Questões de Vestibular
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras. 2008.
No trecho acima, Hobsbawm defende que os historiadores recorrem cada vez mais à(ao)

Tendo como referência o fragmento de texto acima, de Milton Santos, faça o que se pede nos itens 56 e 57.
Leia o texto abaixo:
As imagens, a Internet, a televisão, os MPs, o telefone e tudo o mais que permite ao sujeito articular com os mundos mexeu, descaradamente, com o tempo pluralizando-o e transformando-o em bites. As viagens podem ser ao passado, ao futuro e, quando interessante, a um presente que pode ser lento ou perene, entre outras coisas. As reprises de seriados e novelas sobrepõem tempos acavalando o passado e o presente. Em tempos de rádio-novela ou mesmo nos primórdios da televisão, as tramas duravam até dois anos, como foi o caso da novela de rádio “O direito de nascer”. Hoje, em tempos pós-modernos, não conseguimos lembrar ao certo quais novelas ocorreram no ano em que estamos. Os seriados de televisão podem provocar vivências em ritmo lento ou podem em pouco tempo transitar por uma infinidade de informações ou, ainda, vender a ideia de uma vida em tempo real na TV. Os programas de auditório, principalmente em sábados e domingos, sobrepõem cenários, atores e enredos; os filmes para cinema são consumidos em casa pela via do DVD e feitos em série ou etapas que confundem a ordem das estórias. Todas essas novidades do mundo em que vivemos colocam o sujeito em um mix de tempo e espaço ao alcance das mãos.
Roberto dos Santos. Pós-modernidade, história e representação: cultura negra e identidade. Mouseion, v. 3, n. 5, p. 68-82, Jan.- Jul./2009. Disponível em http://www.unilasalle.edu.br/museu/mouseion/pos_modernidade_cultura_negra.pdf
Qual alternativa abaixo está em consonância com a ideia de tempo histórico apresentado pelo texto?
“A imprensa, o rádio, a televisão, o cinema são indústrias ultra-ligeiras. Ligeiras pelo aparelhamento produtor, são ultra-ligeiras pela mercadoria produzida: esta fica gravada sobre a folha do jornal, sobre a película cinematográfica, voa sobre as ondas e, no momento do consumo, torna-se impalpável, uma vez que esse consumo é psíquico. Entretanto, essa indústria ultra-ligeira está organizada segundo o modelo da indústria de maior concentração técnica e econômica. No quadro privado, alguns grandes grupos de imprensa, algumas grandes cadeias de rádio e televisão, algumas sociedades cinematográficas concentram em seu poder o aparelhamento (rotativas, estúdios) e dominam as comunicações de massa. No quadro público, é o Estado que assegura a concentração”.
(MORIN, Edgard. “A indústria cultural” In: FORACCHI, Marialice Mencarini & MARTINS, José de Souza (org.). Sociologia e Sociedade: leituras de introdução à sociologia. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1977, p.300).
O texto é de um dos mais importantes pensadores da atualidade, o sociólogo, antropólogo e filósofo francês Edgard Morin (1921). Sobre o tema tratado pelo autor, a questão da “indústria cultural” - termo cunhado pelos autores da chamada Escola de Frankfurt, Theodor Adorno e Max Horkheimer -, assinale a alternativa correta:
“Há múltiplas histórias a serem contadas já que os grupos sociais, étnicos, sexuais, generacionais, de baixo ou de cima, se constituem de maneiras diversas, mas têm diferentes modos de narrá-las. A História pode mostrar formas diferentes de pensar, de organizar a vida, de problematizar, vivenciadas por outras sociedades, em outros momentos históricos”.
RAGO, M.L. “Estudo reavalia rumo da escola dos Annales”. In: O Estado de São Paulo, São Paulo, 11-06-2000, D2.
Segundo a autora, a História é
(RAMOS, Francisco Régis Lopes. A danação do objeto – o museu no ensino de História. Chapecó: Argos, 2004. p. 22)
O texto acima se refere ao trabalho do historiador e ao espaço do museu. A partir da leitura do texto, compreende-se que a história:
“... e quem garante que a História / é carroça abandonada numa beira de estrada/ ou numa estação inglória/ a história é um carro alegre / cheio de um povo contente/ que atropela indiferente / todo aquele que a negue/ é um trem riscando os trilhos / abrindo novos espaços / acenando muitos braços / balançando nossos filhos...”
(Chico Buarque e Pablo Milanes)
Em relação ao papel que a História, enquanto conhecimento, representa em nossos dias para a humanidade, marque a opção correta
Leia com atenção o texto a seguir. ''Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado''
MARX, Karl. O Dezoito Brumário de Louis Bonaparte. São Paulo: Centauro, 2006.
Baseado no texto, assinale a afirmação verdadeira.
(CAPELATO, Maria Helena e outros. (orgs.) História e cinema. Dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda, 2007, p. 09.)
O cinema é uma das linguagens de aproximação com a produção histórica. Considerando essas relações, é INCORRETO afirmar que o(s) filme(s):
(HERÓDOTO, História. 484 a.C.-425 a.C.)
O fragmento textual acima sugere pensar as práticas dos historiadores. Em relação à prática do historiador na atualidade, é INCORRETO afirmar que:
Eixo Temático: As representações do saber histórico: significados sobre as experiências humanas
Leia e analise os textos abaixo:
O mundo em que vivemos é o resultado de processos que se desenvolveram no passado, testemunhados pelas marcas produzidas pelos agentes naturais e humanos e pelas interações que deram dinâmica aos processos: objetos, edifícios, imagens, escritos, sítios, estruturas, paisagens, tradições, sons. Essas marcas estão e se distribuem nos territórios e revelam a sua estratificação e as suas transformações.
(Adaptado de: MATTOZZI, Ivo. Currículo de História e educação para o patrimônio. Educ. Rev., Belo Horizonte, n. 47, jun. 2008.)

Em relação ao patrimônio histórico material e imaterial, na sua relação com práticas de cidadania, é INCORRETO afirmar
que: