Questões Militares
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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Os índios reduzidos fraudulentamente ao cativeiro constituem a imensa maioria da população servil. Ora, nenhum colono existe, por muito miserável, que não explore uma criatura do gentio. Com dois ou três índios tem a vida assegurada: um lhe pesca, outro lhe caça, outro lhe granjeia as roças.
(Alcântara Machado. Vida e morte do bandeirante, 2006. Adaptado.)
O excerto descreve as relações sociais na Capitania de São Vicente anteriores ao descobrimento das minas de ouro no final do século XVII. Confrontando-se a colonização dessa região com a de Pernambuco e da Bahia na mesma época, percebe-se, no povoamento do planalto paulista,
A entrada de homens a serviço da Coroa portuguesa nos sertões do Estado do Brasil produziu diversos conflitos entre indígenas e conquistadores. Apesar das diversas circunstâncias de cada embate, as autoridades régias denominaram Guerra dos Bárbaros os levantes indígenas no interior do nordeste em fins do século XVII e início do XVIII.
A respeito da Guerra dos Bárbaros, analise as afirmativas a seguir, considerando V para a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
( ) A Coroa lusa denominava de “gentios bravos”os índios rebeldes e, com base em informações obtidas por aliados tupi, os cronistas coloniais construíram um imaginário sobre os grupos que habitavam o sertão e que se rebelavam à ação colonizadora, definindo-os “tapuia”, sinônimo de bárbaro, inimigo, indomável.
( ) Os confrontos entre luso-brasileiros e comunidades tapuias nos sertões nordestinos foram motivados pela concessão de sesmarias à recém-criada Companhia de Comércio de Pernambuco e Paraíba, a quem caberia o controle do sertão paraibano após a expulsão dos holandeses.
( ) Devido ao despreparo das infantarias locais e à resistência oferecida pelos tapuias, os colonos nordestinos aliaram-se aos paulistas, a quem interessava reduzir os índios rebelados à escravidão, em nome da guerra justa, tornando a sua participação na Guerra dos Bárbaros um empreendimento lucrativo.
A sequência correta é:
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Texto adaptado)
Na sua manifestação, Cadornega parece
A respeito do escravismo no Brasil imperial e no contexto após o fim da escravidão, julgue o item subsecutivo.
A abolição da escravidão deu início a um processo de
inclusão social dos ex-escravizados, construindo-se um
contexto de igualdade sociorracial que pode ser corretamente
descrito como uma democracia racial.
A respeito do escravismo no Brasil imperial e no contexto após o fim da escravidão, julgue o item subsecutivo.
A opção pela escravização africana massiva foi consolidada
pela América Portuguesa no século XVII.
A respeito do escravismo no Brasil imperial e no contexto após o fim da escravidão, julgue o item subsecutivo.
Embora no Brasil tenha havido experiências de imigração no
decorrer do século XIX, foi apenas após a abolição da
escravidão que a imigração de europeus em massa se tornou
realidade, especialmente em São Paulo.
A respeito do escravismo no Brasil imperial e no contexto após o fim da escravidão, julgue o item subsecutivos.
O escravismo era elemento central da sociedade brasileira do
período imperial.
A Lei Áurea, que acabou com a escravidão no Brasil em maio de 1888, possuía várias cláusulas voltadas para a inclusão social dos ex-escravizados.
Na América portuguesa, as ordens religiosas estavam diretamente envolvidas com as políticas dos descimentos e aldeamentos indígenas.
(VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. p. 565. Adaptado.)
Tratando do Período Colonial (1530-1822), o texto aborda uma mudança na organização social brasileira que teve como causa:
Adaptado de MOREL, M. A saga dos Botocudos: guerra, imagens e resistência indígena. São Paulo: Hucitec, 2018.
O episódio relatado no texto descreve um dos muitos enfrentamentos entre populações indígenas e autoridades governamentais no Brasil. Nele, o príncipe regente usa a nomeação “bárbaro”, que indica uma compreensão distorcida dos atributos constitutivos dos indígenas. Na descrição do episódio de perseguição aos Botocudos, o uso do termo “bárbaro” possibilitou legitimar uma conjuntura de:
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 70.
Considerando a organização social existente no Brasil colonial, é correto afirmar que
Esses escravos tinham mobilidade para circular na cidade, já que precisavam encontrar trabalho para juntar quantia em dinheiro que deveria ser entregue ao proprietário, além, é claro, de obter o seu próprio sustento. Se, por um lado, esse tipo de trabalho livrava os proprietários da obrigação de sustentar seus escravos, assim diminuindo os seus gastos, por outro, permitia certa autonomia aos cativos, que arranjavam o seu próprio trabalho e cuidavam de suas despesas. (Mattos, Regiane Augusto de. História e cultura afro-brasileira. 2ª ed., 3ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014, p. 112. Adaptado)
O texto faz referência a uma modalidade de trabalho escravo denominada:
A colonização portuguesa não respeitou o Tratado de Tordesilhas, expandindo as fronteiras do Brasil por meio da ação dos bandeirantes. jesuítas e pecuaristas. Os espanhóis também desrespeitaram o Tratado de Tordesilhas, invadindo colônias portuguesas situadas no Oriente.
Para fixar as novas fronteiras coloniais na América, vários tratados internacionais foram assinados.
(Cotrim, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. 8ª ed. São Paulo: Saraiva, 2005. P. 242. Adaptado)
Sobre os Tratados que definiram o território brasileiro durante o período colonial é correto afirmar que:
Ao lado da empresa comercial e do regime de grande propriedade, acrescentemos um terceiro elemento: o trabalho compulsório. Também nesse aspecto, a regra será comum a toda a América Latina, ainda que com variações. Diferentes formas de trabalho compulsório predominaram na América espanhola, enquanto uma delas – a escravidão – foi dominante no Brasil.
[…]
Mas se a introdução do trabalho escravo se explica resumidamente dessa forma, por que se optou preferencialmente pelo negro e não pelo índio? Em primeiro lugar, lembremos que houve uma passagem da escravidão do índio para a do negro, que variou no tempo e no espaço.
[…]
(Boris Fausto, História do Brasil)
Sobre a citada variação “no tempo e no espaço”, é correto afirmar que
