Questões de Vestibular Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112838 Português
Para responder à questão, leia um trecho do prefácio “Um gênero tipicamente brasileiro”, do escritor Humberto Werneck, publicado na antologia Boa companhia: crônicas.

    Fernando Sabino e Rubem Braga, por longos anos obrigados a desovar crônicas diárias, não se limitavam, nas horas de aperto, a requentar seus requintados escritos — chegaram a permutar, na moita, velhos recortes, na suposição de que os textos, de tão antigos, já se houvessem apagado da memória do leitor de jornal, recuperando assim a virgindade tipográfica. O troca-troca, contado por Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, merece ser aqui reproduzido:

    Éramos três condenados à crônica diária: Rubem no Diário de Notícias, Paulo no Diário Carioca e eu no O Jornal. Não raro um caso ou uma ideia, surgidos na mesa do bar, servia de tema para mais de um de nós. Às vezes para os três. Quando caiu um edifício no bairro Peixoto, por exemplo, três crônicas foram por coincidência publicadas no dia seguinte, intituladas respectivamente: “Mas não cai?”, “Vai cair” e “Caiu”.
     Até que um dia, numa hora de aperto, Rubem perdeu a cerimônia: 
    — Será que você teria aí uma crônica pequenininha para me emprestar?
    Procurei nos meus guardados e encontrei uma que talvez servisse: sobre um menino que me pediu um cruzeiro para tomar uma sopa, foi seguido por mim até uma miserável casa de pasto da Lapa: a sopa existia mesmo, e por aquele preço. Chamava-se “O preço da sopa”. Rubem deu uma melhorada na história, trocou “casa de pasto” por “restaurante”, elevou o preço para cinco cruzeiros, pôs o título mais simples de “A sopa”.
    Tempos mais tarde chegou a minha vez — nada como se valer de um amigo nas horas difíceis:
     — Uma crônica usada, de que você não precisa mais, qualquer uma serve.     — Vou ver o que posso fazer
    — prometeu ele. Acabou me dando de volta a da sopa.
    — Logo esta? — protestei.    
    — As outras estão muito gastas.
    Sou pobre mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos, atualizei o preço para dez cruzeiros e liquidei de vez com ela, sob o título: “Esta sopa vai acabar”.

    Eternamente deleitável ou imediatamente deletável — depende menos do tema do que das artes do autor —, a crônica pode não ser um “gênero de primeira necessidade, a não ser talvez para os escritores que a praticam”, como sustentava Luís Martins — um dos recordistas brasileiros nesse ramo de escreveção. Um subgênero, há quem desdenhe. “Literatura em mangas de camisa”, diz-se em Portugal. Mas, para o crítico Wilson Martins, trata-se de uma “espécie literária” que de jornalístico “só tem o fato todo circunstancial de aparecer em periódicos.”

(Humberto Werneck (org.). Boa companhia: crônicas, 2005. Adaptado.)
As alterações sofridas pela crônica na permuta entre Rubem Braga e Fernando Sabino (e explicitamente referidas no texto) levam em consideração o seguinte fenômeno:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2022 - EINSTEIN - Vestibular Unificado - Prova I |
Q4112837 Português

Examine o cartum de Brendan Loper, publicado pela revista The New Yorker em 28.01.2022.


Imagem associada para resolução da questão


A fala do cientista permite caracterizar as pessoas do passado como 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2022 - UFPR - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3265591 Português

Leia o poema a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Considerando esse poema e a integralidade da obra de que foi retirado, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2022 - UFPR - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3265577 Português
Assinale a alternativa que recupera a tese central do texto de Byung-Chul Han. 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2022 - UFPR - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3265576 Português
Para a adequada interpretação do texto, é necessário identificar a que informações, apresentadas previamente, correspondem algumas expressões de sentido vago e empregadas pelo autor. Isso posto, considere as seguintes afirmativas:

1. Na expressão “para que”, linha 9, “que” é pronome relativo cujo referente é “ele próprio”.
2. O termo destacado na expressão “trata-se”, linha 6, refere-se a “técnica de atenção”.
3. O termo grifado na expressão “que se assemelha”, linha 12, é marca de indeterminação.
4. “Por isso”, linha 10, estabelece relação conclusiva com o período imediatamente anterior.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2022 - UFPR - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3265575 Português
No excerto O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar ao mesmo tempo o que tem atrás de si, é correto afirmar, a respeito das expressões grifadas, que no texto: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2022 - UFPR - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3265574 Português
Considere o seguinte excerto do texto:

Também a crescente sobrecarga de trabalho torna necessária uma técnica específica relacionada ao tempo e à atenção, que tem efeitos novamente na estrutura da atenção.

Nessa passagem, o autor aponta um efeito de:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249423 Português
20.png (227×332)
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Pensador. Acesso em: 23 nov. 2021.

No que diz respeito à imagem da obra O Pensador, de Auguste Rodin, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249422 Português
A falta regular de atividade física/exercício físico é, sem dúvida alguma, um dos fatores determinantes da epidemia global de excesso de peso e obesidade em todas as faixas etárias. O envolvimento na atividade física regular desde as fases iniciais da vida (na criança), durante a adolescência é benéfica para uma vida adulta saudável.

ALMEIDA et al. Efeito do exercício físico sobre a composição corporal em crianças e adolescentes, Semioses, v.12, n1, 2018. Disponível em: https://apl.unisuam.edu.br/index.php/semioses/article/view/57. Acesso em: 16 nov. 2021 (fragmento).

Sobre a relação entre exercício físico e saúde, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249421 Português
O conceito de meme data da década de 1970, tendo sido empregado primeiramente de forma despretensiosa por Richard Dawkins em seu livro O Gene Egoísta. Após algumas décadas, o meme se tornou um fenômeno típico da Internet, popularizando-se por meio de coleções de textos, imagens, comportamentos, desafios ou memórias.
18.png (475×251)
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mGNq2Rln53Y. Acesso em: 10 nov. 2021.

Sobre memes e sua interpretação nas relações sociais, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249417 Português
[...]
OTÁVIO – Farra?... Farra vão vê eles lá na fábrica. Sai o aumento nem que seja a tiro!... Querendo podem aproveitá o guarda-chuva, tá furado mas serve... Eu acho graça desses caras, contrariam a lei numa porção de coisas. Na hora de pagá o aumento querem se apoiá na lei. Vai se preparando, Tião. Num dou duas semanas e vai estourá uma bruta greve que eles vão vê se paga ou não [...].
TIÃO – O senhor parece que tem gosto em prepará greve, pai.
OTÁVIO – E tenho, tenho mesmo! Tu pensa o quê? Não tem outro jeito, não! É preciso mostrá pra eles que nós tamo organizado. Ou tu pensa que o negócio se resolve só com comissão. Com comissão eles não diminui o lucro deles nem de um tostão! Operário que se dane. Barriga cheia deles é o que importa... (Apontando a garrafa) Não vão querê um golinho?
MARIA – Sabe, seu Otávio, o Tião resolveu uma coisa...
TIÃO – É sim, pai. Nós vamos ficá noivo!
OTÁVIO – Hum!... Se se gosta mesmo é o que tem de fazê!
TIÃO – Isso não tem dúvida. Daqui dez dias nós fica noivo...
OTÁVIO – Não tá meio apressado, não?
TIÃO – Tem de sê mesmo. Vamo fazê logo...
OTÁVIO – É uma teoria. Só que nós, ó, dinheiro é pouco...
MARIA – De todo o mundo...
[...]
GUARNIERI, Gianfrancesco. Eles não usam black-tie. 35. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017.

A obra Eles não usam black-tie, de autoria de Gianfrancesco Guarnieri, passa-se na década de 1950, no Rio de Janeiro. Tem como tema as mobilizações trabalhistas em busca dos direitos de operários de uma metalúrgica e traz como pano de fundo as reflexões universais entre indivíduos de uma sociedade moderna. Sobre essa peça teatral, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249416 Português
Texto I
TOCANDO EM FRENTE Almir Sater e Renato Teixeira
Ando devagar porque já tive pressa Levo esse sorriso porque já chorei demais Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe Só levo a certeza de que muito pouco eu sei Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs, O sabor das massas e das maçãs, É preciso amor pra poder pulsar, É preciso paz pra poder sorrir, É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente Compreender a marcha e ir tocando em frente Como um velho boiadeiro levando a boiada Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou Estrada eu sou [...]
Todo mundo ama um dia Todo mundo chora Um dia a gente chega E no outro vai embora Cada um de nós compõe a sua história Cada ser em si Carrega o dom de ser capaz E ser feliz [...]
Disponível em: https://www.cifraclub.com.br/almir-sater/tocando-em-frente/. Acesso em: 28 out. 2021.

