Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Analise a tirinha para responder a questão.

VERÍSSIMO, L. F. As cobras: antologia definitiva. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
Os ditados populares permanecem no tempo e significam, na maioria das vezes, exemplos morais, filosóficos, sem deixar de carregarem consigo certa carga de humor e de ironia, sendo, por isso, comumente utilizados na linguagem cotidiana.
O ditado popular que sintetiza o que é exposto na tirinha é
Para responder a questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.
Texto
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
[...]
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
Texto
Profissão de fé
[...]
Invejo o ourives
Quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto-relevo
Faz de uma flor.
Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.
[...]
Torce , aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
no verso de ouro engasta a rima
como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
[...]
Porque o escrever – tanta perícia,
Tanta requer,
Que oficio tal... nem há notícia
De outro qualquer.
BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.
Para responder a questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.
Texto
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
[...]
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
Texto
Profissão de fé
[...]
Invejo o ourives
Quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto-relevo
Faz de uma flor.
Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.
[...]
Torce , aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
no verso de ouro engasta a rima
como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
[...]
Porque o escrever – tanta perícia,
Tanta requer,
Que oficio tal... nem há notícia
De outro qualquer.
BILAC, Olavo. Poesia. Rio de Janeiro: Agir, 2005.
“Professores, acordem!
Caros professores: vocês se meteram em uma enrascada. Há décadas, as lideranças de vocês vêm construindo um discurso de vitimização. A imagem que vocês vendem não é de profissionais competentes, mas a de coitadinhos, estropiados e maltratados. E vocês venceram: a população brasileira está do seu lado, comprou essa imagem (nada seduz mais a alma brasileira do que um coitado, afinal).”
IOSCHPE, G. Revista Veja. 2014.
Para sustentar a argumentação são utilizados variados recursos. A seleção léxico-semântica utilizada pelo autor para sustentar a argumentação marca o emprego de uma imagem crítica, com um tom
Texto
ONZENEIRO: Para onde caminhais?
DIABO: Oh! Que má-hora venhais, onzeneiro meu parente!
[...]
DIABO: Ora mui muito me espanto não vos livrar o dinheiro.
ONZENEIRO: Nem tão só para o barqueiro não me deixaram nem tanto. [...] E para onde é a viagem?
DIABO: Para onde tu hás-de ir; estamos para partir, não cures de mais linguagem.
[...]
VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. São Paulo: FTD, 1997.
O Diabo ouve o pretexto do Onzeneiro, mas não se deixa levar pelos artifícios da eloquência do passageiro. Essa atitude do Diabo pode ser comprovada no verso
Texto
ANJO: Que mandais?
FIDALGO: Que me digais, pois parti tão sem aviso, se a barca do paraíso é esta em que navegais.
ANJO: Esta é; que lhe buscais?
FIDALGO: Que me deixeis embarcar; sou fidalgo de solar, é bem que me recolhais.
[...]
ANJO: Pra vossa fantasia mui pequena é esta barca.
FIDALGO: Pra senhor de tal marca não há aqui mais cortesia?
[...]
VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. São Paulo: FTD, 1997.
Os diálogos entre o anjo e o fidalgo põem em discussão não só os valores de um mundo medieval, mas também do mundo contemporâneo. A atualidade dessa discussão decorre de que o homem de hoje, ainda, assume falsos posicionamentos semelhantes ao de uma das personagens da cena. Essa atualidade é apresentada, por meio de
( ) Convém ser cauteloso, pois podem nos ocorrer os mesmos dissabores que ao próximo. ( ) As vitórias são obtidas com paciência e perseverança. ( ) Depois de confusões, desentendimentos, conflitos, as coisas se acalmam. ( ) É melhor evitar problemas do que ter que arcar com as consequências. ( ) É sempre bom recorrer a um conselheiro antes de tomar decisões difíceis. ( ) O que parecia uma desgraça pode nos trazer resultados proveitosos. ( ) É melhor pensar bem antes de tomar decisões sérias. ( ) As pessoas se revelam quando exercem o poder.
Assinale a alternativa que registra a correlação adequada, respectivamente.


Excerto de Folha Universal, 16 de agosto de 2015, pp. 4 a 5.


Excerto de Folha Universal, 16 de agosto de 2015, pp. 4 a 5.


Excerto de Folha Universal, 16 de agosto de 2015, pp. 4 a 5.

André Dahmer
Folha de São Paulo, 13/05/2013.
A tira de André Dahmer pode ser relacionada com o texto anterior, a crônica de João do Rio.
O trecho da crônica que melhor evidencia essa relação é:

André Dahmer
Folha de São Paulo, 13/05/2013.
A internet é um tribunal...
A afirmação acima configura um exemplo de metáfora.
A partir da análise desse exemplo, pode-se definir “metáfora” como:

André Dahmer
Folha de São Paulo, 13/05/2013.
A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação de um tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado. Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos usuários da internet: