do Caribe analisados quanto à equidade de gênero no serviço público, o Brasil é o que tem a menor participação de mulheres em cargos de liderança na administração pública — apenas 18,6% das chefias, contra a média de 23,6% entre os pesquisados.

        O estudo do BID aponta também a permanência da presença das mulheres em funções consideradas femininas, em geral ligadas a formas de cuidado, como saúde e educação. O fato de que esse condicionamento a determinadas áreas continua sendo observado, mesmo naqueles países que já avançaram na garantia da presença de mulheres no serviço público, aponta para a dificuldade de superação das desigualdades estruturais de gênero e a importância de políticas específicas para apoiar o desenvolvimento das carreiras de mulheres.

        Quando uma maioria numérica é suprimida em uma minoria social, reforçamos desigualdades sociais, preconceitos e a exclusão social e econômica. A falta de diversidade prejudica o avanço na conquista de direitos, acesso a serviços e possibilidades profissionais. Mas, para além da questão ética, a diversidade aprimora o serviço público. Ela torna o setor mais inclusivo e preocupado em gerar resultados concretos para as demandas da sociedade.

        Temos evidências de que a presença de gestores com perfis diversos se converte em uma melhor prestação de serviços públicos e desempenho das organizações, assim como a redução dos níveis de corrupção.

        A pesquisa Equidade e representatividade: síntese de evidências sobre a presença de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança e autoridade, realizada pelo Núcleo de Estudos Raciais do INSPER (NERI), compila diversos estudos sobre o tema da equidade racial e de gênero para concluir, por exemplo, que lideranças públicas femininas tendem a investir até 7% mais em bens como saúde e educação, em comparação com os homens.

        Elas também tendem a reduzir em até 32% a desigualdade de gênero na educação entre os adolescentes e em 25% entre homens e mulheres adultas, assim como em até 24% a mortalidade infantil. Quanto à corrupção, há evidências de que mulheres podem apresentar de 29% a 35% menos chances de envolvimento.

        Lideranças negras tendem a propor três vezes mais leis e políticas públicas dedicadas à inclusão, além de aumentar em até dois pontos percentuais o engajamento político do eleitorado negro em nível local e a participação da força de trabalho negra.

        Esses dados não devem ser generalizados, é claro, e é preciso considerar as complexidades e variáveis que ainda não foram analisadas a fundo, mas, ao reunir evidências de 95 estudos e artigos científicos dos últimos 20 anos, o documento do NERI reforça a importância da interseccionalidade na formulação e execução de políticas, e não apenas sob a perspectiva de gênero.

        De todo modo, em um país tão diverso e com problemas tão complexos como o Brasil, a representatividade da população na administração pública permite somar múltiplos olhares na construção e implementação de políticas mais efetivas e eficientes na solução de problemas.

Internet: <www.nexojornal.com.br>  (com adaptações). 
Considerando o emprego dos sinais de pontuação no texto CG1A1, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4381562 Português
TEXTO I


“Nasceu o sol. E, como ela estava com tempo, sentou-se num banco do jardim. Um homem mastigava chicletes. Outro lia jornal. Uma mulher estava parada, com um saco de pão no colo. A vida era aquilo. Os minutos passavam, como passam em qualquer lugar.”


Becker, A. Armandinho. Disponível em: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho. Acesso em: 7 de outubro de 2024.
Com base no uso da vírgula no último período do Texto I – “Os minutos passavam, como passam em qualquer lugar” – assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Exército Órgão: EsSA Prova: Exército - 2026 - EsSA - Sargento - Geral |
Q4381393 Português
TEXTO I

“Nasceu o sol. E, como ela estava com tempo, sentou-se num banco do jardim. Um homem mastigava chicletes. Outro lia jornal. Uma mulher estava parada, com um saco de pão no colo. A vida era aquilo. Os minutos passavam, como passam em qualquer lugar.”

Becker, A. Armandinho. Disponível em: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho. Acesso em: 7 de outubro de 2024.

Com base no uso da vírgula no último período do Texto I – “Os minutos passavam, como passam em qualquer lugar” – assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-ES Prova: IDECAN - 2026 - PM-ES - Soldado Combatente |
Q4380032 Português

O risco que ignoramos


    O câncer ainda é uma das principais causas de morte no mundo, em grande parte relacionado a fatores modificáveis. Para entender melhor esse panorama, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um estudo de mapeamento dos casos da doença no mundo e a relação com fatores que podem ser evitados.

    O tabagismo (15,1%), as infecções (10,2%) e o consumo de álcool (3,2%) foram os principais contribuintes para a carga de câncer. O estudo considerou ainda fatores como índice de massa corporal elevado, atividade física insuficiente, tabaco sem fumaça, poluição do ar e radiação ultravioleta.

    A divulgação dessas informações é extremamente importante. Afinal, conhecer os fatores de risco é o primeiro passo para poder combatê-los. O problema é que muitas vezes acabamos focando somente nos riscos que recebem mais destaque e deixamos de olhar para outros que atingem uma parcela muito maior da população. O Brasil é um excelente exemplo disso.

    Graças a décadas de campanhas educativas, restrições à publicidade, aumento de impostos e ambientes livres de fumaça, o número de fumantes caiu de forma impressionante. Hoje, menos de 10% da população adulta brasileira fuma regularmente. Trata-se de uma das maiores vitórias da saúde pública do país. Mas, enquanto comemoramos essa conquista, outro problema cresce silenciosamente.

    Segundo pesquisa da Quest, cerca de 52% dos brasileiros se consideram sedentários. Quando analisamos os critérios da OMS, a situação se torna ainda mais preocupante: aproximadamente 76% da população não atinge os níveis mínimos de atividade física recomendados para a manutenção da saúde. Isso significa que o sedentarismo está presente na vida de milhões de brasileiros todos os dias. E o impacto disso vai muito além da perda de condicionamento físico.

    Outro fator que merece atenção é a obesidade. Hoje, cerca de 30% da população brasileira é obesa. E a obesidade está associada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer. Mais uma vez, existe uma ligação direta com a atividade física.

    É importante deixar claro: o objetivo desta reflexão não é minimizar os riscos do cigarro ou do álcool. O ponto é outro. Quando pensamos em saúde pública, precisamos considerar não apenas o tamanho do risco individual, mas também o número de pessoas expostas a ele.

    Se menos de 10% da população fuma, mas mais da metade é sedentária e três em cada quatro brasileiros não alcançam sequer o mínimo recomendado de atividade física, talvez estejamos diante de uma das maiores oportunidades de prevenção da atualidade.

    A prevenção não depende apenas de eliminar hábitos ruins. Ela também exige a construção de hábitos saudáveis. E poucas intervenções de estilo de vida oferecem benefícios tão amplos quanto o movimento físico.

    Não é necessário se tornar atleta. Não é preciso correr maratonas nem passar horas por dia na academia. A mudança pode começar com atitudes simples: caminhar mais, usar escadas, levantar-se frequentemente ao longo do dia, brincar com os filhos, passear com cachorro, pedalar, dançar ou praticar qualquer atividade prazerosa. O exercício físico estruturado continua sendo algo extremamente importante, entretanto não podemos ignorar o valor do movimento incorporado à rotina. Nosso corpo foi feito para se mover. Cada passo conta.

    Talvez o maior desafio da saúde moderna não seja apenas convencer as pessoas a evitar o cigarro. Talvez seja fazê-las entender que passar grande parte do dia sentado também tem consequências importantes para a saúde. Alguns riscos são facilmente identificados. Outros são silenciosos, fazem parte da rotina e acabam sendo normalizados. O sedentarismo é um deles.


ATALLA, Marcio. O risco que ignoramos. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 3. jun. 2026. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 4. jun. 2026

A pontuação desempenha um papel fundamental na organização sintática e na clareza do texto escrito. Sabendo disso, assinale a opção em que o emprego da vírgula está plenamente correto e de acordo com as normas gramaticais vigentes. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-ES Prova: IDECAN - 2026 - PM-ES - Soldado Combatente |
Q4380031 Português

O risco que ignoramos


    O câncer ainda é uma das principais causas de morte no mundo, em grande parte relacionado a fatores modificáveis. Para entender melhor esse panorama, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um estudo de mapeamento dos casos da doença no mundo e a relação com fatores que podem ser evitados.

    O tabagismo (15,1%), as infecções (10,2%) e o consumo de álcool (3,2%) foram os principais contribuintes para a carga de câncer. O estudo considerou ainda fatores como índice de massa corporal elevado, atividade física insuficiente, tabaco sem fumaça, poluição do ar e radiação ultravioleta.

