Questões de Vestibular
Sobre morfologia em português
Foram encontradas 807 questões
A palavra “ainda”, no último quadrinho, indica que “tá sem fazer nada” é um
Mantendo o sentido original e a correção gramatical, a palavra sublinhada pode ser substituída por:
A seguir, são apresentados quatro relatos retirados da dissertação de Mestrado intitulada “A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página ‘Eu, empregada doméstica’”, de Enise de Castro Silva, textos III, IV e V. Leia-os, para resolver a questão.
TEXTO III
[...] Filhos sem educação que faziam de mim gato e sapato a filha dessa minha patroa tinha minha idade 14 anos a época e ela até me batia mas isso eu não deixava revidava então era uma brigaiada mas como eles não podiam perder a escravinha não me mandavam embora só ameaçavam!
TEXTO IV
Sem falar em outro doutorzinho que expõe sua empregada ao ridículo lá no meu trabalho ele sai mostrando a foto do perfil dela do whatsap para seus outros colegas e debochando. Olha só essa foto que cara de pobre que pose de vagabunda só podia ser doméstica mesmo!
TEXTO V
[...] a D. da casa é uma dondoca mesquinha que vive pra gastar o dinheiro do marido e ser servida. Um dia na hora do jantar usei um pouco de pimenta do reino dela para colocar no meu prato. A mulher fez um escândalo disse que aquilo era muito caro que aquelas pimentas era dela e da família dela. Não era pra eu usar na comida da empregada. Onde já se viu? Uma pimenta de 17 reais (só porque vinha naqueles moedores) a empregadinha colocar no prato. No dia seguinte comprei as pimentas com moedor mais caras do supermercado levei pra casa dela. Usava em todas as comidas da casa colocava na mesa a minha pimenta oferecia para os convidados dela usava a rodo. Eu sentia o constrangimento e a raiva dela mas ela não podia fazer nada eu estava sendo legal. Uns 3 anos depois vocês não sabem o que eu encontro vencida bem escondidinha. AS PIMENTAS. Era tão caras e ela deixou apodrecer.
Trechos retirados de SILVA, Enise de Castro. A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página “Eu, empregada doméstica”. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, 2019, p. 71-88. Textos adaptados para fins didáticos.
Para responder à questão, leia o trecho de uma crônica de Machado de Assis, publicada originalmente em 16.06.1878.
Estrugiram1 os últimos foguetes de Santo Antônio; não tarda chegar a vez de S. João e de S. Pedro. [...] Indague quem quiser o motivo histórico deste foguetear os três santos, uso que herdamos dos nossos maiores; a realidade é que, não obstante o ceticismo do tempo, muita e muita dezena de anos há de correr, primeiro que o povo perca os seus antigos amores. Nestas noites abençoadas é que as crendices sãs abrem todas as velas. As consultas, as sortes, os ovos guardados em água, e outras sublimes ridicularias2, ria-se delas quem quiser; eu vejo-as com respeito, com simpatia, e se alguma coisa me molestam é por eu não as saber já praticar. [...]
Os dias passam, e os meses, e os anos, e as situações políticas, e as gerações e os sentimentos, e as ideias. Cada olimpíada3 traz nas mãos uma nova andaina4 do tempo. [...]
Duas coisas, entretanto, perduram no meio da instabilidade universal: 1o a constância da polícia, que todos os anos declara editalmente ser proibido queimar fogos, por ocasião das festas de S. João e seus comensais; 2o a disposição do povo em desobedecer às ordens da polícia. A proibição não é simples vontade do chefe; é uma postura municipal de 1856. Anualmente aparece o mesmo edital, escrito com os mesmos termos; o chefe rubrica essa chapa inofensiva, que é impressa, lida e desrespeitada. Da tenacidade com que a polícia proíbe, e da teimosia com que o povo infringe a proibição, fica um resíduo comum: o trecho impresso e os fogos queimados.
(Machado de Assis. Notas semanais, 2008.)
1 estrugir: soar ou vibrar fortemente.
2 ridicularia: coisa mínima e sem importância; insignificância.
3 olimpíada: período de quatro anos.
4 andaina: veste.
https://crb6.org.br/materias/charge-armandinho-4/
"Às vezes são caros, mas e daí?!"
O termo sublinhado é, morfologicamente, classificado como conjunção.
Nesse fragmento, a conjunção em destaque apresenta valor semântico que:
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1 - Palavra empregada como adjetivo. 2 - Palavra empregada como advérbio. 3 - Palavra empregada como substantivo.
( ) mero (l. 13). ( ) rápido (l. 20). ( ) bem (l. 49). ( ) gigantes (l. 83). ( ) rápido (l. 85).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é



( ) linha (l. 09).
( ) sozinha (l. 36).
( ) diferenciada (l. 48).
( ) bem (l. 50).
( ) baixinho (l. 50).
1 - Palavras que estão sendo empregadas como adjetivos.
2 - Palavras que estão sendo empregadas como substantivos.
3 - Palavras que estão sendo empregadas como advérbios.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
O chefe de uma empresa, vira-se para o secretário e diz: – Por favor, dê um pulo ao meu carro, no estacionamento, e pegue o livro que esqueci no banco de trás; é um carro alemão, importado e novo, cinza, com a capota preta.
Assinale a opção que identifica o maior interesse textual dos adjetivos sublinhados nesse pequeno texto.

Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-fake-news-7/. Acesso em: 06 out. 2023.
Analise o enunciado “Meu problema é que eu espalho tantas ‘fake news’ que até eu tô acreditando nas minhas mentiras!” e responda à questão.

ANDRADE, Carlos Drummond de. A incapacidade de ser verdadeiro. Em: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988. Disponível em: https://astravessias.org/blog/a-incapacidade-deser-verdadeiro-carlos-drummond-de-andrade/ Acesso em: 30 set 2023.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/2023/04/abaixo-a-norma-curta-doportugues.shtml. Acesso em: 06 abr. 2023. Adaptado.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.” (v. 8-10).
Em relação aos recursos linguísticos dos versos destacados, há uma análise procedente em


( ) Em “Parece não haver mais dúvidas” (l. 1) e em “cerca de seis milhões de crianças menores de cinco anos e mais outros três milhões” (l. 9-11), o vocábulo “mais”, nas duas situações, detém, semanticamente, ideia de adição.
( ) Em “especialmente o enorme contingente de excluídos gerado pela visão econômica de mundo, representada pelo atual sistema capitalista” (l. 25-28), as preposições “pela” e “pelo” exercem o mesmo sentido semântico.
( ) Em “Como bem disse dom Paulo Evaristo Arns” (l. 37) e em "como bem expressou recentemente o sociólogo francês Alain Touraine” (l. 47-48), “como” expressa, nas duas passagens, ideia de consonância.
( ) Em “Há um vazio de ideias e ações” (l. 46) e em “Edgar Morin e outros, há tempos, nos alertam.” (l. 63-64), a forma verbal “há”, nas duas passagens destacadas, poderia ser substituída por “existe” sem que haja prejuízos de ordem morfológica ou sintática.
( ) Em “O filósofo britânico John Gray resumiu bem essa nossa condição” (l. 67-68), o pronome “essa” é um marcador anafórico que faz referência à “busca de consensos e a convergência de propostas” (l. 59-60).
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a



