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Sobre história do brasil em história
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No contexto da Crise do Antigo Regime, se havia barreiras de ordem material à difusão das ideias ilustradas (analfabetismo, marginalização do povo da vida política, deficiência dos meios de comunicação), o maior entrave advinha, no entanto, da própria essência dessas ideias, incompatíveis, sob muitos aspectos, com a realidade brasileira. Na Europa, o liberalismo era uma ideologia burguesa voltada contra as Instituições do Antigo Regime, os excessos do poder real, os privilégios da nobreza, os entraves do feudalismo ao desenvolvimento da economia.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república: momentos decisivos. Adaptado)
No Brasil, segundo Emília Viotti da Costa,
No dia 7 de maio de 1730, o governador das Minas Gerais, d. Lourenço de Almeida, escreveu ao rei reclamando dos “contínuos delitos” cometidos nas Minas por “bastardos, carijós, mulatos e negros”. Nas palavras de d. Lourenço, não havia tempo em que as estadas não estivessem cheias de negros ladrões e matadores, e é preciso que se castigue com pena de morte executando-se nestas vilas para exemplo dos mais negros porque não havendo castigo podem ir crescendo então grande número que venham a dar o mesmo cuidado que deram os Palmares em Pernambuco, além das muitas mortes que fazem carijós, mulatos e bastardos.
(Carlos Magno Guimarães, “Mineração, quilombos e Palmares”, em João José Reis e Flávio dos Santos Gomes [org.], Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. Adaptado)
Na manifestação do governador das Minas Gerais, é possível constatar a
A presença insignificante de escravos legítimos não impediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17. De fato, a introdução de milhares de índios demandou a criação de uma estrutura institucional que ordenasse as relações entre senhores e escravos. Apesar da legislação contrária ao trabalho forçado dos povos nativos, os paulistas conseguiram contornar os obstáculos jurídicos e moldar um arranjo institucional que permitiu a manutenção e a reprodução de relações escravistas.
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Adaptado)
Tal arranjo institucional, segundo a obra referenciada, significou que os
Quando se estuda historicamente a estrutura fundiária no Brasil, ou seja, a forma de distribuição e acesso à terra, verifica-se que, desde os primórdios do período colonial, essa distribuição foi desigual. Dois instrumentos estão na origem de grande parte dos latifúndios do país e são frutos da herança colonial, quando a terra era doada pela Coroa aos membros da corte.
(Ariovaldo Umbelino de Oliveira, “Agricultura brasileira: transformações recentes”, em Jurandyr L. Sanches Ross [org.], Geografia do Brasil. Adaptado)
Quais são os instrumentos mencionados no texto?
A Assembleia Constituinte instalou-se em 1o de fevereiro de 1987, e a Constituição foi promulgada no ano seguinte, em 5 de outubro de 1988. O novo texto constitucional tinha a missão de encerrar a ditadura. É a mais extensa Constituição brasileira — tem 250 artigos principais, mais 98 artigos das disposições transitórias — e está em vigor até hoje.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)
Para Schwarcz e Starling, a Constituição de 1988 é
Os vitoriosos de 1930 formavam um grupo bastante heterogêneo, tanto do ponto de vista social como do ponto de vista político. Se o combate às oligarquias tradicionais era o que se poderia chamar de um objetivo em comum, o mesmo não se pode dizer em relação às expectativas dos diferentes atores envolvidos no movimento. Assim, enquanto os setores oligarcas dissidentes mais tradicionais desejavam um maior atendimento à sua área e maior soma de poder, com um mínimo de transformações, os quadros civis mais jovens almejavam a reforma do sistema político, os tenentes defendiam a centralização do poder e a introdução de reformas sociais, e os setores vinculados ao Partido Democrático tinham como meta o controle do governo paulista, além da efetiva adoção de princípios liberais.
(Marieta de Moraes Ferreira e Surama Conde Sá Pinto, “A crise dos anos 1920 e a Revolução de 1930”, em Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado [orgs.], O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo oligárquico – vol. 1: da Proclamação da República à Revolução de 1930)
O quadro apresentado no excerto, sobre os vitoriosos da Revolução de 1930, explica a constituição de uma forma política entendida como
As interpretações sobre a Guerra do Paraguai variaram, e muito. Há quem diga que a origem da guerra estaria condicionada à ambição desmedida de López e a seu caráter autoritário. Há também quem explique o conflito a partir da política imperialista inglesa. Ciosa em manter sua influência financeira no local, a Inglaterra teria se imiscuído na guerra, forjando oposições e selando amizades.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil, uma biografia. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente, segundo a obra citada, outra interpretação para o conflito bélico.
No contexto da Crise do Antigo Regime, se havia barreiras de ordem material à difusão das ideias ilustradas (analfabetismo, marginalização do povo da vida política, deficiência dos meios de comunicação), o maior entrave advinha, no entanto, da própria essência dessas ideias, incompatíveis, sob muitos aspectos, com a realidade brasileira. Na Europa, o liberalismo era uma ideologia burguesa voltada contra as Instituições do Antigo Regime, os excessos do poder real, os privilégios da nobreza, os entraves do feudalismo ao desenvolvimento da economia.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república: momentos decisivos. Adaptado)
No Brasil, segundo Emília Viotti da Costa,
No dia 7 de maio de 1730, o governador das Minas Gerais, d. Lourenço de Almeida, escreveu ao rei reclamando dos “contínuos delitos” cometidos nas Minas por “bastardos, carijós, mulatos e negros”. Nas palavras de d. Lourenço, não havia tempo em que as estadas não estivessem cheias de negros ladrões e matadores, e é preciso que se castigue com pena de morte executando-se nestas vilas para exemplo dos mais negros porque não havendo castigo podem ir crescendo então grande número que venham a dar o mesmo cuidado que deram os Palmares em Pernambuco, além das muitas mortes que fazem carijós, mulatos e bastardos.
(Carlos Magno Guimarães, “Mineração, quilombos e Palmares”, em João José Reis e Flávio dos Santos Gomes [org.], Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. Adaptado)
Na manifestação do governador das Minas Gerais, é possível constatar a
A presença insignificante de escravos legítimos não impediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17. De fato, a introdução de milhares de índios demandou a criação de uma estrutura institucional que ordenasse as relações entre senhores e escravos. Apesar da legislação contrária ao trabalho forçado dos povos nativos, os paulistas conseguiram contornar os obstáculos jurídicos e moldar um arranjo institucional que permitiu a manutenção e a reprodução de relações escravistas.
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Adaptado)
Tal arranjo institucional, segundo a obra referenciada, significou que os
(Comissão da Verdade do Estado de São Paulo – Rubens Paiva. A militarização da segurança pública. Disponível em: comissaodaverdade.al.sp.gov.br. Acesso em: 23 fev. 2026.)
Considerando a formação histórica da Polícia Militar no Brasil, sua inserção na arquitetura da segurança pública durante a ditadura militar e as permanências institucionais no período pós-1988, analise criticamente as afirmativas a seguir e assinale a correta.
(FERRAZ, Francisco César. Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial. Rio de janeiro: Zahar, 2005. p. 9.)
A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial produziu impactos políticos, diplomáticos e ideológicos relevantes, particularmente em função da condição da União Soviética como potência aliada no combate ao nazi-fascismo. Considerando a conjuntura do Estado Novo, a dinâmica da frente antifascista e as repercussões internas dessa aliança durante o conflito, analise as afirmativas a seguir e assinale aquela que expressa corretamente esse processo histórico.
Considerando essa caracterização histórica, identifique, dentre as afirmativas a seguir, o plano ao qual essa descrição corresponde corretamente.
(FERREIRA, Jorge et al (Orgs.). O tempo do liberalismo oligárquico: da Proclamação da República à Revolução de 1930 – Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. p. 314.)
A chamada ‘Revolução de 1930’ é frequentemente apresentada pela historiografia tradicional como ruptura decisiva com a Primeira República. Considerando a dinâmica das oligarquias regionais, o papel do Estado e a reorganização do bloco no poder, analise as afirmativas a seguir acerca da relação entre o movimento de 1930 e assinale a correta.
— A república está proclamada.
— Já há governo?
— Penso que já; mas diga-me V. Excia.: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto... Uma fatalidade! Venha em meu socorro, Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado.
— ‘Confeitaria do Império’, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Excia. crê que, se ficar ‘Império’, venham quebrar-me as vidraças?
— Isso não sei.
— Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo.
— Mas pode pôr ‘Confeitaria da República’...”
(ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Jackson, 1959. pp. 251-253.)
A consolidação do Estado republicano brasileiro, a partir do final do século XIX, envolveu mudanças institucionais relevantes, mas também a permanência de estruturas sociais e econômicas herdadas do período anterior. Considerando a organização política e econômica da República e as continuidades na composição do poder, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz (Dir.). História do Brasil Nação: 1808-2010. v. 1: crise colonial e Independência: 1808-1830. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. p. 99.)
A organização do Estado monárquico brasileiro, consolidada ao longo do século XIX, resultou de um processo histórico marcado por continuidades e rupturas. Considerando a formação do Estado monárquico nacional, suas bases institucionais e os interesses sociais que o estruturaram, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1995. pp. 129.)
A independência do Brasil não pode ser compreendida apenas a partir de dinâmicas internas da colônia, devendo ser relacionada às transformações estruturais do sistema europeu no início do século XIX. Considerando a crise do Antigo Regime, as disputas interimperialistas e seus efeitos sobre o mundo colonial, analise as afirmativas a seguir sobre o contexto europeu que favoreceu o processo de independência do Brasil e assinale a correta.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloísa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 2015. pp. 57; 138.)
No contexto da formação social e territorial da América Portuguesa, as bandeiras paulistas desempenharam funções históricas diversas. Considerando suas ações no sistema colonial, analise as afirmativas a seguir sobre as funções exercidas pelos bandeirantes paulistas e assinale a correta.
A concessão da TVS foi dada a Silvio Santos durante a presidência de Figueiredo. Logo depois, o apresentador criou um programa para divulgar os feitos do regime. O miniprograma A Semana do Presidente, custeado pelo Estado, era uma espécie de boletim que mostrava os eventos aos quais o presidente havia comparecido nos dias precedentes.
Adaptado de memoriasdaditadura.org.br.
Durante a presidência de João Batista Figueiredo (1979-1985), a veiculação do programa de TV citado cumpria os seguintes propósitos políticos: