Questões Militares Sobre interpretação de textos em português

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Q603415 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

As razões da revolta 

    As manifestações das ruas trouxeram pelo menos uma certeza: o jovem brasileiro, com seu poder de articulação pelas redes sociais, mudou. De uma forma de protestar à distância, com certa dose de descaso e “chacota” contra as instituições (de que sempre se percebeu apartado), ele se mobilizou com rapidez, invadiu o espaço público e reagiu contra o que não concorda.
    O estopim foram o aumento do ônibus e a reação truculenta da polícia. Na esteira do protesto inicial, vieram as demandas concretas: a péssima qualidade do transporte, a corrupção, os conchavos políticos, as incongruências entre o investimento em saúde e educação e as fortunas gastas com estádios e futebol, enfim, o abismo entre o Brasil que se vende para o mundo e a nação real, com sua violência, trânsito e serviços precários.
    Muitos críticos cobraram falta de foco dos jovens e dificuldade de controle das massas que saíram às ruas. Isso deu, dizem os críticos, espaço para grupos mais radicais e bandidos, que causaram violência. Mas será que houve falta de foco?
    Embora as queixas sejam muitas e variadas, alguns padrões em comum podem ser identificados. Trata-se, em primeiro lugar, de um movimento mais horizontal, sem liderança clara. Alguns grupos, como o Movimento Passe Livre (MPL), logo apareceram. Mesmo dentro deles, não parece haver voz única. Boa parte das manifestações se dá “por contágio”. Mesmo o jovem inicialmente acomodado se sente “tocado” pela onda de protestos e decide sair à rua, para participar do momento histórico. A insatisfação crônica com o status do país se transformou de forma rápida, talvez pela capilaridade das redes sociais, numa indignação ativa, potente geradora de força de mobilização. [...]
    Os políticos correram para achar uma explicação e tentar dar respostas (algo que não andam acostumados a fazer). Algumas demandas foram rapidamente atendidas. É simplista, porém, justificar o que aconteceu com o fato de o jovem não se sentir representado. Além da crise de representatividade política, que não é queixa só do jovem, faltam a perspectiva de um país melhor – mais justiça, melhores condições de transporte, saúde e educação – e uma percepção menos ufanista e mais real do Brasil.
    O desafio dos jovens é manter a força do movimento, num momento em que os governos atendem parcialmente a algumas demandas. Os políticos deveriam perceber que o desafio é usar essa força para mudar o país naquilo que ele tem de pior. Têm de limpar as feridas para facilitar a cicatrização. Não adianta dourar indefinidamente a pílula, na espera de um Brasil que nunca chega.
(Jorge Bouer, Época, 08 jul. 2013.)
O autor usa algumas metáforas para se expressar. Qual delas poderia ser parafraseada pela metáfora “cobrir o sol com a peneira"? 
Alternativas
Q603413 Português
O texto a seguir é referência para a questão. 


Numere os parênteses, estabelecendo a ordem em que os argumentos aparecem no texto.

( ) Apresentação de conotações possíveis para o nome brazuca.
( ) Razões relacionadas à grafia que devem ser levadas em conta na avaliação.
( ) Crítica às representações culturais que emanam do nome escolhido.
( ) Ponderações sobre a escolha do nome da bola: críticas dos analistas, a posição normativa.
( ) Razões relacionadas a estratégias de mercado que foram consideradas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q603412 Português
O texto a seguir é referência para a questão. 


A partir do texto, considere as seguintes afirmativas: 1. As palavras mixuruca, muvuca e maluca confirmam a afirmação que o autor faz sobre o sufixo –uca.
2. O autor rechaça tanto brazuca quanto brasuca, por serem formas associadas a um patriotismo caricato.
3. Para o autor, o gigante adormecido tem qualidades que não podem ser comprometidas pela escolha de um nome com erro de grafia.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q603411 Português
O texto a seguir é referência para a questão. 


Segundo o texto, é correto afirmar: 
Alternativas
Q603409 Português
O texto a seguir é referência para a questão.






A autora do blog usa uma linguagem bastante informal, desviando-se em alguns momentos da norma culta. Observe os fatos extraídos do texto:

1. As formas verbais do indicativo com o pronome “tu”, de segunda pessoa (“tu vem”, “tu acredita”– linhas 2 e 11).
2. A forma usada do imperativo afirmativo com o pronome “tu” de segunda pessoa (“abre os olhos” – linha 12).
3. A forma usada do imperativo negativo com o pronome “tu” de segunda pessoa (“não vem” – linhas 1 e 2).
4. O uso das expressões “há muito tempo” e “faz muito tempo”, retomando fatos passados (linha 4).

Que fatos constituem exemplos de transgressão à linguagem escrita culta?
Alternativas
Q603408 Português
O texto a seguir é referência para a questão.






