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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893615 Português

Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.

                                                                   (Poemas escolhidos, 2010.)

Verifica-se a ocorrência de um termo subentendido, mas citado no verso anterior, em:
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893614 Português

Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.

                                                                   (Poemas escolhidos, 2010.)

O verso está reescrito em ordem direta, sem alteração do seu sentido original, em:
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893613 Português

Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.

                                                                   (Poemas escolhidos, 2010.)

Em “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,” (1ª estrofe), a conjunção aditiva “e” assume valor
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893612 Português

Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.

                                                                   (Poemas escolhidos, 2010.)

A figura de linguagem mais recorrente nesse soneto é
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893611 Português

Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.

                                                                   (Poemas escolhidos, 2010.)

A exemplo do verso “A firmeza somente na inconstância.” (4ª estrofe), verifica-se a quebra da lógica em:
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893610 Português

Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.

                                                                   (Poemas escolhidos, 2010.)

O soneto de Gregório de Matos aproxima-se tematicamente da citação:
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893609 Português

Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


      A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

      Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

      Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

      Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

      E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

      De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

      Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

      Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                 (Os melhores contos, 1997.)


1 batelão: embarcação movida a remo.

2 rincho: relincho.

3 flaubert: um tipo de espingarda.

"Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu viajava a pé, ela veio galopando a cavalo” (4° parágrafo)


Os termos sublinhados constituem, respectivamente,

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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893608 Português

Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


      A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

      Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

      Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

      Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

      E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

      De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

      Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

      Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                 (Os melhores contos, 1997.)


1 batelão: embarcação movida a remo.

2 rincho: relincho.

3 flaubert: um tipo de espingarda.

Ao se converter o trecho “Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela” (7° parágrafo) para o discurso direto, o verbo “confessara” assume a forma:
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893607 Português

Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


      A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

      Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

      Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

      Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

      E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

      De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

      Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

      Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                 (Os melhores contos, 1997.)


1 batelão: embarcação movida a remo.

2 rincho: relincho.

3 flaubert: um tipo de espingarda.

O pleonasmo (do grego pleonasmós, que quer dizer abundância, excesso, amplificação) é uma repetição de unidades linguísticas idênticas do ponto de vista semântico, o que implica que a repetição é tautológica (redundante). No entanto, ela é uma extensão do enunciado com vistas a intensificar o sentido.

(José Luiz Fiorin. Figuras de retórica, 2014. Adaptado.)


Verifica-se a ocorrência de pleonasmo em:

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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893606 Português

Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


      A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

      Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

      Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

      Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

      E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

      De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

      Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

      Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                 (Os melhores contos, 1997.)


1 batelão: embarcação movida a remo.

2 rincho: relincho.

3 flaubert: um tipo de espingarda.

A fala “rema, bobalhão!” (último parágrafo) sugere, por parte do narrador,
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893605 Português

Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


      A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

      Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

      Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

      Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

      E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

      De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

      Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

      Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

                                                                 (Os melhores contos, 1997.)


1 batelão: embarcação movida a remo.

2 rincho: relincho.

3 flaubert: um tipo de espingarda.

O espanto inicial demonstrado pelo narrador em relação à moça deve-se ao fato de ela
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2018 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q893604 Português

Examine a tira do cartunista André Dahmer.


Imagem associada para resolução da questão


O conselho presente na primeira fala sugere falta de

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Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: SÃO CAMILO Prova: VUNESP - 2017 - SÃO CAMILO - Processo Seletivo - 2º Semestre de 2017 - Medicina |
Q1799445 Inglês
No trecho do sexto parágrafo “hence the somewhat unusual moniker”, o termo em destaque equivale, em português, a
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Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: SÃO CAMILO Prova: VUNESP - 2017 - SÃO CAMILO - Processo Seletivo - 2º Semestre de 2017 - Medicina |
Q1799444 Inglês
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New crab species honors Harry Potter

     A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
    The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
      The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
      Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
     The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
     In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
De acordo com o sexto parágrafo,
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Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: SÃO CAMILO Prova: VUNESP - 2017 - SÃO CAMILO - Processo Seletivo - 2º Semestre de 2017 - Medicina |
Q1799443 Inglês
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New crab species honors Harry Potter

     A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
    The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
      The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
      Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
     The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
     In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
No trecho do quinto parágrafo “Instead, it has antennae to probe the depths”, o termo em destaque equivale, em português, a
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Q1799442 Inglês
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New crab species honors Harry Potter

     A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
    The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
      The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
      Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
     The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
     In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
No trecho do quinto parágrafo “ones that are not used extensively”, o termo em destaque refere-se a
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Q1799441 Inglês
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New crab species honors Harry Potter

     A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
    The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
      The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
      Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
     The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
     In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
No trecho do quarto parágrafo “a new species and genus was only realized”, o termo em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido, por
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Q1799440 Inglês
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New crab species honors Harry Potter

     A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
    The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
      The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
      Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
     The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
     In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
In the sentence of the third paragraph “despite being a central character”, the word in bold expresses the idea of
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Q1799439 Inglês
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New crab species honors Harry Potter

     A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
    The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
      The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
      Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
     The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
     In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
No trecho do terceiro parágrafo “The latter species part of its name”, o termo em destaque refere-se a
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Q1799438 Inglês
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New crab species honors Harry Potter

     A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
    The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
      The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
      Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
     The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
     In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
No trecho do segundo parágrafo “as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels”, a expressão em destaque veicula a ideia de
Alternativas
Respostas
14401: C
14402: B
14403: D
14404: E
14405: E
14406: A
14407: D
14408: B
14409: C
14410: E
14411: A
14412: A
14413: C
14414: E
14415: A
14416: D
14417: D
14418: C
14419: B
14420: E