Questões Militares Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4350933 Português

Texto para a questão.


Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.


Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”

Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?

Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.

Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.

A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.

O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.

Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.

Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.

As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.

O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.

Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.

O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.

Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.

O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.

No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.


NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.

A partir das relações implícitas construídas no texto e da articulação entre os exemplos apresentados, infere-se que a narrativa dos casos individuais cumpre a função de:
Alternativas
Q4350932 Português

Texto para a questão.


Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade.


Nas favelas brasileiras, as apostas online não chegam como entretenimento. Chegam como promessa de renda. Em mais de dois anos de pesquisa, ouvi repetidamente: “Quem diz que joga por diversão está mentindo. Você joga por dinheiro, dinheiro fácil.”

Essa frase desmonta a ideia de lazer digital. O que emerge é outra coisa: uma economia informal mediada por plataformas. Pix instantâneo, depósitos mínimos de poucos reais, bônus de entrada e influenciadores exibindo ganhos. O cassino não se apresenta como um cassino. Se apresenta como oportunidade. Mas oportunidade para quem?

Pedro, de 32 anos, começou com pequenas apostas. Ganhou no início e teve a sensação de ter “entendido o sistema”. Quando perdeu, tentou recuperar. Apostar mais parecia lógico. Insistir parecia uma estratégia. O raciocínio era simples: continuar até reverter. Ele perdeu as economias da família.

Endividado, pegou dinheiro de alguém ligado ao tráfico. Sem conseguir pagar, passou a trabalhar para quitar a dívida, vendendo drogas. O que começou como promessa de renda terminou em violência, ruptura familiar e vergonha. O jogo saiu da tela e atravessou a vida.

A história de Roberta, de 40 anos, revela outro tipo de impacto. O dinheiro do mês começou a desaparecer em pequenos valores: Pix de dez, quinze, vinte reais. Isoladamente, pareciam irrelevantes. Somados, desorganizaram o orçamento.

O responsável era o neto, “o menino que entende de tecnologia”. Ele tinha acesso à conta, conhecia os aplicativos, os bônus e os horários de promoção. A curiosidade virou uma retirada constante de recursos essenciais. O impacto foi também relacional: a confiança familiar se rompeu.

Esses casos não são exceção. São padrão. As plataformas são desenhadas para manter os usuários. O primeiro ganho cria a sensação de possibilidade. O saque exige novos depósitos. Os bônus aparecem nos momentos certos. As perdas são reconfiguradas como aprendizado. Sempre há a promessa de recuperação.

Em contextos de precariedade, essa arquitetura encontra terreno fértil. Muitos dizem apostar apenas o dinheiro que sobra. Trata-se de fechar o mês, pagar contas, aliviar a pressão. Apostar vira estratégia de sobrevivência em um cenário de trabalho instável e de renda insuficiente. Mas essa estratégia aprofunda o problema.

As bets funcionam como infraestruturas financeiras paralelas. Não se aposta capital excedente, mas dinheiro de mercado, aluguel, remédio. Pequenas quantias que fazem falta concretamente.

O discurso dominante individualiza o risco: perdeu porque errou, ganhou porque mereceu. Essa lógica oculta que as probabilidades são estruturadas por algoritmos opacos, concebidos para garantir lucro às plataformas.

Enquanto isso, clubes exibem marcas de apostas; influenciadores lucram com cadastros e monetizam links. Entre jovens homens, apostar também se torna uma identidade. Demonstra capacidade de prover.

O resultado raramente é estabilidade. O que aparece são dívidas, conflitos familiares, depressão. Pequenos depósitos que corroem o orçamento. Pequenos empréstimos que viraram grandes dívidas. Pequenas mentiras que abalam relações.

Tratar isso como um vício individual é insuficiente. O que vemos é uma transformação estrutural: plataformas convertendo precariedade em especulação cotidiana. Ninguém aposta porque gosta de perder dinheiro. Aposta porque o salário não basta, a mobilidade parece distante e a promessa de ganho rápido se torna visível.

O problema é que a probabilidade raramente favorece quem já começa em desvantagem. O cassino está no bolso. Cada notificação é uma nova chance de transformar necessidade em risco.

No fim, o prejuízo atravessa casas e comunidades. As bets não são apenas jogos. São um modelo de negócios que transforma vulnerabilidade em lucro. E, quanto mais difícil é sobreviver, mais sedutora se torna a aposta.


NEMER, David. Nas favelas, apostas online vendem sobrevivência e entregam precariedade. 28/03/2026, às 22:00. Tendências e Debates. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/03/nas-favelas-apostas-online-vendem-sobrevivencia-e-entregamprecariedade.shtml. Acesso em: 23/03/2026.

Considerando a organização argumentativa do texto e a construção de seu sentido global, é correto afirmar que a tese central desenvolvida sustenta que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349413 Português

Texto para a questão. 

O Silêncio sob os Escombros e a Geopolítica do Terror

Antenor Teixeira de Almeida Júnior

A conivência internacional diante da sistemática aniquilação de estruturas civis no Irã atingiu um patamar de degradação moral insustentável após o bombardeio que ceifou a vida de 168 crianças em uma instituição de ensino. Sob o pretexto de neutralizar alvos estratégicos, a coalizão entre Estados Unidos e Israel transgride não apenas as fronteiras geográficas, mas os pilares mais elementares do Direito Internacional Humanitário, convertendo escolas em necrópoles e o futuro de uma nação em dano colateral. O que se testemunha não é uma manobra defensiva de precisão, mas uma demonstração de força bruta que utiliza a assimetria bélica para punir populações vulneráveis, revelando um desprezo absoluto pela distinção entre combatentes e inocentes.

O argumento da autodefesa, frequentemente esgrimido por Washington e Tel Aviv para justificar incursões em solo iraniano, desmorona diante do massacre de crianças em idade escolar. Quando mísseis de alta tecnologia são direcionados a um ambiente de aprendizado, a narrativa de erro técnico ou de escudos humanos torna-se uma retórica cínica que visa mascarar o terrorismo de Estado. A história ensina que a destruição de infraestruturas educacionais é um método eficaz de desarticulação social a longo prazo, mas o custo humanitário dessa estratégia é uma mancha indelével na consciência das potências que se autointitulam guardiãs da democracia e da liberdade.

Ademais, a paralisia dos órgãos multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU, diante da agressão unilateral das forças ocidentais, reforça a percepção de uma justiça seletiva que opera conforme os interesses do capital e do controle energético. Ao ignorar as vozes que clamam por sanções contra os agressores e ao permitir que 168 vidas infantis sejam reduzidas a estatísticas em relatórios burocráticos, a comunidade internacional torna-se cúmplice por omissão. A paz não será alcançada por meio de ataques que semeiam o ódio em gerações inteiras; ao contrário, a violência desenfreada contra o Irã apenas alimenta o ciclo de retaliações que ameaça a estabilidade global.

Em suma, é imperativo que o mundo desperte para a urgência de cessar a impunidade que protege os autores desse infanticídio deliberado. A condenação dos ataques de Estados Unidos e Israel não deve ser apenas um gesto diplomático de conveniência, mas um movimento concreto de ruptura com a lógica da barbárie travestida de ordem mundial. Se a morte de centenas de crianças dentro de uma sala de aula não for capaz de reverter a engrenagem da guerra, o que restará da nossa humanidade será apenas o eco de um silêncio covarde sobre os escombros da civilização.

A partir das relações implícitas e dos recursos argumentativos mobilizados pelo autor para construir sua perspectiva crítica, infere-se que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: CBM-MG Prova: IDECAN - 2026 - CBM-MG - Cadete BM |
Q4349412 Português

Texto para a questão. 

O Silêncio sob os Escombros e a Geopolítica do Terror

Antenor Teixeira de Almeida Júnior

A conivência internacional diante da sistemática aniquilação de estruturas civis no Irã atingiu um patamar de degradação moral insustentável após o bombardeio que ceifou a vida de 168 crianças em uma instituição de ensino. Sob o pretexto de neutralizar alvos estratégicos, a coalizão entre Estados Unidos e Israel transgride não apenas as fronteiras geográficas, mas os pilares mais elementares do Direito Internacional Humanitário, convertendo escolas em necrópoles e o futuro de uma nação em dano colateral. O que se testemunha não é uma manobra defensiva de precisão, mas uma demonstração de força bruta que utiliza a assimetria bélica para punir populações vulneráveis, revelando um desprezo absoluto pela distinção entre combatentes e inocentes.

O argumento da autodefesa, frequentemente esgrimido por Washington e Tel Aviv para justificar incursões em solo iraniano, desmorona diante do massacre de crianças em idade escolar. Quando mísseis de alta tecnologia são direcionados a um ambiente de aprendizado, a narrativa de erro técnico ou de escudos humanos torna-se uma retórica cínica que visa mascarar o terrorismo de Estado. A história ensina que a destruição de infraestruturas educacionais é um método eficaz de desarticulação social a longo prazo, mas o custo humanitário dessa estratégia é uma mancha indelével na consciência das potências que se autointitulam guardiãs da democracia e da liberdade.

Ademais, a paralisia dos órgãos multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU, diante da agressão unilateral das forças ocidentais, reforça a percepção de uma justiça seletiva que opera conforme os interesses do capital e do controle energético. Ao ignorar as vozes que clamam por sanções contra os agressores e ao permitir que 168 vidas infantis sejam reduzidas a estatísticas em relatórios burocráticos, a comunidade internacional torna-se cúmplice por omissão. A paz não será alcançada por meio de ataques que semeiam o ódio em gerações inteiras; ao contrário, a violência desenfreada contra o Irã apenas alimenta o ciclo de retaliações que ameaça a estabilidade global.

Em suma, é imperativo que o mundo desperte para a urgência de cessar a impunidade que protege os autores desse infanticídio deliberado. A condenação dos ataques de Estados Unidos e Israel não deve ser apenas um gesto diplomático de conveniência, mas um movimento concreto de ruptura com a lógica da barbárie travestida de ordem mundial. Se a morte de centenas de crianças dentro de uma sala de aula não for capaz de reverter a engrenagem da guerra, o que restará da nossa humanidade será apenas o eco de um silêncio covarde sobre os escombros da civilização.

Com base nas informações explicitamente veiculadas no texto sobre a postura das potências estrangeiras e dos órgãos internacionais, assinale a alternativa que apresenta a correta compreensão da exposição textual.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334476 Português
Mas tendo tantos dotes de ventura,

Só apreço lhes dou, gentil pastora,

Depois que o teu afeto me assegura,

Que queres do que tenho ser senhora;

É bom, minha Marília, é bom ser dono

De um rebanho que cubra monte e prado;

Porém, gentil pastora, o teu agrado

Vale mais que um rebanho e mais que um trono.

Graças, Marília bela,

Graças à minha estrela!


Os teus olhos espalham luz divina,

A quem a luz do sol em vão se atreve;

Papoila ou rosa delicada e fina

Te cobre as faces, que são cor da neve.

