Questões Militares Sobre interpretação de textos em português

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Q545923 Português
Assinale a alternativa que traz uma síntese das ideias apresentadas nos textos 1 e 2.
Alternativas
Q545351 Português




Considere o poema abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, à luz da reprodução da pintura de Edvard Munch a que ele se refere.
O grito (Munch)

A natureza grita, apavorante.
Doem os ouvidos, dói o quadro.


Imagem associada para resolução da questão


O texto de Drummond

I. traduz a estreita relação entre a forma e o conteúdo da pintura.

II. mostra como o desespero do homem retratado repercute no ambiente.

III. contém o mesmo exagero dramático e aterrorizante da pintura.

IV. interpreta poeticamente a pintura.

Está(ão) correta(s)

Alternativas
Q545350 Português


O poema abaixo, sem título, é um haicai de Paulo Leminski:


lua à vista
brilhavas assim
sobre auschwitz?

(Distraídos venceremos. São Paulo: Brasiliense, 1987.)


Neste texto,

I. há constraste entre a imagem natural e o fato histórico.

II. o contraste entre “lua" e “auschwitz" provoca uma reação emotiva no sujeito lírico.

III. o caráter interrogativo revela a perplexidade do sujeito lírico.




Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q545349 Português
Acerca do romance Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado, assinale a opção CORRETA.
Alternativas
Q545348 Português

O poema abaixo é de Cecília Meireles:

Epigrama 8

Encostei-me em ti, sabendo bem que eras somente onda. Sabendo bem que eras nuvem, depus minha vida em ti.

Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,fiquei sem poder chorar, quando caí.


É CORRETO afirmar que o texto

Alternativas
Q545347 Português
Acerca da representação da infância em Vidas secas, de Graciliano Ramos, é INCORRETO dizer que
Alternativas
Q545346 Português
Em uma passagem do romance Lucíola, de José de Alencar, Lúcia e Paulo vão a uma praia em Niterói, local onde ela passou a infância. Podemos afirmar que esta cena
Alternativas
Q545345 Português
Está presente no Texto 1, de Manuel Bandeira, e no 2, de Ruy Castro
Alternativas
Q545344 Português
O Texto 2 é uma crítica
Alternativas
Q545343 Português
Assinale a opção em que NÃO há avaliação do autor.
Alternativas
Q545342 Português

Depreende-se do texto que os americanos

I. procuram valorizar as particularidades das pessoas.

II. julgam as pessoas, conforme seu padrão de sucesso ou fracasso.

III. são incoerentes em suas atitudes.

IV. não reconhecem suas próprias fraquezas.


Está(ão) correta(s)

Alternativas
Q545341 Português

Considerando a estrutura do texto, pode-se dizer que Bandeira

I. vale-se de outro texto para refletir sobre a recepção do público americano aos filmes de Chaplin.

II. considera fatos da época para refletir sobre o comportamento dos americanos.

III. descreve cenas de filmes para enaltecer a criação de Chaplin.

IV. usa recursos linguísticos, como perguntas retóricas e adjetivos, para reforçar seu ponto de vista.


Está(ão) correta(s)

Alternativas
Q545340 Português
Segundo o texto, herói é aquele que
Alternativas
Q545339 Português
Segundo Bandeira, o comportamento de Carlito é “uma lição de moral para educação da mocidade” (linhas 41 e 42), porque:
Alternativas
Q545337 Português
Assinale a opção que retoma a palavra variante no trecho “Chaplin eliminou imediatamente a variante” (linha 14).
Alternativas
Q545336 Português
Sobre Charles Chaplin, o texto nos permite dizer que
Alternativas
Q545335 Português
De acordo com Bandeira,
Alternativas
Q545333 Português

Considere o enunciado “Carlito é popular no sentido mais alto da palavra” (linha 5) e as informações de todo o texto. Na visão de Bandeira, a popularidade pode ser explicada pelo fato de Carlito

I. ser apresentado com indumentária elegante.

II. ser responsável por atrair grande público para os cinemas.

III. retratar o tipo heroico americano, que não quer ser considerado malsucedido.

IV. ter sido ajustado a partir das reações do público.


Está(ão) correta(s):

Alternativas
Q545332 Português
Considerando que o título pode antecipar para o leitor o tema central do texto, assinale a opção que apresenta o título mais adequado.
Alternativas
Q535697 Português

TELEFONE, UM INIMIGO NECESSÁRIO 

Anna Veronica Mautner

    Na vida nossa de cada dia, muitos tornam o número de telefone acessível, nem sempre com disposição para atender as exigências que disso decorrem. Existe aí uma responsabilidade em relação ao "outro". Se eu dou meu número para alguém, estou anunciando que sou acessível.

    No tempo em que existia lista telefônica, isso poderia ser discutível, pois os números ficavam públicos de certa forma, por lei. Mas, hoje, meu número de celular não está em lista oficial nenhuma, só é acessível se eu der. A partir daí, torno-me responsável por atendê-lo. O processo funciona em mão dupla. Quando ligo para alguém, imagino que vá me atender - senão, por que teria me dado seu número?

    A relação com a telefonia é uma escolha pessoal. Há quem ama falar, há quem é lacônico. Seja como for, tornar-se acessível significa perder graus de liberdade e, ao mesmo tempo, ganhar em acessibilidade. 

    O telefone me torna pública, mas também pode preservar minha privacidade. Para me garantir e me defender, posso usar a secretária eletrônica ou o bina, aliás, inventado e patenteado por um brasileiro. 

    Tudo isso é muito recente. Há cinquenta anos, o telefone era uma raridade reservada para pessoas da classe A. A linha era comprada a preço de ouro. Muitas lojas não tinham mais do que um aparelho - muitas vezes com cadeado; outras, com cadeado só das 13h às 15h, quando ilegalmente recebiam o resultado do jogo do bicho - não disponível para fregueses.

    E, então, um dia, privatizaram a companhia telefônica, e a cidade foi inundada por telefones. Logo depois chegaram os celulares, que invadiram definitivamente nossa vida. 

     Tudo isso transformou as relações interpessoais de maneira avassaladora. Não atender o celular pode ser visto quase como um estelionato. Você está privando o outro do acesso a você - que você prometeu quando deu o número.

    O celular foi uma revolução tão grande quanto a difusão do telefone fixo. Se ligo para o fixo de alguém que não me atende, só sei que a pessoa não está lá. Mas, com o celular, temos que aprender a mentir melhor. Vamos desenvolvendo jeitinhos. Se fulano não me atende, ligo de um número que ele não conhece e descubro se não está lá ou se não quer me atender. Inventamos o bina e depois inventamos jeitinhos para driblá-lo.

     A barreira da invisibilidade ainda não foi vencida. Se é meu amigo ou meu inimigo, não sou capaz de distinguir antes de atender e ouvir a voz. Só depois de atender, o enigma se desfaz. Uma educação para o uso do telefone se faz cada dia mais necessária. 

Folha de São Paulo, 05 fev.2013

VOCABULÁRIO

Lacônico: breve, conciso.

Todas as palavras em destaque estão corretamente interpretadas entre parênteses, EXCETO:
Alternativas
Respostas
5701: E
5702: E
5703: E
5704: B
5705: D
5706: C
5707: D
5708: A
5709: A
5710: B
5711: C
5712: E
5713: D
5714: E
5715: X
5716: A
5717: D
5718: C
5719: B
5720: D