Questões de Vestibular
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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I. Eram redutos de negros fugidos, na maioria das vezes instalados em locais de difícil acesso, onde buscavam reproduzir a vida das sociedades tribais africanas. II. Eram comunidades isoladas de escravos alforriados que não admitiam a presença de não negros fugitivos e desenvolviam atividades de comércio no interior do Brasil. III. Eram refúgios de negros que acolhiam, também, brancos fugitivos da justiça e indígenas, entre os séculos XVI e XIX, na luta comum contra o dominador branco. IV. Desenvolveram-se nas regiões do nordeste e sudeste do país, exclusivamente, articulados aos interesses comerciais dos inimigos da Coroa Portuguesa. V. Resultaram da luta de escravos fugidos das regiões mineradoras a partir da Independência do Brasil, fundamentalmente, vinculados aos movimentos nativistas.
Marque a alternativa que contém as informações CORRETAS.
Em dezembro de 1815, Dom João elevou o Brasil à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves. Atente para o que é dito sobre esse assunto.
I. Tal medida deveu-se à transferência da família real portuguesa para o Brasil, posto que acabara de desembarcar e precisava oficializar a nova sede do governo português.
II. O Brasil deixou de ser colônia e, tornando-se a sede da monarquia portuguesa, equiparava-se politicamente à metrópole.
III. A medida facilitou as relações comerciais, e possibilitou maior autonomia à antiga colônia.
Está correto o que se afirma em
Com a vinda da Corte, pela primeira vez, desde o início da colonização, configuravam-se nos trópicos portugueses preocupações próprias de uma colônia de povoamento e não apenas de exploração ou feitoria comercial, pois que no Rio teriam que viver e, para sobreviver, explorar “os enormes recursos naturais” e as potencialidades do Império nascente, tendo em vista o fomento do bem-estar da própria população local.
(Maria Odila Leite da Silva Dias.
A interiorização da metrópole e outros estudos, 2005.)
Com a vinda da Corte, pela primeira vez, desde o início da colonização, configuravam-se nos trópicos portugueses preocupações próprias de uma colônia de povoamento e não apenas de exploração ou feitoria comercial, pois que no Rio teriam que viver e, para sobreviver, explorar “os enormes recursos naturais” e as potencialidades do Império nascente, tendo em vista o fomento do bem-estar da própria população local.
(Maria Odila Leite da Silva Dias.
A interiorização da metrópole e outros estudos, 2005.)
O pau-brasil só poderia ser retirado de nossas matas se houvesse uma autorização preliminar da Coroa Portuguesa e o acerto das taxas era estipulado por esta. O primeiro a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha, o qual tinha como sócios vários comerciantes judeus, que porém, em troca desta permissão, tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré-estipulada à Coroa e também edificar e conservar as fortificações, mantendo assim a segurança do novo território tão almejado pelos invasores.
Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em: 9 dez. 2013 (adaptado).
I. A prática da autoridade incontestável do pai sobre toda família e agregados, destaca-se como uma das caraterísticas dessa sociedade.
II. As diferenças de cor e de condição social marcam profundamente as relações sociais, interferindo inclusive na vida íntima das pessoas.
III. A condição da mulher negra a obriga a desempenhar os papéis de produtor direto e de complemento sexual.
IV. A estrutura da sociedade e o caráter autoritário das relações sociais e de poder são legitimados pela Igreja.
As afirmações contidas nos itens
RODRIGUES, André Figueiredo. “A revolução dos ricos”. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 6, nº 67, abril 2011, p. 23.
“O movimento político pelo qual homens negros e pobres manifestaram o seu descontentamento contra a monarquia portuguesa e contra a sociedade escravista na Bahia, em 1798, tem chamado a atenção de várias gerações de historiadores (…) Ao colocar em questão a desigualdade racial e a escravidão (…) os revolucionários baianos terminaram por assustar os simpatizantes dos inconfidentes mineiros.”
ARAÚJO, Ubiratan Castro de. “A política dos homens de cor no tempo da Independência”, Estudos Avançados, vol 18, nº 50, 2004, p. 253 e 267.
De acordo com os textos apresentados e os seus conhecimentos acerca dos movimentos políticos a favor da independência no século XVIII, assinale a alternativa INCORRETA.
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

GOMES, Flávio dos Santos (Org.) Mocambos de Palmares: histórias e fontes (séculos XVI-XIX). Rio de Janeiro, 7 Letras, 2010, p. 7
A partir da leitura do texto e de acordo com seus conhecimentos sobre resistência escrava no Brasil colonial, assinale a alternativa correta.
*Magano: trapaceiro.
Estas estrofes, extraídas de dois poemas do escritor baiano Gregório de Matos (1633-1696), apelidado de “Boca do Inferno”, referem-se

Considerando o sentido da colonização apontado no texto, é correto afirmar que na organização do Brasil Colonial predominavam
A História do Brasil Colônia é marcada por di-versas revoltas sociais e complexos processos de resistência ao Estado português e à Igreja. Acerca desse contexto, analise as afirmações a seguir.

Todas as afirmações corretas estão em: