Questões de Concurso Nível médio

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Q4177597 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

No encerramento do texto, a autora afirma que é necessário “deixar a culpa morrer de fome”. Considerando o conjunto da crônica, essa imagem sugere: 
Alternativas
Q4177596 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Ao comparar relações familiares e relações de amizade, a autora constrói uma oposição importante para sua reflexão. Essa oposição permite afirmar que, no texto: 
Alternativas
Q4177595 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

No texto, a culpa é apresentada como um sentimento que ultrapassa a simples consequência de uma ação moralmente condenável. Considerando a argumentação desenvolvida pela autora, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4177279 Pedagogia
No trabalho escolar com estudantes público-alvo da Educação Especial, temas como sexualidade, alimentação, higiene e cuidados corporais exigem respeito, orientação adequada e atenção às necessidades individuais. Sobre Educação Especial e Educação Inclusiva, é INCORRETO afirmar: 
Alternativas
Q4177278 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Durante o intervalo, uma criança passa a ser chamada por apelidos constrangedores por alguns colegas, que também imitam sua forma de falar. Um servidor presencia a situação e percebe que a criança fica isolada e evita retornar ao grupo. Considerando a Lei nº 8.069/1990, é correto compreender que: 
Alternativas
Q4177277 Pedagogia
No cotidiano escolar, o planejamento não se limita à definição prévia de atividades, pois envolve leitura da realidade da turma, organização dos espaços, acompanhamento das aprendizagens e revisão das ações realizadas. Sobre o processo do planejamento escolar, considerando suas necessidades e possibilidades, é INCORRETO afirmar: 
Alternativas
Q4177276 Pedagogia
Em uma escola pública, a equipe recebe famílias com diferentes demandas: uma criança que completou quatro anos, um adolescente em idade de ensino médio, um jovem que não concluiu a educação básica na idade própria e um estudante que necessita de atendimento educacional especializado. Considerando a Lei nº 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4177275 Pedagogia
Durante a transição entre uma atividade coletiva e uma proposta em pequenos grupos, uma criança de cinco anos costuma pegar materiais antes da combinação feita com a turma e reage com empurrões quando precisa aguardar. Situações semelhantes também ocorrem em momentos de fila, disputa por brinquedos e troca de espaços. Considerando desenvolvimento infantil, comportamento, limites e disciplina, a análise mais consistente dessa situação indica que: 
Alternativas
Q4177274 Pedagogia
Em uma turma dos anos iniciais, a professora propõe uma atividade com jogos de percurso envolvendo contagem, respeito à vez de jogar, combinação de regras e registro dos resultados. Durante a atividade, uma criança tenta mudar uma regra para favorecer sua jogada, enquanto outra demonstra dificuldade em esperar sua vez. Considerando o papel do lúdico, do jogo e do brincar na aprendizagem, a conduta mais adequada da equipe escolar é: 
Alternativas
Q4177272 Direito Constitucional
Em uma Câmara Municipal, a análise da situação de um Vereador envolve diferentes momentos do mandato: a expedição do diploma, a posse e o exercício regular das funções parlamentares. Nessa análise, deve-se considerar que: 
Alternativas
Q4177269 Redes de Computadores
Ao planejar uma rede de computadores para um setor administrativo, o técnico avalia diferentes topologias, considerando organização dos dispositivos, facilidade de manutenção e possíveis pontos de falha. Sobre topologias de redes, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4177268 Redes de Computadores
Em redes de computadores, a comunicação entre origem e destino pode ocorrer por diferentes técnicas de comutação, conforme a forma de uso dos recursos da rede e o tratamento dado aos dados transmitidos. Assim, relacione os conceitos às características apresentadas:

1. Comutação de circuitos.
2. Comutação de pacotes.

( ) Estabelece um caminho dedicado entre origem e destino antes da transferência das informações.
( ) Divide a mensagem em unidades menores, que podem ser encaminhadas pela rede.
( ) Pode manter recursos alocados durante a comunicação, ainda que não haja dados sendo transmitidos em determinados momentos.
( ) Requer que os pacotes recebidos sejam organizados no destino para recompor a mensagem original.

A sequência correta é, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4177267 Programação
Em um projeto desenvolvido com linguagem orientada a objetos, a organização do código envolve a definição de classes, a criação de objetos e o uso de mecanismos como herança, polimorfismo e sobrecarga de métodos. Deste modo, analise as assertivas:
I. Uma classe pode ser entendida como um modelo que define atributos e métodos, enquanto um objeto corresponde a uma instância criada a partir dessa classe.
II. A herança permite que uma classe aproveite atributos e métodos de outra, favorecendo a reutilização de código e a organização em hierarquias.
III. A sobrecarga de métodos ocorre quando métodos possuem o mesmo nome e a mesma lista de parâmetros, diferenciando se pelo conteúdo executado internamente.
Está(ão) correta(s): 
Alternativas
Q4177266 Segurança da Informação
Em um ambiente institucional, a criptografia pode ser utilizada para proteger arquivos, comunicações e bases de dados contra acesso indevido. Considerando noções de criptografia e sistemas criptográficos simétricos, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q4177265 Banco de Dados
Em um sistema de banco de dados relacional, um técnico precisa consultar registros de usuários, alterar dados cadastrais e compreender a estrutura das tabelas existentes. Considerando a linguagem SQL, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4177264 Noções de Informática
Durante a análise de um computador utilizado em uma repartição, um técnico verifica seus componentes físicos, os programas instalados e os periféricos conectados. Considerando a distinção entre hardware, software e sistemas de entrada, saída e armazenamento, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4177263 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
No acompanhamento da vida funcional dos servidores municipais, podem ocorrer situações como retorno ao cargo anteriormente ocupado, limitação da capacidade física ou mental e definição de novas atribuições compatíveis com a condição do servidor. No âmbito do Regime Jurídico dos servidores, Lei nº 625/2011, marque a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4177261 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
No acompanhamento do estágio probatório, a Administração Municipal deve avaliar o servidor nomeado para cargo efetivo, registrando seu desempenho e observando garantias durante o procedimento. Em relação ao Regime Jurídico dos servidores públicos municipais, Lei nº 625/2011, analise as afirmativas.
I. O servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório pelo período de três anos, com avaliação de sua aptidão, capacidade e desempenho.
II. A avaliação será realizada por trimestre, com boletim correspondente, sendo o servidor avaliado quando estiver no efetivo exercício do cargo para o qual foi nomeado.
III. O resultado insatisfatório por três avaliações alternadas leva à exoneração imediata do servidor, com prazo de cinco dias corridos para manifestação posterior.
Está(ão) correta(s) 
Alternativas
Q4177260 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Na organização dos trabalhos legislativos municipais, há momentos distintos para a abertura anual da sessão legislativa, a posse dos eleitos e a escolha da Mesa Diretora. Segundo a Lei Orgânica Municipal, a regra correta é:
Alternativas
Q4177259 Geografia
Em 2022, a população do Rio Grande do Sul era de aproximadamente:
Alternativas
Respostas
11701: B
11702: D
11703: C
11704: C
11705: D
11706: C
11707: B
11708: A
11709: D
11710: C
11711: D
11712: C
11713: A
11714: D
11715: C
11716: A
11717: D
11718: A
11719: C
11720: B