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Q3606063 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente masculino, negro, 51 anos, o dia anterior havia dado entrada pronto atendimento de emergência médica com dor torácica (sem irradiação), dispneia, taquicardia (FC = 110 bpm), sudorese profusa, tremores. Ao exame fisico, normotenso, FC = 110 bpm, FR = 22 ipm, SatO2 = 92%, ausculta cardíaca e respiratória sem alterações dignas de nota. Exames laboratoriais, incluindo dosagem de enzimas cardíacas e ECG também sem alterações. Já é a quinta vez nos últimos três meses que o paciente procura o pronto atendimento de emergência médica por motivos semelhantes. Como antecedentes médicos patológicos nega hipertensão, diabetes, dislipidemia. Apresenta bronquite asmática leve controlada, sendo a última crise há 2 anos. Não faz uso de medicamentos. Durante a adolescência, quando mudou-se do interior para trabalhar teve episódios parecidos com remissão espontânea após estabilidade no primeiro emprego. Reside com esposa de 42 anos e com filhos de 17 e 21 anos no Distrito Federal. Há cinco meses encontra-se com assistência do seguro-desemprego, que vence no próximo mês. E há um mês houve piora significativa de suas relações familiares e conjugais. Foi orientado a procurar atendimento especializado ambulatorial em psiquiatria com a maior brevidade possível.
A respeito do diagnóstico mais provável para o caso, é correto afirmar:
Alternativas
Q3606061 Psiquiatria
O tipo de personalidade mais frequentemente associado ao transtorno manifesto pela paciente é:
Alternativas
Q3606060 Psiquiatria
A conduta mais apropriada neste caso é:
Alternativas
Q3606058 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 11 anos, compareceu para atendimento com queixas da mãe quanto a dificuldade acadêmica e demora para conclusão das tarefas escolares de casa no domicílio. Pelo relato, sempre foi uma garota de temperamento difícil, e os assuntos ligados à escola tem se tornado cada vez mais aversivos para a criança. Realizar as atividades escolares domésticas é motivo de conflitos diários entre a mãe e a criança, comprometendo a relação entre elas. Uma avaliação neuropsicológica feita a pedido da escola concluiu por quoeficiente de inteligência pela escala WISC igual a 75 e dificuldade na atenção sustentada. A mãe acrescentou que a menina frequentemente perde as coisas, não atende às normas e regras do lar e da escola e com frequência omite comportamentos e situações que podem desagradar os pais. As mentiras são o fator de maior preocupação da família no momento por que estão mais frequentes e sobre assuntos mais graves. O médico decidiu pela prescrição de metilfenidato 10mg 1 comprimido antes da escola associado a risperidona 1 mL à noite.
O que deve ser considerado quanto à associação da risperidona e metilfenidato:
Alternativas
Q3606057 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 11 anos, compareceu para atendimento com queixas da mãe quanto a dificuldade acadêmica e demora para conclusão das tarefas escolares de casa no domicílio. Pelo relato, sempre foi uma garota de temperamento difícil, e os assuntos ligados à escola tem se tornado cada vez mais aversivos para a criança. Realizar as atividades escolares domésticas é motivo de conflitos diários entre a mãe e a criança, comprometendo a relação entre elas. Uma avaliação neuropsicológica feita a pedido da escola concluiu por quoeficiente de inteligência pela escala WISC igual a 75 e dificuldade na atenção sustentada. A mãe acrescentou que a menina frequentemente perde as coisas, não atende às normas e regras do lar e da escola e com frequência omite comportamentos e situações que podem desagradar os pais. As mentiras são o fator de maior preocupação da família no momento por que estão mais frequentes e sobre assuntos mais graves. O médico decidiu pela prescrição de metilfenidato 10mg 1 comprimido antes da escola associado a risperidona 1 mL à noite.
O que deveria ter sido considerado quanto à prescrição do estimulante pelo médico?
Alternativas
Q3606056 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 11 anos, compareceu para atendimento com queixas da mãe quanto a dificuldade acadêmica e demora para conclusão das tarefas escolares de casa no domicílio. Pelo relato, sempre foi uma garota de temperamento difícil, e os assuntos ligados à escola tem se tornado cada vez mais aversivos para a criança. Realizar as atividades escolares domésticas é motivo de conflitos diários entre a mãe e a criança, comprometendo a relação entre elas. Uma avaliação neuropsicológica feita a pedido da escola concluiu por quoeficiente de inteligência pela escala WISC igual a 75 e dificuldade na atenção sustentada. A mãe acrescentou que a menina frequentemente perde as coisas, não atende às normas e regras do lar e da escola e com frequência omite comportamentos e situações que podem desagradar os pais. As mentiras são o fator de maior preocupação da família no momento por que estão mais frequentes e sobre assuntos mais graves. O médico decidiu pela prescrição de metilfenidato 10mg 1 comprimido antes da escola associado a risperidona 1 mL à noite.
Considerando o quadro descrito, escolha a melhor opção sobre o caso
Alternativas
Q3606055 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 23 anos, havia ido ao cinema para a estreia de um filme muito esperado. Enquanto esperava o filme começar, um jovem usando uma máscara do personagem principal do filme subitamente apareceu na frente da tela empunhando duas armas de fogo automática e atirou na plateia. Ela viu várias pessoas levarem tiros, incluindo sua amiga a seu lado. Ela conseguiu escapar sem ferimentos. Nos dias que se seguiram, apesar de estar grata por estar viva, sentia-se ansiosa e agitada. Assustava-se com barulho usuais, buscava informações o dia todo sobre o tiroteio mas cada vez que assistia imagens do ocorrido parecia ter sintomas de "pânico": começava a suar, não conseguia se acalmar e não parava de pensar sobre O ocorrido. Ela não conseguia dormir à noite por causa de pesadelos e, durante o dia, se via tomada por memórias indesejadas de tiros, gritos e do seu próprio medo de morrer naquele dia no cinema. Duas semanas depois, a paciente havia retomado sua rotina, resgatou relação com os amigos e familiares e conseguia frequentar ambientes públicos. Embora lembranças traumáticas do tiroteio às vezes a levassem a uma reação breve de pânico, elas não se sentia aprisionada pelos pensamentos. Não tinha mais pesadelos. Sabia que jamais esqueceria o que acontecera no cinema, mas, no geral, sua vida estava voltando ao normal e retomava o curso que estava seguindo antes da ocorrência do tiroteio.
Um homem de 25 anos foi à mesma sessão. Ele também temeu por sua vida. Ficou escondido atrás de uma fila de assentos e embora estivesse coberto de sangue escapou sem ferimentos. Nos dias que se seguiram apresentou o mesmíssimo padrão de comportamento e sentimentos descrito pela paciente anterior, no entanto, não havia se recuperado depois de duas semanas. Sentia-se tenso, o humor estava persistentemente deprimido, não conseguia se concentrar no trabalho, tinha vários despertares noturnos e pesadelos frequentes. Ele evitava informações ou coisas que o lembrassem do tiroteio mas não parava de lhe aparecer no pensamento a memória do som dos tiros, dos gritos e da sensação grudenta do sangue sobre ele. Havia momentos em que se sentia desconectado do mundo e de si mesmo. Disse que sua vida havia mudado definitivamente após esse trauma.

Qual é o recurso psicológico deficitário que implicou maior risco para a evolução desse paciente de forma diferente da anterior?
Alternativas
Q3606054 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 23 anos, havia ido ao cinema para a estreia de um filme muito esperado. Enquanto esperava o filme começar, um jovem usando uma máscara do personagem principal do filme subitamente apareceu na frente da tela empunhando duas armas de fogo automática e atirou na plateia. Ela viu várias pessoas levarem tiros, incluindo sua amiga a seu lado. Ela conseguiu escapar sem ferimentos. Nos dias que se seguiram, apesar de estar grata por estar viva, sentia-se ansiosa e agitada. Assustava-se com barulho usuais, buscava informações o dia todo sobre o tiroteio mas cada vez que assistia imagens do ocorrido parecia ter sintomas de "pânico": começava a suar, não conseguia se acalmar e não parava de pensar sobre O ocorrido. Ela não conseguia dormir à noite por causa de pesadelos e, durante o dia, se via tomada por memórias indesejadas de tiros, gritos e do seu próprio medo de morrer naquele dia no cinema. Duas semanas depois, a paciente havia retomado sua rotina, resgatou relação com os amigos e familiares e conseguia frequentar ambientes públicos. Embora lembranças traumáticas do tiroteio às vezes a levassem a uma reação breve de pânico, elas não se sentia aprisionada pelos pensamentos. Não tinha mais pesadelos. Sabia que jamais esqueceria o que acontecera no cinema, mas, no geral, sua vida estava voltando ao normal e retomava o curso que estava seguindo antes da ocorrência do tiroteio.
Qual é a opção mais provável para a paciente?
Alternativas
Q3606052 Psiquiatria
      O sujeito não recorda coisa alguma do que esqueceu ou reprimiu, mas expressa-o pela atuação e atua-o. Ele o reproduz não como lembrança, mas como ação; repete-o, sem naturalmente saber o que está repetindo.

Sigmund Freud

Nessa afirmação, Freud se refere a que mecanismo de defesa do ego?
Alternativas
Q3606051 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Jonas e Tiago, 33 e 32 anos, compareceram para terapia de casais a fim de lidar com o conflito crescente envolvendo a questão de morarem juntos. Jonas descreveu uma busca por apartamento que durou vários meses e que considerou "angustiante" devido à rigidez de Tiago no cumprimento do seu horário de trabalho e à sua lista "interminável" de requisitos para o apartamento. Eles não conseguiam tomar uma decisão e, por fim, resolveram simplesmente dividir o apartamento em que Tiago já morava. Para a mudança do parceiro para seu apartamento, Tiago se recusou a contratar uma empresa de mudanças para levar os pertences do namorado e insistiu em embalar pessoalmente e fazer um inventário de todos os itens que o namorado estava levando. Assim que os objetos foram transportados para o apartamento do casal, Jonas começou a reclamar das "regras malucas" de Tiago sobre onde os objetos poderiam ser colocados na prateleira, para qual direção os cabides do armário deveriam ficar voltados, e se suas roupas podiam se misturar. Além disso, um problema particularmente significativo era a queixa de Jonas que mal havia espaço para seus pertences porque Tiago nunca jogava nada fora. Ambos negaram história familiar de doença mental.
A melhor estratégia para ajudar Tiago a lidar com seus sintomas e favorecer o sucesso da relação conjugal é:
Alternativas
Q3606050 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Jonas e Tiago, 33 e 32 anos, compareceram para terapia de casais a fim de lidar com o conflito crescente envolvendo a questão de morarem juntos. Jonas descreveu uma busca por apartamento que durou vários meses e que considerou "angustiante" devido à rigidez de Tiago no cumprimento do seu horário de trabalho e à sua lista "interminável" de requisitos para o apartamento. Eles não conseguiam tomar uma decisão e, por fim, resolveram simplesmente dividir o apartamento em que Tiago já morava. Para a mudança do parceiro para seu apartamento, Tiago se recusou a contratar uma empresa de mudanças para levar os pertences do namorado e insistiu em embalar pessoalmente e fazer um inventário de todos os itens que o namorado estava levando. Assim que os objetos foram transportados para o apartamento do casal, Jonas começou a reclamar das "regras malucas" de Tiago sobre onde os objetos poderiam ser colocados na prateleira, para qual direção os cabides do armário deveriam ficar voltados, e se suas roupas podiam se misturar. Além disso, um problema particularmente significativo era a queixa de Jonas que mal havia espaço para seus pertences porque Tiago nunca jogava nada fora. Ambos negaram história familiar de doença mental.
Qual o diagnóstico mais provável?
Alternativas
Q3606049 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente masculino, 48 anos, morador de rua, deu entrada na emergência da unidade de queimaduras de um hospital geral após queimar-se com cachimbo de crack. Contou que antes de morar na rua trabalhava como frentista de posto de combustível e tinha hábito de fazer uso de bebida alcoólica diariamente após o expediente. Com o tempo, passou a ingerir álcool combustível, que “era mais barato e fazia efeito mais rápido". Após a morte de sua esposa, perdeu tudo e passou a viver nas ruas, e foi quando passou a cheirar "cola", e quando esta não dava mais "um barato", aderiu ao crack, para "disfarçar a fome" - usava tudo o que ganhava de esmola para comprar droga. Foi internado para tratamento da queimadura e já nos primeiros dias apresentou humor deprimido e sensação de fadiga. Tentou evadir inúmeras vezes da unidade hospitalar. Solicitava a todo o tempo que precisava sair para resolver problemas pessoais, e foi flagrado uma ou duas vezes nas escadas de incêndio fumando cigarro. Houve grande mobilização da equipe para transferência do paciente para o CAPSad do território.
No caso de transferência do paciente para um CAPS, qual deveria ser a melhor modalidade para assumir o cuidado este paciente?
Alternativas
Q3606048 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente masculino, 48 anos, morador de rua, deu entrada na emergência da unidade de queimaduras de um hospital geral após queimar-se com cachimbo de crack. Contou que antes de morar na rua trabalhava como frentista de posto de combustível e tinha hábito de fazer uso de bebida alcoólica diariamente após o expediente. Com o tempo, passou a ingerir álcool combustível, que “era mais barato e fazia efeito mais rápido". Após a morte de sua esposa, perdeu tudo e passou a viver nas ruas, e foi quando passou a cheirar "cola", e quando esta não dava mais "um barato", aderiu ao crack, para "disfarçar a fome" - usava tudo o que ganhava de esmola para comprar droga. Foi internado para tratamento da queimadura e já nos primeiros dias apresentou humor deprimido e sensação de fadiga. Tentou evadir inúmeras vezes da unidade hospitalar. Solicitava a todo o tempo que precisava sair para resolver problemas pessoais, e foi flagrado uma ou duas vezes nas escadas de incêndio fumando cigarro. Houve grande mobilização da equipe para transferência do paciente para o CAPSad do território.
A intoxicação pelo crack descrita no caso admite o seguinte mecanismo:
Alternativas
Q3606047 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente masculino, 48 anos, morador de rua, deu entrada na emergência da unidade de queimaduras de um hospital geral após queimar-se com cachimbo de crack. Contou que antes de morar na rua trabalhava como frentista de posto de combustível e tinha hábito de fazer uso de bebida alcoólica diariamente após o expediente. Com o tempo, passou a ingerir álcool combustível, que “era mais barato e fazia efeito mais rápido". Após a morte de sua esposa, perdeu tudo e passou a viver nas ruas, e foi quando passou a cheirar "cola", e quando esta não dava mais "um barato", aderiu ao crack, para "disfarçar a fome" - usava tudo o que ganhava de esmola para comprar droga. Foi internado para tratamento da queimadura e já nos primeiros dias apresentou humor deprimido e sensação de fadiga. Tentou evadir inúmeras vezes da unidade hospitalar. Solicitava a todo o tempo que precisava sair para resolver problemas pessoais, e foi flagrado uma ou duas vezes nas escadas de incêndio fumando cigarro. Houve grande mobilização da equipe para transferência do paciente para o CAPSad do território.
Qual é o diagnóstico mais provável apresentado pelo paciente durante a internação?