Texto II
EU LÍRICO [VOZ POÉTICA]
[...] a poesia, na sua origem, se encontra estreitamente ligada à musicalidade. [...] o “eu” que fala nos versos é “lírico”, ou seja, é um termo que se refere, dentro do contexto da teoria da literatura, à análise de textos escritos em verso; pode ser entendido como a expressão de um “eu” do autor ou de um “eu” fictício, potencializando dinâmicas que conferem, naturalmente, duas avaliações influentes na análise literária. […] Compreende-se que o mundo literário exterioriza, a partir de técnicas artísticas, a sua “irrealidade”, que enquanto “real” produz emoções. Mas é importante entender a função que o irreal exerce na realidade que lhe é extrínseca; essa “realidade irreal” proporciona ao sujeito poético um caráter de autonomia, visto que se erige a partir de um escritor que lhe conferiu emoções e traços que lhe darão autoridade enquanto sujeito artístico do enunciado, índices esses que podem, ou não, ser equivalentes à personalidade do autor da obra de arte.

NARRADOR
O narrador é a instância da narrativa que transmite um conhecimento, narrando-o. Qualquer pessoa que conta uma história é um narrador. [...] O narrador faz parte da narrativa. Ele assume a função de um ator na diegese, pode apresentar-se sob a forma do pronome pessoal “eu” [...]; adaptar a identidade de um nome próprio [...] ou manter uma mera voz narrativa, como no caso dos contos populares em que a voz do narrador se faz sentir através da simplicidade de “Era uma vez uma bela princesa que vivia […]”. Em qualquer dos casos, trata-se de um sujeito com existência textual, “ser de papel”, como lhe chamou Barthes, e tem como função relatar eventos que constituem as alterações de estados sofridas por agentes antropomórficos, ou não, e situados no espaço empírico da narrativa.
NARRADOR. In: E-Dicionário de Termos Literários de Carlos Ceia. Lisboa: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 2021. Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/narrador/. Acesso em: 28 out. 2021.

Assinale a alternativa que analisa corretamente a letra da música Tocando em Frente, de Almir Sater e Renato Teixeira.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249414 Português
Não tomei café, ia andando meio tonta. A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível só ter ar no estômago. Comecei a sentir a boca amarga. Pensei: já não bastam as amarguras da vida? Parece que quando nasci o destino marcou-me para passar fome. Catei um saco de papel. Ia catando tudo que encontrava.  
JESUS, Carolina Maria de, 1914-1977. Quarto de despejo: diário de uma favelada / Carolina Maria de Jesus; ilustração Vinicius Rossignol Felipe. – 10. ed. – São Paulo : Ática, 2014. 200p. : il.

Com base nos elementos e na interpretação da obra Quarto de Despejo, Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249413 Português
10.png (507×352)
Disponível em: http://blog.usare.com.br/os-melhores-memes-sobre-2020/. Acesso em: 29 out. 2020.
A partir da análise da imagem, é correto afirmar que, para compreender a mensagem do outdoor,
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249410 Português
AS SINHÁS PRETAS DA FOLHA
Começo a ler o artigo e pauso. Verifico a data do jornal: não é o século 19.
Thiago Amparo
Abro este jornal. Nele, um artigo sobre "negras prósperas no ápice da escravidão". Eu pauso. Verifico a data do jornal: não é o século 19. Continuo a leitura. O autor promete "complicar as narrativas de ativistas"; afirma que a "culpada é a época e seus valores diferentes dos nossos"; e que nos traria "maturidade e conciliação" com as "lindas histórias de vida das sinhás pretas".
Munido da falácia reacionária que lhe é característica, Narloch usa histórias individuais para mascarar a brutalidade do seu argumento: legitimar a escravidão ao relativizá-la. Imagino como se sentiriam as escravas diariamente estupradas lendo seu texto; ou os escravos doentes jogados ao mar: faltou-lhes capitalismo?
É peculiar da branquitude discutir o horror tomando chá: imagino as horas que serão gastas para se debater, com calma, se a linha editorial da barbárie foi ou não cruzada. Não há zona cinzenta aqui. O problema não é fazer referência a "negras minas" — que eventualmente enriqueceram — ou a outras figuras históricas, o problema é, de forma ao mesmo tempo risível e desonesta, utilizá-las para suavizar a brutalidade da escravidão.
O que está em jogo é se a pluralidade que este jornal preza inclui racismo. Jornais são documentos históricos: eu me reservo a dignidade derradeira de dizer com todas as letras que a coluna de Leandro Narloch é racista; que publicá-la faz do jornal conivente; e que em algum momento a corda do pluralismo esticou a tal ponto que nos enforcará.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/thiago-amparo/2021/09/as-sinhas-pretas-da-folha.shtml?origin=uol . Acesso em: 15 out. 2021 (adaptado).

Assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre o texto.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2022 - UFGD - Vestibular |
Q3249409 Português
6.png (868×293)
FREITAS, Digo. Disponível em: https://digofreitas.com. Acesso em: 02 nov. 2021.

Com base na tirinha Mamu e Le Fan, de autoria de Digo Freitas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: INEP Órgão: MEC Prova: INEP - 2022 - MEC - Tecnologia em Gestão Pública |
Q2173791 Português
TEXTO 1
A atual política de preços da Petrobras, na qual se baseiam todos os reajustes recentes, surgiu em 2016. Até o término dos anos 1990 e início dos anos 2000, havia monopólio na exploração e comercialização de petróleo no Brasil. Isso mudou em 2002, com a Lei n. 9.478 (Lei do Petróleo). O novo marco legal teve como objetivo abrir o mercado e estimular a concorrência no setor. Aos poucos, os preços começaram a ser reajustados e a acompanhar o que era praticado no mercado internacional. Isso porque, com a abertura de mercado, o importador surge como concorrente. Esse importador, ao formar seu preço para vender seu produto no mercado doméstico brasileiro, é influenciado por oscilação de preços nos derivados no mercado internacional.
Disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/06/17/ como-funciona-a-politica-de-precos-da-petrobras-entenda.ghtml. Acesso em: 29 jun. 2022 (adaptado).

TEXTO 2
Imagem associada para resolução da questão


TEXTO 3

De instabilidade política e econômica à seca intensa, a alta dos preços dos combustíveis só agrava a inflação e aumenta a conta no bolso do consumidor. O quanto esse aumento afeta a vida do povo brasileiro depende da renda e de como a pessoa usa os combustíveis. Ouso do transporte público ou próprio, e a distância que percorre nas atividades diárias são variáveis que podem significar mais ou menos gastos. Uma coisa é certa: quanto maior a renda, menor o impacto; quanto menor a renda, maior é o impacto do aumento do preço.
Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/preco-doscombustiveis-tem-maior-impacto-para-a-populacao-demenor-renda/. Acesso em: 28 jun. 2022. (adaptado)

Considerando a imagem e os textos apresentados, avalie as afirmações a seguir.
I. O governo federal, como instrumento de gestão pública, poderia reduzir os impostos federais que incidem sobre a gasolina, exercendo o poder regulatório do Estado para minimizar os impactos econômicos e sociais do preço dos combustíveis.
II. A eliminação dos impostos federais sobre a gasolina teria um maior efeito no preço do combustível do que a eliminação dos impostos estaduais cobrados nos postos, beneficiando a população de maior renda.
III. O papel regulatório do Estado, tendo em vista a redução dos impactos econômicos e sociais do preço dos combustíveis, seria mais efetivo, caso o governo federal, na condição de acionista majoritário da Petrobras, pautasse a redução da "Parcela Petrobras" no preço da gasolina, considerando o componente lucro do produto que integra essa parcela.


É correto o que se afirma em
Alternativas
Q2093152 Português
De volta pra casa: decolonização na paleontologia (CONT.)

   O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara. Devido a questões éticas e legais, a revista Cretaceous Research, onde a nova espécie havia sido descrita por pesquisadores estrangeiros, retirou o trabalho de publicação, depois de uma análise criteriosa. Contribuiu para essa atitude da revista a enorme pressão de paleontólogos brasileiros e do público em geral, a partir das redes sociais (#UbirajarabelongstoBrazil), e a ação firme da Sociedade Brasileira de Paleontologia.

  Esse fato, até então inédito, fez com que diversas revistas científicas passassem a se preocupar com os aspectos legais dos fósseis brasileiros antes de aprovarem publicações sobre eles. O mesmo ocorreu com pesquisadores do exterior, que passaram a se preocupar com sua própria reputação.