Os teus cabelos são uns fios d’ouro;

Teu lindo corpo bálsamo vapora.

Ah! não, não fez o céu, gentil pastora,

Para a glória de amor igual tesouro!

Graças, Marília bela,

Graças à minha estrela!


(Tomás Antônio Gonzaga, Obras Completas)
 A leitura da primeira estrofe permite concluir corretamente que o eu lírico
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334473 Português
Leia o texto para responder a questão:


Respeito entre nações

        A Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. A cada quatro anos, ela transforma o futebol em uma linguagem comum, capaz de ser compreendida por pessoas de diferentes países, culturas, religiões e formas de vida. Em um mundo cada vez mais marcado por disputas políticas, desigualdades econômicas e demonstrações de preconceito e separatismo, a competição oferece uma rara oportunidade de encontro simbólico entre as nações. Dentro e fora dos estádios, povos que muitas vezes se conhecem apenas por estereótipos passam a se observar, torcer, admirar e reconhecer uns aos outros.

        O futebol possui uma força especial porque combina simplicidade e emoção. Suas regras básicas permitem que crianças, trabalhadores, estudantes e idosos acompanhem o jogo com a mesma intensidade, ainda que vivam em realidades muito distintas. Durante a Copa, bandeiras, hinos e camisas nacionais expressam orgulho e pertencimento, mas também revelam a diversidade do planeta. O torcedor celebra sua própria identidade ao mesmo tempo em que entra em contato com a identidade do outro. Assim, a competição ajuda a mostrar que a diferença não precisa ser vista como ameaça: pode ser motivo de curiosidade, respeito e aprendizado.

         Esse entendimento entre as nações não significa ausência de rivalidade. Pelo contrário, a Copa do Mundo é feita de disputas intensas, vitórias inesquecíveis e derrotas dolorosas. No entanto, quando a rivalidade permanece no campo do jogo, ela se converte em uma forma civilizada de coexistência entre povos geográfica, cultural, historicamente distantes. Onde mais, não sendo em uma competição assim, é possível encontrar tunisianos e japoneses, belgas e iranianos, espanhóis e árabes, uruguaios e cabo-verdianos dividindo um mesmo espaço público? E conhecer histórias de atletas de países com os quais temos pouquíssimo contato — Jordânia, Curaçao, Nova Zelândia —, e ainda torcer por eles?

        Seleções se enfrentam segundo regras aceitas por todos, árbitros medeiam conflitos, atletas se cumprimentam ao final das partidas e torcedores compartilham espaços públicos. A mensagem simbólica é poderosa: é possível competir sem destruir, defender a própria história sem negar a humanidade do adversário.

         Por isso, o torneio tem valor para o entendimento entre as nações: ele mostra que a humanidade compartilha emoções básicas, como alegria, frustração, esperança e orgulho. Mostra também que as diferenças culturais podem conviver em uma mesma celebração global. Em tempos de fronteiras rígidas, crises diplomáticas e discursos de intolerância, o futebol recorda que o outro não é apenas rival, estrangeiro ou desconhecido; é alguém que também sofre, vibra e sonha. Nesse sentido, a Copa é uma metáfora do mundo possível: plural, competitivo, imperfeito, mas capaz de reconhecer no encontro entre povos uma oportunidade de respeito, diálogo e paz. 


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
22.06.2026. Adaptado)
A passagem “... o futebol recorda que o outro não é apenas rival, estrangeiro ou desconhecido...” (5° parágrafo) está reescrita em conformidade com a norma-padrão e sem prejuízo ao sentido original em:
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334471 Português
Leia o texto para responder a questão:


Respeito entre nações

        A Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. A cada quatro anos, ela transforma o futebol em uma linguagem comum, capaz de ser compreendida por pessoas de diferentes países, culturas, religiões e formas de vida. Em um mundo cada vez mais marcado por disputas políticas, desigualdades econômicas e demonstrações de preconceito e separatismo, a competição oferece uma rara oportunidade de encontro simbólico entre as nações. Dentro e fora dos estádios, povos que muitas vezes se conhecem apenas por estereótipos passam a se observar, torcer, admirar e reconhecer uns aos outros.

        O futebol possui uma força especial porque combina simplicidade e emoção. Suas regras básicas permitem que crianças, trabalhadores, estudantes e idosos acompanhem o jogo com a mesma intensidade, ainda que vivam em realidades muito distintas. Durante a Copa, bandeiras, hinos e camisas nacionais expressam orgulho e pertencimento, mas também revelam a diversidade do planeta. O torcedor celebra sua própria identidade ao mesmo tempo em que entra em contato com a identidade do outro. Assim, a competição ajuda a mostrar que a diferença não precisa ser vista como ameaça: pode ser motivo de curiosidade, respeito e aprendizado.

         Esse entendimento entre as nações não significa ausência de rivalidade. Pelo contrário, a Copa do Mundo é feita de disputas intensas, vitórias inesquecíveis e derrotas dolorosas. No entanto, quando a rivalidade permanece no campo do jogo, ela se converte em uma forma civilizada de coexistência entre povos geográfica, cultural, historicamente distantes. Onde mais, não sendo em uma competição assim, é possível encontrar tunisianos e japoneses, belgas e iranianos, espanhóis e árabes, uruguaios e cabo-verdianos dividindo um mesmo espaço público? E conhecer histórias de atletas de países com os quais temos pouquíssimo contato — Jordânia, Curaçao, Nova Zelândia —, e ainda torcer por eles?

        Seleções se enfrentam segundo regras aceitas por todos, árbitros medeiam conflitos, atletas se cumprimentam ao final das partidas e torcedores compartilham espaços públicos. A mensagem simbólica é poderosa: é possível competir sem destruir, defender a própria história sem negar a humanidade do adversário.

         Por isso, o torneio tem valor para o entendimento entre as nações: ele mostra que a humanidade compartilha emoções básicas, como alegria, frustração, esperança e orgulho. Mostra também que as diferenças culturais podem conviver em uma mesma celebração global. Em tempos de fronteiras rígidas, crises diplomáticas e discursos de intolerância, o futebol recorda que o outro não é apenas rival, estrangeiro ou desconhecido; é alguém que também sofre, vibra e sonha. Nesse sentido, a Copa é uma metáfora do mundo possível: plural, competitivo, imperfeito, mas capaz de reconhecer no encontro entre povos uma oportunidade de respeito, diálogo e paz. 


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
22.06.2026. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a reescrita de passagem do texto afirma o contrário da versão original.
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334470 Português
Leia o texto para responder a questão:


Respeito entre nações

        A Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. A cada quatro anos, ela transforma o futebol em uma linguagem comum, capaz de ser compreendida por pessoas de diferentes países, culturas, religiões e formas de vida. Em um mundo cada vez mais marcado por disputas políticas, desigualdades econômicas e demonstrações de preconceito e separatismo, a competição oferece uma rara oportunidade de encontro simbólico entre as nações. Dentro e fora dos estádios, povos que muitas vezes se conhecem apenas por estereótipos passam a se observar, torcer, admirar e reconhecer uns aos outros.

        O futebol possui uma força especial porque combina simplicidade e emoção. Suas regras básicas permitem que crianças, trabalhadores, estudantes e idosos acompanhem o jogo com a mesma intensidade, ainda que vivam em realidades muito distintas. Durante a Copa, bandeiras, hinos e camisas nacionais expressam orgulho e pertencimento, mas também revelam a diversidade do planeta. O torcedor celebra sua própria identidade ao mesmo tempo em que entra em contato com a identidade do outro. Assim, a competição ajuda a mostrar que a diferença não precisa ser vista como ameaça: pode ser motivo de curiosidade, respeito e aprendizado.

         Esse entendimento entre as nações não significa ausência de rivalidade. Pelo contrário, a Copa do Mundo é feita de disputas intensas, vitórias inesquecíveis e derrotas dolorosas. No entanto, quando a rivalidade permanece no campo do jogo, ela se converte em uma forma civilizada de coexistência entre povos geográfica, cultural, historicamente distantes. Onde mais, não sendo em uma competição assim, é possível encontrar tunisianos e japoneses, belgas e iranianos, espanhóis e árabes, uruguaios e cabo-verdianos dividindo um mesmo espaço público? E conhecer histórias de atletas de países com os quais temos pouquíssimo contato — Jordânia, Curaçao, Nova Zelândia —, e ainda torcer por eles?

        Seleções se enfrentam segundo regras aceitas por todos, árbitros medeiam conflitos, atletas se cumprimentam ao final das partidas e torcedores compartilham espaços públicos. A mensagem simbólica é poderosa: é possível competir sem destruir, defender a própria história sem negar a humanidade do adversário.

         Por isso, o torneio tem valor para o entendimento entre as nações: ele mostra que a humanidade compartilha emoções básicas, como alegria, frustração, esperança e orgulho. Mostra também que as diferenças culturais podem conviver em uma mesma celebração global. Em tempos de fronteiras rígidas, crises diplomáticas e discursos de intolerância, o futebol recorda que o outro não é apenas rival, estrangeiro ou desconhecido; é alguém que também sofre, vibra e sonha. Nesse sentido, a Copa é uma metáfora do mundo possível: plural, competitivo, imperfeito, mas capaz de reconhecer no encontro entre povos uma oportunidade de respeito, diálogo e paz. 


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
22.06.2026. Adaptado)
No editorial, fica explícita a ideia de que
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334469 Português
Leia o texto para responder a questão:


Respeito entre nações

        A Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. A cada quatro anos, ela transforma o futebol em uma linguagem comum, capaz de ser compreendida por pessoas de diferentes países, culturas, religiões e formas de vida. Em um mundo cada vez mais marcado por disputas políticas, desigualdades econômicas e demonstrações de preconceito e separatismo, a competição oferece uma rara oportunidade de encontro simbólico entre as nações. Dentro e fora dos estádios, povos que muitas vezes se conhecem apenas por estereótipos passam a se observar, torcer, admirar e reconhecer uns aos outros.

        O futebol possui uma força especial porque combina simplicidade e emoção. Suas regras básicas permitem que crianças, trabalhadores, estudantes e idosos acompanhem o jogo com a mesma intensidade, ainda que vivam em realidades muito distintas. Durante a Copa, bandeiras, hinos e camisas nacionais expressam orgulho e pertencimento, mas também revelam a diversidade do planeta. O torcedor celebra sua própria identidade ao mesmo tempo em que entra em contato com a identidade do outro. Assim, a competição ajuda a mostrar que a diferença não precisa ser vista como ameaça: pode ser motivo de curiosidade, respeito e aprendizado.

         Esse entendimento entre as nações não significa ausência de rivalidade. Pelo contrário, a Copa do Mundo é feita de disputas intensas, vitórias inesquecíveis e derrotas dolorosas. No entanto, quando a rivalidade permanece no campo do jogo, ela se converte em uma forma civilizada de coexistência entre povos geográfica, cultural, historicamente distantes. Onde mais, não sendo em uma competição assim, é possível encontrar tunisianos e japoneses, belgas e iranianos, espanhóis e árabes, uruguaios e cabo-verdianos dividindo um mesmo espaço público? E conhecer histórias de atletas de países com os quais temos pouquíssimo contato — Jordânia, Curaçao, Nova Zelândia —, e ainda torcer por eles?

