Questões Militares
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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É no espaço mais amplo do Atlântico Sul que a história da América portuguesa e a gênese do Império do Brasil tomam toda a sua dimensão. A continuidade da história colonial não se confunde com a continuidade do território da Colônia. Na verdade, os condicionantes atlânticos, africanos — distintos dos vínculos europeus —, só desaparecem do horizonte do país após o término do tráfico negreiro e a ruptura da matriz espacial colonial, na segunda metade do século XIX. Tais condicionantes marcam a originalidade da formação histórica brasileira.
(Luiz Felipe de Alencastro, O Trato dos Viventes. Adaptado)
De acordo com o historiador Luiz Felipe de Alencastro em sua obra,
Ao chegar a São Vicente, os primeiros portugueses reconheceram de imediato a importância fundamental da guerra nas relações intertribais. Procurando racionalizar o fenômeno, convenceram-se de que os intermináveis conflitos representavam pouco mais que vendetas sem maior sentido; ao mesmo tempo, porém, perceberam que podiam conseguir muito através de seu engajamento com elas. Considerando o estado de fragmentação política que imperava no Brasil indígena, as perspectivas de conquista, dominação e exploração da população nativa dependiam necessariamente do envolvimento dos portugueses nas guerras intestinas, através de alianças esporádicas.
(John Manuel Monteiro, Negros da terra)
Em relação às guerras indígenas, segundo John Monteiro, os portugueses também estavam interessados
No dia 7 de maio de 1730, o governador das Minas Gerais, d. Lourenço de Almeida, escreveu ao rei reclamando dos “contínuos delitos” cometidos nas Minas por “bastardos, carijós, mulatos e negros”. Nas palavras de d. Lourenço, não havia tempo em que as estadas não estivessem cheias de negros ladrões e matadores, e é preciso que se castigue com pena de morte executando-se nestas vilas para exemplo dos mais negros porque não havendo castigo podem ir crescendo então grande número que venham a dar o mesmo cuidado que deram os Palmares em Pernambuco, além das muitas mortes que fazem carijós, mulatos e bastardos.
(Carlos Magno Guimarães, “Mineração, quilombos e Palmares”, em João José Reis e Flávio dos Santos Gomes [org.], Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. Adaptado)
Na manifestação do governador das Minas Gerais, é possível constatar a
A presença insignificante de escravos legítimos não impediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17. De fato, a introdução de milhares de índios demandou a criação de uma estrutura institucional que ordenasse as relações entre senhores e escravos. Apesar da legislação contrária ao trabalho forçado dos povos nativos, os paulistas conseguiram contornar os obstáculos jurídicos e moldar um arranjo institucional que permitiu a manutenção e a reprodução de relações escravistas.
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Adaptado)
Tal arranjo institucional, segundo a obra referenciada, significou que os
(SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloísa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 2015. pp. 57; 138.)
No contexto da formação social e territorial da América Portuguesa, as bandeiras paulistas desempenharam funções históricas diversas. Considerando suas ações no sistema colonial, analise as afirmativas a seguir sobre as funções exercidas pelos bandeirantes paulistas e assinale a correta.
(SODRÉ, Nelson Werneck. História Militar do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. p.28)
O primeiro sistema de administração do Brasil Colonial foi o chamado sistema de Capitanias Hereditárias. Este sistema conferia à empresa colonizadora o caráter de empreendimento privado – amplos poderes eram cedidos aos donatários, que os exerciam em nome da Coroa, em troca da assunção por estes dos riscos e gastos necessários. O fracasso desse sistema, porém, levaria o governo português a centralizar a administração – o que também afetou a organização da defesa da colônia. Sobre a organização militar no período colonial, assinale a afirmativa correta:
“Se a Bahia ocupava os sertões de dentro, escoavam-se para Pernambuco os sertões de fora, começando de Borborema e alcançando o Ceará, onde confluíam as correntes baiana e pernambucana”.
ABREU, João Capistrano de. Capítulos de História Colonial:1500-1800. Brasília: Ed. Senado Federal, 1998.
O aspecto da história colonial cearense a que o autor se refere no trecho citado diz respeito
Em resumo, as grandes correrias paulistas atrás de indígenas acontecem na fase em que a ruptura das atividades negreiras dobra o preço dos africanos no Brasil.
(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)
O fragmento aborda contexto relativo
( ) A vinda da família e a corte real em 1808 necessitou melhorias na colônia Brasil para melhor recebê-los. Com isso, foram construídos diversos edifícios públicos, ruas e estradas foram abertas; fundou-se o Banco do Brasil e também se criou o Jardim Botânico, a Academia Real da Marinha, a Imprensa Régia e a Biblioteca Real.
( ) A presença da corte real no Brasil incentivou o desenvolvimento de várias cidades costeiras, estimulou o comércio e promoveu a abertura dos portos às nações amigas.
( ) Uma vez que a corte real se instalou no Brasil, sua influência direta na colônia acabou atrasando em vários anos o seu processo de independência.
( ) A proclamação da República trouxe uma nova forma de governo, com a separação entre Estado e Igreja e a adoção do Federalismo, ou seja, as antigas províncias se tornaram Estados, com mais autonomia.
( ) A queda da monarquia se deu por ação das classes agrárias dominantes insatisfeitas no País, sem qualquer intervenção das forças armadas e comerciantes urbanos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
1.(__)Inspirada pelos ideais iluministas e pelos ventos da Revolução Francesa, a conjuração teve como principais objetivos a independência do Brasil, a proclamação de uma república e a igualdade social. Diferentemente da Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana foi um movimento popular, com significativa participação de alfaiates, soldados, negros libertos, escravizados e pequenos comerciantes.
2.(__)A revolta teve origem no descontentamento com as desigualdades sociais, a exploração econômica da colônia e a opressão das camadas mais pobres pela Coroa Portuguesa. Os líderes, como João de Deus do Nascimento, Luiz Gonzaga das Virgens e Manoel Faustino, defendiam não apenas a independência política, mas também medidas para combater a pobreza, como a abolição da escravidão e a redução dos impostos. Esses ideais eram divulgados por meio de panfletos e reuniões secretas, ganhando apoio entre os setores mais marginalizados da população.
3.(__)Apesar de sua relevância, a Conjuração Baiana foi descoberta antes de sua concretização. O movimento foi duramente reprimido pelas autoridades coloniais, resultando na prisão e execução de seus principais líderes em praça pública, como forma de desencorajar novas revoltas. Contudo, a Conjuração Baiana deixou um importante legado histórico, ao evidenciar a insatisfação popular com o sistema colonial e ao demonstrar a presença de ideias republicanas e abolicionistas no Brasil do século XVIII.
A sequência CORRETA é:
Uma vez completamente destruída a população guarani do Guairá, os paulistas voltaram sua atenção novamente para os Guarani do Sul. Passaram, então, a atacar as missões de Tape e Uruguai, situadas no atual território do estado do Rio Grande do Sul. A situação na província de Tape assemelhava-se àquela do Guairá, na medida em que as reduções ainda eram recém-constituídas (1633-1634) quando dos ataques portugueses (1635-1641).
Por volta de 1640, diversos fatores convergiram para dificultar o cativeiro dos Guarani pelos paulistas.
(John Manuel Monteiro, Negros da terra:
Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo, p. 75. Adaptado)
No contexto apresentado, a dificuldade em escravizar os Guarani, segundo Monteiro, tem relação com
(SANTOS, Ynaê Lopes do. História da África e do Brasil afrodescendente. Rio de Janeiro: Pallas, 2014. p. 241).
O avanço da luta abolicionista no Brasil se relaciona ao contexto histórico em que se destaca
(FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo; FARIA, Sheila de Castro. A economia colonial brasileira (séculos XVI – XIX). São Paulo: Atual, 1988. p. 34)
O escambo foi uma prática largamente utilizada pelos portugueses em seu contato com os indígenas na primeira metade do século XVI. Mas não foi a única. Nesse sentido, para descrever a complexidade das relações entre portugueses e indígenas, é necessário considerar

O interior da Igreja de São Francisco é um exemplo da arte