Nas frases “320 milhões de pessoas (...) seriam afetadas pel...

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Ano: 2009 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2009 - UFC - Casas de Cultura Estrangeira - Segundo Semestre |
Q1392337 Português
Nas frases “320 milhões de pessoas (...) seriam afetadas pela malária” (texto 1, linhas 13-14) e “O Greenpeace navegou (...) pela costa brasileira” (texto 2, linha 01), os termos sublinhados são, respectivamente:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em “320 milhões de pessoas (...) seriam afetadas pela malária” / “O Greenpeace navegou (...) pela costa brasileira”, o critério decisivo é a função do sintagma preposicionado em cada estrutura: na passiva analítica, “pela malária” indica o agente da ação e, por isso, é agente da passiva; na oração ativa com verbo de movimento, “pela costa brasileira” expressa lugar/percurso e, por isso, é adjunto adverbial. Esse contraste confirma o gabarito D.

Tema central: funções sintáticas preposicionadas
Análise das alternativas
A
Errada
Erra o primeiro termo. Em “seriam afetadas pela malária”, “pela malária” não é objeto indireto, porque não completa a regência de um verbo em voz ativa; na construção passiva, esse sintagma indica o agente da ação, logo é agente da passiva. O segundo termo está corretamente entendido como adjunto adverbial, mas a alternativa cai porque a primeira classificação está errada.
B
Errada
Inverte as duas funções. “Pela malária” não exprime circunstância adverbial; identifica quem provoca a ação em uma passiva analítica. “Pela costa brasileira” também não é objeto indireto, porque, nesse contexto, não funciona como complemento exigido por “navegou”, mas como indicação de lugar/percurso.
C
Errada
Acerta o primeiro termo, mas erra o segundo. Em “navegou (...) pela costa brasileira”, o segmento preposicionado não é objeto indireto, já que não há complemento verbal obrigatório identificado pela regência do verbo nesse contexto. O valor do termo é circunstancial, de trajeto/local, portanto adjunto adverbial.
D
Certa
A alternativa D classifica corretamente os dois termos a partir da estrutura de cada oração. Em “seriam afetadas pela malária”, há locução verbal passiva, e “pela malária” designa o agente da ação sofrida pelo sujeito “320 milhões de pessoas”. Em “navegou (...) pela costa brasileira”, o verbo está em estrutura ativa, e o segmento preposicionado acrescenta circunstância espacial de trajeto/percurso, não complemento verbal obrigatório; por isso exerce função de adjunto adverbial.
E
Errada
Erra ambas. “Pela malária” não é adjunto adverbial, porque não indica circunstância; indica o agente da ação em “seriam afetadas”. “Pela costa brasileira” não pode ser agente da passiva, porque agente da passiva só ocorre em oração na voz passiva, e “O Greenpeace navegou...” está na voz ativa.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar qualquer termo preposicionado como objeto indireto e tomar a preposição “pela” como sinal suficiente de agente da passiva sem antes verificar se a oração está realmente na voz passiva.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de classificar termo preposicionado, verifique a voz verbal da oração: em passiva analítica, o sintagma com “por” pode ser agente da passiva.
  • Não decida pela preposição isoladamente; observe se o termo completa a regência do verbo ou apenas acrescenta circunstância.
  • Com verbos de movimento, segmentos como “pela costa brasileira” tendem a indicar lugar ou percurso, o que aponta para adjunto adverbial.
  • Se a frase admitir reescrita ativa com o termo preposicionado passando a sujeito agente, há confirmação de agente da passiva.

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