Um homem de 25 anos foi à mesma sessão. Ele também temeu po...

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Q3606055 Psiquiatria
Caso clínico para responder à questão.


Paciente feminina, 23 anos, havia ido ao cinema para a estreia de um filme muito esperado. Enquanto esperava o filme começar, um jovem usando uma máscara do personagem principal do filme subitamente apareceu na frente da tela empunhando duas armas de fogo automática e atirou na plateia. Ela viu várias pessoas levarem tiros, incluindo sua amiga a seu lado. Ela conseguiu escapar sem ferimentos. Nos dias que se seguiram, apesar de estar grata por estar viva, sentia-se ansiosa e agitada. Assustava-se com barulho usuais, buscava informações o dia todo sobre o tiroteio mas cada vez que assistia imagens do ocorrido parecia ter sintomas de "pânico": começava a suar, não conseguia se acalmar e não parava de pensar sobre O ocorrido. Ela não conseguia dormir à noite por causa de pesadelos e, durante o dia, se via tomada por memórias indesejadas de tiros, gritos e do seu próprio medo de morrer naquele dia no cinema. Duas semanas depois, a paciente havia retomado sua rotina, resgatou relação com os amigos e familiares e conseguia frequentar ambientes públicos. Embora lembranças traumáticas do tiroteio às vezes a levassem a uma reação breve de pânico, elas não se sentia aprisionada pelos pensamentos. Não tinha mais pesadelos. Sabia que jamais esqueceria o que acontecera no cinema, mas, no geral, sua vida estava voltando ao normal e retomava o curso que estava seguindo antes da ocorrência do tiroteio.
Um homem de 25 anos foi à mesma sessão. Ele também temeu por sua vida. Ficou escondido atrás de uma fila de assentos e embora estivesse coberto de sangue escapou sem ferimentos. Nos dias que se seguiram apresentou o mesmíssimo padrão de comportamento e sentimentos descrito pela paciente anterior, no entanto, não havia se recuperado depois de duas semanas. Sentia-se tenso, o humor estava persistentemente deprimido, não conseguia se concentrar no trabalho, tinha vários despertares noturnos e pesadelos frequentes. Ele evitava informações ou coisas que o lembrassem do tiroteio mas não parava de lhe aparecer no pensamento a memória do som dos tiros, dos gritos e da sensação grudenta do sangue sobre ele. Havia momentos em que se sentia desconectado do mundo e de si mesmo. Disse que sua vida havia mudado definitivamente após esse trauma.

Qual é o recurso psicológico deficitário que implicou maior risco para a evolução desse paciente de forma diferente da anterior?
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