Segundo a autora, esse “reaça”

1. é adepto do movimento “Acorda, Brasil”.
2. assume, em relação à mídia, postura semelhante à autora do texto.
3. tem como uma de suas bandeiras a denúncia contra a corrupção.
4. está entre os baderneiros, os vândalos e os que atrapalham o trânsito.
5. adota e desconstrói o discurso do movimento.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q603407 Português
O texto a seguir é referência para a questão.






Ao chamar seu interlocutor de “reaça" ou “reacionário", a autora do blog assume que ela não é reacionária. Em que trecho a autora explicita características desse reacionário?
Alternativas
Q548681 Português

Para responder às questão, leia o poema de Camilo Pessanha.


Água morrente


Meus olhos apagados,

Vede a água cair.

Das beiras dos telhados,

Cair, sempre cair.

Das beiras dos telhados,

Cair, quase morrer...

Meus olhos apagados,

E cansados de ver.

Meus olhos, afogai-vos

Na vã tristeza ambiente.

Caí e derramai-vos

Como a água morrente.

(Camilo Pessanha, Clepsidra)


No verso – Na vã tristeza ambiente. –, o adjetivo em destaque significa
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Q548677 Português

Leia a letra da canção do cantor cearense Falcão para responder à  questão.


                                    Guerra de Facão


A dor do cocho é não ter ração pro gado

A dor do gado é não achar capim no pasto

A dor do pasto é não ver chuva há tanto tempo

A dor do tempo é correr junto da morte

A dor da morte é não acabar com os nordestinos

A dor dos nordestinos é ter as penas exageradas

E a viola por desculpa pra quem lhe pisou no lombo

e lhe lascou no cucurute vinte quilos de lajedo.

Em vez de achatar pra caixa-prego o vagabundo,

que se deitou no trono e acordou num pau-de-sebo.

Eh eh eh boi, eh boiada, eh eh boi

A dor do jegue, tadin, nasceu sem chifre

A dor do chifre é não nascer em certa gente

A dor de gente é confiar demais nos outros

A dor dos outros é que nem todo mundo é besta

A dor da besta é não parir pra ter seu filho

A dor pior de um filho é chorar e mãe não ver.

Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo,

e o pior, que os vagabundos toca música estrangeira

em vez de aproveitar o que é da gente do Nordeste.

Vou chamar de mentiroso quem dizer que é cabra da peste.


                                                 (Falcão, Guerra de Facão. Em: http://letras.mus.br. Adaptado)

Considerando o gênero textual, um dos recursos de composição presente na letra da canção é o emprego
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Q548676 Português

                                                     A seca


          De repente, uma variante trágica.

          Aproxima-se a seca.

          O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular com que se desencadeia o flagelo.

          Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.

          Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o rodeiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o peruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado pelas vibrações da terra.

          Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apavora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das dolorosas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência impossível.

          Com os escassos recursos das próprias observações e das dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular serenidade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão, especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas. Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda das primeiras chuvas.

           Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os traços mais fugitivos das paisagens...

           Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Passam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pintam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tufos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avidez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro, sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros, esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entristecido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, transvoando a outros climas...

             É o prelúdio da sua desgraça.


                                                               (Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés,

                                                                         A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)

Leia a letra da canção do cantor cearense Falcão para responder à questão.


Guerra de Facão


A dor do cocho é não ter ração pro gado

A dor do gado é não achar capim no pasto

A dor do pasto é não ver chuva há tanto tempo

A dor do tempo é correr junto da morte

A dor da morte é não acabar com os nordestinos

A dor dos nordestinos é ter as penas exageradas

E a viola por desculpa pra quem lhe pisou no lombo

e lhe lascou no cucurute vinte quilos de lajedo.

Em vez de achatar pra caixa-prego o vagabundo,

que se deitou no trono e acordou num pau-de-sebo.

Eh eh eh boi, eh boiada, eh eh boi

A dor do jegue, tadin, nasceu sem chifre

A dor do chifre é não nascer em certa gente

A dor de gente é confiar demais nos outros

A dor dos outros é que nem todo mundo é besta

A dor da besta é não parir pra ter seu filho

A dor pior de um filho é chorar e mãe não ver.

Tá chegando o fim das épocas, vai pegar fogo no mundo,

e o pior, que os vagabundos toca música estrangeira

em vez de aproveitar o que é da gente do Nordeste.

Vou chamar de mentiroso quem dizer que é cabra da peste.


