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As consequências do Decreto-lei 9214, de 30 de abril de 1946, para a cidade do Rio de janeiro foram:
Com uma plataforma política baseada numa suposta “modernização” do país e com a promessa de lutar contra a corrupção e os “marajás”, além de proteger os “descamisados”, Collor procurou encarnar a modernidade e a esperança de justiça social.
Em março de 1990, surpreendeu a todos com a implementação do chamado Plano Collor I, que estabelecia medidas drásticas, como
A alternativa que identifica esses conflitos é a
Sobre os quilombos no Brasil, analise as afirmações a seguir.
I. A partir do momento que a escravidão negra se transformou na relação de produção hegemônica na colônia, foram se formando as primeiras comunidades quilombolas como símbolo de resistência e preservação identitária.
II. Ao longo do domínio holandês, em que se fortaleceram as formas de controle do trabalho escravo, o quilombo foi ampliando em extensão e população.
III. A organização social dos quilombos estabelecia-se a partir de uma pequena elite de guerreiros, líderes da comunidade, que promoviam sua defesa e os ataques armados às povoações portuguesas.
IV. Era frequente a manutenção de relações de escravidão doméstica no interior de comunidades quilombolas, durante todo o período colonial.
V. A preservação das comunidades quilombolas constitui uma forma de resgatar a dívida histórica que o Brasil tem com sua população afrodescendente.
A alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas é a
Veja o indígena nas palavras de Gonçalves Dias.
O primeiro tópico de que havemos de tratar na história do Brasil é o dos Índios. [...] Eles são instrumento do quanto aqui se praticou de útil ou de glorioso; são o princípio de todas as nossas cousas; são os que deram a base para o nosso caráter nacional; ainda mal desenvolvido, e será a coroa da nossa prosperidade o dia da sua inteira reabilitação (sic) (Gonçalves Dias, 1850, p. 28-29).
A idealização do poeta não escondia a situação vivida pelas populações indígenas no Pós-Independência, ao longo da construção do Estado nacional brasileiro, caracterizada por
“CONCEIÇÃO passava agora quase o dia inteiro no Campo de Concentração, ajudando a tratar, vendo morrer às centenas as criancinhas lazarentas e trôpegas que as retirantes atiravam no chão, entre montes de trapos, como um lixo humano que aos poucos se integrava de todo no imundo ambiente onde jazia.”
Fonte: QUEIROZ, Raquel de. O quinze. 82. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. p. 51.
No início do século XX, algumas capitais brasileiras como o Rio de Janeiro foram objeto de projetos de modernização que tinham como consequência a tentativa de limpeza, de higienização das cidades. Considerando a criação dos campos de concentração no Ceará e a tentativa de higienização, assinale a alternativa CORRETA.
“13 de maio de 1958. Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpático para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos. Continua chovendo. Eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair. Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles veem as coisas de comer eles bradam: Viva a mamãe. A manifestação me agrada. Mas eu já perdi o hábito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura pra Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim: Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina. Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A minha filha Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetáculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a dona Alice. Ela me deu a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos. E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual, a fome!”
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 2004. p. 29.
A partir do texto e sobre a abolição da escravidão no Brasil, é possível afirmar:
Corneteiro Luís O corneteiro Luís tocou O corneteiro Luís trocou Na batalha de Pirajá Quando o corneteiro tocou O comandante mandou recuar Mas o corneteiro trocou Pode avançar, pode avançar O corneteiro trocou BaianaSystem
Em 2 de julho de 1823, as tropas lusitanas que ainda permaneciam em terras brasileiras foram expulsas. O 2 de julho e o processo de Independência do Brasil foram marcados por/pela
Leia, atentamente, a transcrição de trechos do documento enviado à Comissão de Anistia:
“Várzea da Palma, 21 de agosto de 2002.
Excelentíssimo Senhor:
Presidente da Comissão de Anistia
Vimos, respeitosamente, à presença desta Comissão requerer os direitos de anistiado político, em favor de Flávio Ferreira da Silva.
Flávio Ferreira da Silva era natural da cidade de Pirapora (MG), de nacionalidade brasileira, nascido aos 07-12- 1934. [...]
Esclareço, portanto, que Flávio Ferreira da Silva foi preso e torturado, durante o período militar, que vigorou no país a partir de março de 1964. Foi punido com a cassação de seu mandato eletivo, na cidade de Três Marias (MG), onde acabara de ocupar o cargo de Prefeito Municipal; vale ressaltar que foi o primeiro prefeito eleito daquela cidade. [...]
Fomos condenados a viver sem um pai amoroso, responsável, que nos ensinou a ler e nos fazia valorizar acima de tudo os estudos. Para piorar ainda mais a situação, perdemos no mesmo dia a nossa mãe, nosso amparo e toda nossa fonte de segurança e formação Estamos requerendo os seguintes direitos do Artigo 1° da Medida Provisória n.° 2.151-3, de 24 de agosto de 2001:
Inciso I – Declaração da condição de anistiado político;
Inciso II – Reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada.
Desde já, agradecemos a atenção.”
Fonte: ARQUIVO NACIONAL. DOSSIÊ. Fundo: Comissão especial sobre mortos e desaparecidos políticos. Adaptado.
O documento faz referência ao processo de prisão e tortura do prefeito da cidade de Três Marias pela ditadura civilmilitar (1964-1985) e foi enviado pelos seus filhos, radicados em Várzea da Palma, município da região do Alto São Francisco.
A repressão, na ditadura civil-militar no Brasil,
Sobre o bandeirantismo na formação de São Paulo, o historiador John Monteiro afirma que:
Mais do que em qualquer outra instância da história do Brasil, as campanhas do Norte mostraram o lado cruelmente destrutivo da política indigenista em zonas de franca expansão econômica. Não recebendo a esperada recompensa em cativos – como ocorrera nas campanhas do sertão da Bahia –, os paulistas tiveram que medir seu êxito em outros termos. Com o fim de ressarcir-se dos prejuízos, as expedições de apresamento dos paulistas nestes sertões logo assumiram o triste caráter de massacres impiedosos.
MONTEIRO, John. Negros da Terra. Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p.95.
Sobre o contexto da exploração indígena no século XVII, é correto afirmar que:
Leia o trecho a seguir:
De um modo ou de outro, o certo é que o visitador Heitor Furtado de Mendonça aqui chegou em 1591, instaurando uma atmosfera de medo e insegurança com a leitura de monitórios, sermões, procissões e autos-de-fé. Quando não eram vigiadas e delatadas pelos temíveis familiares e comissários do Santo Ofício, a rede de medo e terror fazia com que pessoas fossem denunciadas por vizinhos, conhecidos e parentes ou tomassem elas próprias a iniciativa de se confessar. O medo, entretanto, não foi a única razão das delações. Denunciava-se também por zelo moral e por retaliações pessoais movidas por ciúme, vingança, inimizade e até cobrança de dívidas.
BELLINI, Lígia. A coisa obscura. Mulher, sodomia e Inquisição no Brasil colonial. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia, 2014, p. 15.
Com relação ao texto acima e aos conhecimentos sobre o tema da Inquisição no Brasil colônia, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
Os elementos constitutivos do fascismo eram discrepantes. Encontramos a princípio um impulso romântico, isto é, uma mística nacional que idealiza tradições antigas, frequentemente inventando um passado mítico. A cultura fascista glorificava a ação, a virilidade, a juventude e a luta, traduzindo-as em uma imagem particular do corpo, em gestos, emblemas, e símbolos que visavam redefinir a identidade nacional. Todos esses valores exigiam uma antítese, correspondente a diferentes figuras externas: os gêneros excluídos, como gays e mulheres que não aceitavam sua posição subalterna; os excluídos sociais, como criminosos e ladrões; os excluídos políticos, como anarquistas, bolcheviques e subversivos; os excluídos raciais, como judeus e povos colonizados. Eles carregavam em suas mentes e corpos as marcas da ‘degeneração’, simbolizando a antítese da normalidade burguesa (que é física, como também estética e moral).
TRAVERSO, Enzo. As novas faces do fascismo. Populismo e a Extrema Direita. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2021, p. 142.
Em relação ao ingresso e às influências da ideologia fascista no Brasil, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
Os anos 1970 podem ser considerados a ‘era de ouro’ da televisão brasileira. Foi naquela década que a televisão, como sistema de comunicação, e algumas emissoras em particular (como a Rede Globo) construíram seu poderio e estabeleceram seu lugar definitivo na sociedade e na cultura brasileira. Obviamente, a televisão era considerada pelos setores mais intelectualizados e engajados um grande instrumento de manipulação da opinião pública e de alienação das massas trabalhadoras, que tomavam contato com um mundo artificial e glamouroso, ao qual não tinha acesso real. Enquanto isso, a realidade – política, social e econômica – era mascarada.
NAPOLITANO, Marcos. Cultura brasileira: utopia e massificação (1950-1980). São Paulo: Contexto, 2001, p. 90.
Em relação à expansão da cultura televisiva nos anos 1970, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
A introdução do cafeeiro no Brasil deveu-se a Francisco de Melo Palheta, que em 1727 trouxe para o Pará as primeiras sementes da planta. Utilizado no consumo doméstico, o café chegou ao Rio de Janeiro por volta de 1760, misturando-se aos pequenos cultivos de pomares e hortas dos arredores da capital da Colônia. Foi, porém, no extenso Vale do Rio Paraíba, atravessando uma parte do Rio e de São Paulo, que se reuniram as condições para sua primeira grande expansão em níveis comerciais. A área era conhecida e cortada por alguns caminhos e trilhas que, desde o tempo do apogeu da mineração, se dirigiam a Minas Gerais; aí existiam terra virgem disponível e clima favorável.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 10. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002, p. 186.
A respeito da economia cafeeira no Brasil durante o século XIX, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
Já nas vésperas do abolicionismo popular, a inundação de escravos na região de café do centro-sul causava uma preocupação generalizada nas principais zonas de grandes lavouras do Brasil. Nos fins dos anos 1870, alguns fazendeiros nordestinos, atribuindo à Lei Rio Branco a responsabilidade pela crescente escassez de trabalho na área e pela movimentação inter-regional de escravos, não consideravam mais a escravidão como a solução para seus contínuos problemas de trabalho. Sugeriram a atração de trabalhadores europeus livres com garantias de isenção do serviço militar e incentivos positivos, incluindo o investimento público em educação.
DRESCHER, Seymour. Abolição: uma história da escravidão e do antiescravismo. São Paulo: Editora da Unesp, 2011, p. 516.
Sobre o abolicionismo e a escravidão no Brasil durante o 2º Império, assinale a alternativa correta.
A Independência [...] concebeu a ideia de Império e preservou os interesses enraizados em torno do Paço do Rio de Janeiro. Também incluiu a criação de um Estado que centralizava a América portuguesa e conseguiu impedir a fragmentação do território, sobretudo em comparação com a experiência da América espanhola – trouxe ao Império a adesão das províncias, ainda que com o uso da força. Vitoriosa, a Independência manteve a escravidão e determinou a especificidade política do Estado que se formou no Brasil e de seu sistema de governo definido por uma monarquia constitucional representativa.
(Heloisa M. Starling e Antonia Pellegrino (orgs.).
Independência do Brasil: as mulheres estavam lá, 2022.)
Ao tratar da Independência do Brasil, o excerto destaca