Questões Militares
Sobre interpretação de textos em português
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A respeito do “conceito de erro em língua”, o gramático Luiz Antônio Sacconi, em sua obra “Nossa Gramática – Teoria e Prática”, afirma:
“Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos casos de ortografia. O que se comete são transgressões da norma culta. De fato, aquele que, num momento íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou ele falar”, não comete propriamente erro; na verdade, transgride a norma culta. (…) Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume. Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta o comete, passando, assim, a constituir fato linguístico (registro de linguagem definitivamente consagrado pelo uso, ainda que não tenha amparo gramatical).”
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa Gramática – Teoria e Prática – 18ª ed. Reformada e atual. São Paulo: Atual, 1994. pp. 8 e 9.
Considerando o conceito de “erro em língua”, exposto acima, assinale a alternativa em que se apresenta uma transgressão da norma culta considerada “fato linguístico”?
Sobre os textos 1 e 2, analise as afirmações abaixo:
I. descrevem um exterior cuja aparência pode ser vista como deselegante, guardando, porém, tanto os becos quanto o elefante, um interior rico em poesia e vida.
II. revelam uma construção erudita, rígida e intelectualizada de uma narrativa poética cuja forma apresenta estrofes regulares e longas, intercaladas por estribilho.
III. há uma relação estreita entre prosa e poesia revelada no encadeamento que oscila entre a descrição e a narração.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões)
Considere os versos 19 a 23 do texto 2, transcritos abaixo:
“E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.”
Abaixo, você encontrará alguns ditados populares elencados. Qual destes ditados mais se aproxima da ideia veiculada no verso 23, “alheia a toda fraude”?
Considere os versos 95 a 98 do texto 2, transcritos abaixo:
“e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,”
A figura de linguagem construída a partir de uma relação entre os campos semânticos evocados pelo título do poema e de seus versos acima destacados é a (o)
Considere os versos 68 a 80 do texto 2, transcritos abaixo:
“Esse passo que vai
sem esmagar as plantas
no campo de batalha,
à procura de sítios,
segredos, episódios
não contados em livro,
de que apenas o vento,
as folhas, a formiga
reconhecem o talhe,
mas que os homens ignoram,
pois só ousam mostrar-se
sob a paz das cortinas
à pálpebra cerrada.”
Acerca de “vento”, “folhas” e “formiga”, pode-se afirmar que
O valor semântico do vocábulo “errado”, exaltado pela autora no texto 1 em
“Amo e canto com ternura
todo o errado da minha terra.” (versos 29 e 30)
não se aplica a
“Amo e canto com ternura / todo o errado da minha terra” (texto 1, versos 29 e 30).
A substantivação do adjetivo “errado”, antecedido pelo determinante “o”, que aparece no trecho acima destacado do poema de Cora Coralina
Sabemos que a linguagem desempenha
determinada função, de acordo com a ênfase que
se queira dar a cada um dos componentes do ato
de comunicação. Qual a função da linguagem está
presente no texto 4?


Tome como referência as seguintes frases:
texto 1 “ O negócio aconteceu num café. Tinha
uma porção de sujeitos, sentados nesse café,
tomando umas e outras.” – linhas 01 a 03- e
texto 2 “ Havia a viola da vila, a viola e o
violão. Do vilão era a viola, e da Olívia o
violão.” – linhas 01 a 04. Há uma diferença na
linguagem e no estilo utilizados nos dois
textos, caracterizando-os, respectivamente,
como:






