Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o enunciado a seguir e responda à questão.
“Um comediante popular, como Tom
Cavalcante, costuma dizer que a diferença
está no uso da voz, não na idade da piada.”
(linhas 16-18)
Pode-se afirmar que no enunciado:
I - Há um discurso direto explicitado pelo autor que cita uma informação, introduzida por um verbo “dicendi”.
II - Existe um verbo de elocução que introduz uma oração completiva precedida de um conectivo integrante.
III - Há um enunciado completivo, antecedido por uma locução verbal, cujo verbo principal introduz um discurso apelativo.
Analise as proposições e marque a alternativa que apresenta a(s) correta(s).
Leia o texto 02 e responda à questão.

Luiz Costa Pereira Junior. In: Revista Língua Portuguesa. São Paulo:
Segmento. Ano I, nº 12, 2006, p. 4.
Leia o texto 02 e responda à questão.

Luiz Costa Pereira Junior. In: Revista Língua Portuguesa. São Paulo:
Segmento. Ano I, nº 12, 2006, p. 4.
( ) Simplório e sua prática linguística requer, apenas, o uso superficial da linguagem. ( ) Polêmico, embora aproxime o leitor do seu cotidiano e da sua linguagem. ( ) Versátil, tendo em vista que o autor dispõe de vários recursos linguísticos e gêneros textuais para explorar tal tema. ( ) Complexo, pois exige do leitor conhecimentos prévios e certa identidade discursiva para a construção de efeitos de sentido.
Analise as proposições, coloque V para as verdadeiras, F para as falsas e marque a alternativa correta.
Leia o texto 02 e responda à questão.

Luiz Costa Pereira Junior. In: Revista Língua Portuguesa. São Paulo:
Segmento. Ano I, nº 12, 2006, p. 4.
I - A língua permite seu uso de forma criativa e versátil por meio de recursos de linguagem e jogos implícitos. II - O sistema da língua é aberto, possibilita a escrita de textos humorísticos e desvela “a graça do idioma”. III - O humor é “volúvel e gelatinoso”, causando desgaste à língua pela “má associação de ideias”.
Analise as proposições e marque a alternativa que apresenta a(s) correta(s).
Texto 01:
Não deixe sua cadela entrar na minha casa de novo. Ela está cheia de pulgas.
- Diana, não entre nessa casa de novo.Ela está cheia de pulgas.
( ) O termo “ela” nas duas falas dos interlocutores faz alusão aos mesmos referentes, considerando-se a comicidade na construção de sentido do texto. ( ) O humor da piada se efetiva, em razão da ambiguidade causada pelo pronome “ela”, o que ocasiona o desfecho do diálogo. ( ) A referenciação contida no texto, por meio do termo “ela”, estabelece um exemplo de coesão anafórica.
Marque a alternativa correta.
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
I. O pronome ele vem explicitado pela expressão o prefeito, que funciona como aposto desse pronome. II. Se o enunciado fosse “O Prefeito era ele”, o pronome ele produziria o mesmo efeito estilístico. III. O pronome antes do substantivo que o explicita sugere estar o prefeito no centro das atenções.
Está correto o que se diz
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
Marque a alternativa que traz uma afirmação INCORRETA sobre o conjunto que essas expressões formam.
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
( ) As duas primeiras linhas expressam uma opinião do narrador dita como se fosse uma verdade universal. ( ) O enunciado Quando a noite chega, desce o manto do mistério (linhas 5-6) traz uma metáfora de caráter sensorial – desce o manto –, que intensifica um elemento de caráter conceitual – mistério. ( ) A passagem que vai da linha 14 (a partir de era) à linha 18 (até baldios) é essencialmente descritiva, com predominância das sensações visuais. ( ) O último enunciado do parágrafo, da linha 19 (a partir de com) à linha 21, passa a idéia de que a boa vida é a vida natural. ( ) No parágrafo, tem-se um plano descritivo que se desenvolve, inicialmente, do geral para o particular – perspectiva do narrador; depois, do particular para o geral – perspectiva da personagem.
A sequência correta, de cima para baixo, é
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
A passagem do pretérito para o presente provoca, no conto, o efeito estilístico de
I) intensificar a atmosfera de tensão que envolve a personagem. II) atualizar o passado, tornando-o mais vivo. III) fazer do narrador uma personagem, alterando o foco narrativo.
Está correto o que se afirma em
"De repente, vi minha pessoa num brejal, a cem braças do recinto da onça, nadando em minha infância nado de cachorrinho. E na segurança de umas tábuas e paus-de-mangue, fui ancorar a barba, espingarda a salvo para o que desse e viesse. [...] E andava eu nessas minudências, quando vi sair, do atrás de um panelão de formiga, aquele tiro sem pai. A pintada, que não esperava chumbo, pulou em modos de voar de imediato e caiu nos estrebuchos da agonia. Avivei a atenção para descobrir Barbirato e quem apareceu, no encaracolado da fumaça, foi o molecote pegador de papa-capim e caboclinho que vez por outra pernoitava no Sobradinho. Veio fagueiro, espingarda no ombro, sem medir consequência. Soltei do banhado meu grito de aviso:
― Afasta! Afasta!
E em dois pulos larguei a água em hora de correr o moleque na ponta da botina, tarefa de que só abri mão ao ver o desmiolado em distância segura, sem risco de vida. Como arremate, parado junto de uns pés de guriri, ainda esbravejei:
― Sujeito sem tino! Cuida que onça é gato de borralho.
Então, voltando atrás, passei ao ouvido da pintada toda a munição do meu paude-fogo que nem a água do brejo teve força de emperrar. Quebrada a jura por um, quebrada por mil. E, mais alto do que o estrondo do tiro, berrei eu:
― Conheceu, papuda!"
(José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. José Olympio Editora: 41ª ed., p. 60-61)
TEXTO III
O filhinho diz à mãe que chegou de viagem:
- Eu dormiu com o papai ontem.
A empregada o corrige:
- Eu dormi com o papai.
O menino responde:
- Só se foi depois que eu peguei no sono.
(Sírio Possenti. In: Humores da língua. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998, p. 145)
O texto acima apresenta um duplo efeito de sentido, em conseqüência:
TEXTO II
Desculpe, querida, mas eu tenho a impressão de que você quer casar comigo só porque eu herdei uma fortuna do meu tio. – Imagina, meu bem! Eu me casaria com você mesmo que tivesse herdado a fortuna de outro parente qualquer!
(Sírio Possenti. In: Humores da língua. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998, p.31)
No texto II, a partir da fala da mulher, o leitor pode ser levado a deduzir que ela quer se casar, não por interesse, mas por amor. Essa dedução, no entanto, é desconstruída quando
TEXTO I

I- Há, no texto, dois pontos de vista antagônicos. Um que afirma ser a inveja um sentimento negativo e, como tal, gerador de competitividade e cobiça. Outro que alega ser a inveja um sentimento positivo, desde que não prejudique ninguém e que sirva para o crescimento pessoal. Patrícia Affonso, com base em Cida Medeiros e Priscila Araújo, defende o primeiro em detrimento do segundo.
II- A autora do texto afirma que a inveja é parte inerente de todo ser humano. Sendo assim, podemos inferir, a partir de considerações da própria autora, que a “inveja boa” deve ser desenvolvida, ao passo que a “inveja má” tem de ser repelida.
III- Segundo o texto, é uma unanimidade acreditar que, se soubermos dosar, a inveja pode vir a se tornar uma ferramenta para o crescimento, uma vez que ela é estímulo para se buscar aquilo que desejamos ter ou ser.
IV- Inveja boa e inveja criativa, no texto, são expressões sinônimas. Assim, a inveja boa (ou inveja criativa) serve para dar início a uma série de atitudes benéficas. Ela é como o combustível que nos faz ir atrás de nossos objetivos, desde que não prejudique outras pessoas.
TEXTO I
