Questões de Concurso
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Assinale a alternativa CORRETA sobre esses recursos.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões de 11 a 17, que a ele se referem.
Texto 01
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão.

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026.
A forma verbal “estiverem”, usada na terceira fala, encontra-se conjugada no
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões de 11 a 17, que a ele se referem.
Texto 01
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Os pacientes apresentam diferentes quadros clínicos:
- Paciente 1 (8 anos): dor abdominal recorrente, prurido anal noturno e irritabilidade. - Paciente 2 (34 anos): diarreia intermitente, distensão abdominal e perda ponderal leve. - Paciente 3 (52 anos): anemia ferropriva, fadiga e relato de contato frequente com solo sem proteção de calçados.
O exame parasitológico de fezes (método direto e concentração) evidenciou os seguintes achados:
Fonte: NEVES, D. P. Parasitologia humana. 14. ed. São Paulo: Atheneu, 2020. Adaptado.
Com base no quadro clínico, epidemiológico e laboratorial apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
Resultados do EAS Parâmetro Resultado
Fonte: STRASINGER, S. K.; DI LORENZO, M. S. Urinalysis and body fluids. 6. ed. Philadelphia: FA Davis, 2016. Adaptado.
Com base no quadro clínico e nos achados laboratoriais, assinale a alternativa CORRETA.
Em um laboratório de análises clínicas de média complexidade, o farmacêutico responsável pela garantia da qualidade identifica aumento de não conformidades relacionadas à fase pré-analítica, envolvendo coleta, identificação, conservação e transporte de amostras biológicas.
Foram observadas situações recorrentes, como amostras de urina sem conservação adequada, fezes encaminhadas sem meio apropriado para pesquisa parasitológica, hemólise em amostras sanguíneas e atraso no processamento de líquidos corporais (líquor e líquido pleural), que comprometem a confiabilidade dos resultados.
Situações observadas na rotina laboratorial:
- Situação I: amostra de urina de 24 horas sem refrigeração adequada, enviada após 36 horas de coleta. - Situação II: amostra de fezes para pesquisa de protozoários enviada em frasco seco sem conservante. - Situação III: líquido cefalorraquidiano (LCR) armazenado sob refrigeração por 12 horas antes da análise. - Situação IV: sangue para gasometria arterial coletado e transportado em seringa, sem remoção de bolhas de ar.
Para padronização, o laboratório revisa os protocolos de coleta e processamento:
- Sangue: coleta com tubos adequados, conforme análise solicitada, e processamento imediato, quando necessário. - Urina: coleta preferencial de jato médio, com ou sem conservantes dependendo do exame. - Fezes: acondicionamento adequado para parasitologia, microbiologia ou pesquisa de sangue oculto. - Líquidos corporais: análise rápida ou conservação específica, conforme o tipo de exame solicitado.
Fonte: BURTIS, C. A.; BRUNS, D. E. Tietz fundamentos de química clínica e diagnóstico laboratorial. 7. ed. St. Louis: Elsevier, 2019. Adaptado.
Com base no texto apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
Em uma auditoria interna, foram observadas amostras com hemólise, coagulação parcial e resultados laboratoriais inconsistentes em exames como hemograma, gasometria arterial, cálcio sérico e dosagens bioquímicas.
Foram observadas as seguintes práticas, durante a análise de três situações distintas:
- Situação 1: coleta de potássio sérico utilizando tubo com EDTA. - Situação 2: dosagem de cálcio sérico realizada em plasma com citrato de sódio sem correção. - Situação 3: hemograma realizado em amostra coletada em tubo com heparina de lítio.
Para a padronização do processo, foi elaborado um quadro com os principais tubos utilizados na rotina laboratorial, conforme a seguir:
Tubos de coleta e anticoagulantes
Fontes: LIPPI, G.; PLEBANI, M.; CHIOVATO, L. Preanalytical quality improvement. Clinical Chemistry and Laboratory Medicine, Berlin, v. 58, n. 5, p. 671-673, 2020. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Boas práticas em laboratórios clínicos. Brasília, DF: Anvisa, [s.d.]. Adaptados.
Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa CORRETA
O médico solicita investigação laboratorial completa para avaliação metabólica, inflamatória e hepática. A seguir os exames solicitados e os seus respectivos resultados:
Resultados laboratoriais
Fonte: GONÇALVES, J. G.; HOFFBRAND, A. V. Bioquímica clínica e interpretação laboratorial. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. Adaptado.
Com base no quadro clínico e nos achados laboratoriais, assinale a alternativa CORRETA.
Analise a situação hipotética a seguir para responder a esta questão:
Em um município do norte de Minas Gerais, uma Unidade Básica de Saúde implantou o programa “Farmácia Verde”, integrado à atenção primária, com o objetivo de disponibilizar fitoterápicos e plantas medicinais de forma segura, eficaz e padronizada à população. O programa envolve o cultivo comunitário de espécies medicinais, orientação de uso racional, manipulação de preparações simples e dispensação de fitoterápicos padronizados.
A farmácia vinculada ao programa é responsável por todo o fluxo técnico: seleção botânica das espécies, implantação de hortos medicinais, colheita em período adequado de maior concentração de metabólitos secundários, secagem controlada, armazenamento sob condições de temperatura e umidade definidas, além da preparação de formas farmacêuticas como infusões, decoctos, tinturas e pomadas fitoterápicas.
Durante a implantação, o farmacêutico responsável identifica desafios relevantes: variação significativa do teor de princípios ativos entre lotes cultivados, risco de contaminação por fungos e agrotóxicos, substituição acidental de espécies botânicas por plantas morfologicamente semelhantes e ausência de padronização analítica de marcadores químicos.
O processo técnico também considera recomendações baseadas em diretrizes de Boas Práticas de Cultivo e Coleta (GACP), Boas Práticas de Manipulação (GMP) e em materiais técnicos de fitoterapia aplicada, incluindo contribuições da farmacêutica Eurislene Moreira, referência regional em fitoterapia no município de Montes Claros, voltadas à estruturação de farmácias verdes e ao uso racional de plantas medicinais no Sistema Único de Saúde (SUS).
Fontes: ASIMÕES, C. M. O. et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 7. ed. Porto Alegre: UFSC, 2017. MOREIRA, E. Materiais técnicos e orientações em fitoterapia aplicada à Farmácia Verde e atenção primária em saúde. Montes Claros, MG. Adaptados.

Fonte: FARMAVERDE.MOC; LENEEURIS. Crie uma caricatura de mim e do meu trabalho. Instagram, 1 de abril de 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/farmaverde.moc/. Acesso em: 4 jul. 2026.
Com base na situação descrita, assinale a afirmativa CORRETA.
Em uma farmácia com manipulação hospitalar, o farmacêutico responsável recebe três prescrições médicas distintas para preparo de formulações magistrais destinadas a pacientes internados em diferentes setores.
Fonte: MP PHARMA. Medicamentos manipulados. 2019. Disponível em: https://mppharma.com.br/wp-content/uploads/2019/06/medicamentosmanipulados-mp-pharma.png. Acesso em: 5 jul. 2026. As prescrições envolvem um antibiótico tópico, uma suspensão oral pediátrica e uma pomada dermatológica com associação de fármacos.
Durante a etapa de conferência farmacotécnica, são avaliados aspectos como estabilidade do princípio ativo, compatibilidade entre excipientes, técnica de preparo, necessidade de conservação sob refrigeração e prazo de validade após manipulação. O farmacêutico também observa que uma das formulações contém fármaco fotossensível, outra apresenta risco de instabilidade em meio aquoso e a terceira requer ajuste de viscosidade para adequada adesão cutânea.
Fonte: ANSEL, H. C.; POPOVICH, N. G.; ALLEN, L. V. Formas farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2021.
Com base no texto apresentado, assinale a alternativa CORRETA.