Questões de Concurso
Para geografia
Foram encontradas 25.093 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Considere o texto a seguir.
A ordem global busca impor, a todos os lugares, uma única racionalidade. E os lugares respondem ao Mundo segundo os diversos modos de sua própria racionalidade. A ordem global serve-se de uma população esparsa de objetos regidos por essa lei única que os constitui em sistema. A ordem local é associada a uma população contígua de objetos, reunidos, pelo território e como território, regidos pela interação. A ordem global é “desterritorializadora”, no sentido que separa o centro da ação e a sede da ação. Seu “espaço”, movediço e inconstante, é formado de pontos, cuja existência formal é dependente de fatores externos. A ordem local, que “reterritorializa”, é a do espaço banal, porque reúne numa mesma lógica interna todos os seus elementos: homens, empresas, instituições, formas sociais e jurídicas e formas geográficas.
SANTOS, M. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec, 1996, p. 272. Adaptado.
O argumento do autor baseia-se na concepção integral de espaço como um conjunto indissociável de:
Observe a imagem da área central do Rio de Janeiro.

Disponível em: https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/maior-ppp-do-pais-fica-perto-de-um colapso. Acesso em: 15 nov. 2023
Na imagem, observa-se uma paisagem urbana caracterizada recentemente pelo processo socioespacial:
Considere o texto sobre reserva extrativista.
A Resex – concebida pelo Movimento Social dos Seringueiros no Acre – tem sido considerada por diferentes frações da sociedade brasileira e por grupos internacionais como estratégia de relevante importância para a preservação produtiva da Amazônia. É extensa a área geográfica coberta pelos projetos oficiais de reserva extrativista no Brasil, tanto na esfera federal como na estadual – o que corresponde a mais de 7 milhões de hectares –, assim como é grande a magnitude da população diretamente envolvida.
BECKER, O. A reserva extrativista como instrumento de gestão territorial e ambiental. In. Steinberg, M. (Org.). Território, Ambiente e Políticas Públicas Espaciais. Brasília: Paralelo 15 e LGE, 2006, p. 349-50. Adaptado.
A Resex constitui uma estratégia geográfica que visa diretamente à:
Considere o texto sobre a evolução do pensamento geográfico.
A obra de Ratzel serviu para reter o interesse ainda mais firmemente sobre os estudos sistemáticos, e continuou-se a dispensar pouca atenção à geografia regional. São La Blache e Hettner que farão a tentativa de retomar o tema regional. La Blache numa perspectiva uniqueísta e Hettner na perspectiva relacional. Uma distinção precisava ser evidenciada, aquela entre o olhar regional fracionário de La Blache, inspirado numa concepção isolacionista de região, um caso de singularidade, e o olhar corológico de Hettner.
MOREIRA, R. Para Onde vai o Pensamento Geográfico? São Paulo: Contexto, 2006, p. 33. Adaptado.
Na geografia de Alfred Hettner, a região era concebida na seguinte perspectiva:
Considere o texto sobre o conceito de região.
Uma perspectiva do fenômeno regional está presente na leitura daqueles que tomam como ponto de partida a análise do discurso e propõem tratar a região sobretudo a partir de um processo de “invenção”. É o caso de Durval de Albuquerque Júnior em sua obra A Invenção do Nordeste, na qual afirma que uma dada região, como a própria ideia de região, é “uma invenção histórica”. Assim, o Nordeste do autor enquanto região é inventado, emergindo na paisagem imaginária do país. Como afirma o autor, “ao mesmo tempo que inventavam o Nordeste, iam se inventando como sujeitos nordestinos”.
HAESBAERT, R. Regional-Global. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010, p. 68-69. Adaptado.
No texto acima, o fenômeno regional é tratado a partir do conceito de:
Considere o texto sobre a geografia e seus conceitos.
A geografia se torna humanista ao reivindicar a agência do indivíduo na criação de seu próprio mundo. Nesse mundo construído, as relações entre a sociedade e o entorno se consideram em termos de espaço vivido, dotando alguns pontos do espaço de significados e representações, especificando-os conceitualmente. Com esses espaços vividos, os indivíduos podem estabelecer relações afetivas que Yi-Fu Tuan designou de topofilia.
PÉREZ GAÑAN, R. La Geografía en 100 Preguntas. Madri: Nowtilus, 2021, p. 236. Adaptado.
O conceito geográfico especificado no texto é:
Considere o texto sobre a evolução do pensamento geográfico.
A evolução do pensamento geográfico contém um momento de crise em que os autores propunham uma ótica prospectiva que instrumentalizasse uma geografia aplicada, contrapondo-se à ótica retrospectiva da geografia tradicional. A finalidade explícita era criar uma tecnologia geográfica, um móvel utilitário. Para substantivar a sua proposta, os autores lançaram mão de métodos matemáticos e se alinharam à teoria geral dos sistemas. A geografia tornava-se, assim, compatível com uma modelística.
MORAES, A. Geografia. Pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1991, p. 102. Adaptado.
O texto remete-se a aspectos teóricos e metodológicos que caracterizam a Geografia:
“Cidadão”, Zé Geraldo.
A música cidadão do compositor Zé Geraldo, ganha êxito em 1979, na voz do cantor Zé Ramalho, sendo uma releitura da urbanização brasileira por:
TEXTO I
No final do século XIX, na passagem do império para a república, ainda predominante de um Brasil Colonial, num cenário de subdesenvolvimento e desigualdade, agravado por um regime político e eleitoral excludente, surge um modelo único de sociedade, despercebido pelos detentores do poder. Canudos foi visto como uma “ameaça”, sendo destruído pela nossa república. Assim, ao tomar como base, que, desde a colonização do Brasil até a república, o poder foi exercido por meio de interesses de uma única classe. Torna-se inegável que a escassez da organização coletiva é uma manutenção para aqueles que acham que, assim como escrito por George Orwell, em uma distopia “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros animais”.
TEXTO II

Fonte G1.
A ação descrita no texto I e II evidencia uma prática de violência do mundo rural brasileiro do século XIX aos dias atuais, caracterizada pela:
TEXTO I

TEXTO II
Considera-se desertificação, sob o prisma da ação predatória do homem sobre os ecossistemas a curto e a médio prazo. Sendo assim, o problema da desertificação é intensificado pelas ações humanas, pela exploração irracional, pelo uso inadequado do espaço físico, diminuindo a capacidade produtiva dos solos, bem como, acabando com a flora e a fauna.
REIS, Jurandir Gondim. Desertificação no Nordeste. SUDENE. Recife, 1988.
Levando em consideração os textos da questão, o processo da desertificação está mais acentuado entre:
A ilustração demonstrada corresponde à linha vermelha traçada no mapa, entre a baía de Todos-os-Santos, na Bahia, e o Pantanal Mato-Grossense, em Mato Grosso do Sul. Na cartografia, ela é chamada de:
TEXTO I
“(...) formações rasteiras ou herbáceas constituídas por gramíneas que atingem até 60cm de altura. Sua origem pode estar associada a solos rasos ou temperaturas baixas em regiões de altitudes elevadas, áreas sujeitas a inundações periódicas ou ainda a solos arenosos.”
SENE, Eustáquio de; MOREIRA, João Carlos. Geografia Geral e do Brasil: Espaço Geográfico e Globalizado. Vol. 1, 2 e 3. 2ª edição. São Paulo: Scipione, 2012. – p. 210).
TEXTO II

A paisagem representada na imagem e descrita no texto evidencia um bioma brasileiro caracterizado pelo/pela:
“A paisagem nada tem de fixo, de imóvel. Cada vez que a sociedade passa por um processo de mudança, a economia, as relações sociais e políticas também mudam, em ritmos e intensidades variados. A mesma coisa acontece em relação ao espaço e à paisagem que se transforma para se adaptar às novas necessidades da sociedade.” (SANTOS, 1997, p. 37)
SERPA, A. Milton Santos e a paisagem: parâmetros para a construção de uma crítica da paisagem contemporânea. Paisagem Ambiente: Ensaios – N. 27 – São Paulo – p. 131 -138. 2010.
De acordo com o texto, a paisagem resulta sempre de:
1. Propriedades individuais.
2. Propriedades cooperadas e de sociedade.
3. Propriedades coletivas.
( ) Pertencem ao grupo social ou ao Estado.
( ) Pertencem a um único proprietário.
( ) Pertencem a mais de uma pessoa e pode assumir as mais diversas formas.
A sequência está correta em
(Robert Kunzig. Solução urbana. Nathional Geographic, 2011. P. 42 a 61.)
Sobre a ascenção das cidades no decorrer da história, analise as afirmativas a seguir.
I. No início do século XX, raros eram os centros urbanos com mais de 1 milhão de habitantes. Hoje, megalópoles com mais de 10 milhões são comuns.
II. Quase todas as megalópoles estão concentradas em regiões da Europa e América do Norte.
III. Toda cidade é uma mescla única de planejamento e não planejamento de elementos concebidos por governantes e de outros que surgiram de forma orgânica em função das escolhas dos moradores.
IV. Com o decorrer do tempo, as megalópoles se tornaram comuns, sendo exemplo delas Londres (Reino Unido); Moscou (Rússia); Paris (França); e, Nova York (Estados Unidos).
Está correto o que se afirma em
I. A escassez de água atinge um grande quantitativo de pessoas em todo o mundo.
II. A interação entre clima e fisiografia não influi na disponibilidade de água em uma região.
III. Fornecer água potável para todos é o grande desafio da humanidade para os próximos anos.
IV. A má distribuição de recursos hídricos se dá apenas espacialmente.
V. Se dividirmos globalmente a água existente no Planeta por toda a sua população não haveria escassez de água.
Está correto o que se afirma em