Questões de Vestibular Sobre português

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Ano: 2012 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2012 - FATEC - Vestibular - Prova 1 |
Q382204 Português
O labirinto dos manuais

Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.

- Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!

Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?

Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!

Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo!
Pelos comentários feitos pelo narrador, pode-se concluir corretamente que
Alternativas
Ano: 2012 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2012 - FATEC - Vestibular - Prova 1 |
Q382155 Português
Como fazíamos sem botão

Uma estatística curiosa: a gente aperta por dia, em média, 125 botões. Isso apenas nas geringonças que carregamos conosco: celular, laptop, iPod. Essa história do convívio humano com o botão começou por volta de 1893, quando a Central Electric Company, de Chicago, lançou o primeiro interruptor de luz, com dois botõezinhos: um branco para ligar e um preto para desligar.

Até então, apertar uma tecla não era atividade desconhecida - já a utilizávamos em pianos, telégrafos e, a partir de 1888, nas máquinas fotográficas da Kodak. Mas foi só no fim do século XIX que ferramentas manuais consagradas, como sinos e manivelas, começaram a ser substituídas por similares movidos a eletricidade. E de utilização fácil: no século XX, para usar qualquer coisa, bastava apertar o botão. Em vez de tocar um sino, apertava-se a campainha.

O preço disso? Quase ninguém sabe hoje fazer nada sem apertar um botão. Acender um lampião a gás ou manusear um elevador hidráulico, por exemplo, são tarefas consideradas dificílimas. Para comprovar essa situação, na Califórnia, em 2001, foi feita uma pesquisa em escolas de segundo grau. Resultado: constatou-se que quase 30% dos alunos não faziam ideia de como usar um telefone de disco.
Com base nas informações do texto, é correto afrmar que a :
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366687 Português
Mas, se existirem exageros, eles não deverão ser criticados como tal. (l. 22-23).

Esta afirmação, embora pareça contraditória, sugere um elemento fundamental para a compreensão do ponto de vista do autor.

O fragmento que melhor sintetiza o ponto de vista expresso pela frase citada é:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366686 Português
Ao longo do texto, o autor procura evitar generalizações, admitindo, após algumas conclusões, a possibilidade de exceções.

Essa atitude do autor está exemplificada em:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366685 Português
levantaram as sobrancelhas de cientistas mais rígidos que veem as distorções com desdém e esbugalharam os olhos dos espectadores (a maioria) que pouco ligam se a ciência está certa ou errada. (l. 12-14)

O autor faz um paralelo entre as sobrancelhas levantadas dos cientistas e os olhos esbugalhados dos espectadores.

Assim, os olhos esbugalhados dos espectadores representam o seguinte elemento:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366684 Português
No título do texto, a palavra Hollywood é empregada por causa da identificação entre a indústria cinematográfica e uma localidade dos Estados Unidos que concentra empresas do ramo.

Esse emprego, portanto, configura uma figura de linguagem conhecida como:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366683 Português
Na construção argumentativa, uma estratégia comum é aquela em que se reconhecem dados ou fatos contrários ao ponto de vista defendido, para, em seguida, negá-los ou reduzir sua importância.

O fragmento do texto que exemplifica essa estratégia é:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366682 Português
A oposição entre “ciência” e “Hollywood”, expressa no título do artigo de Gleiser, corresponde a outra oposição bastante estudada no campo da literatura, que se verifica entre:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366681 Português
Marcelo Gleiser é um cientista que admite mudar de opinião se confrontado com novas evidências ou com novas reflexões.

De acordo com o texto, o autor antes pensava que filmes devem tentar ao máximo ser fiéis à ciência que retratam, mas atualmente tem outra opinião.

A opinião que hoje ele defende, acerca desse assunto, baseia-se na seguinte conclusão:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366680 Português
O emprego de sinais de pontuação contribui para a construção do sentido dos textos.

O emprego de exclamações, no segundo parágrafo, reforça o seguinte elemento relativo ao narrador:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366679 Português
Na descrição de sua situação e de seus sentimentos, o narrador utiliza diversos recursos coesivos, dentre eles o da adição.

O fragmento do texto que exemplifica o recurso da adição está em:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366678 Português
só capazes de colher fatos detalhados e impotentes para generalizar, (l. 3-4)

Esse trecho se refere à utilização do seguinte método de argumentação:
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Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366677 Português
O personagem parece julgar quase todos que o rodeiam, mas não se exime de julgar também a si mesmo.

Um julgamento autocrítico de Isaías Caminha está melhor ilustrado no seguinte trecho:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366676 Português
O personagem Isaías Caminha faz críticas àqueles que ele denomina “literatos”.

No primeiro parágrafo, podemos entender que os chamados literatos são escritores com a característica de:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366675 Português
O texto de Lima Barreto explora o recurso da metalinguagem, ao comentar, na sua ficção, o próprio ato de compor uma ficção.

Esse recurso está exemplificado principalmente em:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366674 Português
Ao formular sua crítica, o personagem demonstra certo distanciamento em relação à arte moderna. Uma marca linguística que expressa esse distanciamento é o uso de:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2012 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q366673 Português
Na charge, além da crítica à arte moderna presente na fala do personagem, é possível identificar ainda outra crítica.

Esta outra crítica está relacionada ao seguinte aspecto:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: VUNESP Órgão: UFMT Prova: VUNESP - 2012 - UFMT - Vestibular - Conhecimentos Gerais - 01 |
Q349578 Português
Oh retrato da morte, oh Noite amiga

Por cuja escuridão suspiro há tanto!

Calada testemunha do meu pranto,

De meus desgostos secretária antiga!

Pois manda Amor, que a ti somente os diga,

Dá- ­lhes pio agasalho no teu manto;

Ouve- ­os, como costumas, ouve, enquanto

Dorme a cruel, que a delirar me obriga:

E vós, oh cortesãos da escuridade,

Fantasmas vagos, mochos piadores,

Inimigos, como eu, da claridade!

Em bandos acudi aos meus clamores;

Quero a vossa medonha sociedade,

Quero fartar meu coração de horrores.

(Bocage. Sonetos, 1994.)


Nesse poema, predomina

Alternativas
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2012 - UNB - Vestibular - Prova 01 |
Q335203 Português
Imagem 027.jpg

A respeito do poema Barricada e da obra de Oswald de Andrade, julgue os itens de 100 a 106.
A simplicidade dos versos do poema Barricada é característica contrastante com o restante da produção poética de Oswald de Andrade, em que predominam cortes elípticos.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2012 - UNB - Vestibular - Prova 01 |
Q335202 Português
Imagem 027.jpg

A respeito do poema Barricada e da obra de Oswald de Andrade, julgue os itens de 100 a 106.
No primeiro verso do poema, a expressão “da Praça da República” é um modificador que estabelece, com o núcleo nominal “passarinhos” e com os núcleos “estudantes” (v.3), “telefonistas” (v.6) e “árvores” (v.7), uma relação de posse, o que explica ter havido elipse desse sintagma nos demais versos do poema.
Alternativas
Respostas
8861: B
8862: D
8863: C
8864: D
8865: B
8866: C
8867: B
8868: C
8869: A
8870: B
8871: D
8872: A
8873: D
8874: C
8875: D
8876: A
8877: C
8878: B
8879: E
8880: E