Questões Militares
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Texto II
“ONDE ESTOU?” (Cláudio Manuel da Costa)
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado;
E em contemplá-lo tímido esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado:
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era:
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera! (Obras, 1768)
SECCHIN , Antônio Carlos. ANTOLOGIA TEMÁTICA DA POESIA BRASILEIRA – Faculdade de Letras, UFRJ, 1° semestre de
2004.
Texto II
“ONDE ESTOU?” (Cláudio Manuel da Costa)
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado;
E em contemplá-lo tímido esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado:
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era:
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera! (Obras, 1768)
SECCHIN , Antônio Carlos. ANTOLOGIA TEMÁTICA DA POESIA BRASILEIRA – Faculdade de Letras, UFRJ, 1° semestre de
2004.
Considerando os três pilares citados no texto, marque (1) para criticidade, (2) para conhecimento e (3) para apreensão da língua.
( ) A leitura dá ao homem a possibilidade de desvendar o universo.
( ) Quem lê tem maior capacidade para compreender o ser humano e todas as suas complexidades.
( ) O contato com a leitura permite ao escritor criar bons textos.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Leia:
É praticamente impossível que um leitor sensível não se torne um bom escritor. (linhas 4 e 5)
De acordo com o texto, um leitor sensível é aquele que
A POPULAÇÃO DO MUNDO VAI PARAR DE CRESCER?
Provavelmente sim, em 2050. Mas isso vai trazer
alguns problemas.
“A batalha para alimentar toda a humanidade acabou. Nas próximas décadas, centenas de milhões de pessoas vão morrer de fome, apesar de qualquer plano de emergência iniciado agora. A esta altura, nada pode impedir o aumento substancial da mortalidade mundial”, alerta Paul Ehrlich em seu mais famoso livro, publicado em... 1968. Pois é: a bomba populacional não estourou. Nos anos 70 e 80, a agropecuária aumentou sua produtividade e a taxa de natalidade despencou no mundo inteiro, levando ao quase consenso de que a população mundial vai se estabilizar em torno de 9 bilhões de pessoas ali por 2050. E essa freada brusca vai transformar o mundo.
Um artigo de Jack Goldstone, publicado na última edição da revista Foreign Affairs, mostra que o importante não é tanto o tamanho da população, mas onde ela diminui e onde cresce, e aponta quatro tendências. A primeira já está em curso há muito tempo: em 2050, a maioria dos terráqueos vai viver em grandes cidades – e haja esgoto, hospital e ruas para tanta aglomeração. Outras duas dizem respeito aos países mais ricos: além de sua população envelhecer e diminuir, Europa, EUA e Canadá vão representar menos riqueza – apenas 30% do PIB mundial em 2050, menos que antes da Revolução Industrial.
Por fim, 70% do crescimento mundial deve se concentrar em países com maioria ou grande população islâmica. Ou seja, é bom Ocidente e Oriente Médio começarem a se entender, antes que o mundo fique pequeno demais para os dois.
Texto de Emiliano Urbin – Revista SuperInteressante – março 2010.
A POPULAÇÃO DO MUNDO VAI PARAR DE CRESCER?
Provavelmente sim, em 2050. Mas isso vai trazer
alguns problemas.
“A batalha para alimentar toda a humanidade acabou. Nas próximas décadas, centenas de milhões de pessoas vão morrer de fome, apesar de qualquer plano de emergência iniciado agora. A esta altura, nada pode impedir o aumento substancial da mortalidade mundial”, alerta Paul Ehrlich em seu mais famoso livro, publicado em... 1968. Pois é: a bomba populacional não estourou. Nos anos 70 e 80, a agropecuária aumentou sua produtividade e a taxa de natalidade despencou no mundo inteiro, levando ao quase consenso de que a população mundial vai se estabilizar em torno de 9 bilhões de pessoas ali por 2050. E essa freada brusca vai transformar o mundo.
Um artigo de Jack Goldstone, publicado na última edição da revista Foreign Affairs, mostra que o importante não é tanto o tamanho da população, mas onde ela diminui e onde cresce, e aponta quatro tendências. A primeira já está em curso há muito tempo: em 2050, a maioria dos terráqueos vai viver em grandes cidades – e haja esgoto, hospital e ruas para tanta aglomeração. Outras duas dizem respeito aos países mais ricos: além de sua população envelhecer e diminuir, Europa, EUA e Canadá vão representar menos riqueza – apenas 30% do PIB mundial em 2050, menos que antes da Revolução Industrial.
Por fim, 70% do crescimento mundial deve se concentrar em países com maioria ou grande população islâmica. Ou seja, é bom Ocidente e Oriente Médio começarem a se entender, antes que o mundo fique pequeno demais para os dois.
Texto de Emiliano Urbin – Revista SuperInteressante – março 2010.
A POPULAÇÃO DO MUNDO VAI PARAR DE CRESCER?
