Questões de Vestibular
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I. Há, na obra, uma representação da violenta intervenção do Estado que resulta na total dizimação da comunidade de Canudos.
II. Os sertões é uma obra fortemente influenciada pelo Determinismo, uma vez que o comportamento humano resulta da influência de fatores ligados ao meio, à raça e ao momento histórico.
III. Explica a capacidade de racionalização dos indivíduos ali retratados em contraponto à exposição das condições sociais e ambientais constitutivas dos povos e da história do Brasil.
IV. Descreve cientificamente os personagens retratados, aproximando a postura metafísica da concepção realista observada.
Estão corretas as assertivas

(Chris Baldick. The Concise Oxford Dictionary of Literary Terms, 2001. Adaptado.)
O texto refere-se aos poetas
( ) A linguagem sintética está relacionada à poética Pau-Brasil.
( ) O poema reconstrói, com apenas quatro versos, uma cena do passado colonial brasileiro.
( ) A presença do eu poético se mostra na indignação com que condena a escravidão brasileira.
( ) O poema recupera nostalgicamente uma cena do passado colonial brasileiro.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

( ) O poema Navio negreiro, relacionado à militância abolicionista, é uma manifestação que mostra o horror do tráfico negreiro.
( ) A expressão “sonho dantesco” remete a uma realidade, que, de tão horrível, parece infernal e onírica.
( ) Os sons musicais (tinir, estalar, orquestra...) entram em harmonia com a natureza, em contraste com o horror da cena.
( ) Castro Alves, pertencente à 3ª geração da poesia romântica, faz de seus versos um libelo contra a escravidão.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de Quincas Borba, de Machado de Assis.
Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá o título ao livro, e por que antes um que outro – questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! Chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, ri-te! É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.
I - O demônio familiar, do título da peça, refere-se a Pedro, escravizado, pois ele “perturba a paz doméstica”, como diz Eduardo, no último ato.
II - Eduardo, jovem médico, defende a abolição da escravidão e faz da alforria de Pedro um ato político para criticar as leis do Império.
III- Azevedo, depois do retorno da França, critica a escravidão brasileira, pois seria uma vergonha nacional.
Quais estão corretas?
Configura um exemplo explícito de zoomorfismo a passagem:
(Gilberto Mendonça Telles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 2022. Adaptado.)
Os movimentos de vanguarda, com suas propostas de rompimento com o academicismo e busca por novas experiências artísticas, foram essenciais para a consolidação do Modernismo no Brasil.
As lacunas do excerto são preenchidas, respectivamente, por:
(Luciana Stegagno Picchio. História da literatura brasileira, 2024. Adaptado.)
Tendo em vista as características elencadas, as obras referidas no texto vinculam-se à estética
Francisco Ruiz Gijón (1683-1720), Santíssimo Cristo da Expiação, popularmente conhecido como Cristo Cachorro. Escultura em madeira, 1682 (detalhe).
A partir da comparação entre a escultura Cristo Cachorro, de Francisco Ruiz Gijón, e o livro O Cristo cigano, de Sophia de Mello Breyner Andresen, inspirado por ela, depreende-se:
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.
Os Sapos
Manuel Bandeira
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
— “Meu pai foi à guerra!”
— “Não foi!” — “Foi!” — “Não foil!?.
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: — “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
[...]
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo cururu
Da beira do rio...
Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/4814/os-sapos. Acesso em: 11 set. 2025.
— Mas o que é que há? perguntou Aires.
— A república está proclamada.
— Já há governo?
— Penso que já; mas diga-me V. Ex.a: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto... Uma fatalidade! Venha em meu socorro. Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. — “Confeitaria do Império”, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Ex.a crê que, se ficar “Império”, venham quebrar-me as vidraças?
— Isso não sei.
— Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo.
— Mas pode por “Confeitaria da República”...
— Lembrou-me isso, em caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dous meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje, e perco outra vez o dinheiro.
(Machado de Assis. Obra completa, 1986.)
O excerto mostra um diálogo do proprietário de uma confeita ria com outro personagem, o Conselheiro Aires. No diálogo, o dono da confeitaria expressa
Para responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

(Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)

