“Danto concorda, portanto, com a tese wölffliniana de que n...

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3406285 Português
Leia o texto de Debora Pazetto Ferreira para responder à questão.

Danto1 introduz o problema da interpretação de obras de arte propondo, como de costume, um experimento mental: imaginar duas obras de arte que sejam sensorialmente indiscerníveis, mas que foram produzidas em épocas e lugares diferentes. Esse experimento tem o objetivo de mostrar que, embora os objetos materiais que as corporificam sejam idênticos, as referidas obras são distintas, uma vez que têm significados diferentes. Danto concorda, portanto, com a tese wölffliniana2 de que nem tudo é possível em qualquer época, ou seja, os significados artísticos são condicionados pelo seu contexto histórico. Desse modo, o problema da interpretação está inserido no cerne da definição de arte.
(Revista Kriterion, 2018. Adaptado.)

1Arthur Danto (1924-2013): filósofo e crítico de arte estadunidense.

2Heinrich Wölfflin (1864-1945): filósofo e crítico de arte suíço.
“Danto concorda, portanto, com a tese wölffliniana de que nem tudo é possível em qualquer época”
Mantendo o sentido original e a correção gramatical, a palavra sublinhada pode ser substituída por:
Alternativas

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Comentário do Gabarito:

Tema central: Coesão textual: conectivos de conclusão. A questão exige habilidade para identificar conectivos que indicam conclusão ou consequência, segundo a norma-padrão, tema frequentemente explorado em provas de vestibular e concursos públicos.

No trecho analisado, o termo “portanto” serve como conectivo conclusivo, isto é, apresenta uma consequência lógica construída a partir das informações mencionadas anteriormente. Gramáticas de referência, como Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”) e Cunha & Cintra, destacam que expressões desse tipo — “portanto”, “logo”, “assim”, “por conseguinte”, “desse modo” — articulam a conclusão do raciocínio.

Análise das alternativas:

A) contudo: é um conector adversativo, portanto indica oposição ou contraste, não servindo para introduzir uma conclusão. Ex: “Estudou bastante, contudo, não foi aprovado.”

B) para isso: indica finalidade e não estabelece relação de consequência. Ex: “Estudei muito para isso.”

C) ainda: é advérbio de tempo ou adição, não tem valor conclusivo. Ex: “Ainda não cheguei.”

D) por outro lado: estabelece oposição/alternância de ideia, não conclusão. Ex: “Gosta de matemática; por outro lado, não se interessa por biologia.”

E) desse modo: correta! Assim como “portanto”, tem valor conclusivo e pode ser usado para introduzir uma consequência, conforme a norma culta. Ex: “Ele faltou aos ensaios; desse modo, não participou da apresentação.”

Estratégia para provas: sempre identifique qual a relação lógica que o conectivo pede: conclusão, oposição, continuidade ou finalidade. Cuidado com pegadinhas: alguns conectivos parecem sinônimos, mas mudam o sentido do texto.

Segundo Bechara, “A escolha errada do conectivo altera a progressão semântica e prejudica a coerência.” Portanto, ao substituir, deve-se preservar o valor semântico da relação estabelecida no texto.

Resumo: A alternativa E) desse modo mantém o sentido e a correção gramatical, pois também é conclusiva.
Gabarito: E

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Portanto -> Conjunção conclusiva.

Desse modo --> Conjunção conclusiva.

Gab.: E

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