        Seleções se enfrentam segundo regras aceitas por todos, árbitros medeiam conflitos, atletas se cumprimentam ao final das partidas e torcedores compartilham espaços públicos. A mensagem simbólica é poderosa: é possível competir sem destruir, defender a própria história sem negar a humanidade do adversário.

         Por isso, o torneio tem valor para o entendimento entre as nações: ele mostra que a humanidade compartilha emoções básicas, como alegria, frustração, esperança e orgulho. Mostra também que as diferenças culturais podem conviver em uma mesma celebração global. Em tempos de fronteiras rígidas, crises diplomáticas e discursos de intolerância, o futebol recorda que o outro não é apenas rival, estrangeiro ou desconhecido; é alguém que também sofre, vibra e sonha. Nesse sentido, a Copa é uma metáfora do mundo possível: plural, competitivo, imperfeito, mas capaz de reconhecer no encontro entre povos uma oportunidade de respeito, diálogo e paz. 


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
22.06.2026. Adaptado)
As informações do texto permitem concluir corretamente que a Copa do Mundo
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334467 Português

Leia a tira para responder a questão.


  

(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”.

https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 23.06.2026. Adaptado)

O efeito de humor da tira decorre do fato de 
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334465 Português
Domingo do calulu


        Há regressos assim. Sem sair do lugar, me dou por regressado a Benguela1 através da cozinha, juntando no refogado restos de uma identidade adormecida. A minha cultura! Afinal, de que sou feito?, ainda ontem me perguntaram; deve ser por causa do sotaque, ou da falta dele. Pode vos parecer disparatado e absurdo, mas a verdade é que me questionam várias vezes sobre a minha angolanidade: há quanto tempo não vais a Angola?, qual foi a última vez que lá foste?

     A receita nunca me foi ensinada, por isso vou acrescentando, improvisando, tal como o cozinhador João Carlos Silva, tal qual um Avillez, manuseando a faca com a mestria de um samurai. Tenho o tacho de boca larga, inoxidável e um tanto reluzente demais, comparando com aquelas velhas panelas pretas, calcinadas de tanto irem ao fogo, e que passavam de geração em geração, encerrando em si histórias de refeições memoráveis que duravam tardes inteiras. Começo por refogar metade de uma cebola picada em óleo de palma, depois o tomate maduro cortado aos cubos, as postas de corvina seca e fresca, as beringelas aos quadrados, a folha de louro. Deixo repousar sobre o lume brando alguns instantes antes de colocar o resto da cebola e do tomate, assim como os espinafres, que, apesar de aparecerem a substituir as folhas de rama (impossíveis de encontrar fora de Angola), ainda assim quebram o galho.

         Já cheira a calulu2 , já consigo viajar até Benguela. Às vezes, pergunto-me como consigo resistir à distância, eu que nem sou de me entregar à saudade, que vivo bem sem o funge3 , a bandeira gastronômica dos angolanos. Não sei responder e foi preciso implorarem-me para cozinhar algo tipicamente angolano para revisitar velhas receitas familiares que agora, tal como um álbum de fotografias, me trazem lugares, rostos, conversas que julgava perdidas.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa:  Crônicas, 218. Adaptado)


Vocabulário:

1 Benguela: província de Angola, na África.

2 calulu: espécie de ensopado de peixe preparado com quiabo, abóbora, beringela, temperos e azeite de dendê.

3 funge: pirão de farinha de mandioca ou milho com um caldo.
Considere as passagens:

•  ... a verdade é que me questionam várias vezes sobre a minha angolanidade: há quanto tempo não vais a Angola? (1° parágrafo)
•  ... comparando com aquelas velhas panelas pretas, calcinadas de tanto irem ao fogo... (2° parágrafo)
•  ... receitas familiares que agora, tal como um álbum de fotografias, me trazem lugares, rostos, conversas que julgava perdidas. (3° parágrafo)

No contexto em que estão empregadas, as preposições destacadas expressam, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334461 Português
Domingo do calulu


        Há regressos assim. Sem sair do lugar, me dou por regressado a Benguela1 através da cozinha, juntando no refogado restos de uma identidade adormecida. A minha cultura! Afinal, de que sou feito?, ainda ontem me perguntaram; deve ser por causa do sotaque, ou da falta dele. Pode vos parecer disparatado e absurdo, mas a verdade é que me questionam várias vezes sobre a minha angolanidade: há quanto tempo não vais a Angola?, qual foi a última vez que lá foste?

     A receita nunca me foi ensinada, por isso vou acrescentando, improvisando, tal como o cozinhador João Carlos Silva, tal qual um Avillez, manuseando a faca com a mestria de um samurai. Tenho o tacho de boca larga, inoxidável e um tanto reluzente demais, comparando com aquelas velhas panelas pretas, calcinadas de tanto irem ao fogo, e que passavam de geração em geração, encerrando em si histórias de refeições memoráveis que duravam tardes inteiras. Começo por refogar metade de uma cebola picada em óleo de palma, depois o tomate maduro cortado aos cubos, as postas de corvina seca e fresca, as beringelas aos quadrados, a folha de louro. Deixo repousar sobre o lume brando alguns instantes antes de colocar o resto da cebola e do tomate, assim como os espinafres, que, apesar de aparecerem a substituir as folhas de rama (impossíveis de encontrar fora de Angola), ainda assim quebram o galho.

