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Comentadas sobre história do brasil em história
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Foi em plena ditadura do Estado Novo (1937-1945), no governo Getúlio Vargas, que o Brasil assistiu à criação da chamada lei da vadiagem. Num país com históricos problemas de falta de trabalho, especialmente para a população de renda baixa e pouca escolaridade, a legislação previa a punição por ociosidade de uma pessoa apta a trabalhar. [...] A pessoa classificada como “vadia” poderia ser levada à prisão simples, com pena de 15 dias até três meses. Na época da criação da lei, existiam a chamada Delegacia da Vadiagem e a figura do Delegado de Costumes e Diversões, encarregados de reprimir também os contraventores do jogo do bicho. (VILLELA, Gustavo. Lei de 1941 considera ociosidade crime e pune ‘vadiagem’ com prisão de 3 meses. Disponível em:http://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/ lei-de-1941-considera-ociosidade-crime-pune-vadiagem-com-prisao-de-3-meses-14738298. Acesso em: 10 ago. 2015, às 15h00.)
Pai Francisco (Cantiga de Roda – Domínio Público) Pai Francisco entrou na roda Tocando seu violão Balalan ban ban ban ban balalan ban ban Vem de lá seu delegado E Pai Francisco foi pra prisão Como ele vem todo requebrado Parece um boneco desengonçado. (Letra disponível em: http://letras.mus.br/temas-infantis/1054029/. Acesso em: 10 ago. 2015, às 15h30.)
O Bonde São Januário (Ataulfo Alves e Wilson Batista) Quem trabalha é quem tem razão Eu digo e não tenho medo de errar O Bonde São Januário leva mais um operário Sou eu que vou trabalhar Antigamente eu não tinha juízo Mas resolvi garantir meu futuro Vejam vocês: Sou feliz Vivo muito bem A boemia não dá camisa a ninguém É, vivo bem. (Letra disponível em: http://letras.mus.br/wilson-batista/259906/. Acesso em: 10 ago. 2015, às 15h40.)
A canção O Bonde São Januário foi escrita em 1940 e trazia em sua letra original o verso “O Bonde São Januário leva mais um sócio otário, só eu não vou trabalhar”, mas a censura do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) obrigou a mudança para a forma como aparece acima. Tomando por base o contexto do Estado Novo, relacione sua letra com a cantiga de roda e com o texto sobre a Lei da Vadiagem e julgue as afirmativas:
I. A cantiga de roda pode ser interpretada como um estímulo às crianças para não praticarem a vadiagem, representada pelo personagem Pai Francisco, que é punido pelo delegado por estar “tocando seu violão” ao invés de estar trabalhando. II. Ao mudarem o verso da canção O Bonde São Januário, os autores acabaram contribuindo para a exaltação ao trabalho, necessária ao projeto político de Getúlio Vargas. III. A Lei da Vadiagem teve como função principal estimular o trabalho e, ao mesmo tempo, inibir a produção artística, cuja função principal era de criticar o governo, tendo, por isto, sido proibida em qualquer forma.
Está (ão) correta (s):
Leia as informações para responder a questão:

(SOUSA, Maurício de. A Independência da Turma, 2001. In____História em Quadrões com a Turma da Mônica. SP: Globo, 2010, p. 50.)
Quando se fala em Independência do Brasil, quase todo mundo se lembra do painel Independência ou Morte, que retrata a cena de 7 de setembro de 1822, às margens do ribeirão do Ipiranga, em São Paulo. Esta obra foi pintada por Pedro Américo de Figueiredo e Melo, em Florença, na Itália, entre 1886 e 1888 [...]. Esta paródia de seu quadro mais famoso mostra um raro momento em que o Cebolinha toma o coelhinho Sansão da Mônica.
(SOUSA, Maurício. Ob cit. p. 50.)
A respeito da paródia feita por Maurício de Sousa do famoso quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, julgue os itens:
I. A paródia é uma crítica às tentativas, ao longo da história do Brasil, de se criarem heróis nacionais, mascarando as verdadeiras realidades ocultas por trás das versões oficiais dos fatos.
II. A obra de Maurício de Sousa é um desrespeito à história do Brasil, uma vez que o quadro original mostra a verdadeira história da independência, que, como nele demonstrado, não excluiu nenhum grupo social de sua realização.
III. Por ter acesso às novas gerações de leitores, a obra de Maurício de Sousa pode ser entendida como uma tentativa de preservar a memória iconográfica brasileira, garantindo que estas gerações tenham acesso a obras clássicas, adaptadas à sua realidade cultural.
Está (ão) correto (s):

(FHC era o homem de vendas do ano, vendendo o que não lhe pertencia (ABC Domingo, agosto de 1998. SANTIAGO. Retroscópio – 40 anos da história recente vistos pela charge. RS: L & PM, 2010, p. 121.)
A interpretação da charge, sobre o governo de Fernando Henrique Cardoso, nos permite concluir que seu autor:

Entre 1956 e 1960 o Brasil alcança taxas espetaculares: a indústria cresce em 80% e o produto interno expande-se a uma média de 7% ao ano. Mas nem tudo são flores: as Ligas Camponesas se espalham pelo Nordeste [...], a dívida externa assume proporções estratosféricas, a moeda desvaloriza- se e a inflação galopa entre preços e salários. (NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. História do Brasil para principiantes – 500 anos de idas e vindas. SP: Ática, 2005, p. 250.)
Brasil já vai a guerra, comprou um porta-aviões um viva pra Inglaterra de oitenta e dois bilhões [...] a classe proletária na certa comeria com a verba gasta diária em tal quinquilharia sem serventia. [...] Brasil, terra adorada comprou um porta aviões oitenta e dois bilhões Brasil, oh pátria amada, que palhaçada.
(Brasil já vai à guerra. Juca Chaves. Disponível em: Brasil já vai à guerra http://letras.mus.br/juca-chaves/209261/. Acesso em: 30 jan. 2015, às 15h00.)
No final de 1956, o governo federal, comandado por Juscelino Kubitschek, comprou da Inglaterra um porta-aviões de segunda mão no valor de 82 bilhões de cruzeiros, preço considerado altíssimo pelos opositores do governo. Na esteira das críticas, o compositor Juca Chaves gravou a modinha “Brasil já vai à guerra”, que, rapidamente, caiu no gosto popular.
Sobre o contexto retratado, julgue os itens abaixo:
I. A compra do porta-aviões da Inglaterra pode ser explicada pela necessidade de garantir a segurança nacional, ameaçada pelo aumento das manifestações contra o governo e pelas disputas territoriais com a Argentina. II. Apesar do crescimento do país, alcançado graças ao Projeto Desenvolvimentista, algumas ações de JK levaram ao agravamento da crise econômica e social e a um aumento da oposição e das críticas ao seu governo. III. O crescimento alcançado durante os anos JK tem como causa fundamental os investimentos feitos em infraestrutura, porém, a entrada maciça de capitais estrangeiros levou a um grande aumento da dívida externa.
Estão corretos:

(AGOSTINI, Ângelo. Floriano Peixoto e a Revolta da Armada. Imagem publicada na revista em 29 de junho de 1895.)
They hushed our voices Twice we bled. They swore allegiance And we won't forget. History repeats itself. The land and the sea. Through the storms shall duel. […] Moments of glory. We'll Always remember. Marines are about the conquer. Tyrants will fall.
Calaram nossas vozes. Duas vezes nós sangramos. Eles juraram lealdade E não vamos esquecer. A história se repete. A terra e o mar. Duelarão através da tempestade. […] Momentos de glória. Nós sempre nos lembraremos. Marinheiros estão próximos da conquista. Tiranos cairão. (Armahda - Maurício Guimarães e Renato Domingos. Banda Armahda, álbum Armahda, 2013.)

(HEMETERIO e GADELHA, Olinto. Chibata! João Cândido e a revolta que abalou o Brasil. SP: Conrad, 2008, p. 38.)
Há muito tempo nas águas Da Guanabara O Dragão do Mar reapareceu Na figura de um bravo Feiticeiro A quem a história Não esqueceu Conhecido como Navegante Negro [...] Rubras cascatas jorravam Das costas Dos santos entre cantos E chibatas Inundando o coração, Do pessoal do porão (O mestre sala dos mares. João Bosco e Aldir Blanc. Disponível em: http://letras.mus.br/joao-bosco/663976/. Acesso em: 30 jan. 2015, às 15h30.)
Assinale a alternativa na qual aparecem, respectivamente, fatores para a eclosão das duas revoltas apresentadas nas informações.
O trecho acima faz parte do discurso dos Tenentes rebelados em 1924, em São Paulo, que estavam sob a liderança de Miguel Costa, evidenciando
Assinale a alternativa que NÃO contém uma das “características comuns” citadas no texto.
I. Além dos investimentos públicos em infraestrutura, com destaque para rodovias e usinas hidrelétricas, o país contou com investimentos de grandes grupos transnacionais da Europa e dos EUA.
II. O Estado priorizou o desenvolvimento de indústrias siderúrgicas, petroquímicas, mecânicas e automobilísticas, ou seja, setores típicos da chamada Terceira Revolução Industrial.
III. A ditadura civil-militar não preparou o país adequadamente para a Terceira Revolução Industrial. Isso pode ser comprovado pela constatação dos investimentos em educação, ciência e tecnologia, que não viabilizaram a formação da mão de obra qualificada, fator importante para os mais avançados processos industriais no mundo contemporâneo.
IV. O desenvolvimentismo no Brasil teve a combinação entre a prioridade dos investimentos em rodovias e incentivos para a indústria automobilística. Essa opção justifica, de um lado, a posição de destaque internacional do país na produção de automóveis; de outro, os elevados custos com transportes de cargas e passageiros que prejudicam outros setores da economia.
Estimativa do número de africanos desembarcados em cada região
(em milhares de indivíduos)

O número de africanos desembarcados no Brasil devido ao
tráfico negreiro, conforme tabela, foi o maior, ao se
compararem os dados da América Britânica e os Estados
Unidos. Uma das explicações para essa diferença é que

As imagens acima retratam dois momentos singulares da História Política do Brasil: a conjuntura pré-golpe de 1964, momento em que se deu a destituição de João Goulart, e as recentes manifestações contra o atual governo brasileiro. Em comum aos dois processos, destaca-se o apoio à tomada de poder pelos militares.
Identifica-se o seguinte argumento comum às duas
manifestações a favor da intervenção militar:
(José de Souza Martins. “São Paulo, 1924 – A retirada”. In: Eloar Guazzelli. São Paulo em guerra – 1924, 2012.)
O movimento a que o texto se refere ficou conhecido na história do Brasil como tenentismo. O movimento tenentista
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República, 1985.)
As correspondências temporais entre os movimentos de independência das colônias americanas podem ser explicadas
Completam-se assim os três elementos constitutivos da organização agrária do Brasil colonial: a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo. Estes três elementos se conjugam num sistema típico, a “grande exploração rural”, isto é, a reunião numa mesma unidade produtora de grande número de indivíduos; é isto que constitui a célula fundamental da economia agrária brasileira. Como constituirá também a base principal em que se assenta toda a estrutura do país, econômica e social.
(Caio Prado Júnior. Formação do Brasil contemporâneo, 1973.)
O autor descreve a colonização do Brasil como um empreendimento que