Questões de Vestibular
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Com base na leitura do poema acima, assinale a afirmativa que NÃO se aplica à poesia de Paulo Leminski contida em La vie en close.
Vi uma estrela tão alta, Vi uma estrela tão fria! Vi uma estrela luzindo Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta! Era uma estrela tão fria! Era uma estrela sozinha Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância Para a minha companhia Não baixava aquela estrela? Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda Responder que assim fazia Para dar uma esperança Mais triste ao fim do meu dia.
BANDEIRA, M. Melhores poemas de Manuel Bandeira. 16. ed. São Paulo: Global, 2004. p.120.
Todas as características abaixo, próprias do gênero lírico, encontram-se no poema de Manuel Bandeira transcrito acima, EXCETO:
LEMINSKI, P. La vie en close. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. p.6.
Em relação ao poema acima, de Paulo Leminski, é INCORRETO afirmar que:
Leia o poema transcrito abaixo.
À GARRAFA
Contigo adquiro a astúcia
de conter e de conter-me.
Teu estreito gargalo
é uma lição de angústia.
Por translúcida pões
o dentro fora e o fora dentro
para que a forma se cumpra
e o espaço ressoe.
Até que, farta da constante
prisão da forma, saltes
da mão para o chão
e te estilhaces, suicida,
numa explosão
de diamantes.
PAES, José Paulo. Prosas seguidas de odes mínimas
Em relação ao poema, assinale a alternativa INCORRETA.
Leia o poema transcrito abaixo.
146- VERBO CRACKAR
Eu empobreço de repente
Tu enriqueces por minha causa
Ele azula para o sertão
Nós entramos em concordata
Vós protestais por preferência
Eles escafedem a massa
Sê pirata
Sede trouxas
Abrindo o pala
Pessoal sarado
Oxalá que eu estivesse sabido que esse verbo era irregular.
ANDRADE, Oswald. Memórias sentimentais de João Miramar.
Assinale a alternativa correta.
Leia o poema transcrito abaixo.
A vida é uma viagem
Pena eu estar
Só de passagem.
LEMINSKI, Paulo. La vie em close.
Assinale a alternativa correta.
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
(...)
Estupendas usuras nos mercados,
Todos, os que não furtam, muito pobres,
E eis aqui a Cidade da Bahia.
(Gregório de Matos. “Descreve o que era realmente naquelle tempo
a cidade da Bahia de mais enredada por menos confusa”,
in Obra poética (org. James Amado), 1990.)
O poema, escrito por Gregório de Matos no século XVII,
Instrução: A questão toma por base o soneto Acrobata da dor, do poeta simbolista brasileiro Cruz e Sousa (1861-1898):
Acrobata da Dor
Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
Salta, gavroche, salta clown, varado
pelo estertor dessa agonia lenta...
Pedem-te bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa,
nessas macabras piruetas d’aço...
E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.
(João da Cruz e Sousa. Obra completa. Rio de Janeiro: Editora Aguilar, 1961.)
O Simbolismo se caracterizou, entre outros aspectos, pela exploração dos sons da língua para estabelecer nos poemas uma musicalidade característica, por meio de diferentes processos de repetição de sons ao longo dos versos e em estrofes inteiras. Na primeira estrofe do soneto de Cruz e Sousa nota-se esse procedimento de repetição, especialmente no
I. primeiro verso.
II. segundo verso.
III. terceiro verso.
IV. quarto verso.
Pois bem: um senhor estrangeiro, cheio de qualidades, talvez, meteu-se de parceria com uns rebeldes, para separar uma dessas províncias do bloco bruzundanguense. Isto ao tempo do Império. Em caminho, em uma de suas correrias, encontrou-se com uma moça da Bruzundanga que se apaixonou por ele. Segui-o nas suas aventuras e combates contra a união bruzundanguense.
BARRETO, Lima. Os bruzundangas . São Paulo: Ática, 2008. p. 68.
Há neste fragmento uma referência velada aos acontecimentos históricos brasileiros. Neste sentido, o movimento separatista ocorrido durante o Segundo Império brasileiro que contou com a participação de um herói estrangeiro foi:
Não entenderam logo. Natividade não sabia que fizesse; dava a mão aos filhos, ao marido, e tornava ao jornal para ler e reler que no despacho imperial da véspera o Sr. Agostinho José dos Santos fora agraciado com o título de Barão dos Santos. Compreendeu tudo. O presente do dia era aquele; o ourives desta vez foi o imperador.
ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó . Rio de Janeiro: Ediouro, 1998. p. 42.
O contexto sociopolítico retratado na obra machadiana refere-se
