Questões de Vestibular Comentadas sobre português
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De acordo com o texto, o uso da IA como mão de obra causa prejuízos a certas categorias de trabalhadores.
Assinale a opção correta no item que é do tipo C.
No que diz respeito ao caráter satírico do texto As academias de Sião, de Machado de Assis, assinale a opção correta.
A O objeto central da sátira pode ser sintetizado no trecho “como é que catorze varões reunidos em academia eram a claridade do mundo, e separadamente uma multidão de camelos” (final do último parágrafo).
No texto de Machado de Assis, é possível perceber elementos característicos do gênero literário fantástico que remontam ao racionalismo do Romantismo europeu do século XIX.
É possível reconhecer no texto de Machado de Assis um questionamento da moral da época, que anuncia, inclusive, questões que ganharão importância no século XXI.
Considerando o texto literário precedente, de Machado de Assis, julgue o item.
A incapacidade de autocrítica dos acadêmicos de Sião representa literariamente uma contradição social moderna que inquietou os escritores do passado, mas que hoje se naturalizou na sociedade devido à influência dos algoritmos.
Por meio da inversão do inquestionável — o saber acadêmico — em algo questionável, Machado de Assis põe em evidência uma contradição moderna que ainda não pôde ser superada no atual estágio do capitalismo.
Considerando o texto literário precedente, de Machado de Assis, julgue o item.
Nesse trecho de As academias de Sião, a narrativa desenvolve-se em primeira pessoa, o que aguça o ceticismo do leitor quanto à verossimilhança da história narrada.
S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações).
Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item.
A utilização da IA para a formulação de diagnósticos mais precisos na área da saúde vem, consequentemente, tornando mais acessível o valor das mensalidades dos planos de saúde para os consumidores.
S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações).
Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item.
Por trabalhar com dados extraídos de hábitos humanos, a IA é capaz de produzir conteúdos extremamente personalizados no que diz respeito a gostos e visões de mundo, o que parece fascinante, mas também pode confundir os indivíduos em relação à compreensão de fenômenos sociais e à tomada de decisões.
S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações).
Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item.
Embora o funcionamento dos sistemas de IA requeira o armazenamento de um grande número de informações em inúmeros servidores, a infraestrutura necessária para a manutenção dos sistemas de IA é considerada de baixo impacto ambiental.
S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações).
Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item.
A IA vem sendo utilizada eficazmente no combate à violência urbana, a exemplo de câmeras com reconhecimento facial, que auxiliam a identificação de potenciais criminosos de modo eficiente e isento de preconceitos raciais ou étnicos.
S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações).
Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item.
Por serem treinadas com bases de dados criados socialmente, as IA podem reproduzir e perpetuar preconceitos e desigualdades sociais.
S. Schmidt. Os desafios para regulamentar o uso da inteligência artificial. In:Revista Pesquisa, 2023. (com adaptações).
Considerando a abrangência sociológica da temática tratada no texto precedente, julgue o próximo item.
As tentativas de regulamentação da Internet e das tecnologias de IA limitam a atuação das empresas e, com isso, o desenvolvimento de novas tecnologias.
No trecho da Lira 77, as palavras são empregadas majoritariamente em sentido denotativo, entretanto a linguagem figurada se faz presente no conjunto do poema, pois, sob a pele de homem rústico do sujeito lírico, esconde-se poeticamente o homem civilizado.
Leia os versos da canção “Silêncio de um cipreste” – composição de Cartola e Carlos Cachaça.
Todo mundo tem o direito
De viver cantando.
O meu único defeito
É viver pensando
Em que não realizei
E é difícil realizar.
Se eu pudesse dar um jeito
Mudaria o meu pensar.
O pensamento é uma folha desprendida
Do galho de nossas vidas
Que o vento leva e conduz,
É uma luz vacilante e cega,
É o silêncio do cipreste
Escoltado pela cruz.
Nesta canção, é possível afirmar que o eu-lírico
“Foi ali que eu atinei que tinha algo na perspectiva dos povos indígenas, em nosso jeito de observar e pensar, que poderia abrir uma fresta de entendimento nesse entorno que é o mundo do conhecimento. Naquele tempo eu comecei a visitar as florestas (...) e, por todos os lados, os pajés diziam: ‘vocês precisam tomar cuidado porque o mundo dos brancos está invadindo a nossa existência.’ Invadindo.”.
(KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, p. 35-36, 2020.)
No trecho, as preocupações dos pajés evocam
(ABREU, Caio Fernando. Além do ponto. Morangos Mofados. São Paulo: Companhia das Letras, p. 42, 2019.)
No conto “Além do ponto”, observa-se que o contraste entre o “eu”, personagem que deseja, e o “ele”, personagem imaginado,
“Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama (...) ela nos protegia com seu abraço (...). Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?” (EVARISTO, Conceição. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, p. 17-18, 2016.)
A partir da leitura dos trechos e da compreensão do todo da narrativa, podemos afirmar que, comparativamente, os textos exprimem,
Num país em que, com tanta facilidade, se fabricam manipansos milagrosos, ídolos aterradores e deuses onipotentes, causa pasmo que a Secretaria dos Cultos não seja tão conhecida como a da Viação. Há, entretanto, nela, no seu Museu e nos seus registros, muita cousa interessante e digna de exame.
Foi, por ocasião de desempenhar-me da incumbência do meu diretor, que vim a conhecer Gonzaga de Sá, afogado num mar de papeis, na seção de “alfaias, paramentos e imagens”, informando muito seriamente a consulta do vigário de Sumaré, versando sobre o número de setas que devia ter a imagem de S. Sebastião.
(BARRETO, Lima. Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. São Paulo: Edição da Revista do Brasil, p. 17, 1919.)
A partir dessa citação e da leitura do romance, é correto afirmar que Lima Barreto usa a personagem Gonzaga de Sá para
O Gato apenas sorriu ao avistá-la. Alice achou que ele parecia afável. Mas como tinha garras muito compridas e dentes bem graúdos, sentiu que devia tratá-lo com respeito. – Gatinho de Cheshire – começou a dizer timidamente, sem ter certeza se ele gostaria de ser tratado assim, mas ele apenas abriu um pouco mais o sorriso. “Ótimo, parece que ele gostou”, pensou ela, e prosseguiu: – Podia me dizer, por favor, qual é o caminho para sair daqui? – Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o Gato. – Não me importa onde... – disse Alice. – Nesse caso não importa por onde você vá – disse o Gato. – ...conquanto que eu chegue a algum lugar – acrescentou Alice como explicação. – É claro que isso acontecerá – disse o Gato –, desde que você ande por algum tempo.
(CARROLL, L. Aventuras de Alice no país das maravilhas. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. São Paulo: Editora 34, p. 68-69, 2016.)
A partir da leitura do trecho e da compreensão do todo da narrativa, pode-se afirmar que o excerto é um exemplo