Provavelmente sim, em 2050. Mas isso vai trazer
alguns problemas.
“A batalha para alimentar toda a humanidade acabou. Nas próximas décadas, centenas de milhões de pessoas vão morrer de fome, apesar de qualquer plano de emergência iniciado agora. A esta altura, nada pode impedir o aumento substancial da mortalidade mundial”, alerta Paul Ehrlich em seu mais famoso livro, publicado em... 1968. Pois é: a bomba populacional não estourou. Nos anos 70 e 80, a agropecuária aumentou sua produtividade e a taxa de natalidade despencou no mundo inteiro, levando ao quase consenso de que a população mundial vai se estabilizar em torno de 9 bilhões de pessoas ali por 2050. E essa freada brusca vai transformar o mundo.
Um artigo de Jack Goldstone, publicado na última edição da revista Foreign Affairs, mostra que o importante não é tanto o tamanho da população, mas onde ela diminui e onde cresce, e aponta quatro tendências. A primeira já está em curso há muito tempo: em 2050, a maioria dos terráqueos vai viver em grandes cidades – e haja esgoto, hospital e ruas para tanta aglomeração. Outras duas dizem respeito aos países mais ricos: além de sua população envelhecer e diminuir, Europa, EUA e Canadá vão representar menos riqueza – apenas 30% do PIB mundial em 2050, menos que antes da Revolução Industrial.
Por fim, 70% do crescimento mundial deve se concentrar em países com maioria ou grande população islâmica. Ou seja, é bom Ocidente e Oriente Médio começarem a se entender, antes que o mundo fique pequeno demais para os dois.
Texto de Emiliano Urbin – Revista SuperInteressante – março 2010.
Leia:
O importante não é tanto o tamanho da população, mas onde ela diminui e onde cresce.
Assinale a alternativa que define corretamente a afirmação acima.
Informe se a significação contextual de palavras e/ou de expressões do texto III é falsa (F) ou verdadeira (V). Depois, assinale a alternativa que completa correta e respectivamente, de cima para baixo, os parênteses.
( ) extraordinária (l. 02) – rara
( ) necessidade (l. 07) – urgência
( ) local (l. 08) – nativa
( ) conta com (l. 19) – abrange
Analise as afirmações sobre o texto II.
I. A participação na reconstrução do Haiti consolidará a liderança que o Brasil já vem exercendo na força de paz instalada naquele país.
II. A ajuda humanitária, na opinião tanto do militar quanto do especialista em estratégia militar, é inerente às atribuições da força de paz.
III. A missão de paz no Haiti é a mesma que foi criada para a Crise do Canal de Suez.
Qual(is) está(ão) correta(s) de acordo com o texto?
Analise os trechos a seguir, extraídos do texto e, depois, assinale a alternativa que apresenta afirmação (afirmações) que, apenas pela leitura do texto, não se pode atribuir às declarações feitas pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e/ou pelo pesquisador da Unicamp.
(1) “a ajuda humanitária não faz parte das atribuições da força de paz” (l. 03)
(2) “as tropas brasileiras estão fazendo” (l. 05-06)
(3) “Provavelmente, o Brasil terá de comandar a missão de reconstruir o Haiti.” (l. 16-17)
(4) “E o comando das operações será brasileiro.” (l. 20)
(5) “A força foi criada para garantir um cessar fogo entre israelenses e árabes.” (l. 22-23)
(6) “que é muito pior do que qualquer favela do Rio de Janeiro.” (l. 27-28)
Em “Quantos Haitis”, José Saramago
I. acredita que acontecimentos como o do Haiti podem servir de lição para todos nós.
II. defende a ideia de que devemos nos preocupar com os vivos, ignorando o destino dos mortos.
III. afirma que o Haiti, à semelhança do que houve em Lisboa, terá a sua homogeneidade social reconstruída.
Qual(is) das afirmações representa(m) o ponto de vista do autor?
O texto I pode ser dividido em três partes distintas: (1) O terremoto que atingiu Lisboa em 1755; (2) A situação do Haiti depois do terremoto de janeiro de 2010; e (3) A reflexão sobre outras tantas tragédias em outros tantos Haitis e sobre as ações que devem ser tomadas para evitá-las.
Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente a relação dos parágrafos que compõem cada uma das partes.
Analise as afirmações sobre o texto.
I. Quando escreve “No Dia de Todos os Santos de 1755 Lisboa foi Haiti” (l. 01), Saramago estabelece semelhanças entre a situação social e política de Lisboa e do Haiti.
II. Pode-se depreender, a partir da leitura dos parágrafos 7, 8 e 9, que as preces do povo do Haiti não foram ouvidas, o que permitiu que muitas pessoas fossem atingidas pelo terremoto.
III. A expressão “outros mil Haitis que existem no mundo” refere-se a lugares que, à semelhança do Haiti, apresentam problemas sociais e políticos e/ou são vulneráveis às grandes catástrofes naturais.
Pode-se afirmar que