Alternativas
Q3606046 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 15 anos, compareceu para atendimento acompanhada de sua mãe com queixa de timidez excessiva. Mostrou-se bastante reservada durante o atendimento e afirmou que se sentia constantemente tensa. De modo geral, não conseguia falar em nenhuma situação fora de casa ou durante as aulas. Recusava-se a sair de casa por receio de ter que a interagir com pessoas alheias a seu convívio familiar. Teve uma infância marcada por violência na escola. Estudou em uma mesma escola desde a educação infantil e fora alvo de constrangimentos e ofensas por um grupo de colegas por vários anos. Diariamente, esses colegas voltavam-se para ela chamando-a de "idiota", "feia" e "louca". Não conseguia identificar recursos para se proteger. Em uma ocasião mencionou para a mãe "casualmente" que gostaria de trocar de escola, mas o comentário foi tão discreto que sua mãe não valorizou o pedido. A paciente sofria em silêncio, chorando até dormir na maioria das noites. Ao final do ensino fundamental, a adolescente foi transferida para uma nova escola. Embora o bullying tivesse parado, os eventos de violência persistiam bastante vívidos em sua memória. No momento da consulta a adolescente comentou em reservado que contemplava o suicídio "o tempo todo" há pelo menos dois anos.
Caso fosse instituída terapêutica medicamentosa para a paciente com citalopram 40mg/dia, qual dos efeitos colaterais a seguir deveria ser monitorado pelo prescritor:
Alternativas
Q3606045 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 15 anos, compareceu para atendimento acompanhada de sua mãe com queixa de timidez excessiva. Mostrou-se bastante reservada durante o atendimento e afirmou que se sentia constantemente tensa. De modo geral, não conseguia falar em nenhuma situação fora de casa ou durante as aulas. Recusava-se a sair de casa por receio de ter que a interagir com pessoas alheias a seu convívio familiar. Teve uma infância marcada por violência na escola. Estudou em uma mesma escola desde a educação infantil e fora alvo de constrangimentos e ofensas por um grupo de colegas por vários anos. Diariamente, esses colegas voltavam-se para ela chamando-a de "idiota", "feia" e "louca". Não conseguia identificar recursos para se proteger. Em uma ocasião mencionou para a mãe "casualmente" que gostaria de trocar de escola, mas o comentário foi tão discreto que sua mãe não valorizou o pedido. A paciente sofria em silêncio, chorando até dormir na maioria das noites. Ao final do ensino fundamental, a adolescente foi transferida para uma nova escola. Embora o bullying tivesse parado, os eventos de violência persistiam bastante vívidos em sua memória. No momento da consulta a adolescente comentou em reservado que contemplava o suicídio "o tempo todo" há pelo menos dois anos.
Considerando a experiência associado ao bullying,
Alternativas
Q3606044 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 15 anos, compareceu para atendimento acompanhada de sua mãe com queixa de timidez excessiva. Mostrou-se bastante reservada durante o atendimento e afirmou que se sentia constantemente tensa. De modo geral, não conseguia falar em nenhuma situação fora de casa ou durante as aulas. Recusava-se a sair de casa por receio de ter que a interagir com pessoas alheias a seu convívio familiar. Teve uma infância marcada por violência na escola. Estudou em uma mesma escola desde a educação infantil e fora alvo de constrangimentos e ofensas por um grupo de colegas por vários anos. Diariamente, esses colegas voltavam-se para ela chamando-a de "idiota", "feia" e "louca". Não conseguia identificar recursos para se proteger. Em uma ocasião mencionou para a mãe "casualmente" que gostaria de trocar de escola, mas o comentário foi tão discreto que sua mãe não valorizou o pedido. A paciente sofria em silêncio, chorando até dormir na maioria das noites. Ao final do ensino fundamental, a adolescente foi transferida para uma nova escola. Embora o bullying tivesse parado, os eventos de violência persistiam bastante vívidos em sua memória. No momento da consulta a adolescente comentou em reservado que contemplava o suicídio "o tempo todo" há pelo menos dois anos.