         Já cheira a calulu2 , já consigo viajar até Benguela. Às vezes, pergunto-me como consigo resistir à distância, eu que nem sou de me entregar à saudade, que vivo bem sem o funge3 , a bandeira gastronômica dos angolanos. Não sei responder e foi preciso implorarem-me para cozinhar algo tipicamente angolano para revisitar velhas receitas familiares que agora, tal como um álbum de fotografias, me trazem lugares, rostos, conversas que julgava perdidas.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa:  Crônicas, 218. Adaptado)


Vocabulário:

1 Benguela: província de Angola, na África.

2 calulu: espécie de ensopado de peixe preparado com quiabo, abóbora, beringela, temperos e azeite de dendê.

3 funge: pirão de farinha de mandioca ou milho com um caldo.
Na passagem “... encerrando em si histórias de refeições memoráveis que duravam tardes inteiras.” (2o parágrafo), os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Aluno-Soldado PM |
Q4334459 Português
Domingo do calulu


        Há regressos assim. Sem sair do lugar, me dou por regressado a Benguela1 através da cozinha, juntando no refogado restos de uma identidade adormecida. A minha cultura! Afinal, de que sou feito?, ainda ontem me perguntaram; deve ser por causa do sotaque, ou da falta dele. Pode vos parecer disparatado e absurdo, mas a verdade é que me questionam várias vezes sobre a minha angolanidade: há quanto tempo não vais a Angola?, qual foi a última vez que lá foste?

     A receita nunca me foi ensinada, por isso vou acrescentando, improvisando, tal como o cozinhador João Carlos Silva, tal qual um Avillez, manuseando a faca com a mestria de um samurai. Tenho o tacho de boca larga, inoxidável e um tanto reluzente demais, comparando com aquelas velhas panelas pretas, calcinadas de tanto irem ao fogo, e que passavam de geração em geração, encerrando em si histórias de refeições memoráveis que duravam tardes inteiras. Começo por refogar metade de uma cebola picada em óleo de palma, depois o tomate maduro cortado aos cubos, as postas de corvina seca e fresca, as beringelas aos quadrados, a folha de louro. Deixo repousar sobre o lume brando alguns instantes antes de colocar o resto da cebola e do tomate, assim como os espinafres, que, apesar de aparecerem a substituir as folhas de rama (impossíveis de encontrar fora de Angola), ainda assim quebram o galho.

         Já cheira a calulu2 , já consigo viajar até Benguela. Às vezes, pergunto-me como consigo resistir à distância, eu que nem sou de me entregar à saudade, que vivo bem sem o funge3 , a bandeira gastronômica dos angolanos. Não sei responder e foi preciso implorarem-me para cozinhar algo tipicamente angolano para revisitar velhas receitas familiares que agora, tal como um álbum de fotografias, me trazem lugares, rostos, conversas que julgava perdidas.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa:  Crônicas, 218. Adaptado)


Vocabulário:

1 Benguela: província de Angola, na África.

2 calulu: espécie de ensopado de peixe preparado com quiabo, abóbora, beringela, temperos e azeite de dendê.

3 funge: pirão de farinha de mandioca ou milho com um caldo.
Para o cronista, a preparação do calulu desencadeou
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-RR Prova: IDECAN - 2026 - PM-RR - Sargento QPC PM - Geral |
Q4322078 Português
Texto para a questão.


DESAFIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA E A NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO INSTITUCIONAL


    A segurança pública ocupa posição central nos debates contemporâneos sobre democracia, cidadania e governabilidade. Em um contexto marcado pela expansão das organizações criminosas e pela crescente sensação de insegurança da população, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de construção de políticas públicas capazes de articular diferentes níveis de governo e instituições estatais. Nesse cenário, o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública surge como uma proposta voltada à ampliação da coordenação entre os diversos órgãos responsáveis pela prevenção e repressão da criminalidade.

    Entre os principais desafios enfrentados pelo país encontra-se a dificuldade histórica de integração entre União, estados e municípios. Embora as competências de cada ente federativo estejam definidas constitucionalmente, a fragmentação de informações, estratégias e procedimentos frequentemente compromete a eficiência das ações de segurança. Por essa razão, especialistas têm defendido mecanismos que permitam maior cooperação institucional sem que sejam desconsideradas as autonomias administrativas previstas no pacto federativo.

    Outro aspecto relevante refere-se ao enfrentamento do crime organizado, fenômeno que ultrapassa fronteiras estaduais e nacionais. O tráfico de drogas, o contrabando, a lavagem de dinheiro e outras modalidades criminosas estruturam-se em redes complexas que exigem respostas igualmente articuladas. Nesse contexto, diversos especialistas têm argumentado que a troca permanente de informações entre forças policiais, órgãos de inteligência e instituições de controle constitui um dos caminhos mais promissores para ampliar a capacidade investigativa do Estado.

    Paralelamente às medidas operacionais, o debate sobre segurança pública também envolve a preservação dos princípios democráticos e dos direitos fundamentais. Muitos estudiosos têm advertido que o combate à criminalidade não pode ser conduzido de forma dissociada das garantias constitucionais, sob pena de enfraquecimento das próprias bases do Estado Democrático de Direito. Assim, a busca por eficiência deve ser acompanhada de mecanismos de controle, transparência e respeito aos direitos humanos.