    A divulgação dessas informações é extremamente importante. Afinal, conhecer os fatores de risco é o primeiro passo para poder combatê-los. O problema é que muitas vezes acabamos focando somente nos riscos que recebem mais destaque e deixamos de olhar para outros que atingem uma parcela muito maior da população. O Brasil é um excelente exemplo disso.

    Graças a décadas de campanhas educativas, restrições à publicidade, aumento de impostos e ambientes livres de fumaça, o número de fumantes caiu de forma impressionante. Hoje, menos de 10% da população adulta brasileira fuma regularmente. Trata-se de uma das maiores vitórias da saúde pública do país. Mas, enquanto comemoramos essa conquista, outro problema cresce silenciosamente.

    Segundo pesquisa da Quest, cerca de 52% dos brasileiros se consideram sedentários. Quando analisamos os critérios da OMS, a situação se torna ainda mais preocupante: aproximadamente 76% da população não atinge os níveis mínimos de atividade física recomendados para a manutenção da saúde. Isso significa que o sedentarismo está presente na vida de milhões de brasileiros todos os dias. E o impacto disso vai muito além da perda de condicionamento físico.

    Outro fator que merece atenção é a obesidade. Hoje, cerca de 30% da população brasileira é obesa. E a obesidade está associada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer. Mais uma vez, existe uma ligação direta com a atividade física.

    É importante deixar claro: o objetivo desta reflexão não é minimizar os riscos do cigarro ou do álcool. O ponto é outro. Quando pensamos em saúde pública, precisamos considerar não apenas o tamanho do risco individual, mas também o número de pessoas expostas a ele.

    Se menos de 10% da população fuma, mas mais da metade é sedentária e três em cada quatro brasileiros não alcançam sequer o mínimo recomendado de atividade física, talvez estejamos diante de uma das maiores oportunidades de prevenção da atualidade.

    A prevenção não depende apenas de eliminar hábitos ruins. Ela também exige a construção de hábitos saudáveis. E poucas intervenções de estilo de vida oferecem benefícios tão amplos quanto o movimento físico.

    Não é necessário se tornar atleta. Não é preciso correr maratonas nem passar horas por dia na academia. A mudança pode começar com atitudes simples: caminhar mais, usar escadas, levantar-se frequentemente ao longo do dia, brincar com os filhos, passear com cachorro, pedalar, dançar ou praticar qualquer atividade prazerosa. O exercício físico estruturado continua sendo algo extremamente importante, entretanto não podemos ignorar o valor do movimento incorporado à rotina. Nosso corpo foi feito para se mover. Cada passo conta.

    Talvez o maior desafio da saúde moderna não seja apenas convencer as pessoas a evitar o cigarro. Talvez seja fazê-las entender que passar grande parte do dia sentado também tem consequências importantes para a saúde. Alguns riscos são facilmente identificados. Outros são silenciosos, fazem parte da rotina e acabam sendo normalizados. O sedentarismo é um deles.


ATALLA, Marcio. O risco que ignoramos. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 3. jun. 2026. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 4. jun. 2026

 A supressão ou o deslocamento de sinais de pontuação costuma impactar a estrutura sintática e o sentido original de um enunciado. Considere o período estruturado a seguir:


“Para conter o avanço do tabagismo, o governo adotou, de forma gradual, severas restrições à publicidade de cigarros e ampliou os ambientes livres de fumaça.”


O emprego das vírgulas que isolam o segmento “de forma gradual” justifica-se com base na mesma regra gramatical que determina a inserção de vírgulas em:

Alternativas
Q4372876 Português
Diferença de sotaques apenas demonstra que as línguas mudam conforme o contexto social e regional

    “Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações quando chegou ao território brasileiro. O professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) Manoel Mourivaldo Santiago Almeida fala um pouco sobre o processo de formação dos diferentes sotaques.

    “Esse dialeto está em formação, variação e mudança desde seus primeiros contatos ocorridos na extensa região do então planalto de Piratininga entre falantes da língua portuguesa e das diversas línguas indígenas. A partir dos séculos 17 e 18, essa variedade se expandiu para o interior tanto paulista quanto brasileiro, principalmente para o Centro-Oeste do Brasil, tendo como caminho as águas do Tietê, pela ação dos bandeirantes e bolseiros, aqueles que se utilizam de vias fluviais, e também para o Sul do Brasil pela rota dos tropeiros. É preciso somar a esse contexto o contato entre as línguas africanas, da época da escravidão e também depois com as línguas europeias, como o italiano, dentre outras e de outros continentes”, afirma.