(Falcão, Guerra de Facão. Em: http://letras.mus.br. Adaptado)


Na canção, o verso – A dor da morte é não acabar com os nordestinos – tem sentido bastante próximo da seguinte passagem do texto de Euclides da Cunha:
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Q548664 Português

                                     Fronteiras do pensamento


      SÃO PAULO – O livro é um catatau de quase 600 páginas e traz só uma ideia. Ainda assim, “Surfaces and Essences” (superfícies e essências), do físico convertido em cientista cognitivo Douglas Hofstadter e do psicólogo Emmanuel Sander, é uma obra importante. Os autores apresentam uma tese que é a um só tempo capital e contraintuitiva – a de que as analogias que fazemos constituem a matéria-prima do pensamento – e se põem a demonstrá-la.

      Para fazê-lo, eles se valem de um pouco de tudo. A argumentação opera nas fronteiras entre a linguística, a filosofia, a matemática e a física, com incursões pela literatura, o estudo comparativo dos provérbios e a enologia, para enumerar algumas poucas das muitas áreas em que os autores se arriscam.

      A ideia básica é que o cérebro pensa através de analogias. Elas podem ser infantis (“mamãe, eu desvesti a banana”), banais (termos como “e” e “mas” sempre introduzem comparações mentais) ou brilhantes (Galileu revolucionou a astronomia “vendo” os satélites de Júpiter como luas), mas estão na origem de todas as nossas falas, raciocínios, cálculos e atos falhos – mesmo que não nos demos conta disso.

        Hofstadter e Sander sustentam que o processo de categorização, que muitos especialistas consideram a base do pensamento, não envolve nada mais do que fazer analogias.

      Para não falar apenas de flores (mais uma analogia), o livro ganharia bastante se tivesse passado por um bom editor disposto a cortar pelo menos uns 30% de gorduras. Algumas das digressões dos autores são francamente dispensáveis e eles poderiam ter sido mais contidos nos exemplos, que se contam às centenas, estendendo-se por páginas e mais páginas, quando meia dúzia teriam sido suficientes.

      A prolixidade e o exagero, porém, não bastam para apagar o brilho da obra, que definitivamente muda nossa forma de pensar o pensamento.


      (Hélio Schwartsman, Fronteiras do pensamento. Folha de S.Paulo, 19.05.2013. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão e em conformidade com o sentido do texto.
Alternativas
Q548652 Português

Leia a tira.

Imagem associada para resolução da questão

(Folha de S.Paulo, 23.04.2013)


O efeito de humor da tira decorre do fato de que “ler um livro de novo” não corresponde à ideia de releitura esperada como resposta. A expressão “releitura” significa

Alternativas
Q545934 Português
Na escrita, por vezes, prefere-se manter algumas marcas de coloquialismo, pois desse modo ocorre mais facilmente a interação entre o autor e o leitor, dependendo do tipo de público que se deseja alcançar. Dentre as opções abaixo, apenas uma não apresenta marcas da variante coloquial. Aponte-a.
Alternativas
Q545931 Português
Assinale a opção que apresenta o par de definições adequadas às palavras “ortodoxos” (v. 32, texto 3) e “espúrio” (v. 65, texto 3), respectivamente.
Alternativas
Q545929 Português
A repetição da conjunção “e” nos versos 41, 44 e 46 do texto 3 revela um traço estilístico que
Alternativas
Q545928 Português
Dentre os trechos do texto 2 nas alternativas a seguir, um revela uso inadequado do recurso coesivo. Aponte-o.
Alternativas
Q545927 Português
Assinale a alternativa que contém uma inferência alheia ao movimento argumentativo do texto 2.
Alternativas
Q545926 Português
Quanto ao texto 1, é possível afirmar que
Alternativas
Q545925 Português

Leia atentamente as assertivas a seguir, todas relacionadas aos textos 1,2 e 3.


I – O fato de Escher não ter sido um bom aluno mostra que ele não tinha aptidão para desenvolver raciocínios abstratos.


II – A ligação entre os conceitos matemáticos desenvolvidos na obra de M. C. Escher é de ordem puramente do acaso, haja vista sua comprovada dificuldade para entender a matemática ensinada na escola.


III – A habilidade de calcular usando números e símbolos expressa uma das maneiras de demonstrar a aquisição de conceitos matemáticos, mas não a única maneira.


IV – A obra de Escher surpreende inclusive os mais renomados catedráticos da matemática por sua inovadora maneira de transformar em arte abstrações matemáticas pensadas habitualmente apenas nos tradicionais ambientes de ensino.


Dentre as afirmativas acima, quais estão corretas?

Alternativas
Q545924 Português
Assinale a alternativa cuja afirmação é incoerente quanto às mensagens dos textos e da xilogravura apresentados.
Alternativas
Respostas
5681: C
5682: E
5683: B
5684: E
5685: C
5686: E
5687: E
5688: E
5689: D
5690: C
5691: E
5692: C
5693: B
5694: A
5695: A
5696: A
5697: E
5698: C
5699: B
5700: D