    Diante desse panorama, a consolidação de uma política nacional de segurança pública dependerá da capacidade de integração entre instituições, da cooperação entre os entes federativos e do compromisso permanente com os valores democráticos. Mais do que ampliar estruturas administrativas, o desafio consiste em construir estratégias duradouras que articulem prevenção, inteligência e repressão qualificada, fortalecendo a confiança social e contribuindo para a redução sustentável da criminalidade.


Texto adaptado de: Desafios da Política Nacional de Segurança Pública, com Mario Sarrubbo. Fundação Fernando Henrique Cardoso. Disponível em: https://fundacaofhc.org.br/debate/desafios-da-politica-nacional-de-seguranca-publica-com-mario- sarrubbo. Acesso em: 15 jun. 2026.
A construção da progressão temática constitui elemento fundamental para a organização textual. Considerando as estratégias de coesão e coerência empregadas no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-RR Prova: IDECAN - 2026 - PM-RR - Sargento QPC PM - Geral |
Q4322074 Português
Texto para a questão.


DESAFIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA E A NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO INSTITUCIONAL


    A segurança pública ocupa posição central nos debates contemporâneos sobre democracia, cidadania e governabilidade. Em um contexto marcado pela expansão das organizações criminosas e pela crescente sensação de insegurança da população, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de construção de políticas públicas capazes de articular diferentes níveis de governo e instituições estatais. Nesse cenário, o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública surge como uma proposta voltada à ampliação da coordenação entre os diversos órgãos responsáveis pela prevenção e repressão da criminalidade.

    Entre os principais desafios enfrentados pelo país encontra-se a dificuldade histórica de integração entre União, estados e municípios. Embora as competências de cada ente federativo estejam definidas constitucionalmente, a fragmentação de informações, estratégias e procedimentos frequentemente compromete a eficiência das ações de segurança. Por essa razão, especialistas têm defendido mecanismos que permitam maior cooperação institucional sem que sejam desconsideradas as autonomias administrativas previstas no pacto federativo.

    Outro aspecto relevante refere-se ao enfrentamento do crime organizado, fenômeno que ultrapassa fronteiras estaduais e nacionais. O tráfico de drogas, o contrabando, a lavagem de dinheiro e outras modalidades criminosas estruturam-se em redes complexas que exigem respostas igualmente articuladas. Nesse contexto, diversos especialistas têm argumentado que a troca permanente de informações entre forças policiais, órgãos de inteligência e instituições de controle constitui um dos caminhos mais promissores para ampliar a capacidade investigativa do Estado.

    Paralelamente às medidas operacionais, o debate sobre segurança pública também envolve a preservação dos princípios democráticos e dos direitos fundamentais. Muitos estudiosos têm advertido que o combate à criminalidade não pode ser conduzido de forma dissociada das garantias constitucionais, sob pena de enfraquecimento das próprias bases do Estado Democrático de Direito. Assim, a busca por eficiência deve ser acompanhada de mecanismos de controle, transparência e respeito aos direitos humanos.

    Diante desse panorama, a consolidação de uma política nacional de segurança pública dependerá da capacidade de integração entre instituições, da cooperação entre os entes federativos e do compromisso permanente com os valores democráticos. Mais do que ampliar estruturas administrativas, o desafio consiste em construir estratégias duradouras que articulem prevenção, inteligência e repressão qualificada, fortalecendo a confiança social e contribuindo para a redução sustentável da criminalidade.


Texto adaptado de: Desafios da Política Nacional de Segurança Pública, com Mario Sarrubbo. Fundação Fernando Henrique Cardoso. Disponível em: https://fundacaofhc.org.br/debate/desafios-da-politica-nacional-de-seguranca-publica-com-mario- sarrubbo. Acesso em: 15 jun. 2026.
Considerando os sentidos assumidos pelos vocábulos no contexto discursivo em que foram empregados, assinale a alternativa que apresenta interpretação semanticamente compatível com o texto.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-RR Prova: IDECAN - 2026 - PM-RR - Sargento QPC PM - Geral |
Q4322064 Português
 Texto para a questão.


A semente da verdade


    Havia um imperador na China que não tinha filhos nem parentes próximos. Como necessitava de um sucessor, decidiu chamar todas as crianças do reino. Thai foi uma delas. Era um ótimo menino, que se dedicava ao jardim de sua casa; cada planta tocada por ele crescia viçosa e forte. No dia marcado, dirigiu-se até o palácio, onde havia milhares de pequenos súditos. O imperador disse:

    — Crianças, preciso escolher o meu sucessor entre vocês. Vou lhes dar uma tarefa. Aqui estão algumas sementes; quero que vocês as cultivem. O trono será daquele que me trouxer, daqui a um ano, a planta mais bonita.

    Thai era um excelente jardineiro e, com certeza, faria muito bem o que o imperador pedira. Porém, por mais que se esforçasse, a semente não brotava. O menino fez tudo o que podia, mas seus esforços não adiantaram. Até o dia de apresentar a planta ao imperador, a semente de Thai não havia brotado, e o menino estava tão preocupado que não queria enfrentar as outras crianças; porém, seu avô disse:

    — Você é honesto. Vá até o imperador e diga a verdade. Sua dedicação foi máxima, mas a semente não brotou. Não se envergonhe. Apenas explique o que você fez, pois devemos sempre agir com honestidade, buscando a felicidade, sem que a nossa alegria faça alguém infeliz.

    Thai obedeceu ao avô e foi ao palácio. Entretanto, ao chegar lá, ficou assustado, pois era a única criança que não levava consigo uma belíssima planta. O imperador chamava as crianças e examinava os vasos, mas não sorria nem esboçava contentamento. Thai estava muito nervoso, pois se o imperador não havia até então aprovado aquelas plantas maravilhosas, o que não diria de seu vaso sem nada? Thai foi ficando para trás e, quando se deu conta, era o último da fila. Mas sua vez chegou, e ele não poderia mais adiar o encontro com o imperador.

    — Vejamos, meu jovem, o que tem aí para mim.

    Thai não pôde mais evitar as lágrimas. Com a cabeça baixa, mostrou o vaso com terra ao imperador e disse:

    — Senhor, sou um jardineiro e uma de minhas virtudes é a perseverança, mas por mais que eu tenha me esforçado, a semente não brotou. Meu avô ajudou-me a pensar sobre o que fazer e optei por dizer a verdade, contar meu esforço e pedir-lhe perdão.

     O imperador encarou o menino e, diante da multidão, declarou:

    — Não se envergonhe, criança, você fez o certo. A sua grande virtude foi dizer a verdade, pois eu havia queimado todas as sementes e nenhuma poderia germinar. Portanto, você foi o único que, de fato, plantou a semente da verdade. Você será o meu sucessor.


SECCO, Patrícia Engel. A semente da verdade. Adaptação de conto folclórico oriental. São Paulo: Editora DPaschoal, 2002 (Adaptado). 
A progressão narrativa e as interações verbais estabelecidas entre os personagens estruturam o sentido global do texto. Tendo por base o exposto, marque o item que informa a correta caracterização do conflito central e de sua resolução no conto.
Alternativas
Q4306039 Português

Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder à questão.



    É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.    

    Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.

    A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.

    Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.


(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

“esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos” (4º parágrafo)



Em relação ao trecho que o antecede, o trecho sublinhado expressa ideia de

Alternativas
Q4306038 Português

Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder à questão.



    É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.    

    Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.

    A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.

    Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.


(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

“Embora [...] não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica.” (4º parágrafo)


Esse trecho pode ser reescrito, sem prejuízo para o seu sentido original, da seguinte forma:

Alternativas
Q4306037 Português

Leia o texto “Zonas mortas nos oceanos”, do biólogo brasileiro Fernando Reinach, para responder à questão.



    É fácil sensibilizar o mundo para o desmatamento da floresta amazônica, fotos de troncos carbonizados fazem metade do trabalho. O que poucos sabem é que um desastre semelhante está ocorrendo nos oceanos. Ao longo de toda a costa, acompanhando as grandes ocupações humanas, estão pipocando zonas mortas, áreas onde a biodiversidade dos mares praticamente desaparece. Apesar de essas regiões não serem fotogênicas, elas vêm crescendo de maneira assustadora.    

    Hoje há mais de quatrocentos locais onde praticamente não existe mais vida oceânica. No total, estima-se que 245 mil quilômetros quadrados estejam morrendo, o que equivale a aproximadamente 5% da área coberta pela floresta amazônica. A causa desse fenômeno é a queda na quantidade de oxigênio dissolvido na água. Sem oxigênio, os peixes e outros animais desaparecem.

    A diminuição da quantidade de oxigênio é desencadeada pelo aumento na quantidade de nutrientes nas regiões costeiras. Essa abundância provoca um aumento rápido dos organismos que utilizam nutrientes, luz e gás carbônico. Num primeiro momento, esse crescimento no número de organismos capazes de fazer fotossíntese atrai outros animais, mas logo a água se turva com o excesso de algas e bactérias e, sem luz, eles morrem. Os cadáveres se acumulam no fundo do mar e permitem a multiplicação de organismos que consomem oxigênio para degradar a matéria orgânica acumulada. Nessa fase, o oxigênio diminui e desaparecem os peixes e outros animais maiores. Na falta de oxigênio, só sobrevivem os organismos anaeróbicos (que crescem na ausência de oxigênio), os quais produzem uma quantidade crescente de compostos de enxofre, o que acaba por tornar o ambiente inóspito para a maioria dos animais.

    Embora escapem aos olhos e com isso não sejam sentidas pelo coração de cada um de nós, as zonas mortas não são menos importantes que o desmatamento da floresta amazônica. Na realidade, esse é mais um problema a ser enfrentado à medida que nos preparamos para dobrar a produção de alimentos. É bom lembrar que nos próximos cinquenta anos o número de bocas a ser alimentadas no planeta vai dobrar. Como sustentar essas pessoas preservando a Amazônia e os oceanos é um dos desafios tecnológicos a ser enfrentado por uma nova geração de agrônomos e ecólogos.


(Fernando Reinach. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, 2010. Adaptado.)

O autor inclui-se explicitamente no próprio texto no seguinte trecho:
Alternativas
Q4306026 Português

Para responder à questão, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).



Eu cantei, não o nego, eu algum dia

Cantei do injusto Amor o vencimento,

Sem saber que o veneno mais violento

Nas doces expressões falso encobria.


Que Amor era benigno, eu persuadia

A qualquer coração de Amor isento;

Inda agora de Amor cantara atento,

Se lhe não conhecera a aleivosia1.


Ninguém de Amor se fie: agora canto

Somente os seus enganos, porque sinto

Que me tem destinado estrago tanto.


De seu favor hoje as quimeras2 pinto:

Amor de uma alma é pesaroso3 encanto;

Amor de um coração é labirinto.



(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)



1 aleivosia: engano, traição.


2 quimera: ilusão.


3 pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Em relação ao amor, o eu lírico expressa, sobretudo, uma visão
Alternativas
Respostas
1: B
2: A
3: A
4: C
5: D
6: E
7: A
8: C
9: B
10: C
11: E
12: C
13: C
14: C
15: B
16: B
17: B
18: C
19: C
20: B