Questões Militares
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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I. prazeroso.
II. econômico.
III. divertido.
IV. frequente.
Estão corretas
A questão baseia-se no texto a seguir.
Texto I,de Luís Vaz de Camões
Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado.
Texto II, de Leonardo Mota
O mundo está de tal forma
Que ninguém pode entender:
Uns devem, porém não pagam,
Outros pagam sem dever.
A ideia comum aos dois textos é que
Mário de Andrade, testemunha ocular da guerra, retratou nas páginas do Diário Nacional a pouca familiaridade de muitos voluntários com a causa constitucionalista: “Na Rua das Palmeiras,três homens pobremente vestidos seguem num passo decidido.Dois carregam fardas e botinões de soldado. Um deles é rapazainda. De repente, interrompe a parolagem, perguntando: 'Mas oque é, direito, a Constituição?' Se percebe uma certa atrapalhaçãonos outros dois, o passo decidido em que vêm meio que tonteia".
(...)
Na epopeia épica Marco Zero, um dos personagens de Oswald de Andrade exclama reveladoramente: “Adonde é a Casa do Soldado? Eu me alistei por causo da boia". A cultura política do brasileiro médio não era suficientemente desenvolvida a ponto de mobilizar tanta gente em torno da luta pela ordem constitucional.
(CartaCapital, 14.07.2010)
Analise as afirmações.
I. Em sua ficção, Mário de Andrade criou personagens pouco ligados à causa constitucionalista, o que decorre de suas existências pobres, tanto financeira como moralmente;
II. Oswald de Andrade traduz em seu personagem ficcional, cujo registro é nitidamente da norma popular, o interesse subjetivo e imediato sobrepondo-se à causa constitucionalista;
III. São Paulo venceu todos os combates na Revolução Constitucionalista.
Está correto o que se afirma em
(Superinteressante, julho de 2010. Adaptado.)
Os dados apresentados mostram que
Reproduzindo um diálogo entre pai e filha, na hora em que esta acabava de se aprontar para entrar na igreja onde ia se casar, o autor reproduz hábitos de fala próprios de uma língua funcional de âmbito familiar, marcada pela informalidade e caracterizada por uma situação em que é forte a presença dos elementos extralinguísticos. Dos traços de informalidade abaixo relacionados e caracterizados, NÃO é pertinente a seguinte caracterização:

No que concerne às ideias do texto, julgue os itens subsecutivos.

No que concerne às ideias do texto, julgue os itens subsecutivos.

No que concerne às ideias do texto, julgue os itens subsecutivos.
Na antologia que organizou, Italo Moriconi apresenta um painel sobre o conto brasileiro, utilizando critérios de delimitação temporal por décadas. Nesse sentido, sobre a contística brasileira, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
I. Ana Cristina César e Adelia Prado são poetisas que, nos anos 70, romperam barreiras e optaram também pela escrita de narrativas curtas.
II. Os contos publicados nos anos 60 apresentam uma exacerbação do viés erótico e da temática do corpo.
III. Os anos 90 mostram um esgotamento da contística, que se volta para uma revisitação das formas do passado.
IV. A década de 70 foi a década do conto, com intensa produção de autores que apresentavam domínio da técnica narrativa e agilidade na escrita.
1. A minha pátria é como se não fosse, é íntima
2. Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
3. É minha pátria. Por isso, no exílio
4. Assistindo dormir meu filho
5. Choro de saudades de minha pátria.
6. Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
7. Não sei. De fato, não sei
8. Como, por que e quando a minha pátria
9. Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
10. Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
11. Em longas lágrimas amargas.
12. Vontade de beijar os olhos de minha pátria
13. De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
14. Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
15. De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
16. E sem meias pátria minha
17. Tão pobrinha!
(...)
18. Quero rever-te, pátria minha, e para
19. Rever-te me esqueci de tudo
20. Fui cego, estropiado, surdo, mudo
21. Vi minha humilde morte cara a cara
22. Rasguei poemas, mulheres, horizontes
23. Fiquei simples, sem fontes.
24. Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
25. Lábaro não; a minha pátria é desolação
26. De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
(...)
27. Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
28. Que brinca em teus cabelos e te alisa
29. Pátria minha, e perfuma o teu chão...
30. Que vontade de adormecer-me
31. Entre teus doces montes, pátria minha
32. Atento à fome em tuas entranhas
33. E ao batuque em teu coração.
34. Não te direi o nome, pátria minha
35. Teu nome é pátria amada, é patriazinha
36. Não rima com mãe gentil
37. Vives em mim como uma filha, que és
38. Uma ilha de ternura: a Ilha
39. Brasil, talvez.
(...)
(Moraes, Vinicius de. Pátria mina).
I. Segundo Paul Ricoeur um indivíduo narra a si mesmo através de historias das quais pode extrair a definição de sua própria essência o que se confirma no poema.
II. O poeta oscila entre a sacralização e dessacralização, pois em todo o poema apresenta a adesão à pátria mistificada ao lado de uma visão realista dos problemas.
III. Em se tratando de uma pátria que surgiu no contexto da colonização, é visível a critica aos sistemas totalitários e hegemônicos no poema.
IV. O poeta se opõe aos discursos ufanistas e acríticos sobre a pátria.
1. A minha pátria é como se não fosse, é íntima
2. Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
3. É minha pátria. Por isso, no exílio
4. Assistindo dormir meu filho
5. Choro de saudades de minha pátria.
6. Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
7. Não sei. De fato, não sei
8. Como, por que e quando a minha pátria
9. Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
10. Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
11. Em longas lágrimas amargas.
12. Vontade de beijar os olhos de minha pátria
13. De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
14. Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
15. De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
16. E sem meias pátria minha
17. Tão pobrinha!
(...)
18. Quero rever-te, pátria minha, e para
19. Rever-te me esqueci de tudo
20. Fui cego, estropiado, surdo, mudo
21. Vi minha humilde morte cara a cara
22. Rasguei poemas, mulheres, horizontes
23. Fiquei simples, sem fontes.
24. Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
25. Lábaro não; a minha pátria é desolação
26. De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
(...)
27. Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
28. Que brinca em teus cabelos e te alisa
29. Pátria minha, e perfuma o teu chão...
30. Que vontade de adormecer-me
31. Entre teus doces montes, pátria minha
32. Atento à fome em tuas entranhas
33. E ao batuque em teu coração.
34. Não te direi o nome, pátria minha
35. Teu nome é pátria amada, é patriazinha
36. Não rima com mãe gentil
37. Vives em mim como uma filha, que és
38. Uma ilha de ternura: a Ilha
39. Brasil, talvez.
(...)
(Moraes, Vinicius de. Pátria mina).
O eu-lírico descreve a pátria de forma subjetiva. E para isso apresenta várias metáforas nas quais declara seus sentimentos. A este respeito, na linha 17 usa a expressão "Tão pobrinha! ". Sabendo-se que o poeta domina o uso da norma culta, afirma-se corretamente que na estrofe a expressão coloquial serve para:
I. demonstrar a relação íntima que mantém com a pátria.
II. confirmar a ideia de que o Brasil é um país desigual que não dá assistência aos excluídos.
III. declarar de modo carinhoso sua empatia pelos problemas de dependência econômica do Brasil.
IV. reforçar a permanência de traços românticos na poesia brasileira.
Das afirmativas acima, estão corretas, somente:
I. Oralidade e escrita são praticas e uses da língua com características próprias, suficientemente opostas para caracterizar dois sistemas linguísticos dicotônicos.
II, Como todos os povos têm ou tiveram uma tradição oral, a oralidade e mais prestigiosa do que a escrita
III. A escrita não estigmatiza identitariamente grupos ou indivíduos.
( ) As aspas garantem que o autor produziu o texto exatamente da forma como está aspeado.
( ) É justamente por causa das diferentes condições de produção da escrita que a modalidade escrita é mais elaborada e mais correta do que a modalidade falada.
( ) A mudança de estrutura sintática possui relevância semântica. Um enunciado na voz passiva apresenta características diferentes de um enunciado na voz ativa, por exemplo.
( ) A retextualização é definida como a passagem do sonoro para o gráfico.
( ) No processo de transformação da fala em escrita, a eventual diminuição do texto pode ser decorrente da regularização linguística e não exclusivamente por seleção de informações mais importantes.
I. Os brasileiros, em sua maioria, não sabem português.
II. A língua portuguesa falada no Brasil é homogênea.
III. A gramática normativa não representa a realidade linguística.
I. O enunciado "Declaro suspensa esta sessão" só é realmente um ato de fala performativo se as condições de felicidade para seu proferimento forem atendidas.
II. Quando a língua portuguesa toma uma palavra emprestada de outra língua, ela impõe a essa palavra as características fonológicas do português.
III. A metáfora é um fenômeno da linguagem literária o qual não ocorre comumente na linguagem diária.


