Questões de Vestibular
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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(Adaptado de: CRIADO, M.l Á. “Uma pequena ‘idade do gelo’ pode ter mudado a história da Antiguidade (...)”. El País, fev, 2016.)
Com base em seus conhecimentos sobre a Antiguidade e tendo em vista o excerto anterior, é correto afirmar que
(Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.)
Ao abordar aspectos das sociedades africanas antigas, o excerto destaca
Estudos contemporâneos sobre o racismo delineiam uma conexão genealógica entre escravidão grega e o racismo, conforme a charge.

A relação entre os dois conceitos está contemplada na seguinte afirmativa:
Na atual historiografia produzida no Brasil, já se nota a tendência a dar voz a grupos sociais historicamente marginalizados na história brasileira, a exemplo das nações indígenas e dos africanos escravizados e seus descendentes.
A história está em constante reconstrução. E não é diferente com o processo da Independência do Brasil no contexto de seu bicentenário. O que os holofotes dos historiadores trazem à luz é que, ao contrário do que diziam os antigos livros didáticos, o processo de separação do Brasil de Portugal foi múltiplo, extenso e repleto de violências. “Foi um processo muito mais complexo do que simplesmente D. Pedro I gritar ‘Independência ou Morte’, com muitas camadas e todas as guerras acontecendo naquele momento”, explica a historiadora Lucia Maria Bastos das Neves. Entre 1821 e 1824, foram inúmeros os levantes em lugares como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Cisplatina.
O Estado de S. Paulo, 16/8/2022, p. C6 (com adaptações).
Considerando o fragmento do poema de Cecília Meireles apresentado, que compõe a obra Romanceiro da Inconfidência, publicada em 1953, julgue o próximo item.
Da afirmativa “a história está em constante reconstrução”
entende-se que o conhecimento histórico é suscitado pelo
presente, de modo que cada presente levanta novas e
diferentes indagações que podem propiciar interpretações
distintas sobre os fatos passados.
“Os humanistas, num gesto ousado, tendiam a considerar como mais perfeita e mais expressiva a cultura que havia surgido e se desenvolvido no seio do paganismo, antes do advento de Cristo. A Igreja, portanto, para quem a história humana só atingira a culminância na Era Cristã, não poderia ver com bons olhos essa atitude.”
(SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. São Paulo: Unicamp, 1988. p.14)
Quanto aos humanistas, podemos dizer que
Leia a charge (figura 2) e o texto I a seguir e responda à questão.

Texto I
Assim como [...] [Mário de Andrade] reconhece e afirma que há uma gota de sangue em cada poema, assim também, parafraseando o poeta, queremos reconhecer e sustentar que há uma gota de sangue em cada museu. [...] Admitir a presença de sangue no museu significa também aceitá- -lo como arena, como espaço de conflito, como campo de tradição e contradição. Toda a instituição museal apresenta um determinado discurso sobre a realidade. Este discurso, como é natural, não é natural e compõe-se de som e de silêncio, de cheio e de vazio, de presença e de ausência, de lembrança e de esquecimento.
CHAGAS, Mario Souza. Há uma gota de sangue em cada museu: a ótica
museológica de Mario de Andrade. 2. ed. Chapecó: Argos, 2015. v. 1.
p.19.
I. Os museus são instituições com dimensões políticas, pois a preservação, a organização e a disposição de documentos implicam a criação e a manutenção de uma memória em detrimento de narrativas silenciadas. II. Os museus são instituições importantes por preservarem o patrimônio do passado remoto de uma cultura em detrimento da sociedade contemporânea. III. A criação e a preservação da memória coletiva realizada pelos museus são inclusivas em relação a outras narrativas, permitindo abordar a história de forma objetiva. IV. O incêndio do Museu Nacional destruiu parte do patrimônio material brasileiro, acarretando implicações sobre o patrimônio imaterial, a memória e as identidades públicas.
Assinale a alternativa correta.
No mundo da modernização, parece que o historiador perdeu seu ofício e o passado, seu significado. Tudo muda muito rápido, e as invenções modernas agitam a sociedade. As dificuldades para que a sociedade humana se estabelecesse e conseguisse construir uma cultura sofisticada foram imensas. Busca-se o novo, não se valoriza, como antes, mais a experiência.
O texto apresentado
Maragogipinho, na Bahia, produz peças de barro e argila que encantam turistas. Os oleiros, como são chamados os artesãos que fabricam as peças, aprendem o ofício desde cedo, numa arte que é passada de pai para filho.
Disponível em: http://viagem.uol.com.br. Acesso em: 22 jul. 2015 (adaptado).
BRUNI, Leonardo. “Correspondência”. In: FREITAS, Gustavo. 900 Textos e documentos de História. Lisboa: Bertrand, 1976. p. 143.
Com qual dos movimentos intelectuais do período moderno o texto se relaciona?
O fragmento acima refere-se a:
O texto refere-se
Disponível <http://historiabruno.blogspot.com/p/linhashistoriograficas.html#ixzz5NKFB73S7>. Acesso em: 4 ago. 2018.
Sobre a divisão da história expressa no texto, é possível afirmar que
Podemos definir como “artefatos” os objetos que parecem manifestar um aspecto inteligível da ação do homem. Existem casos duvidosos de atribuição de origem, como nas escavações de sítios paleolíticos chineses, em que certas pedras lascadas pelo fogo parecem ter sido resultado de uma ação exclusiva da natureza.
(Henri-Irénée Marrou. De la connaissance historique, 1975. Adaptado.)
Depreende-se do texto que as condições essenciais para a pesquisa histórica são
Com base nos dois depoimentos e na imagem a seguir, considerando o que pode ser relacionado a essas fontes históricas, assinale a alternativa INCORRETA.
• “Eu tenho conhecimento de mais acidentes no início do dia do que no final. Eu fui, inclusive, testemunha de um deles. Uma criança estava trabalhando a lã, isto é, preparando a lã para a máquina, mas a alça a prendeu, como ela foi pega de surpresa, acabou sendo levada para dentro do mecanismo; e nós encontramos seus membros em um lugar, outro acolá, e ela foi cortada em pedaços; todo o seu corpo foi mandado para dentro e foi totalmente mutilado”. (John Allett começou a trabalhar em uma fábrica de têxteis quando tinha quatorze anos. Allett tinha cinquenta e três anos quando foi entrevistado por Michael Sadler e seu Comitê da Câmara dos Comuns, em 21 de maio de 1832.).
• “Os primeiros dias de setembro foram muito quentes. Os jornais noticiavam que homens e cavalos caiam mortos nos campos de produção agrícola. Ainda assim, a temperatura nunca passava de 29°C durante a parte mais quente do dia. Qual era então a situação das pobres crianças que estavam condenadas a trabalhar quatorze horas por dia, em uma temperatura média de 28°C? Pode algum homem, com um coração em seu peito e uma língua em sua boca, não se habilitar a amaldiçoar um sistema que produz tamanha escravidão e crueldade?” (William Cobbett fez um artigo sobre uma visita a uma fábrica de tecidos que aconteceu em setembro de 1824).