   Após o caso do Ubirajara, dois novos episódios de repatriação acabaram ocorrendo, ambos com material da bacia do Araripe. O primeiro foi o da aranha Cretapalpus vittari, descrita em homenagem à cantora Pablo Vittar. Os pesquisadores envolvidos na descrição, quando alertados, não apenas devolveram o fóssil, como também 35 outros exemplares que estavam em uma instituição nos Estados Unidos. O segundo episódio envolveu um crânio do pterossauro Tupandactylus imperator, cuja descrição foi apenas aceita por uma revista após a devolução do exemplar ao Brasil. Iniciativas como essas enchem de esperança os que estão no front da luta para que peças importantes sejam devolvidas ao país.

  Para certos pesquisadores, os fósseis devem ser considerados bens minerais e, dessa forma, poderiam ser minerados e comercializados. Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região de origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local. Há ainda aqueles que defendem a inclusão obrigatória de pesquisadores brasileiros nos estudos de fósseis do Brasil depositados no exterior. Essa, no entanto, é uma ideia para lá de controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis. A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros.

    Apesar das grandes dificuldades pelas quais passa a ciência brasileira, fato é que, ao longo de décadas, o Brasil tem investido na formação de recursos humanos para a pesquisa paleontológica, com inúmeras bolsas de pós-graduação, recursos para projetos e abertura de vagas em centros de pesquisa, particularmente nas universidades federais. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo em termos de obtenção de investimentos expressivos para atividades de campo, como coleta e preparação de novos exemplares. Mas a realidade é que o país reúne diversas instituições com possibilidade não apenas de abrigar exemplares, como também - e sobretudo - de desenvolver pesquisa científica relevante.

   Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Paleontologia deveria ser mais proativa, sobretudo esclarecendo a situação ilegal dos fósseis depositados fora do país e promovendo campanhas de conscientização junto à comunidade internacional.

(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-napaleontologia/. Adaptado.) 
(URCA/2022.2) O trecho "A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros" traduz a ideia de que o autor: 
Alternativas
Q2093150 Português
De volta pra casa: decolonização na paleontologia (CONT.)

   O que pode ser considerado o maior avanço dos últimos anos em relação à situação dos fósseis irregulares ocorreu após a descrição de um novo dinossauro procedente da bacia do Araripe, que havia recebido o nome de Ubirajara. Devido a questões éticas e legais, a revista Cretaceous Research, onde a nova espécie havia sido descrita por pesquisadores estrangeiros, retirou o trabalho de publicação, depois de uma análise criteriosa. Contribuiu para essa atitude da revista a enorme pressão de paleontólogos brasileiros e do público em geral, a partir das redes sociais (#UbirajarabelongstoBrazil), e a ação firme da Sociedade Brasileira de Paleontologia.

  Esse fato, até então inédito, fez com que diversas revistas científicas passassem a se preocupar com os aspectos legais dos fósseis brasileiros antes de aprovarem publicações sobre eles. O mesmo ocorreu com pesquisadores do exterior, que passaram a se preocupar com sua própria reputação.

   Após o caso do Ubirajara, dois novos episódios de repatriação acabaram ocorrendo, ambos com material da bacia do Araripe. O primeiro foi o da aranha Cretapalpus vittari, descrita em homenagem à cantora Pablo Vittar. Os pesquisadores envolvidos na descrição, quando alertados, não apenas devolveram o fóssil, como também 35 outros exemplares que estavam em uma instituição nos Estados Unidos. O segundo episódio envolveu um crânio do pterossauro Tupandactylus imperator, cuja descrição foi apenas aceita por uma revista após a devolução do exemplar ao Brasil. Iniciativas como essas enchem de esperança os que estão no front da luta para que peças importantes sejam devolvidas ao país.

  Para certos pesquisadores, os fósseis devem ser considerados bens minerais e, dessa forma, poderiam ser minerados e comercializados. Há também alguns poucos que defendem que fósseis que estejam fora do país, mesmo que ’exportados’ ilegalmente, contribuem para a divulgação de sua região de origem, podendo gerar alguma vantagem econômica, como fomento do turismo local. Há ainda aqueles que defendem a inclusão obrigatória de pesquisadores brasileiros nos estudos de fósseis do Brasil depositados no exterior. Essa, no entanto, é uma ideia para lá de controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis. A meu ver, tais posições são equivocadas e caminham na contramão das iniciativas para a recuperação de material importante fora do país. Felizmente, não representam a maioria dos paleontólogos brasileiros.

