Questões de Vestibular
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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MATTOSO, Kátia de Queirós. A cidade de Salvador e seu mercado no século XIX. São Paulo: Hucitec, 1978.
Das várias modalidades de escravo existentes no Brasil do século XIX, aquela que se ajusta à analise da historiadora é:
“Apareceu a 1º do corrente [janeiro de 1888] em Piracicaba o primeiro número de uma folha trisemanal intitulada O Lavrador Paulista, e consagrada aos (...) interesses negreiros das fazendas” [interesses dos grandes proprietários de escravos]
Diário Popular (jornal de São Paulo), 03/01/1888
“O órgão escravocrata que sob este título [O Lavrador Paulista] apareceu em Piracicaba, deu três números e morreu. O povo não esteve para sustentar folhas de semelhante jaez” [espécie/qualidade/laia]
Diário Popular (jornal de São Paulo), 10/01/1888
Considerando o contexto histórico em que as notícias acima foram divulgadas, assinale a alternativa que apresente uma explicação satisfatória para a falta de apoio popular ao O Lavrador Paulista.
DEL PRIORI, Mary. Revisão do Paraíso: os brasileiros e o estado em 500 anos de História. Rio de Janeiro: Campus, 2000. p. 17-27.
Observe as seguintes afirmações acerca desse personagem da história brasileira:
I. Misto de honraria riqueza e prestígio, a imagem do senhor de engenho correspondia exatamente à pomposa definição realizada no excerto acima. A abundância no modo de vida era a norma geral.
II. O senhor de engenho figurava no ápice da hierarquia social e controlava, em muitos casos, grande extensão de terras e grande número de escravos, bem como era a representação da erudição naquela sociedade.
III. Via de regra, vivia o senhor de engenho e seus agregados uma vida difícil: alimentavam-se muito mal, as enchentes e as secas dificultavam o suprimento de víveres frescos; a sífilis marcava-lhes o corpo; eram ainda constantemente ameaçados pelos nativos.
Está correto o que se afirma apenas em
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 410-415.
Com relação às “outras forças” a que se refere o autor, analise os seguintes itens:
I. A política portuguesa, de potência bélica e portentosa, deliberada a levar sua hegemonia ao Rio da Prata a qualquer preço.
II. O uso das armas, no sentido de manter o “Brasil sulino” atado ao Brasil, posto que ali, periodicamente explodiam tensões e conflitos.
III. As várias tensões e disputas naquela região, que levaram o Brasil a uma unificação territorial com os países platinos.
É correto afirmar-se que se configuraram como forças de unificação os itens
VAINFAS, Ronaldo. Um Jesuíta a serviço do Brasil Holandês processado pela inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 33-37.
Em relação ao resultado da empreitada acima citada, é INCORRETO afirmar-se que
I. A atividade da pecuária atraiu certo interesse da Coroa Portuguesa sobre a capitania do Ceará e, a partir dessa atividade, ocorreu um aumento significativo de uma população não indígena neste território.
II. A partir da expansão pecuarista, o solo do Ceará foi esquadrinhado através de doações de sesmarias, tornando-se palco de sangrentas batalhas entre os fazendeiros criadores de gado e os nativos.
Pode-se afirmar corretamente que
VAINFAS, Ronaldo. Trópico dos Pecados: moral, sexualidade e inquisição no Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. p. 45-51.
Atente para o que se diz a respeito da visão dos jesuítas acerca da humanidade encontrada no Brasil, com as grandes navegações:
I. Julgavam imperioso cobrir o corpo dos índios, alegando várias razões: o escândalo que dariam, por estarem nus, aos padres vindouros; a ofensa a Deus, sobretudo ao assistirem a ofícios divinos, com as vergonhas a mostra; a excitação que as índias nuas causariam nos cristãos.
II. Jesuítas e leigos ressaltaram a nudez dos índios, embora alguns a vissem com naturalidade, a exemplo de Pero Vaz de Caminha que os julgou naturalmente inocentes, sem nada a cobrir-lhes “as vergonhas”.
III. Em sua maioria viram na nudez indígena uma prova de escândalo, torpezas e ofensas a Deus, embora não se possa esquecer que o horror que manifestavam ante a nudez dos índios, especialmente das partes genitais, parece antecipar todo o rigor de uma época.
Está correto o que se afirma em
I. Foi a primeira construção que irradiou o núcleo urbano de Fortaleza. Ele foi, naquele contexto, um espaço centralizador de atividades. II. Além de sua importância estratégico-militar, uma das suas funções era vigiar os nativos rebeldes. III. Depois da expulsão dos Holandeses, a Coroa Portuguesa conquistou o Forte e rebatizou-o de Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição.
Está correto o que se afirma em
(Caio Prado Júnior. Evolução política do Brasil e outros estudos, 1961. Adaptado.)
Segundo o argumento e os dados apresentados por Caio Prado Júnior, as companhias
Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas alguns náufragos [...] e “lançados” atestavam a soberania do rei de Portugal no litoral americano do Atlântico Sul.
(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008.)
Os lançados citados no texto eram

Tendo como referência o texto acima, julgue os itens de 36 a 42.

A partir da análise dos documentos, é correto afirmar que

A descoberta do ouro em Minas Gerais, em fins do século XVII, tem sido objeto de intensas discussões dos historiadores. Alguns ressaltam o seu papel no desenvolvimento econômico da metrópole; outros destacam o aumento da pobreza na região, resultado da migração de pessoas em busca de riquezas. Dentre as alternativas abaixo, destaque a que melhor define esse período.