Questões de Vestibular
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Julgue o item seguinte, em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto 1A1-II.
A forma verbal “Estima-se” (terceiro período do primeiro
parágrafo) poderia ser substituída por São estimados, sem
prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto.
Julgue o item seguinte, em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto 1A1-II.
No segundo parágrafo do texto, a ideia principal está
expressa ao final do primeiro período, sendo secundária a
ideia expressa no período seguinte.
Julgue o item seguinte, em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto 1A1-II.
Entende-se do exposto no texto que, nos últimos anos,
aumentou a população indígena nas cidades.
Julgue o item seguinte, em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto 1A1-II.
O texto informa que a diminuição drástica da população
indígena no Brasil verificada até o ano de 1970 deve-se ao
modo como o país foi colonizado.
Julgue o item que se segue, com base nas ideias e nos sentidos do texto 1A1-I.
Infere-se do último parágrafo que as línguas indígenas e as
africanas tiveram, na mesma medida, influência nos nomes
dos lugares pesquisados nos estudos mencionados no texto.
Julgue o item que se segue, com base nas ideias e nos sentidos do texto 1A1-I.
No trecho “as localidades teriam sido palco de perdas e
enganos na disputa pelo ouro” (quinto período do primeiro
parágrafo), o emprego da forma verbal “teriam sido” indica
que o autor do texto duvida da veracidade da informação de
que as localidades mencionadas tenham sido “palco de
perdas e enganos na disputa pelo ouro”.
Julgue o item que se segue, com base nas ideias e nos sentidos do texto 1A1-I.
No primeiro parágrafo, ao fazer a pergunta “Quer dois
exemplos?”, típica da modalidade informal, o autor do texto
busca uma aproximação com o leitor.
Julgue o item que se segue, com base nas ideias e nos sentidos do texto 1A1-I.
Entende-se do texto que, em todo o Brasil, há 8,4 mil
topônimos de origem indígena.
Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior.
No trecho “A Sociedade Real de Saúde Pública do Reino
Unido recomenda que as plataformas publiquem avisos
pop-up que advirtam o usuário acerca do número de horas
acessadas” (último parágrafo), a forma verbal “advirtam”
poderia ser substituída por alertem, sem prejuízo da
correção gramatical e do sentido do texto.
Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior.
As recomendações feitas pela Sociedade Real de Saúde
Pública do Reino Unido, apresentadas no último parágrafo
do texto, visam a um uso mais consciente e menos danoso
das mídias sociais.
Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior.
O texto mostra que os adolescentes não gostam de expor sua
imagem, o que pode ser comprovado pela avaliação negativa
dada às plataformas sociais centradas na imagem.
Julgue o item, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior.
Atualmente, as mídias sociais são mais nocivas para os
adolescentes que o cigarro e o álcool, segundo as
informações do texto.
PIKETTY, T.; SAEZ, E.; ZUCMAN, G. World inequality report 2018. Paris: World Inequality Lab, 2018 CATTANI, A. Desigualdades socioeconômicas: conceitos e problemas de pesquisa. Sociologias, n. 18, p. 74-99, 2007. CEPAL – COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE. Panorama social da América Latina 2017. Santiago: Cepal, 2018. 33 p.
TEXTO 2 - A percepção da desigualdade também é reforçada, haja vista que se observa uma convergência de todos os segmentos acerca da afirmação de que poucas pessoas ganham muito dinheiro e muitas pessoas ganham pouco dinheiro, ou seja, uma tradução objetiva da assimetria de renda no país.
TEXTO 3 - Mais de 90% da população reconhece as desigualdades de renda no país (concorda totalmente ou em parte), embora seja perceptível variações entre os grupos. Quanto mais rico, maior a concordância com a afirmação. Considerando as duas faixas de renda mais altas, ela gira em torno de 95%. Essa perspectiva negativa da população se mantém, embora em patamar mais baixo, quando perguntados se essa diferença diminuiu recentemente.
(Disponível em https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/210230_td_2593_web.pdf)
Considerando os textos acima, podemos inferir que:
I. O problema da desigualdade abrange diversidade de dimensões que vão desde a questão étnico-racial, identitária, gênero, classe e renda.
II. Na percepção da maior parte da população, as desigualdades sócio-econômicas constituem um dos principais fundamentos da desigualdade na população brasileira.
III. A falta de solidariedade e preocupação com uma educação inclusiva são amplificadas nas expressões discriminatórias e racistas que, na percepção da pesquisa, constituem o principal ponto apontado pelos entrevistados sobre a desigualdade.
IV. A percepção sobre a desigualdade modifica-se pouco quando considerada a faixa de renda das pessoas entrevistadas. Seja entre os mais ricos ou entre os mais pobres, a concordância com a desigualdade no Brasil não varia muito.
Assim, é correto o que se afirma em:
– Queridos pais – disse a irmã e como introdução bateu com a mão na mesa –, assim não pode continuar. Se vocês acaso não compreendem, eu compreendo. Não quero pronunciar o nome do meu irmão diante desse monstro e por isso digo apenas o seguinte: precisamos tentar nos livrar dele. Procuramos fazer o que é humanamente possível para tratálo e suportá-lo e acredito que ninguém pode nos fazer a menor censura.
– Ela tem mil vezes razão – disse o pai consigo mesmo. A mãe, que ainda não podia respirar direito, começou a tossir, em som surdo, com a mão espalmada, com uma expressão alucinada nos olhos.
A irmã correu até a mãe e segurou-lhe a testa. O pai, que através da irmã parecia ter chegado a pensamentos mais definidos, havia se sentado em posição ereta e ficou brincando com o quepe de funcionário entre os pratos do jantar dos inquilinos que ainda jaziam sobre a mesa; de vez em quando olhava para Gregor, que estava quieto. – Precisamos nos livrar disso – disse então a irmã exclusivamente ao pai.
KAFKA, Franz. A metamorfose. Tradução Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, pp. 74-75.
Com base no excerto, assinale a alternativa correta.
NÓ, CLÍMAX, DESFECHO
Nó – É o fato que interrompe o fluxo da situação inicial da narrativa, criando um problema ou obstáculo que deverá ser resolvido. O Nó é o que dá origem ao conflito dramático [...]. Ele evidencia que só há uma história a ser contada por que uma crise se instalou em determinada situação exigindo que se tente resolvê-la de modo a reequilibrar o que ela desestabilizou [...];
Clímax – É o elemento que marca o auge do conflito dramático, momento do tudo ou nada entre as forças contrárias que agem e se defrontam na narrativa [...], engendrando e desenvolvendo a história. Diferentemente do desfecho, o clímax caracteriza um momento em que a expectativa em relação à resolução do conflito central da narrativa ignora qual das forças contrárias vencerá. O clímax, portanto, suspende, mantendo por instantes em tensão máxima, a história contada na narrativa;
Desfecho – É a resolução do conflito central da narrativa, momento em que uma das forças contrárias vence e se afirma sobre a sua oponente. Normalmente, liga-se à situação final da narrativa.
FRANCO JUNIOR, Arnaldo. Operadores de leitura da narrativa. In: BONNICI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana (orgs.). Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. Maringá: Eduem, 2003, p. 42.
Texto II
SOZINHOS
Esta ideia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de tê-la, me arrependi. Mas já estava tida, não adiantava mais. Você, leitor, no entanto, tem uma escolha. Pode parar aqui, e se poupar, ou ler até o fim e provavelmente nunca mais dormir. Vejo que decidiu continuar. Muito bem, vamos em frente. Talvez, posta no papel, a ideia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não posso garantir nada. É assim: Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.
– Ronca.
– Não ronco.
– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.
Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.
– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Esta noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos.
– Humrfm – diz o velho.
Você, leitor, já deve estar sentindo o que vai acontecer. Pare de ler, leitor. Eu não posso parar de escrever. Às ideias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se horrorizado com suas próprias ideias e deixado de escrevê-las, por puro comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era bem mais magro. Tenho que exercer este ofício, esta danação. Você, no entanto, não é obrigado a me acompanhar, leitor. Vá passear, vá tomar um sol. Uma das maneiras de controlar a demência solta no mundo e deixar os escritores falando sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário. Você ainda está lendo. Você é pior do que eu, leitor. Você tinha escolha.
Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba. Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.
– Rarrá! – diz a velha, feliz.
Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!
– Rarrá! – diz o velho, vingativo.
E, em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz sussurrando, leitor. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.
“Estão prontos?”
“Não, acho que ainda não...”
“Então, vamos voltar amanhã...”.
VERISSIMO, Luis Fernando. Sozinho. In.: Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001
Assinale a alternativa correta sobre os aspectos narrativos empregados por Luís Fernando Veríssimo no texto Sozinhos, presente na obra Comédias para se ler na escola (use o texto I como apoio).
Os gêneros textuais são incontáveis e adaptáveis às diversas realidades e situações comunicacionais. Eles também podem ser definidos graças a um conjunto de elementos fixos, embora sejam mais flexíveis do que os tipos textuais convencionais. A verdade é que a comunicação na internet acabou criando novos gêneros e alterando outros, comprovando que eles estão a serviço dos falantes e às necessidades de seu tempo. Se antes enviávamos cartas, hoje enviamos e-mail, que nada mais é do que uma adaptação virtual que dispensa o papel e a caneta. Hoje utilizamos as redes sociais para deixar um recado para nossos amigos. Contudo, é importante observar que, embora os meios tenham sido modernizados, a estrutura da comunicação e a forma com a qual nos expressamos continuam seguindo parâmetros que estabelecem uma relação dialógica com formas textuais preexistentes. Embora o número de gêneros seja variado, muitos deles possuem certa similaridade na escrita e na oralidade. Podemse exemplificar como gêneros digitais presentes no dia a dia o e-mail, os blogs, os chats e os fóruns eletrônicos.
Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/generos-digitais.html. Acesso em: 24 set. 2020 (Adaptado).
Marque a alternativa que apresenta uma característica do desenvolvimento dos gêneros digitais.
[...] As catáforas, menos comuns em nossos textos do dia a dia, ocorrem quando esse movimento de ativação e de reativação aparece invertido: primeiro vem a referência que seria de retomada e, depois, a que seria a referência base; por exemplo: ‘Ele – o rei’ ”.
ANTUNES, Irandé. Textualidade: noções básicas e implicações pedagógicas. São Paulo: Parábola, 2017, p. 100-101, grifos da autora.
Quanto à coesão textual, analise a ocorrência, nos dois enunciados a seguir, de presença ou ausência das categorias anáfora e catáfora.
I. Ah, pobre Tom, meu menino mais cabeça-dura, não estou sendo dura com você. Eu não faria isso.
II. Já sei, vamos fazer assim. Ninguém conta nada pra eles […].
Diálogos retirados de: TWAIN, Mark. As aventuras de Tom Sawyer. Trad. Karla Lima. Jandira-SP: Ciranda Cultural, 2019.
Sobre os enunciados em análise, assinale a alternativa correta.
