Paciente do sexo feminino, estudante de curso
pré-vestibular, 17 anos, foi atendida após uma
primeira tentativa de suicídio com ingestão de 10
comprimidos de clonazepam 0,5 mg que estavam
no armário da mãe. Sua mãe havia saído para
trabalhar, mas esqueceu a bolsa e voltou para
pegá-la em casa. Ao não ver a filha, foi ao
banheiro que estava trancado, e a paciente não
respondia. A mãe chamou um chaveiro às pressas
para abrir a porta, e a paciente foi encontrada sem
consciência deitada no chão com uma carta de
despedida em mãos. A longa carta continha
pedidos de desculpas a vários familiares e
colegas. Enquanto levava a filha ao hospital, a
mãe ligou para a melhor amiga da paciente, que
informou que no dia anterior a paciente estava
“estranha”, havia dito o quanto gostava da amiga,
pediu desculpas por uma briga que tiveram há 2
anos e parecia emotiva, mas não achou que fosse
nada de mais, pois a paciente havia terminado o
namoro há 1 mês. No hospital, depois de acordar,
a paciente afirmou estar decepcionada em não ter
morrido, pois planejou não ser encontrada viva e
achava que o remédio que a mãe tomava era
“forte”. Na entrevista, faz-se o diagnóstico de um
episódio depressivo de início há 3 meses em
tratamento psicoterápico há 2 semanas. Com
base nas informações apresentadas, o que é
possível afirmar a respeito do caso dessa
paciente?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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