Questões de Vestibular Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 9.848 questões

Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747854 Português
Se Liga Aí

A gente pensa que vive num lugar onde se fala o que pensa.
Mas eu não conheço esse lugar.
Eu não conheço esse lugar!
A gente pensa que é livre pra falar tudo que pensa mas a
gente sempre pensa um pouco antes de falar!

Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize nessa comunicação.
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize a liberdade de expressão!
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize nessa comunicação.
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize a opção!

Pensa! O pensamento tem poder.
Mas não adianta só pensar.
Você também tem que dizer! Diz!
Porque as palavras têm poder.
Mas não adianta só falar.
Você também tem que fazer! Faz!
Porque você só vai saber se o final vai ser feliz depois que
tudo acontecer.
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/gabriel-pensador/72842/. Acesso em: 31 mar. 2025.

As preferências linguísticas do autor atribuem ao texto  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747853 Português
EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS
    Arte educador, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista são alguns dos profissionais de saúde que também trabalham na atenção primária do SUS. Eles integram as Equipes Multidisciplinares em Atenção Primária à Saúde (eMulti), que atuam de modo integrado e complementar à saúde da família, e também a outros modelos de equipe, como a do Consultório na Rua e a da Unidade Básica de Saúde Fluvial.
    Chamadas inicialmente de Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), quando foram criadas, em 2008, essas equipes trabalham em conjunto com as equipes de Saúde da Família (eSF), além de fortalecer as articulações com outros setores, como educação, serviço social, cultura, lazer e esporte.
    Na edição 260 (maio de 2024), Radis mostrou como é o dia a dia de uma psicóloga que atua em uma Clínica da Família. Depois de uma série de ataques a esse modelo de trabalho multidisciplinar nos últimos anos, inclusive com o congelamento de repasses depois de 2019, essas equipes voltaram a receber investimentos do Ministério da Saúde, em 2023, e passaram a ser chamadas de eMulti.
REVISTA RADIS, Nº 267 - DEZ 2024, p. 22.

No texto, a referência a várias áreas dos profissionais da saúde tem como objetivo  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747852 Português

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://issuu.com/daniellalopesrodrigues/docs/revista_dispositiva_v._4__ corrigida_/s/11453165. Acesso em: 28 mar. 2025.



Considerando-se o universo das falas da personagem Mafalda na tira acima, dadas as afirmativas,



I. No contexto da tira, a marca de intertextualidade se dá a partir de outro texto não verbal preexistente.


II. Nota-se, na tira, que a representação da intertextualidade ocorre na alusão às ordens que a personagem Mafalda recebe diariamente de sua mãe em relação à lavagem das mãos.


III. Na tira, ocorre um intertexto pela ativação do texto-fonte na memória discursiva da personagem Mafalda.


IV. O gênero textual, em questão, trata de uma narrativa curta com um tom crítico que recusa o mundo como ele é e se apresenta a partir de duas linguagens: a verbal e a não verbal, ambas importantes para a compreensão da tira.



verifica-se que estão corretas apenas 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747851 Português
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://www.facebook.com/Prometeus22/. Acesso em: 28 mar. 2025.

Dadas as afirmativas acerca das funções da linguagem,

I. Na imagem, a função apresentada é a conativa, pois se centra na mensagem e em como ela é transmitida, e em razão disso, o anúncio possui recursos não verbais.
II. A função apelativa ou conativa é bem própria do gênero textual que foi apresentado.
III. No cartaz, o verbo encontra-se no imperativo. Verbos no imperativo são frequentes nos anúncios e conferem mais brevidade e impacto à mensagem que se deseja transmitir ao receptor.
IV. O cartaz apresentado proporciona uma reflexão sobre o papel do cidadão em práticas cotidianas, junto a quem é endereçada a mensagem.
V. O verbo no imperativo, característico da função informativa, não interfere na leitura do cartaz, uma vez que o uso deles se trata de uma questão meramente estilística.

verifica-se que estão corretas apenas  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747849 Português
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://folhapress.folha.com.br/arte/61287. Acesso em: 30 mar. 2025.