    Apesar das grandes dificuldades pelas quais passa a ciência brasileira, fato é que, ao longo de décadas, o Brasil tem investido na formação de recursos humanos para a pesquisa paleontológica, com inúmeras bolsas de pós-graduação, recursos para projetos e abertura de vagas em centros de pesquisa, particularmente nas universidades federais. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo em termos de obtenção de investimentos expressivos para atividades de campo, como coleta e preparação de novos exemplares. Mas a realidade é que o país reúne diversas instituições com possibilidade não apenas de abrigar exemplares, como também - e sobretudo - de desenvolver pesquisa científica relevante.

   Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Paleontologia deveria ser mais proativa, sobretudo esclarecendo a situação ilegal dos fósseis depositados fora do país e promovendo campanhas de conscientização junto à comunidade internacional.

(Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-napaleontologia/. Adaptado.) 
(URCA/2022.2) Na frase "Essa, no entanto, é uma ideia PARA LÁ DE controversa, pois coloca as parcerias científicas como moeda de troca para ’regularizar’ fósseis.", a expressão destacada denota a ideia de :
Alternativas
Q2093147 Português
De volta pra casa: decolonização na paleontologia

    A primeira ilustração de um fóssil brasileiro foi publicada no livro Viagem pelo Brasil, dos naturalistas alemães Johann B. von Spix (1781-1826) e Carl F. P. von Martius (1794-1868). Ambos fizeram parte da comitiva da arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina (1797-1826), quando ela veio para o país devido ao seu casamento com D. Pedro I. O material ilustrado em 1823 pode ser identificado como uma arcada de um mastodonte (parente distante extinto dos elefantes) do Pleistoceno (há aproximadamente 12 mil anos) e um peixe dos depósitos cretáceos (110 milhões de anos) da bacia do Araripe, no nordeste brasileiro.

   Mas o mundo mudou e, graças à ação de muitos pesquisadores, o Brasil passou a ter várias instituições para abrigar essas riquezas, que evidenciam a diversificação da vida no tempo profundo. Hoje, a comunidade de paleontólogos, apoiada por pesquisadores e pessoas de diversas partes do mundo, tem procurado despertar a atenção para que fósseis relevantes não deixem mais o país e as principais peças que já não estão mais aqui sejam trazidas de volta. Trata-se de uma espécie de decolonização da paleontologia, um movimento de repatriação de exemplares importantes que tenham sido retirados do Brasil à revelia, impedindo o enriquecimento da cultura e da pesquisa brasileiras.

    Não são poucos os exemplares brasileiros importantes que se encontram depositados no exterior. Dinossauros, pterossauros, insetos, peixes e plantas - a maior parte retirada de forma duvidosa do território nacional e, às vezes, com uma aparente conivência do órgão fiscalizador - foram descritos ao longo de décadas e enriquecem museus estrangeiros, principalmente na Europa e na América do Norte. Os depósitos brasileiros mais afetados são os encontrados na bacia do Araripe, curiosamente, de onde provém um daqueles dois primeiros fósseis brasileiros ilustrados. O motivo principal é a riqueza do material dessa região: numeroso, diversificado e, sobretudo, muito bem preservado, o que encanta pesquisadores e públicos em todo o mundo.

    No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), o mesmo não ocorre nos dias de hoje. A legislação vigente no Brasil regula o trabalho com fósseis no país e dispõe sobre sua proteção, com destaque para o Decreto-Lei n.º 4.146, publicado em 1942, durante o governo de Getúlio Vargas. De forma simplificada, como, pela Constituição Federal, os bens encontrados no subsolo pertencem à União, todos que queiram fazer extração de fósseis necessitam de uma autorização da Agência Nacional de Mineração, com exceção dos pesquisadores que estejam vinculados a uma instituição de pesquisa e ensino.

    (Texto de Alexander W. A. Kellner, disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/de-volta-pra-casa-decolonizacao-na-paleontologia/. Adaptado.)
(URCA/2022.2) Considerando o trecho "No entanto, se, em determinado momento histórico, a saída de material paleontológico poderia encontrar alguma justificativa (mesmo que passível de questionamento), O MESMO NÃO ocorre nos dias de hoje.", assinale a alternativa em que a recuperação de um termo elíptico altera o sentido original:
Alternativas
Respostas
261: A
262: A
263: B
264: E
265: A
266: E
267: C
268: B
269: C
270: A
271: D
272: A
273: A
274: D
275: B
276: C
277: C
278: C
279: A
280: A