Considerando a abordagem da ideação suicida, qual a postura mais apropriada pelo psiquiatra?
Alternativas
Q3606043 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 15 anos, compareceu para atendimento acompanhada de sua mãe com queixa de timidez excessiva. Mostrou-se bastante reservada durante o atendimento e afirmou que se sentia constantemente tensa. De modo geral, não conseguia falar em nenhuma situação fora de casa ou durante as aulas. Recusava-se a sair de casa por receio de ter que a interagir com pessoas alheias a seu convívio familiar. Teve uma infância marcada por violência na escola. Estudou em uma mesma escola desde a educação infantil e fora alvo de constrangimentos e ofensas por um grupo de colegas por vários anos. Diariamente, esses colegas voltavam-se para ela chamando-a de "idiota", "feia" e "louca". Não conseguia identificar recursos para se proteger. Em uma ocasião mencionou para a mãe "casualmente" que gostaria de trocar de escola, mas o comentário foi tão discreto que sua mãe não valorizou o pedido. A paciente sofria em silêncio, chorando até dormir na maioria das noites. Ao final do ensino fundamental, a adolescente foi transferida para uma nova escola. Embora o bullying tivesse parado, os eventos de violência persistiam bastante vívidos em sua memória. No momento da consulta a adolescente comentou em reservado que contemplava o suicídio "o tempo todo" há pelo menos dois anos.
Qual é o diagnóstico mais provável pela queixa descrita acima?
Alternativas
Q3606042 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente masculino, 60 anos, comerciante, compareceu para consulta com psiquiatra duas semanas após a morte por suicídio do filho de 24 anos. O jovem, que sofria de depressão maior e transtorno por uso de substâncias, foi encontrado rodeado por vários frascos de comprimidos vazios e um bilhete suicida com menção a vários familiares e amigos. O paciente muito próximo de seu filho e imediatamente sentiu-se devastado, como se sua vida houvesse perdido o sentido. Sentia-se triste persistentemente, retraiu-se da vida social de rotina e não conseguia concentrar-se no trabalho. Referiu problemas para dormir: estava acordando às 4:00 e ficava olhando para o teto, sentindo-se oprimido por fadiga, tristeza e sentimento de autocomiseração. Esses sintomas melhoravam durante o dia, mas também sentia falta de autoconfiança, de apetite sexual e de entusiasmo de forma persistente.
Considerando que o suicídio cometido pelo jovem tenha sido por uso de medicação psicotrópica, qual a maior probabilidade de letalidade entre as opções abaixo:
Alternativas
Q3606041 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente masculino, 60 anos, comerciante, compareceu para consulta com psiquiatra duas semanas após a morte por suicídio do filho de 24 anos. O jovem, que sofria de depressão maior e transtorno por uso de substâncias, foi encontrado rodeado por vários frascos de comprimidos vazios e um bilhete suicida com menção a vários familiares e amigos. O paciente muito próximo de seu filho e imediatamente sentiu-se devastado, como se sua vida houvesse perdido o sentido. Sentia-se triste persistentemente, retraiu-se da vida social de rotina e não conseguia concentrar-se no trabalho. Referiu problemas para dormir: estava acordando às 4:00 e ficava olhando para o teto, sentindo-se oprimido por fadiga, tristeza e sentimento de autocomiseração. Esses sintomas melhoravam durante o dia, mas também sentia falta de autoconfiança, de apetite sexual e de entusiasmo de forma persistente.
Considerando o suicídio do filho do paciente, considere os itens abaixo:
Alternativas
Respostas
4461: C
4462: A
4463: A
4464: D
4465: C
4466: D
4467: B
4468: A
4469: B
4470: C
4471: B
4472: B
4473: D
4474: B
4475: A
4476: C
4477: B
4478: A
4479: D
4480: A