    A criação de sotaques diversos tem relação histórica: como exemplo, a vinda da corte portuguesa para o Rio de Janeiro. “Por exemplo, é comum dizer que o C ou o S chiado no final de sílaba do falante carioca, como em casca, e que também está presente na maioria dos sotaques litorâneos do Sul ao Norte do Brasil, é devido à maior presença do português europeu, que também chia o C ou o S no mesmo contexto de final de sílaba, e é de prestígio. É um ingrediente sócio-histórico e cultural que ativa a formação e a constante variação em mudança de diferentes sotaques, dialetos ou variedades linguísticas em toda e qualquer língua, em todo e qualquer tempo, em todo e qualquer lugar”, acrescenta o professor da FFLCH.


    Morfologia e o estudo da língua portuguesa

    Em alguns casos, as variações morfológicas, como o uso de certas formas verbais ou pronominais, podem estar associadas a diferenças de sotaque. A morfologia trata de um modo geral do estudo da estrutura e formação das palavras. O professor Santiago Almeida exemplifica diferentes formas semânticas de estudar a variedade linguística. “Existem diferenças de diversas naturezas. Semântico-lexical, que trata da diferença de sentido de uma palavra de região para região, como mandioca, aipim, macaxeira, rapariga, moça. Morfossintática, que trata da diferença de construção de uma estrutura de uma frase ou de emprego de termos ou de concordância: tu vais, ele vai etc. Fonético-fonológico, que geralmente é a mais comentada e que trata da realização dos fonemas ou sons de uma língua. Por exemplo, os diferentes tipos de pronunciar um Re ou um R, como um retroflexo, porta, um aspirado ou um vibrante. E, como já foi dito, essas diferenças são reflexos da história social e cultural e dos contatos linguísticos de cada região ou lugar onde tais variações são percebidas”, comenta.


    Preconceito linguístico

    Apesar de ser um país extremamente diverso, o preconceito linguístico ainda é um fator existente no Brasil. O preconceito linguístico é a discriminação ou o julgamento negativo que ocorre com base na maneira como uma pessoa fala, escreve ou utiliza a língua. Ele se manifesta quando se valoriza uma forma de falar ou de escrever (geralmente a variante considerada “padrão” ou “culta”) em detrimento de outras variedades linguísticas, como dialetos regionais, sotaques ou formas de linguagem de grupos sociais específicos. O preconceito linguístico reflete desigualdades sociais e culturais, associando certas formas de falar a estereótipos de inferioridade, à falta de educação ou até mesmo à incapacidade.

    “Eu diria que não é só no Brasil, no mundo todo existem preconceitos linguísticos. O preconceito linguístico ocorre, obviamente, a partir da percepção que cada um tem naturalmente de variedades ou dialetos e sotaques distintos do seu sotaque, da sua variedade. O preconceito linguístico ou estigma tem a ver com a identificação do falante de uma determinada região ou grupo social que, por algum motivo, é também estigmatizado pelo preconceituoso”, discorre o professor.

    Esse tipo de preconceito ignora que as línguas são vivas e mudam conforme o contexto social e regional, e que a variação linguística é uma característica natural e legítima de qualquer idioma. A língua é parte essencial da identidade cultural de cada indivíduo e grupo social e discriminar alguém, com base no seu modo de falar, perpetua desigualdades históricas e sociais. Enfrentar esse preconceito é garantir o reconhecimento da diversidade linguística como uma riqueza cultural, além de assegurar que todos tenham igualdade de oportunidades, independentemente de sua forma de comunicar. A valorização das variantes linguísticas contribui para a construção de uma educação mais democrática e de um convívio social livre de discriminação.

    Santiago conclui ressaltando a importância da diversidade. “É preciso reconhecer que, quando se discute a variedade de uma determinada língua, com o risco de lhe imprimir um único selo ou lhe caracterizar por apenas uma de suas multifaces, o que se pode destacar dentro do redemoinho da variação infinita de toda e qualquer língua são tendências ao maior ou menor grau de inclinação para uma ou outra de suas multifaces. Aí, por ser a língua produto da ação histórica, sociocultural de seus falantes, podemos rumar por caminhos distintos quão distinta seja essa ação histórica, social e cultural. Enfim, basta que o tema seja posto, livre de qualquer inclinação que o conduza deliberadamente para o estigma daquilo que, por natureza, é diverso”, finaliza.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/.
Acesso em: 15 jul. 2026.
No parágrafo conclusivo do texto, o uso das aspas foi empregado em decorrência de um(a):
Alternativas
Q4350940 Português

Texto para a questão.


“A Inteligência Artificial não é, como supõem os entusiastas do Vale do Silício, uma entidade dotada de consciência; é, antes, um sofisticado simulacro estatístico. No âmago de seus algoritmos, reside a tentativa de mimetizar a cognição humana — tarefa que, se por um lado fascina a ciência, por outro, suscita temores éticos profundos. Aos programadores, cabe o código; à máquina, o processamento; aos filósofos, contudo, resta a árdua missão de definir os limites entre o silício e o espírito.”

A pontuação é um recurso morfossintático e discursivo que organiza as hierarquias de sentido no interior do período. Com base nas normas da gramática normativa, analise o emprego dos sinais de pontuação no texto acima e assinale a alternativa tecnicamente correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334463 Português
Domingo do calulu


        Há regressos assim. Sem sair do lugar, me dou por regressado a Benguela1 através da cozinha, juntando no refogado restos de uma identidade adormecida. A minha cultura! Afinal, de que sou feito?, ainda ontem me perguntaram; deve ser por causa do sotaque, ou da falta dele. Pode vos parecer disparatado e absurdo, mas a verdade é que me questionam várias vezes sobre a minha angolanidade: há quanto tempo não vais a Angola?, qual foi a última vez que lá foste?

     A receita nunca me foi ensinada, por isso vou acrescentando, improvisando, tal como o cozinhador João Carlos Silva, tal qual um Avillez, manuseando a faca com a mestria de um samurai. Tenho o tacho de boca larga, inoxidável e um tanto reluzente demais, comparando com aquelas velhas panelas pretas, calcinadas de tanto irem ao fogo, e que passavam de geração em geração, encerrando em si histórias de refeições memoráveis que duravam tardes inteiras. Começo por refogar metade de uma cebola picada em óleo de palma, depois o tomate maduro cortado aos cubos, as postas de corvina seca e fresca, as beringelas aos quadrados, a folha de louro. Deixo repousar sobre o lume brando alguns instantes antes de colocar o resto da cebola e do tomate, assim como os espinafres, que, apesar de aparecerem a substituir as folhas de rama (impossíveis de encontrar fora de Angola), ainda assim quebram o galho.

         Já cheira a calulu2 , já consigo viajar até Benguela. Às vezes, pergunto-me como consigo resistir à distância, eu que nem sou de me entregar à saudade, que vivo bem sem o funge3 , a bandeira gastronômica dos angolanos. Não sei responder e foi preciso implorarem-me para cozinhar algo tipicamente angolano para revisitar velhas receitas familiares que agora, tal como um álbum de fotografias, me trazem lugares, rostos, conversas que julgava perdidas.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa:  Crônicas, 218. Adaptado)


Vocabulário:

1 Benguela: província de Angola, na África.

2 calulu: espécie de ensopado de peixe preparado com quiabo, abóbora, beringela, temperos e azeite de dendê.

3 funge: pirão de farinha de mandioca ou milho com um caldo.
Considere as passagens:

• A minha cultura! (1° parágrafo)
•  ... me trazem lugares, rostos, conversas que julgava perdidas. (3° parágrafo)

O cronista recorre ao emprego do sinal de exclamação e ao emprego das vírgulas, correta e respectivamente, para
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-RR Prova: IDECAN - 2026 - PM-RR - Sargento QPC PM - Geral |
Q4322071 Português
Texto para a questão.


MOTOCICLISTA

Ashley Fiolek


    Uma garotinha estava brincando na cozinha quando algumas panelas caíram da mesa fazendo um barulhão. Ashley nem se virou. Sua mãe e seu pai decidiram testar a audição dela. Quando os resultados voltaram, descobriram que a filhinha deles era surda.

    Aprenderam a linguagem de sinais e mandaram Ashley para um acampamento com outras crianças surdas para que ela pudesse aprender com eles e desenvolvesse autoconfiança.

    O pai e o avô de Ashley amavam motocicletas e deram para ela uma motinho para crianças quando ela fez três anos. Os três iam para a floresta, cada um com sua própria moto. Ashley adorava esses passeios e começou a sonhar em se tornar uma motociclista profissional.

