Questões de Concurso Certo ou errado

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Q3788910 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
Ao tratar da invisibilidade dos alunos nas escolas segregadoras, o autor sugere que há uma forma de silenciamento institucional. Essa ideia, ao ser lida criticamente, pode ser articulada, em sala de aula, à proposta de ensino interdisciplinar da leitura, especialmente no diálogo com temas da ética, dos direitos humanos e da diversidade no currículo.
Alternativas
Q3788909 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

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O uso do adjetivo “flácido” no trecho “argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos” constitui uma impropriedade semântica, pois, segundo o sistema normativo da língua portuguesa, o termo “flácido” não pode ser utilizado metaforicamente para qualificar argumentos, devendo restringir-se a contextos descritivos físicos ou médicos.
Alternativas
Q3788908 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

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A análise do uso do tempo verbal no trecho “é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção” revela que os verbos “controlar”, “criar” e “chamar” estão no infinitivo impessoal, funcionando como sujeito oracional da oração principal, o que comprova o uso normativo adequado da regência e da coesão verbal.
Alternativas
Q3788907 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

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A organização do texto, com uso de perguntas retóricas, exemplos concretos e estratégias argumentativas recorrentes, demonstra domínio do gênero textual e contribui para o desenvolvimento da competência discursiva dos leitores, segundo as diretrizes do ensino de produção textual com base nos gêneros sociais.
Alternativas
Q3788906 Português
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Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

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O fragmento “a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo?” revela um deslocamento estratégico do foco argumentativo, que altera a voz ativa para uma construção interrogativa e reflexiva. Do ponto de vista gramatical, a frase está construída em voz passiva sintética.
Alternativas
Q3788904 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
A escolha pelo gênero opinativo, articulada à linguagem informal e emotiva, compromete a objetividade do texto e inviabiliza o seu uso como material de leitura crítica no processo de ensino-aprendizagem, especialmente em contextos de alfabetização científica ou formação cidadã.
Alternativas
Q3788903 Inglês
Brazil

Brazil is a leader in entrepreneurship*, with an estimated one in eight adults being “entrepreneurs.” Much of the business that occurs in Brazil is done by single businesspeople either selling their homemade goods or providing their services. Foreign entrepreneurship is a bit of a rarity in Brazil. It is simple for a local businessperson to open a business by, in most cases, circumventing the typical red tape* associated with starting a business. The regulatory boards are so poorly managed and so open to bribes* that local entrepreneurs can easily sneak by without following proper procedure. For foreign businesspeople it is much more difficult. Foreigners draw attention to themselves (by merely being foreigners) and therefore fall prey to greater scrutiny. It is imperative for the foreign businessperson to hire a good “despachante” or broker to handle their interactions with government officials.

(http://www.internationalentrepreneurship.com/americas/brazil
Acesso em: 16.02.2024. Adaptado)
The sentence “It is simple for a local businessperson to open a business by, in most cases, circumventing the typical red tape…” is grammatically correct and demonstrates a proper use of prepositions and punctuation.
Alternativas
Q3788902 Inglês
Brazil

Brazil is a leader in entrepreneurship*, with an estimated one in eight adults being “entrepreneurs.” Much of the business that occurs in Brazil is done by single businesspeople either selling their homemade goods or providing their services. Foreign entrepreneurship is a bit of a rarity in Brazil. It is simple for a local businessperson to open a business by, in most cases, circumventing the typical red tape* associated with starting a business. The regulatory boards are so poorly managed and so open to bribes* that local entrepreneurs can easily sneak by without following proper procedure. For foreign businesspeople it is much more difficult. Foreigners draw attention to themselves (by merely being foreigners) and therefore fall prey to greater scrutiny. It is imperative for the foreign businessperson to hire a good “despachante” or broker to handle their interactions with government officials.

(http://www.internationalentrepreneurship.com/americas/brazil
Acesso em: 16.02.2024. Adaptado)
The word “despachante” is written in italics in the original text to emphasize its informal status in English, and its function as a slang term rather than a formal title.
Alternativas
Q3788901 Inglês
Brazil

Brazil is a leader in entrepreneurship*, with an estimated one in eight adults being “entrepreneurs.” Much of the business that occurs in Brazil is done by single businesspeople either selling their homemade goods or providing their services. Foreign entrepreneurship is a bit of a rarity in Brazil. It is simple for a local businessperson to open a business by, in most cases, circumventing the typical red tape* associated with starting a business. The regulatory boards are so poorly managed and so open to bribes* that local entrepreneurs can easily sneak by without following proper procedure. For foreign businesspeople it is much more difficult. Foreigners draw attention to themselves (by merely being foreigners) and therefore fall prey to greater scrutiny. It is imperative for the foreign businessperson to hire a good “despachante” or broker to handle their interactions with government officials.

(http://www.internationalentrepreneurship.com/americas/brazil
Acesso em: 16.02.2024. Adaptado)
The verb form in the clause “Foreigners draw attention to themselves” is incorrect because it should agree with “Foreigners” as a plural noun, and therefore should be “draws.”
Alternativas
Q3788900 Inglês
Brazil

Brazil is a leader in entrepreneurship*, with an estimated one in eight adults being “entrepreneurs.” Much of the business that occurs in Brazil is done by single businesspeople either selling their homemade goods or providing their services. Foreign entrepreneurship is a bit of a rarity in Brazil. It is simple for a local businessperson to open a business by, in most cases, circumventing the typical red tape* associated with starting a business. The regulatory boards are so poorly managed and so open to bribes* that local entrepreneurs can easily sneak by without following proper procedure. For foreign businesspeople it is much more difficult. Foreigners draw attention to themselves (by merely being foreigners) and therefore fall prey to greater scrutiny. It is imperative for the foreign businessperson to hire a good “despachante” or broker to handle their interactions with government officials.

(http://www.internationalentrepreneurship.com/americas/brazil
Acesso em: 16.02.2024. Adaptado)
In the sentence “Foreign entrepreneurship is a bit of a rarity in Brazil,” the use of the expression “a bit of a” serves to soften the meaning of “rarity,” implying that foreign entrepreneurship is uncommon, though not entirely absent.
Alternativas
Q3788899 Inglês
Brazil

Brazil is a leader in entrepreneurship*, with an estimated one in eight adults being “entrepreneurs.” Much of the business that occurs in Brazil is done by single businesspeople either selling their homemade goods or providing their services. Foreign entrepreneurship is a bit of a rarity in Brazil. It is simple for a local businessperson to open a business by, in most cases, circumventing the typical red tape* associated with starting a business. The regulatory boards are so poorly managed and so open to bribes* that local entrepreneurs can easily sneak by without following proper procedure. For foreign businesspeople it is much more difficult. Foreigners draw attention to themselves (by merely being foreigners) and therefore fall prey to greater scrutiny. It is imperative for the foreign businessperson to hire a good “despachante” or broker to handle their interactions with government officials.

(http://www.internationalentrepreneurship.com/americas/brazil
Acesso em: 16.02.2024. Adaptado)
Based on the text, we can assume that opening a business in Brazil is always easier for locals than for foreigners, due to the absence of any regulatory complications for Brazilians.
Alternativas
Q3788898 Pedagogia
O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pela Lei nº 13.005/2014, definiu metas para o período de 2014 a 2024, incluindo a universalização da Educação Infantil na pré-escola e a ampliação do atendimento em creches. Embora o prazo oficial tenha se encerrado em 2024, os entes federativos não têm obrigação jurídica de dar continuidade às metas, uma vez que o PNE não prevê sanções pelo descumprimento.
Alternativas
Q3788897 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) consagra, entre seus princípios, a proteção integral e o melhor interesse da criança. Com base nisso, o acesso à escola e a permanência no ambiente educacional são considerados direitos invioláveis, sendo vedado qualquer tipo de discriminação. No entanto, a legislação admite, em caráter excepcional, a transferência compulsória de alunos com deficiência para instituições especializadas, desde que com autorização dos pais e laudo médico.
Alternativas
Q3788896 Pedagogia
A Lei nº 9.394/1996 (LDB) estabelece que os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio devem ter base nacional comum, complementada por uma parte diversificada, exigindo que as escolas respeitem, obrigatoriamente, tanto os conteúdos nacionais quanto as peculiaridades regionais. Assim, mesmo escolas com propostas pedagógicas alternativas ou confessionais não podem modificar os conteúdos da base nacional, mas apenas ampliar a parte diversificada.
Alternativas
Q3788895 Direito Constitucional
Nos termos do artigo 205 da Constituição Federal, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Embora a responsabilidade prioritária recaia sobre o Estado, a colaboração familiar e social deve ser entendida apenas como um apoio eventual, sem qualquer obrigatoriedade formal.
Alternativas
Q3788894 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao estabelecer as competências gerais da Educação Básica, valoriza não apenas o desenvolvimento cognitivo, mas também aspectos socioemocionais e culturais dos estudantes, integrando a formação humana integral à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. No entanto, o documento não determina obrigatoriedade curricular, funcionando apenas como sugestão orientadora para os sistemas de ensino e, portanto, pode ser ignorado pelas redes públicas, desde que haja justificativa pedagógica para tanto.
Alternativas
Q3788893 Inglês
This sentence demonstrates a grammatically correct use of the comparative form of the adjective “difficult,” as well as the proper comparative structure involving “than,” being appropriate when contrasting two items. The inclusion of the definite article "the" before "last one" does not alter the correctness of the comparison structure. 
Alternativas
Q3788892 Inglês
In the sentence “You will help keep me on solid ground”, the use of the auxiliary verb “will” correctly indicates that the speaker is referring to a voluntary or predicted action that is expected to occur in the future, thereby conforming to the structure and semantic intention of the Future Simple tense, which typically follows the pattern subject + will + base form of the verb.
Alternativas
Q3788891 Inglês
he meme implicitly promotes a prescriptive view of language by suggesting that teenagers should eliminate the repeated use of “like” in casual speech. From a sociolinguistic standpoint, this reflects an understanding of language variation that values standard forms over vernacular expressions, disregarding the sociocultural role that fillers and discourse markers play in identity construction and group belonging. Consequently, the humor masks an underlying linguistic bias. 
Alternativas
Q3788890 Inglês
Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: <https://memegenerator.net/instance/51473971/that-wouldbegreat-like-if-teenagers-like-stop-like-using-like-the-word-like-all-thetimethatd-be-> . Acesso em: 10 out. 2022. 
In the meme’s humorous complaint about the overuse of “like” in teenage speech, the repeated insertion of the word serves as an example of a discourse marker rather than a literal lexical item. From a pragmatic perspective, discourse markers like “like” may fulfill conversational functions such as hedging, approximating, or signaling hesitation. Therefore, despite the perceived redundancy, their presence is not necessarily grammatically incorrect, but rather reflects informal speech strategies. 
Alternativas
Respostas
14401: C
14402: E
14403: C
14404: C
14405: E
14406: E
14407: C
14408: E
14409: E
14410: C
14411: E
14412: E
14413: E
14414: C
14415: E
14416: E
14417: C
14418: C
14419: C
14420: C