Essa charge retrata a sanção do projeto de lei que proíbe o uso de celulares nas escolas. Nela, as diferentes linguagens, representadas pelo aluno, evidenciam uma postura 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747848 Português
Plataforma
Não põe corda no meu bloco
Nem vem com teu carro-chefe
Não dá ordem ao pessoal
Não traz lema nem divisa

Que a gente não precisa
Que organizem nosso carnaval
Não sou candidato a nada
Meu negócio é madrugada

Mas meu coração não se conforma
O meu peito é do contra
E por isso mete bronca
Neste samba plataforma

Por um bloco
Que derrube esse coreto
Por passistas à vontade
Que não dancem o minueto

Por um bloco
Sem bandeira ou fingimento
Que balance e abagunce
O desfile e o julgamento

Por um bloco que aumente
O movimento
Que sacuda e arrebente
O cordão de isolamento
Disponível em: https://www.letras.mus.br/joao-bosco/46531/. Acesso em: 28 mar. 2025

Levando-se em consideração a letra dessa composição, dadas as afirmativas,

I. A composição é uma expressão artística que se apropria do contexto do carnaval para tecer uma crítica social e cultural.
II. A letra da canção clama por organização rígida e pelas estruturas de poder que, muitas vezes, se infiltram nas celebrações populares, como o carnaval, que é um símbolo de liberdade e de expressão espontânea no Brasil.
III. O compositor utiliza a metáfora do carnaval para falar de temas mais amplos, como a resistência contra a conformidade e a burocracia.
IV. A letra da canção apresenta mensagem que rejeita a autenticidade e a quebra de padrões que limitam a expressão individual e coletiva.

verifica-se que está/ão correta/s 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: EMESCAM Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - EMESCAM - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre |
Q3747658 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.
TEXTO II
Raquel Castanharo, influenciadora e fisioterapeuta, foi diagnosticada com câncer de mama apenas 17 dias antes de sua primeira maratona. Apesar de já sentir um nódulo há anos, exames anteriores não indicaram a presença da doença. O tumor, classificado como luminal B, media 5 centímetros e crescia lentamente. Os médicos permitiram que Raquel participasse da maratona do Rio de Janeiro, já que o tratamento começaria algumas semanas depois.
Em julho, Raquel iniciou a quimioterapia, começando com os ciclos vermelhos a cada 15 dias. O exercício físico se tornou um aliado importante para lidar com os efeitos colaterais do tratamento. A influenciadora, que nunca se considerou uma corredora, encontrou prazer na corrida ao se permitir ser mais lenta, superando a pressão do desempenho.
Disponível em: https://www.portaltela.com/cotidiano/saude/2025/09/02/corredora-e-diagnosticada-com-cancer-demama-antes-da-estreia-em-maratona. Acesso em: 2 set. 2025
Considerando o propósito comunicativo, predomina no texto II a função da linguagem cujo foco é 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: EMESCAM Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - EMESCAM - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre |
Q3747656 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.
TEXTO II
Raquel Castanharo, influenciadora e fisioterapeuta, foi diagnosticada com câncer de mama apenas 17 dias antes de sua primeira maratona. Apesar de já sentir um nódulo há anos, exames anteriores não indicaram a presença da doença. O tumor, classificado como luminal B, media 5 centímetros e crescia lentamente. Os médicos permitiram que Raquel participasse da maratona do Rio de Janeiro, já que o tratamento começaria algumas semanas depois.
Em julho, Raquel iniciou a quimioterapia, começando com os ciclos vermelhos a cada 15 dias. O exercício físico se tornou um aliado importante para lidar com os efeitos colaterais do tratamento. A influenciadora, que nunca se considerou uma corredora, encontrou prazer na corrida ao se permitir ser mais lenta, superando a pressão do desempenho.
Disponível em: https://www.portaltela.com/cotidiano/saude/2025/09/02/corredora-e-diagnosticada-com-cancer-demama-antes-da-estreia-em-maratona. Acesso em: 2 set. 2025
O texto II apresenta uma finalidade motivacional ao 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: EMESCAM Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - EMESCAM - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre |
Q3747654 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Inovação em saúde: os caminhos da evolução



No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.


Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.


Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.


A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.


Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.


O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.


Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.


Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.


A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.


CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).

Releia o trecho a seguir.


“Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias ‘revolucionárias’ como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.”


O emprego das aspas na palavra em destaque no trecho tem por finalidade 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: EMESCAM Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - EMESCAM - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre |
Q3747652 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Inovação em saúde: os caminhos da evolução



No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.


Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.


Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.


A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.


Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.


O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.


Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.


Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.


A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.


CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).

No artigo, os autores procuram sustentar sua tese a partir de diferentes estratégias argumentativas.
Considerando os critérios de pertinência, relevância, coerência e consistência, pode‑se concluir que os argumentos utilizados são
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: EMESCAM Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - EMESCAM - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre |
Q3747651 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Inovação em saúde: os caminhos da evolução



No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.


Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.


Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.


A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.


Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.


O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.


Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.


Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.


A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.


CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).

A progressão dos argumentos no texto é construída principalmente a partir da
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: EMESCAM Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - EMESCAM - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre |
Q3747650 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Inovação em saúde: os caminhos da evolução



No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.


Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.


Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.


A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.


Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.


O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.


Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.


Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.


A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.


CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).

Os autores destacam no artigo cinco aspectos que contrapõem a defesa de “ideias disruptivas”.


O terceiro e o quinto aspectos relacionam‑se na medida em que

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: EMESCAM Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - EMESCAM - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre |
Q3747649 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Inovação em saúde: os caminhos da evolução



No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.


Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.


Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.


A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.


Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.


O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.


Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.


Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.


A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.


CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).

A partir da análise dos procedimentos argumentativos empregados, pode‑se inferir que o objetivo central desse texto é
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - FAME - Vestibular - Primeiro Semestre - Medicina |
Q3747582 Português
Espelho
Por acaso, surpreendo‑me no espelho: quem é esse Que me olha e é tão mais velho do que eu? Porém, seu rosto... é cada vez menos estranho... Meu Deus, Meu Deus... Parece Meu velho pai — que já morreu! Como pude ficarmos assim? Nosso olhar — duro — interroga: “O que fizeste de mim?!”
QUINTANA, Mario. Disponível em: https://anfipmg.org.br/literarios/o-velho-do-espelho-mario-quintana/. Acesso em: 5 set. 2025. [Fragmento]
A mudança da voz poética, do singular para o plural, relaciona‑se à
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - FAME - Vestibular - Primeiro Semestre - Medicina |
Q3747581 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/tagged/medicina. Acesso em: 5 set. 2025

A tirinha apresenta uma proposta reflexiva ao 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - FAME - Vestibular - Primeiro Semestre - Medicina |
Q3747577 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Emagrecimento rápido exige cautela e apoio profissional, alerta especialista

Se os padrões de beleza mudam ao longo da história, a busca por se encaixar nesses padrões é algo que perpassa gerações. Estar bem esteticamente não é um desejo recente. E, seja por pressão externa, por uma vontade individual ou por preocupação com a saúde, estar “dentro do peso” é uma das principais questões estéticas atualmente.
Hoje, no Brasil, mais da metade da população sofre com excesso de peso. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (2020), 60,3% dos brasileiros com 18 anos ou mais têm sobrepeso, e 25,9% são obesos. Esses números ajudam a explicar o apelo crescente por soluções rápidas, como canetas emagrecedoras.
Embora tenham sido desenvolvidas para o tratamento de diabetes tipo 2, algumas dessas medicações foram aprovadas pela Anvisa também para o tratamento da obesidade.
Esses medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso central, reduzindo o apetite, aumentando a sensação de saciedade e retardando o esvaziamento do estômago. Com isso, o paciente tende a ingerir menos calorias, o que pode resultar em uma perda de peso significativa.
Mas, por trás dos resultados promissores, está um alerta que não pode ser ignorado: sem acompanhamento médico, o uso dessas medicações pode trazer efeitos colaterais sérios e frustrar o processo de emagrecimento. […] Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação e até episódios de hipoglicemia. O uso sem prescrição também aumenta o risco de doses inadequadas e da falsa sensação de que o medicamento, por si só, resolve o problema.
A medicação pode ser uma aliada, mas precisa estar inserida em um plano de tratamento completo.
O ideal, segundo os profissionais da saúde, é contar com uma equipe multidisciplinar, envolvendo médico, nutricionista, educador físico e psicólogo. Isso é especialmente importante em casos de obesidade, em que os fatores emocionais e comportamentais também impactam diretamente no peso.

TEMPO MED. Emagrecimento rápido exige cautela e apoio profissional, alerta especialista. G1. Disponível em: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/tempo-med/noticia/2025/07/11/emagrecimento-rapidoexige-cautela-e-apoio-profissional-alerta-especialista. ghtml. Acesso em: 5 set. 2025 (adaptado).
No trecho “sem acompanhamento médico, o uso dessas medicações pode trazer efeitos colaterais sérios”, a expressão em destaque poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - FAME - Vestibular - Primeiro Semestre - Medicina |
Q3747576 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Emagrecimento rápido exige cautela e apoio profissional, alerta especialista

Se os padrões de beleza mudam ao longo da história, a busca por se encaixar nesses padrões é algo que perpassa gerações. Estar bem esteticamente não é um desejo recente. E, seja por pressão externa, por uma vontade individual ou por preocupação com a saúde, estar “dentro do peso” é uma das principais questões estéticas atualmente.
Hoje, no Brasil, mais da metade da população sofre com excesso de peso. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (2020), 60,3% dos brasileiros com 18 anos ou mais têm sobrepeso, e 25,9% são obesos. Esses números ajudam a explicar o apelo crescente por soluções rápidas, como canetas emagrecedoras.
Embora tenham sido desenvolvidas para o tratamento de diabetes tipo 2, algumas dessas medicações foram aprovadas pela Anvisa também para o tratamento da obesidade.
Esses medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso central, reduzindo o apetite, aumentando a sensação de saciedade e retardando o esvaziamento do estômago. Com isso, o paciente tende a ingerir menos calorias, o que pode resultar em uma perda de peso significativa.
Mas, por trás dos resultados promissores, está um alerta que não pode ser ignorado: sem acompanhamento médico, o uso dessas medicações pode trazer efeitos colaterais sérios e frustrar o processo de emagrecimento. […] Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação e até episódios de hipoglicemia. O uso sem prescrição também aumenta o risco de doses inadequadas e da falsa sensação de que o medicamento, por si só, resolve o problema.
A medicação pode ser uma aliada, mas precisa estar inserida em um plano de tratamento completo.
O ideal, segundo os profissionais da saúde, é contar com uma equipe multidisciplinar, envolvendo médico, nutricionista, educador físico e psicólogo. Isso é especialmente importante em casos de obesidade, em que os fatores emocionais e comportamentais também impactam diretamente no peso.

TEMPO MED. Emagrecimento rápido exige cautela e apoio profissional, alerta especialista. G1. Disponível em: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/tempo-med/noticia/2025/07/11/emagrecimento-rapidoexige-cautela-e-apoio-profissional-alerta-especialista. ghtml. Acesso em: 5 set. 2025 (adaptado).
A articulação entre o 4º e o 5º parágrafo do texto constrói‑se a partir da
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Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - FAME - Vestibular - Primeiro Semestre - Medicina |
Q3747575 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Emagrecimento rápido exige cautela e apoio profissional, alerta especialista

Se os padrões de beleza mudam ao longo da história, a busca por se encaixar nesses padrões é algo que perpassa gerações. Estar bem esteticamente não é um desejo recente. E, seja por pressão externa, por uma vontade individual ou por preocupação com a saúde, estar “dentro do peso” é uma das principais questões estéticas atualmente.
Hoje, no Brasil, mais da metade da população sofre com excesso de peso. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (2020), 60,3% dos brasileiros com 18 anos ou mais têm sobrepeso, e 25,9% são obesos. Esses números ajudam a explicar o apelo crescente por soluções rápidas, como canetas emagrecedoras.
Embora tenham sido desenvolvidas para o tratamento de diabetes tipo 2, algumas dessas medicações foram aprovadas pela Anvisa também para o tratamento da obesidade.
Esses medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso central, reduzindo o apetite, aumentando a sensação de saciedade e retardando o esvaziamento do estômago. Com isso, o paciente tende a ingerir menos calorias, o que pode resultar em uma perda de peso significativa.
Mas, por trás dos resultados promissores, está um alerta que não pode ser ignorado: sem acompanhamento médico, o uso dessas medicações pode trazer efeitos colaterais sérios e frustrar o processo de emagrecimento. […] Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação e até episódios de hipoglicemia. O uso sem prescrição também aumenta o risco de doses inadequadas e da falsa sensação de que o medicamento, por si só, resolve o problema.
A medicação pode ser uma aliada, mas precisa estar inserida em um plano de tratamento completo.
O ideal, segundo os profissionais da saúde, é contar com uma equipe multidisciplinar, envolvendo médico, nutricionista, educador físico e psicólogo. Isso é especialmente importante em casos de obesidade, em que os fatores emocionais e comportamentais também impactam diretamente no peso.

TEMPO MED. Emagrecimento rápido exige cautela e apoio profissional, alerta especialista. G1. Disponível em: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/tempo-med/noticia/2025/07/11/emagrecimento-rapidoexige-cautela-e-apoio-profissional-alerta-especialista. ghtml. Acesso em: 5 set. 2025 (adaptado).
O texto apresenta um fator de argumentatividade ao 
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Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - FAME - Vestibular - Primeiro Semestre - Medicina |
Q3747574 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Emagrecimento rápido exige cautela e apoio profissional, alerta especialista

Se os padrões de beleza mudam ao longo da história, a busca por se encaixar nesses padrões é algo que perpassa gerações. Estar bem esteticamente não é um desejo recente. E, seja por pressão externa, por uma vontade individual ou por preocupação com a saúde, estar “dentro do peso” é uma das principais questões estéticas atualmente.
Hoje, no Brasil, mais da metade da população sofre com excesso de peso. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (2020), 60,3% dos brasileiros com 18 anos ou mais têm sobrepeso, e 25,9% são obesos. Esses números ajudam a explicar o apelo crescente por soluções rápidas, como canetas emagrecedoras.
Embora tenham sido desenvolvidas para o tratamento de diabetes tipo 2, algumas dessas medicações foram aprovadas pela Anvisa também para o tratamento da obesidade.
Esses medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso central, reduzindo o apetite, aumentando a sensação de saciedade e retardando o esvaziamento do estômago. Com isso, o paciente tende a ingerir menos calorias, o que pode resultar em uma perda de peso significativa.
Mas, por trás dos resultados promissores, está um alerta que não pode ser ignorado: sem acompanhamento médico, o uso dessas medicações pode trazer efeitos colaterais sérios e frustrar o processo de emagrecimento. […] Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação e até episódios de hipoglicemia. O uso sem prescrição também aumenta o risco de doses inadequadas e da falsa sensação de que o medicamento, por si só, resolve o problema.
A medicação pode ser uma aliada, mas precisa estar inserida em um plano de tratamento completo.
O ideal, segundo os profissionais da saúde, é contar com uma equipe multidisciplinar, envolvendo médico, nutricionista, educador físico e psicólogo. Isso é especialmente importante em casos de obesidade, em que os fatores emocionais e comportamentais também impactam diretamente no peso.

TEMPO MED. Emagrecimento rápido exige cautela e apoio profissional, alerta especialista. G1. Disponível em: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/tempo-med/noticia/2025/07/11/emagrecimento-rapidoexige-cautela-e-apoio-profissional-alerta-especialista. ghtml. Acesso em: 5 set. 2025 (adaptado).
Tendo em vista os procedimentos discursivos empregados, o objetivo central do texto é
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Ano: 2025 Banca: IPEFAE Órgão: UNIFAE - SP Prova: IPEFAE - 2025 - UNIFAE - SP - Vestibular - Medicina |
Q3729473 Português
Se essa rua fosse minha...

    Era uma vez uma rua. As meninas brincavam de elástico e amarelinha. Os meninos, de gude e jogavam pelada. E todos, num pique, escondiam-se e pegavam bandeirinhas e colavam e subiam nos muros. Havia gente. O São João era uma festa. A alegria misturava-se aos mitos, aos medos, às amizades, aos namoros, às fofocas, às brigas, aos perdões.

    Então, deu na tevê que ninguém mais podia sair na rua, por causa de uma bactéria alienígena. Tudo arrefeceu, ao contrário do medo. As festas minguaram. O riso acabou. As ruas, vazias, atraíram a violência. Sem perceber, a geração seguinte passou a juventude inteira em casa, por medo da bactéria. E dizem que é assim até hoje.

Disponível em <https://folhadabaixada.com.br/noticia/758/se-essa-ruafosse-minha>.
Assinale a opção que apresenta uma declaração INCORRETA sobre o texto:
Alternativas
Respostas
141: E
142: C
143: D
144: D
145: E
146: B
147: D
148: A
149: C
150: A
151: C
152: D
153: B
154: C
155: D
156: B
157: B
158: C
159: B
160: D