Questões de Vestibular
Sobre análise sintática em português
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De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co’os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
(Chico Buarque. Geni e o zepelim.)
Leia o texto a seguir.
O MENINO E O INFINITO


Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10.
Entre as linhas 7 e 16, lê-se o seguinte trecho: Mesmo correndo riscos extraordinários e despendendo alto custo energético, bandos e manadas se põem a caminho quando é chegado o momento. Não incomodam, não desacatam, não resistem, não agridem. Silenciosamente e obedientes ao instinto, que é a sabedoria dos bichos, batem em retirada sem que nos demos conta de sua ausência. Considerando as relações sintático-semânticas entre os elementos frasais, pode-se afirmar que
I. entre Mesmo correndo riscos extraordinários e despendendo alto custo energético e bandos e manadas se põem a caminho quando é chegado o momento. Não incomodam, não desacatam, não resistem, não agridem. Silenciosamente e obedientes ao instinto, que é a sabedoria dos bichos, batem em retirada sem que nos demos conta de sua ausência, há uma relação de causa e efeito.
II. obedientes (ao instinto) relaciona-se sintaticamente a bandos e manadas (linha 9).
III. a oração Que é a sabedoria dos bichos tem caráter acessório, secundário, meramente explicativo.
É correto o que se diz