    A maioria das pessoas dizia para ela que isso era impossível. “A audição é muito importante para o motociclismo”, explicavam. “O som do motor diz quando você deve trocar as marchas. Você tem que ser capaz de ouvir onde os outros pilotos estão.”

    Mas Ashley podia sentir pela vibração do motor o momento de trocar as marchas. Prestava atenção às sombras no canto dos olhos e sabia quando alguém estava se aproximando.

    Em cinco anos, ela ganhou quatro títulos nacionais. Ela caiu, sim, muitas vezes!

    Quebrou o braço esquerdo, o pulso direito, o tornozelo direito, a clavícula (três vezes) e os dois dentes da frente, mas sempre se recuperou e voltou para a moto.

    Ashley tem uma caminhonete na garagem. No para-choque, colou um adesivo que diz: “Buzine o quanto quiser, sou surda!”.


NASCIDA EM 22 DE OUTUBRO DE 1990

ESTADOS UNIDOS


FAVILLI, E.; CAVALLO, F. Histórias de ninar para garotas rebeldes: 100 fábulas sobre mulheres extraordinárias. São Paulo: Vergara & Riba Editora, 2017.
Considere o seguinte trecho adaptado do texto: “Quebrou o braço esquerdo, o pulso direito, o tornozelo direito, a clavícula e os dois dentes da frente, mas sempre se recuperou e voltou para a moto.” A respeito dos sinais de pontuação empregados e de seus efeitos sintático-discursivos, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4280336 Português

O retrato


Aldous Huxley



Analise as sentenças a seguir quanto ao uso do travessão.
"- Não, não. Nada de moderno para mim - declarou, em seu agradável inglês do norte." (3°§)
Assinale a opção em que um dos travessões é empregado em contexto diferente do que se nota nas sentenças acima.
Alternativas
Q4190780 Português
Leia o texto para responder à questão.


O Brasil está envelhecendo, mas ainda não sabe onde vai morar


   O Brasil está envelhecendo – e rápido. Em poucas décadas, o País deixou de ser majoritariamente jovem para ingressar numa transição demográfica profunda, que redefine não apenas políticas públicas, mas também a forma como pensamos cidades, moradia e qualidade de vida. Segundo dados do IBGE, atualmente a população entre 60 e 69 anos representa cerca de 16% dos brasileiros (mais de 31 milhões de pessoas). As projeções são ainda mais contundentes: em 2060, o Brasil deverá somar 73,4 milhões de idosos, com crescimento acelerado sobretudo entre aqueles acima dos 90 anos.

    Esse novo desenho etário impõe desafios estruturais. Afinal, não se trata apenas de viver mais, mas de como viver melhor. O envelhecimento da população exige respostas que vão além da saúde e da previdência: passam necessariamente pela moradia. É nesse ponto que surge um debate ainda pouco amadurecido no Brasil, mas central no mundo desenvolvido: o da moradia pensada para o envelhecimento ativo.

    Isso porque envelhecer com dignidade não é apenas um conceito abstrato. É um direito. De um lado, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o direito à moradia digna como um direito humano fundamental e estabelece princípios específicos para as pessoas idosas, baseados em independência, participação social, cuidado, autorrealização e dignidade.

   De outro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça esse olhar por meio do programa Cidades Amigas do Idoso, que propõe lares e ambientes adaptados às necessidades físicas, sociais e emocionais da população idosa. Ou seja, a premissa é clara: envelhecer não deve significar isolamento, perda de autonomia ou exclusão da vida comunitária.


(Caio Calfat. Em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/espaco-aberto/o-brasil-esta-envelhecendo-masainda-nao-sabe-onde-vai-morar/, 16.03.2026. Adaptado)
Com base no proposto por Evanildo Bechara (2019), na passagem do 4º parágrafo “Ou seja, a premissa é clara: envelhecer não deve significar isolamento, perda de autonomia ou exclusão da vida comunitária.”, os sinais de pontuação são empregados, correta e respectivamente, pelos seguintes motivos:
Alternativas
Q4188144 Português
Leia o poema a seguir para responder à questão:


Atávica


Minha mãe me dava o peito e eu escutava,

o ouvido colado à fonte dos seus suspiros:

“Ó meu Deus, meu Jesus, misericórdia.”

Comia leite e culpa de estar alegre quando fico.

Se ficasse na roça ia ser carpideira, puxadeira de terço,

cantadeira, o que na vida é beleza sem esfuziamentos,

as tristezas maravilhosas.

Mas eu vim pra cidade fazer versos tão tristes

que dão gosto, meu Jesus misericórdia.

Por prazer da tristeza eu vivo alegre.


(Adélia Prado, Reunião de poesia)
Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto atende à norma-padrão de pontuação e de acento indicativo de crase.
Alternativas
Q4187023 Português
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO


     O estresse compreende uma resposta física, normal para acontecimentos que fazem o indivíduo se sentir ameaçado ou quando o indivíduo está sobre pressão, sendo uma posição de alerta de autoproteção, podendo ser definido como uma totalização de estímulos físicos e mentais da inaptidão para definir o que é fato, e que são os anseios pessoais (NICOLAU, 2009). Os riscos inerentes à atividade de segurança pública remetem a situações de incertezas e tensões constantes, mesmo após o turno de trabalho; isto se dá pela visibilidade ligada ao uso da farda e de mesmo modo pela perseguição motivada pela vingança (SILVA, 2009). Essa tensão constante desencadeia um processo de estresse ininterrupto, deixa o corpo em sinal constante de alerta, gerando um estresse crônico deixando o indivíduo vulnerável a ansiedade e a depressão.

    O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é uma desordem da ansiedade distinta por um composto de ações/reações e manifestações físicas, mentais e emocionais devido à sequela de traumas vividos que, em geralmente, despertaram perigo à vida. A recordação remete a todo o sofrimento vivido na ocasião, resultando em modificações neurofisiológicas e mentais (VARELLA, 2016). O transtorno é desenvolvido em pessoas que estiveram envolvidas em episódios de violência urbana, guerra, agressão física, tortura, assalto, sequestro, acidentes, dentre outros. Assim, as ameaças consistentes de morte ou ferimentos graves para si ou para outros, são situações diárias presentes nas atividades do agente da segurança pública que, motivam o adoecimento silencioso (FIGUEIRA e MENDLOWICZ, 2003).

    Para Mendes (2013) o desgaste emocional provocado pela forma de trabalho, principalmente no caso do trabalho do policial militar contribui de modo significativo na motivação de transtornos relacionados ao estresse, como nos episódios de depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, e doenças psicossomáticas. Para o autor, as pessoas acometidas pelas implicações estressoras laborais possuem um baixo rendimento no trabalho e comumente estão irritadas e deprimidas.

    A Síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional decorre do estresse laboral, sendo distinguida por uma exaustão emocional, somada a uma autoavaliação negativa, depressão e insensibilidade com relação à vida como um todo. A instauração da síndrome poderá estar relacionada, também, com as relações de subordinação (ALMEIDA, 2007). Observa-se que as doenças ocasionadas pela prática laboral em muitos casos só são entendidas quando em estágios graves. Isto ocorre devido aos sintomas serem comuns e confundidos com moléstias diversas que disfarçam a identificação precoce da doença, gerando um sofrer silencioso e incompreendido por muitos colegas de trabalho e até por familiares.

    Esta síndrome incide em maior número de profissionais, cuja função é cuidar de outras pessoas, tais como: médicos, policiais, bombeiros, agentes penitenciários, dentre outros (ALMEIDA, 2007).


CRUZ, W. H. A saúde mental dos agentes de segurança pública. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-saude-mental-dos-agentes-deseguranca-publica/1630178796 Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptado.
Os enunciados abaixo são reescritas de trechos do texto. Sabendo disso, analise o emprego da vírgula em cada um deles e assinale a única alternativa que apresenta a pontuação em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4187016 Português
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO


     O estresse compreende uma resposta física, normal para acontecimentos que fazem o indivíduo se sentir ameaçado ou quando o indivíduo está sobre pressão, sendo uma posição de alerta de autoproteção, podendo ser definido como uma totalização de estímulos físicos e mentais da inaptidão para definir o que é fato, e que são os anseios pessoais (NICOLAU, 2009). Os riscos inerentes à atividade de segurança pública remetem a situações de incertezas e tensões constantes, mesmo após o turno de trabalho; isto se dá pela visibilidade ligada ao uso da farda e de mesmo modo pela perseguição motivada pela vingança (SILVA, 2009). Essa tensão constante desencadeia um processo de estresse ininterrupto, deixa o corpo em sinal constante de alerta, gerando um estresse crônico deixando o indivíduo vulnerável a ansiedade e a depressão.

