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Homem, 55 anos, engenheiro, foi levado pela esposa à consulta, a qual queixa do consumo exagerado de álcool do marido. O paciente mostra-se contrariado e diz que veio à consulta apenas por insistência da esposa para tratar de “ansiedade”. A esposa diz que o marido toma bebidas alcoólicas desde a adolescência e, ao longo dos anos, em alguns eventos sociais ou atividades de lazer, bebia a ponto de ficar fortemente embriagado e não se lembrar no dia seguinte do que fez. Fala que, há 10 anos, o paciente vem gradualmente aumentando a frequência e quantidade de álcool ingerida. Já, há mais de um ano, o uso é “difícil o dia que não bebe” e costuma tomar no mínimo 6 latas de cerveja ou então 4 a 5 doses de uísque. O paciente não vê problemas no seu padrão de uso, pois só bebe fora do trabalho e “nunca mistura” diferentes tipos de bebida alcoólica (exceto em festas e eventos sociais). Já a esposa diz que tanto ela quanto os filhos do casal incomodam-se muito com o quanto o paciente bebe e cita que ele costuma ficar irritado, agressivo verbalmente e inadequado socialmente. O paciente novamente discorda e diz que fica irritado porque falam para ele parar de beber. Ele também já teve alguns tremores de mãos se fica um dia sem beber.
Para esse paciente, nesse momento, qual é a atitude ou intervenção mais correta a ser tomada pelo entrevistador?
Adolescente de 15 anos, afastada da escola desde o oitavo ano e morando com avó paterna, é encaminhada ao serviço de psiquiatria por apresentar episódios de autoagressividade (cortes no braço com gilete). A paciente apresenta desde os primeiros anos do ensino fundamental dificuldades sociais e acadêmicas – não tinha amigos e mostrava demora em executar as tarefas e responder o que era solicitado, segundo a própria paciente. Diz ter sofrido bullying e, por isso, não quer voltar à escola. De acordo com a avó, houve agravamento progressivo dos comportamentos autolesivos, incialmente frente tentativas de reinserção escolar, até chegar a tentativas de suicídio (com faca e atirando-se do alto da escada). Os pais são divorciados desde o nascimento da paciente. Após vários episódios de brigas entre filha e mãe, esta delegou os cuidados à avó paterna há oito anos. O pai da paciente a vê esporadicamente, mas tem outra família e não passa muito tempo com a filha. A paciente refere sensação de vazio crônico, insatisfação com o corpo e atitudes agressivas impulsivas frente a rejeição de familiares e colegas. Mostra-se com humor irritável e atitude hostil especialmente quando a avó está presente. Já foi anteriormente medicada com venlafaxina 37,5 mg/dia por outro psiquiatra, sem resposta adequada.
A respeito desse caso, assinale a alternativa correta.
Um homem de 25 anos é levado ao setor de emergência depois de exibir um comportamento estranho e perigoso. Há pelo menos um ano, ele apresenta ideias de ser perseguido por entidades governamentais internacionais e ouve vozes comentando seu comportamento e lhe dando ordens. Esses sintomas o levaram a ter um progressivo isolamento social. Nega uso atual de drogas ou problemas clínicos. É observada negligência no cuidado com a aparência e na higiene, e seu afeto é embotado. Parece um pouco nervoso no ambiente e caminha em torno da sala de exame. Sua fala tem velocidade, ritmo e tom normais. Não tem tratamento prévio.
Quais aspectos adicionais do exame do estado mental são mais prováveis de serem encontrados nesse paciente considerando o quadro descrito?
Considere o caso de um homem de 50 anos com diagnóstico conhecido de transtorno bipolar, mas que suspendeu as medicações há aproximadamente 5 anos. Há aproximadamente um ano, foi prescrito zolpidem por clínico geral devido a um histórico de atraso de uma a duas horas para iniciar o sono. Ele não tem histórico de problemas de sono no passado, exceto pelas alterações durante episódios de humor. O paciente passou a dormir bem por 2 a três horas após tomar 10 mg de zolpidem. Para obter duração maior de sono, ele passou a se automedicar aumentando os comprimidos progressivamente. Quando familiares tentavam limitar o uso da medicação, ele passava a se queixar de “queimação na cabeça”, ficava irritado e agressivo, o que melhorava 15 a 30 minutos após o uso de um ou dois comprimidos de zolpidem. O paciente passou a usar o zolpidem para ficar mais calmo de dia. Nos últimos dois meses, ele vinha usando aproximadamente um comprimido de zolpidem a cada 2 ou 3 horas no dia.
A respeito do caso relatado, assinale a alternativa correta.
I. Procurar sempre ser mais exigente no ambiente de trabalho.
II. Manter atividades de lazer.
III. Realizar atividades físicas.
IV. Manter equilibrio entre a vida profissional e pessoal.
V. Levar demandas de trabalho para casa, visando otimizar a produtividade.
Está correto o que se afirma em:
De acordo com o conceito acima, correlacione as colunas a seguir:
(i) Transtorno mental estruturado.
(ii) Transtorno mental não estrutural.
(1) Esquizofrenia
(2) Ansiedade
(3) Demência
(4) Fobia
(5) Distúrbio somatoformes
(6) Epilepsia com comprometimento psiquiátrico
Assinale a alternativa com as associações corretas:
Em exame médico-psiquiatrico, para avaliacdo da capacidade de retorno ao trabalho, qual item é indispensável para considerar o profissional apto?
Acerca da conduta do caso clínico acima, qual a melhor opção?
De acordo com o Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público Federal, o perito oficial em saúde, atuando na perícia singular ou em junta, fica impedido de participar de ato pericial quando:
( ) for parte interessada;
( ) tenha tido participação como mandatário da parte ou sido designado como assistente técnico de órgão do Ministério Público;
( ) for conjuge ou parente da parte interessada (consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o segundo grau);
( ) a parte for paciente, ex-cliente do médico perito;
( ) referir-se a pessoa com quem tenha ou teve relações sociais, afetivas, comerciais ou administrativas, capazes de comprometer o caráter de imparcialidade do ato pericial.
Qual a melhor conduta clínica a ser adotada pelo seu médico psiquiatra?