Questões Militares
Sobre república oligárquica - 1889 a 1930 em história
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“se o Estado não foi um adversário da indústria, esteve longe de promover uma política deliberada de desenvolvimento industrial.”
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed., atual. e ampl., 4. reimpr. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2024. p. 249
Sobre a industrialização durante a Primeira República, assinale a afirmativa incorreta:
“Em 1979, o senador da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) Francelino Pereira perguntava a uma nação que enveredava pelo tortuoso e difícil caminho da abertura: ‘que país é este?’. A indagação, que induz perplexidade, questionamento e reflexão, foi retomada literalmente no ano seguinte por Affonso Romano de Santana na obra do mesmo nome. Sem maior indagação sobre os condicionamentos pessoais ou políticos que levaram o senador piauiense a pronunciar frase tão instigante, a questão ressurge com força quando se pensa que a República brasileira [...]: que país é este? Qual República? Não se trata em absoluto de enveredar pelo caminho do endosso da lendária e controversa expressão atribuída a De Gaulle de que este não seria um ‘país sério’.”
(PESAVENTO, Sandra Jatahy. O cotidiano da república: elite e povo na virada do século. Porto Alegre: EdUFRGS, 1995. p. 7.)
A trajetória republicana brasileira tem sido interpretada como resultado de continuidades e rupturas envolvendo instituições políticas, grupos sociais e projetos de desenvolvimento. Com base nessa problemática, assinale a afirmativa correta.
“Tendo sido proclamada a República no Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1889, a notícia só chegou ao Espírito Santo no dia seguinte, por telegrama, cujo teor foi divulgado pelo jornal A Província do Espírito Santo. A proclamação, segundo cronistas da época, não foi muito comemorada na capital, Vitória, reação diferente do que ocorreu em Cachoeiro de Itapemirim, onde foram promovidas festivas passeatas. Em outras localidades [...] também houve comemorações com bandas de músicas e foguetório. No dia 16 de novembro, a Assembleia Legislativa foi dissolvida. Os republicanos reunidos escolheram um chefe do Governo Provisório. O eleito foi Afonso Cláudio e sua posse ocorreu no dia 21 de novembro.”
(FRANCO, Sebastião Pimentel. História do Espírito Santo. Vitória: UFES/SED, 2015. pp. 75-76.)
A passagem do Império para a República implicou reconfigurações políticas que afetaram diferentes regiões brasileiras de maneira particular. Acerca da experiência capixaba nesse contexto, assinale a afirmativa correta.
“Em vários países, a República é representada por uma imagem de mulher de expressão séria e porte altivo, vestindo uma túnica branca e um gorro [...] chamado de ‘barrete frígio’, [...] utilizado na Grécia antiga pelos escravos que tinham sido libertados. [...] No caso do Brasil, encontramos variações dessa imagem-símbolo da República, desde as impressas nos panfletos republicanos do século XIX até as estampadas nas cédulas atuais de Real. Em muitos momentos de nossa história, ela deve ter se sentido traída pelo que se fez em seu nome: golpes de Estado, ditaduras, negociatas, supressão de liberdades públicas, exclusão da maior parte da população da vida política. Porém, a história da nossa República não é apenas a da traição de ideais [...]. Ela também é a história de uma sociedade em busca de formas [...] para superar os legados de um passado secular marcado pela dependência econômica [...], pelo mandonismo dos grandes proprietários de terras e pela escravidão.”
(NAPOLITANO, Marcos. História do Brasil República: da queda da Monarquia ao fim de Estado Novo. São Paulo: Contexto, 2016. pp. 7-8.)
Considerando os debates historiográficos sobre continuidades e mudanças na República brasileira a partir do contexto de sua Proclamação, em 1889, assinale a afirmativa correta.
(Marcos Napolitano, História do Brasil República: da queda da Monarquia ao fim do Estado Novo. Adaptado)
Assinale a alternativa que exemplifica a citada autonomia com maiores poderes administrativos dos estados.
Nas eleições presidenciais de 1922, os estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro formaram a Reação Republicana, que apresentou o candidato Nilo Peçanha para disputar contra Artur Bernardes, candidato a presidente indicado por São Paulo e Minas Gerais. O programa da Reação Republicana baseava-se no controle da inflação e na defesa de finanças equilibradas para o Estado brasileiro. Ela também reivindicava uma política econômica que protegesse as mercadorias nacionais de exportação em geral, sem privilégios a qualquer produto em particular.
No contexto da República Velha, a Reação Republicana
Lembranças de um menino operário Jacob Penteado morava no bairro do Belenzinho, no município de São Paulo, em 1910. Cedo, teve que trabalhar numa fábrica de vidro. Seus colegas de trabalho tinham entre 7 e 14 anos. Ganhavam salários baixíssimos, alimentavam-se mal e levavam surras dos capatazes quando cometiam algum erro. Minha família, de parcos recursos, não poderia manter-me em estabelecimentos de ensino secundário [...]. Trabalhava-se [...] nove horas por dia, inclusive aos sábados...O ambiente era o pior possível [...] Acrescentem-se a isso os maus-tratos dos vidreiros, muito comuns naquele tempо.
Fonte: Citado em CARONE, Edgard. O movimento operário no Brasil (1877-1944). São Paulo: Difel, 1984. р. 53-54.
O texto acima retrata a situação de um trabalhador, ainda menino, durante o período denominado de República Velha (1889-1930). Sobre as condições da classe trabalhadora desse período, é correto afirmar que:
Os vitoriosos de 1930 formavam um grupo bastante heterogêneo, tanto do ponto de vista social como do ponto de vista político. Se o combate às oligarquias tradicionais era o que se poderia chamar de um objetivo em comum, o mesmo não se pode dizer em relação às expectativas dos diferentes atores envolvidos no movimento. Assim, enquanto os setores oligarcas dissidentes mais tradicionais desejavam um maior atendimento à sua área e maior soma de poder, com um mínimo de transformações, os quadros civis mais jovens almejavam a reforma do sistema político, os tenentes defendiam a centralização do poder e a introdução de reformas sociais, e os setores vinculados ao Partido Democrático tinham como meta o controle do governo paulista, além da efetiva adoção de princípios liberais.
(Marieta de Moraes Ferreira e Surama Conde Sá Pinto, “A crise dos anos 1920 e a Revolução de 1930”, em Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado [orgs.], O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo oligárquico – vol. 1: da Proclamação da República à Revolução de 1930)
O quadro apresentado no excerto, sobre os vitoriosos da Revolução de 1930, explica a constituição de uma forma política entendida como
(FERREIRA, Jorge et al (Orgs.). O tempo do liberalismo oligárquico: da Proclamação da República à Revolução de 1930 – Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. p. 314.)
A chamada ‘Revolução de 1930’ é frequentemente apresentada pela historiografia tradicional como ruptura decisiva com a Primeira República. Considerando a dinâmica das oligarquias regionais, o papel do Estado e a reorganização do bloco no poder, analise as afirmativas a seguir acerca da relação entre o movimento de 1930 e assinale a correta.
— A república está proclamada.
— Já há governo?
— Penso que já; mas diga-me V. Excia.: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto... Uma fatalidade! Venha em meu socorro, Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado.
— ‘Confeitaria do Império’, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Excia. crê que, se ficar ‘Império’, venham quebrar-me as vidraças?
— Isso não sei.
— Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo.
— Mas pode pôr ‘Confeitaria da República’...”
(ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Jackson, 1959. pp. 251-253.)
A consolidação do Estado republicano brasileiro, a partir do final do século XIX, envolveu mudanças institucionais relevantes, mas também a permanência de estruturas sociais e econômicas herdadas do período anterior. Considerando a organização política e econômica da República e as continuidades na composição do poder, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
(Maria Isaura Pereira de Queiroz. “O coronelismo numa interpretação sociológica”. In: Boris Fausto (org.) História Geral da Civilização Brasileira: O Brasil Republicano: estrutura de poder e economia (1889 – 1930), 1975)
O excerto refere-se à política da Primeira República Brasileira (1889 – 1930) e
(Maria de Lourdes M. Janotti. O Coronelismo – uma política de compromissos)
O acordo mencionado definia, entre outros, os seguintes compromissos:
(MARTINS, Hélio Leôncio. A Revoita da Armada - 1893, In: BRASIL. Ministério da Marinha. História Naval Brasileira. 5° Vol. Tomo | A. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 1995. p. 29)
Segundo Martins, as causas da Revolta da Armada de 1893 podem ser encontradas no processo de instalação do novo regime político no Brasil em 1890. Assim é correto afirmar que uma das causas daquela Revolta foi:
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1995. pp. 257-258.)
Com base no texto, assinale a afirmativa correta.