    O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é uma desordem da ansiedade distinta por um composto de ações/reações e manifestações físicas, mentais e emocionais devido à sequela de traumas vividos que, em geralmente, despertaram perigo à vida. A recordação remete a todo o sofrimento vivido na ocasião, resultando em modificações neurofisiológicas e mentais (VARELLA, 2016). O transtorno é desenvolvido em pessoas que estiveram envolvidas em episódios de violência urbana, guerra, agressão física, tortura, assalto, sequestro, acidentes, dentre outros. Assim, as ameaças consistentes de morte ou ferimentos graves para si ou para outros, são situações diárias presentes nas atividades do agente da segurança pública que, motivam o adoecimento silencioso (FIGUEIRA e MENDLOWICZ, 2003).

    Para Mendes (2013) o desgaste emocional provocado pela forma de trabalho, principalmente no caso do trabalho do policial militar contribui de modo significativo na motivação de transtornos relacionados ao estresse, como nos episódios de depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, e doenças psicossomáticas. Para o autor, as pessoas acometidas pelas implicações estressoras laborais possuem um baixo rendimento no trabalho e comumente estão irritadas e deprimidas.

    A Síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional decorre do estresse laboral, sendo distinguida por uma exaustão emocional, somada a uma autoavaliação negativa, depressão e insensibilidade com relação à vida como um todo. A instauração da síndrome poderá estar relacionada, também, com as relações de subordinação (ALMEIDA, 2007). Observa-se que as doenças ocasionadas pela prática laboral em muitos casos só são entendidas quando em estágios graves. Isto ocorre devido aos sintomas serem comuns e confundidos com moléstias diversas que disfarçam a identificação precoce da doença, gerando um sofrer silencioso e incompreendido por muitos colegas de trabalho e até por familiares.

    Esta síndrome incide em maior número de profissionais, cuja função é cuidar de outras pessoas, tais como: médicos, policiais, bombeiros, agentes penitenciários, dentre outros (ALMEIDA, 2007).


CRUZ, W. H. A saúde mental dos agentes de segurança pública. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-saude-mental-dos-agentes-deseguranca-publica/1630178796 Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptado.
No penúltimo e no último parágrafo do texto, a estrutura morfossintática é fundamental para a organização das informações sobre a Síndrome de Burnout. Sabendo disso, e com base nas relações de subordinação e nas normas de concordância e pontuação, identifique a alternativa correta.
Alternativas
Q4175960 Português
Assinale a opção em que a pontuação está INCORRETA. 
Alternativas
Q4175928 Português

TEXTO


O Pavão


Eu considerei a glória de um pavão ostentando о esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.


Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.


Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


(BRAGA, Rubem. O pavão. Disponível em https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11513/o-pavao São Paulo. Global, 2005. <https://cronicabrasileira.orgbr/cronicas/11513/o-pavao%20São%20Paulo,%20Global,%202005.>  Acesso em 14 de setembro de 2025) 

Quantos períodos há no terceiro parágrafo do texto? 
Alternativas
Q4175849 Português
Assinale a opção em que há erro de pontuação. 
Alternativas
Q4175825 Português

TEXTO 


Uma ideia toda azul


    Um dia o Rei teve uma ideia.


    Era a primeira vida toda, e tão maravilhado ficou com aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim, correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos, encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.


    Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.


    Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém. Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia que já tinha dono?


    Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo. Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo. Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher?


    Diante de cada porta o Rei parava, pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono. Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se embaraçava em gases, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou a porta.


    A chave, prendeu no pescoço em grossa corrente.


    E nunca mais mexeu nela.


    O tempo correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos que mentiam a verdade.


    Apenas sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade de brincar nos jardins.


    Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-lhe que já podia descansar e lhe libertaram do manto.


    Posta a coroa sobre a almofada, o Rei logo levou a mão à corrente.


    — Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.


    Abriu a porta, levantou o cortinado.


    Na cama de marfim, a ideia dormia azul como naquele dia. E linda. Mas o Rei não era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.


    Tentando na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha guardado para a maior tristeza. Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a porta.


(COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo, Global, 2005.)

No trecho, "Ninguém mais se ocupa de mim dizia atravessando salões e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo." (12°§), o travessão foi utilizado com qual finalidade? 
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: B
4: C
5: C
6: D
7: A
8: C
9: A
10: B
11: D
12: C
13: E
14: C
15: D
16: C
17: B
18: A
19: D
20: C