Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Examine a tirinha da cartunista Laerte, publicada em sua conta @laerteminotaura no Instagram em 29.12.2022.

Na construção do sentido de sua tirinha, Laerte explora basicamente




Entrevistador: Alguns dos seus livros são lidos como narrativas, aproximam a historiografia de um género literário. No entanto, você sempre contestou a ideia, de que não há fronteiras nítidas entre narração de ficção e narração historiográfica…
Carlo Ginzburg: Na nossa tradição, a relação entre a narrativa de ficção e a narrativa histórica foi sempre de competição pela representação da realidade, já que a ficção também tem uma relação com a realidade. Procurei trabalhar sobre temas específicos, para mostrar como as técnicas usadas pelos romancistas podem ser interpretadas no plano histórico. Temos de perceber que a narração, e este é o ponto onde quero chegar, é um modo de relação com a realidade e que toda a experiência narrativa, mesmo o espaço em branco, tem implicações e potencialidades cognitivas, pode ser lida como um documento histórico. E o historiador não pode deixar de se interrogar sobre as formas narrativas que utiliza.
Adaptado de https://electramagazine.fundacaoedp.pt/editions/edicao-10/carloginzburg-o-historiador-como-detective.
Com base na entrevista, assinale a opção que, segundo Carlo Ginzburg, relaciona corretamente História e Literatura.
Sobre a estruturação ou significação desse segmento do Texto, assinale a frase que apresenta uma observação adequada.
Texto II
Inculta e Bela
Como todos sabemos, essa expressão saiu da pena de nosso aclamado príncipe dos poetas, Olavo Bilac, logo no primeiro verso do seu famoso soneto “A Língua Portuguesa.” Bela, sim, por que não? As vezes que primeiro ouvimos dos lábios de nossas mães ficam-nos no espírito como pura melodia. “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha.” E esse canto encantado é música das palavras que nos afagaram no colo materno. Mas inculta? Como assim? O próprio poeta se desmente e contradiz ao se imortalizar no mesmo idioma em que Camões se irmanou ao gênio de Virgílio e Dante. Língua culta e de cultura, eis a coroa que há séculos lhe ornara a fronte, onde resplandecem as galas de patrimônio de uma civilização.
Nada, pois, que admirar venha a língua portuguesa continuamente atraindo inteligências e dedicações para o seu estudo em tantos dos recantos deste mundo de Deus. E isso em qualquer de suas fases ou de suas modalidades coloquial ou popular.
ELIA, Sílvio. 50 textos errados e corrigidos, Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica.
“E isso em qualquer de suas fases ou de suas modalidades coloquial ou popular”, refere-se a modalidades da língua.
Assinale a frase que apresenta um exemplo da modalidade popular.
Nesse segmento, a expressão malhar em ferro frio significa a tarefa que
Nesse segmento, o termo público interno se refere aos
Nesse segmento do Texto I, a expressão chamada crase contém uma crítica. Assinale a opção que a apresenta.
De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.


“Fico em silêncio quando a multidão desinformada pede redução da maioridade penal, porém, ela sabe que, se não educarmos nossas crianças, vão ter que prendê-las com 16, depois 14, depois 12, até que não tenhamos mais crianças nas ruas.” (Linhas 25 - 30).
Assinale a opção em que a substituição do conectivo “porém” altera o sentido do enunciado:




No fragmento do texto intitulado “Antes que seja tarde”, predomina a estrutura


RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 57. ed. São Paulo: Record, p. 9.
Dadas as afirmativas acerca do primeiro parágrafo do capítulo “Mudança”, de Vidas secas, escrito pelo romancista alagoano Graciliano Ramos,
I. No início do livro, a seleção e a combinação de imagens representativas da seca, como “a planície avermelhada”, “os juazeiros” e o “rio seco”, constroem um contexto desolador.
II. Trata-se de um parágrafo que exalta a beleza do sertão nordestino, em que elementos significativos da paisagem são articulados para compor um cenário leve e idílico.
III. Fabiano, um dos personagens centrais desse livro de Graciliano Ramos, narra sua história em primeira pessoa, como se pode ver nesse trecho.
IV. Há uma forte presença da visualidade, com descrições do sertão afetado pela seca, que predomina no início e no fim desse livro.
verifica-se que estão corretas
Afeiçoara-se a ver a fisionomia temerosa dos povos na ruinaria majestosa das cidades vastas, na imponência soberana dos coliseus ciclópicos, nas gloriosas chacinas das batalhas clássicas e na selvatiqueza épica das grandes invasões. Nada tinha que ver naquele matadouro.
O sertão é o homizio. Quem lhe rompe as trilhas, ao divisar à beira da estrada a cruz sobre a cova do assassinado, não indaga do crime. Tira o chapéu, e passa.
E lá não chegaria, certo, a correção dos poderes constituídos. O atentado era público. Conhecia-o, em Monte Santo, o principal representante do governo, e silenciara. Coonestara-o com a indiferença culposa. Desse modo a consciência da impunidade, do mesmo passo fortalecida pelo anonimato da culpa e pela cumplicidade tácita dos únicos que podiam reprimi-la, amalgamou-se a todos os rancores acumulados, e arrojou, armada até aos dentes, em cima da mísera sociedade sertaneja, a multidão criminosa e paga para matar.
Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava.
Realizava-se um recuo prodigioso no tempo; um resvalar estonteador por alguns séculos abaixo”.
CUNHA, Euclides. Os sertões. Edição crítica e organização: Walnice Nogueira Galvão. São Paulo: Ubu, 2016, v. I, p. 512.
De acordo com o trecho, é correto afirmar que