Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Em relação a isso, assinale a alternativa correta.
I. Interpretar exige do leitor mais que decodificar o código escrito. Nessa perspectiva, para interpretar a frase “Das duas” (linha 3), o leitor precisou retomar a palavra implícita – cruz –, dar a ela o sentido denotativo e também o conotativo, para assim inferir a intenção do interlocutor Bonitão.
II. Chamando-se uma pessoa de cruz, quer se dizer que ela é tão pesada para ser carregada quanto uma cruz o é, logo, infere-se que Bonitão pretendeu dizer que Rosa era obesa.
III. Da leitura, infere-se que Rosa percebe os subentendidos nas ações comunicativas de Bonitão, dá sequência a eles, o que o motiva a prosseguir no que parece ser sua verdadeira intenção: seduzi-la.
IV. Ao se referir a si mesma em “e a outra... se quiser que vá atrás dele” (linha 4), Rosa leva o leitor a inferir que ela está muito feliz com a situação.
V. Da leitura da obra percebe-se que os subentendidos das ações comunicativas nem sempre são percebidos por Zé-do-Burro; este seu comportamento, juntamente com o teor da sua promessa, mais o seu propósito obstinado e a sua crença dão a ele características de homem simplório, ingênuo, devoto.
Assinale a alternativa correta.
( ) O romance tem como pano de fundo a vida dos imigrantes alemães em Santa Catarina.
( ) A história se passa em ordem cronológica, ou seja, começa com o casamento da índia Sacramento com o alemão Homig e termina com a velhice do casal e seus bisnetos brincando à sua volta.
( ) O período “Percorri toda a cidade da infância, o cemitério...” (linhas 8 e 9) está inteiramente redigido na linguagem denotativa.
( ) Da leitura do excerto infere-se que o término do romance da narradora Lula foi motivado pelo episódio envolvendo o xixi.
( ) Na sequência do episódio do excerto, Zeca entrega à Lula uma carta amorosa que Ataliba escrevera à Menininha, personagem que causa tumulto à época por fugir aos padrões de comportamento moral da família.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
I. Pode-se dizer que o conto versa sobre a angústia de um homem à procura do significado de uma palavra que lhe foi dirigida; e a angústia de um segundo homem, que precisa explicar ao primeiro o sentido de tal palavra.
II. Ao explicitar que precisava interpretar as informações não linguísticas advindas do cavaleiro, como “Sei o que é influência de fisionomia” (linha 6), “entender-lhe as mínimas entonações” (linha 13) e “seguir seus ... silêncios” (linha 14), o narrador está dizendo que despreza este tipo de ação comunicativa porque é menos importante que a fala.
III. Na sequência do conto, o personagem-narrador explica ao cavaleiro o significado da palavra famigerado. E este, não gostando da explicação, convida aquele para um duelo.
IV. O emprego sequencial de adjetivos, como “equiparado, exato” (linha 4), “arreado, ferrado, suado” (linhas 7 e 8) e “desbaratada, sopitados, constrangidos – coagidos” (linha 10) faz parte do estilo de linguagem de Guimarães Rosa.
Assinale a alternativa correta.
( ) Guimarães Rosa exerceu a medicina no interior do Brasil, tendo o cuidado de registrar a fala do povo; mais tarde, como diplomata, deu sequência à escrita de suas obras e recebe o título de membro da Academia Brasileira de Letras.
( ) A obra traz uma compilação de contos, com temas variados e lugares que poderiam ser chamados de “guimarãezianos”.
( ) O conto A terceira margem do rio, narrado por um filho, versa sobre a partida do pai para algum lugar e o reflexo disso na vida do filho, que se mantém fiel ao pai – mesmo à maneira do filho.
( ) O conto A menina de lá narra a história de Nhinhinha – uma menina que tinha um jeito especial de se comunicar; a família atribuiu a ela alguns milagres, considerando-a Santa Nhinhinha.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Leia o fragmento abaixo para responder à questão.
O regionalismo, que deu algumas das formas menos tensas de escritura, estava destinado a sofrer,
nas mãos de um artista-demiurgo, a metamorfose que o traria de novo ao centro da ficção brasileira.
A alquimia, operada por ........................., tem sido o grande tema da nossa crítica desde o
aparecimento dessa obra espantosa que é ............................ . Após a sua leitura, começou-se a
entender de novo uma antiga verdade: que os conteúdos sociais e psicológicos só entram a fazer
parte da obra quando veiculados por um código de arte que lhes potencia a carga musical e
semântica. Imerso na musicalidade da fala sertaneja, ele procurou, em um primeiro tempo, fixá-la na
toada de um fraseio no qual soam cadência populares como: a bala beijaflorou; os passarinhos que
bem-me-viam; os cavalos aiando gritos; recebe o encharcar dos brejos, verde a verde....
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1987, pp. 485-487.)
Ao falar do regionalismo, dos conteúdos sociais e psicológicos, da musicalidade das palavras e das inovações da linguagem, o crítico e historiador Alfredo Bosi se refere a determinado(a) escritor(a) e a uma de suas obras, que está entre as maiores da literatura brasileira.
Analise a pertinência entre cada período literário e seu respectivo exemplo. Assinale (V) para (verdadeira) ou F para (falsa).
( ) A prosa literária brasileira teve seu notável crescimento a partir do período romântico.
“– Doente?! Exclamou a linda Moreninha, extremamente comovida. Doente?... em perigo?...” (Joaquim Manuel de Macedo)
( ) A preocupação em demonstrar a veracidade das teorias materialista, científica e filosófica do século XIX era uma das características da escola naturalista.
“Ninguém sabia ao certo se a Machona era viúva ou desquitada; os filhos não se pareciam uns com os outros. A das Dores, sim, afirmavam que fora casada e que largara o marido para meter-se com um homem do comércio.” (Aluísio Azevedo)
( ) O Arcadismo no Brasil tem sua origem nos antigos autores gregos latinos. A música abaixo, embora do contexto moderno, reflete característica temática do estilo árcade.
“Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais... “ (Casa no Campo, Elis Regina)
( ) Na segunda metade do século XIX, a concepção emocional-afetiva da literatura vai dando lugar a uma percepção mais realista. Assim surge um novo estilo – o realismo, uma literatura mais próxima da realidade, mais objetiva em relação ao mundo e à vida.
“Daí a pouco demos com uma briga de cães; fato que aos olhos de um homem vulgar não teria
valor. Quincas Borba fez-se parar e observar os cães. Eram dois, notou que ao pé deles estava
um osso, motivo da guerra...” (Machado de Assis)
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Há na obra literária uma ideologia, uma postura do artista diante da realidade e das aspirações humanas. Dessa forma, na literatura podem ser encontrados reflexos de situações ocorridas no mundo.
Analise os contextos abaixo, que exerceram influência na arte em geral, e na literatura brasileira.
- Século XVI – Portugal e Espanha tinham curiosidade sobre as novas terras conquistadas, motivo pelo qual informações colhidas por viajantes e missionários europeus sobre a natureza dos nativos das américas tornavam-se importantes. A esta escrita, no Brasil, deu-se o nome de ...
- Entre os séculos XVI e XVII – Os conflitos políticos, sociais, econômicos e principalmente o conflito religioso na Europa, como a reforma protestante de Calvino e Lutero, levam o homem a tentar conciliar razão e fé; espiritualismo e materialismo; carne e alma. No Brasil, este aspecto marca o estilo literário denominado ...
- Final do século XVIII – A Revolução Francesa e a Industrial mudam a Europa, consolidando a burguesia, que começa a ter representatividade na política, sociedade e economia. No Brasil, a vinda da família real, no início do século XIX, desencadeou a independência política e social. Essas mudanças e outros acontecimentos acabam por marcar no Brasil a literatura denominada ...
- Século XX, década de 30 e primeiros anos da década de 40 – Mudanças profundas no cenário nacional, decorrentes de transformações políticas, como Getúlio Vargas no poder, revolução Constitucionalista, início do Estado Novo, entre outras, acabam por refletir suas marcas na arte, denominada nesta época ...
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1987.) (FARACO, Carlos, MOURA, Francisco. Língua e literatura. 28ª. ed. São Paulo: Ática, 1998.)
Assinale a alternativa cujos estilos literários estão apresentados na sequência dos acontecimentos expostos acima.

I. Romance histórico que ficcionaliza fatos e protagonistas do episódio que ficou conhecido como Inconfidência Mineira. Pode ser incluído numa importante tendência da literatura brasileira contemporânea que objetiva rever o passado nacional a partir de perspectivas diferentes da historiografia tradicional.
II. O narrador, embora fluente e sóbrio, não deixa de se envolver com a história de vida das irmãs Bárbara Eliodora e Iria Claudiana, esposa e cunhada do poeta Alvarenga Peixoto. Ao tomar como núcleo do enredo a vida cotidiana das irmãs, o romance constrói uma história da Inconfidência sob a perspectiva das mulheres.
III. Misto de obra literária e ensaio histórico, Inconfidências Mineiras desmistifica o suposto heroísmo dos envolvidos ao conectar os dramas pessoais e familiares aos interesses econômicos, sociais, políticos e literários de importantes atores da história do Brasil.
I. O espírito rígido do uso da linguagem poética, no trato com as temáticas, na apresentação das falas, idéias e leitores virtuais, não se aplica à obra Terra de Santa Cruz, cuja linguagem se aproxima da oralidade cotidiana de nossa cultura, apesar da oralidade trabalhada na feitura dos poemas, não simplesmente transposta diretamente do cotidiano e posta no contexto poemático.
II. A linguagem em que se encontra Terra de Santa Cruz é extremamente irreverente, uma vez que se utiliza do coloquialismo, da oralidade da linguagem escrita, para brincar em seus versos, para dizer piadas e rir de Deus, como os seus poemas que trazem uma vertente religiosa.
III. Os poemas de Terra de Santa Cruz se caracterizam por um experimentalismo lingüístico, quando propõe a renovação da linguagem poética pela recorrência ao poema-piada, aos versos curtos, à não metrificação e não musicalidade dos versos, ao re- arranjo do vocabulário selecionado para explicar o mundo a que faz referência, como ocorre em todos os textos da obra em pauta.
I. coloquial, denota também aspectos triviais do dia-a-dia de pessoas comuns, como a relação conjugal e os aspectos que orbitam nessa relação, conforme podemos perceber através da fala da mulher, no texto, que nos apresenta uma pequena porção de sua vida diária.
II. coloquial, denota também aspectos triviais do dia-a-dia de pessoas comuns, como a profunda reflexão em torno do relacionamento conjugal, apontado nos versos “O silêncio de quando nos vimos a primeira vez/atravessa a cozinha como um rio profundo”, como costumeiramente fazem os casais.
III. formal, denota também aspectos triviais do dia-a-dia de pessoas comuns, como uma incomum elaboração do texto em seus dezesseis versos, que lembram a poética clássica em sua forma mais comum: a rígida construção textual a partir de parâmetros pré-estabelecidos, como tipos de rimas, metros, estrofes.
É possível afirmar, a partir da leitura das proposições acima:
Como se vê no poema,
I. A idéia da vida a dois, pelo casamento, longe de significar apenas amarras ou prisão, pode também significar liberdade, quando a mulher opta por viver presa a um modelo de relação que, embora interpretado como negativo, toma-o como suporte para a sua felicidade.
II. A idéia da vida a dois, pelo casamento, longe de significar liberdade, situa a mulher apenas numa relação de sujeitamento, de subordinação ao marido, fato que pode ser visto no poema transcrito, em que o discurso masculinista situa a mulher relacionada aos afazeres domésticos ou à vida de continuação dos valores patriarcais.
III. A idéia de que a vida a dois só é possível numa igualdade entre o homem e a mulher é o tema central do poema transcrito, que discute essa questão, apontando homem e mulher como detentores de direitos iguais, como revela o último verso: “somos noivo e noiva”, demonstrando a não diferenciação de atividades entre os envolvidos na relação

Com base na estrofe acima, analise as proposições a seguir e coloque V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
Da estrofe acima, pode-se concluir que há
( ) sujeito elíptico, identificável pela desinência verbal.
( ) uma repetição enfática de complementos verbais, demarcando a função de objeto direto pleonástico.
( ) uma adequação de uso, em relação à regência verbal (Verso 6), por aproximação ao registro típico da linguagem coloquial.
( ) uma inversão de natureza estilística nos versos “Sem pão, sem água e sem lar/ Vi sofrendo o pecador” (Versos 9 e 10).
( ) utilização de um paralelismo sintático acompanhado de um paralelismo rítmico, no verso 9.
Marque a alternativa CORRETA.

Leia a tira acima e analise as proposições abaixo, conforme o que se pode inferir a respeito do texto.
I. A temática do texto toma como referência o planeta Terra e os problemas que o afetam.
II. O diálogo mantido entre os interlocutores evidencia as questões que afetam o mundo e suas conseqüências para a humanidade.
III. A comicidade do texto se dá em razão da quebra de expectativa gerada pela personificação que Mafalda atribui ao mundo.
Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) proposição(ões)




