Questões de Vestibular
Comentadas sobre história do brasil em história
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Leia o trecho a seguir:
De um modo ou de outro, o certo é que o visitador Heitor Furtado de Mendonça aqui chegou em 1591, instaurando uma atmosfera de medo e insegurança com a leitura de monitórios, sermões, procissões e autos-de-fé. Quando não eram vigiadas e delatadas pelos temíveis familiares e comissários do Santo Ofício, a rede de medo e terror fazia com que pessoas fossem denunciadas por vizinhos, conhecidos e parentes ou tomassem elas próprias a iniciativa de se confessar. O medo, entretanto, não foi a única razão das delações. Denunciava-se também por zelo moral e por retaliações pessoais movidas por ciúme, vingança, inimizade e até cobrança de dívidas.
BELLINI, Lígia. A coisa obscura. Mulher, sodomia e Inquisição no Brasil colonial. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia, 2014, p. 15.
Com relação ao texto acima e aos conhecimentos sobre o tema da Inquisição no Brasil colônia, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
Os elementos constitutivos do fascismo eram discrepantes. Encontramos a princípio um impulso romântico, isto é, uma mística nacional que idealiza tradições antigas, frequentemente inventando um passado mítico. A cultura fascista glorificava a ação, a virilidade, a juventude e a luta, traduzindo-as em uma imagem particular do corpo, em gestos, emblemas, e símbolos que visavam redefinir a identidade nacional. Todos esses valores exigiam uma antítese, correspondente a diferentes figuras externas: os gêneros excluídos, como gays e mulheres que não aceitavam sua posição subalterna; os excluídos sociais, como criminosos e ladrões; os excluídos políticos, como anarquistas, bolcheviques e subversivos; os excluídos raciais, como judeus e povos colonizados. Eles carregavam em suas mentes e corpos as marcas da ‘degeneração’, simbolizando a antítese da normalidade burguesa (que é física, como também estética e moral).
TRAVERSO, Enzo. As novas faces do fascismo. Populismo e a Extrema Direita. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2021, p. 142.
Em relação ao ingresso e às influências da ideologia fascista no Brasil, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
Os anos 1970 podem ser considerados a ‘era de ouro’ da televisão brasileira. Foi naquela década que a televisão, como sistema de comunicação, e algumas emissoras em particular (como a Rede Globo) construíram seu poderio e estabeleceram seu lugar definitivo na sociedade e na cultura brasileira. Obviamente, a televisão era considerada pelos setores mais intelectualizados e engajados um grande instrumento de manipulação da opinião pública e de alienação das massas trabalhadoras, que tomavam contato com um mundo artificial e glamouroso, ao qual não tinha acesso real. Enquanto isso, a realidade – política, social e econômica – era mascarada.
NAPOLITANO, Marcos. Cultura brasileira: utopia e massificação (1950-1980). São Paulo: Contexto, 2001, p. 90.
Em relação à expansão da cultura televisiva nos anos 1970, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento a seguir:
A introdução do cafeeiro no Brasil deveu-se a Francisco de Melo Palheta, que em 1727 trouxe para o Pará as primeiras sementes da planta. Utilizado no consumo doméstico, o café chegou ao Rio de Janeiro por volta de 1760, misturando-se aos pequenos cultivos de pomares e hortas dos arredores da capital da Colônia. Foi, porém, no extenso Vale do Rio Paraíba, atravessando uma parte do Rio e de São Paulo, que se reuniram as condições para sua primeira grande expansão em níveis comerciais. A área era conhecida e cortada por alguns caminhos e trilhas que, desde o tempo do apogeu da mineração, se dirigiam a Minas Gerais; aí existiam terra virgem disponível e clima favorável.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 10. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002, p. 186.
A respeito da economia cafeeira no Brasil durante o século XIX, é correto afirmar:
Leia o trecho a seguir:
Já nas vésperas do abolicionismo popular, a inundação de escravos na região de café do centro-sul causava uma preocupação generalizada nas principais zonas de grandes lavouras do Brasil. Nos fins dos anos 1870, alguns fazendeiros nordestinos, atribuindo à Lei Rio Branco a responsabilidade pela crescente escassez de trabalho na área e pela movimentação inter-regional de escravos, não consideravam mais a escravidão como a solução para seus contínuos problemas de trabalho. Sugeriram a atração de trabalhadores europeus livres com garantias de isenção do serviço militar e incentivos positivos, incluindo o investimento público em educação.
DRESCHER, Seymour. Abolição: uma história da escravidão e do antiescravismo. São Paulo: Editora da Unesp, 2011, p. 516.
Sobre o abolicionismo e a escravidão no Brasil durante o 2º Império, assinale a alternativa correta.
A Independência [...] concebeu a ideia de Império e preservou os interesses enraizados em torno do Paço do Rio de Janeiro. Também incluiu a criação de um Estado que centralizava a América portuguesa e conseguiu impedir a fragmentação do território, sobretudo em comparação com a experiência da América espanhola – trouxe ao Império a adesão das províncias, ainda que com o uso da força. Vitoriosa, a Independência manteve a escravidão e determinou a especificidade política do Estado que se formou no Brasil e de seu sistema de governo definido por uma monarquia constitucional representativa.
(Heloisa M. Starling e Antonia Pellegrino (orgs.).
Independência do Brasil: as mulheres estavam lá, 2022.)
Ao tratar da Independência do Brasil, o excerto destaca
Não é certo que a forma particular assumida entre nós pelo latifúndio agrário fosse uma espécie de manipulação original, fruto da vontade criadora um pouco arbitrária dos colonos portugueses. Surgiu, em grande parte, [...] ao sabor das conveniências da produção e do mercado. [...] Foi a circunstância de não se achar a Europa industrializada ao tempo dos descobrimentos, de modo que produzia gêneros agrícolas em quantidade suficiente para seu próprio consumo, só carecendo efetivamente de produtos naturais dos climas quentes, que tornou possível e fomentou a expansão desse sistema agrário.
É instrutivo, a propósito, o fato de o mesmo sistema, nas colônias inglesas da América do Norte, ter podido florescer apenas em regiões apropriadas às lavouras do tabaco, do arroz e do algodão.
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 2006.)
Segundo o excerto, a produção agrária em grandes propriedades predominou na colonização do Brasil porque
Nenhuma região brasileira sentiu mais a chegada da Corte do que o Rio de Janeiro, sede do vice-reino desde 1763, escolhida para ser a capital provisória do Império luso-brasileiro. Para se ter uma ideia, a população cresceu de sessenta mil habitantes em 1808 para cento e doze mil em 1821, quando a família real regressou a Portugal.
MALERBA, Jurandir. O Brasil Imperial (1808-1889): Panorama da História do Brasil no século XIX. Maringá: Eduem, 1992, p. 9.
Na chegada da família real portuguesa no Brasil, muitas foram as transformações que marcaram a sociedade naquele momento. Assinale a alternativa que demonstra corretamente uma dessas mudanças.
[...] o anticomunismo tocava menos as convicções políticas e mais a moralidade e a religiosidade. A opinião conservadora via o regime político comandado pelos militares como garantia da defesa da ordem moral, por isso apoiava (e cobrava) ações como a censura dos meios de comunicação e a punição dos corruptos.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Passados presentes: o golpe de 1964 e a ditadura militar. Rio de Janeiro: Zahar, 2021, p. 154 (fragmento).
O excerto apresentado aborda a ditadura militar brasileira (1964-1985) e identifica o apoio
[...] os discursos relativos aos indígenas passam necessariamente pela polaridade proteção versus extermínio. Não importa a que período histórico, região ou etnia o narrador esteja se referindo, sempre todos os personagens, leis e eventos que surgem no relato devem ser agrupados em função da condição de protetores ou de predadores de índios.
OLIVEIRA, João Pacheco de. O nascimento do Brasil e outros ensaios. “Pacificação”, regime tutelar e formação de alteridades. Rio de Janeiro: Contracapa, 2016.
p. 67 (fragmento).
Sobre as narrativas históricas que abordam as relações entre indígenas e colonizadores no Brasil, marcadas pela dualidade descrita no texto dado, é correto afirmar que
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 2015. p. 374.
Entre 1937 e 1945, o Brasil foi governado ditatorialmente por Getúlio Vargas. Tal período ficou conhecido como Estado Novo. Sobre a política trabalhista desse período, assinale a alternativa correta.
A notícia acima refere-se à Proclamação da República no Brasil. Considerando a primeira fase do regime republicano brasileiro, assinale a afirmação verdadeira.