Questões de Concurso Para filosofia

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Q3333299 Filosofia
Embora continuasse a valorizar a fé como instrumento de conhecimento, Tomás de Aquino não desconsidera a importância do “conhecimento natural”. Se a razão não pode conhecer, por exemplo, a essência de Deus, pode, no entanto, demonstrar sua existência ou a criação divina do mundo.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, para Tomas de Aquino, uma dessas provas revela que
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Q3333298 Filosofia
Após uma detalhada consideração da natureza do signo e do processo de comunicação na obra De magistro, santo Agostinho conclui, na linha das concepções tradicionais na Antiguidade que, dada a convencionalidade do signo linguístico – isto é, as palavras variam de língua para língua e são sinais arbitrários das coisas –, este não pode ter qualquer valor cognitivo mais profundo; não é através das palavras que conhecemos; logo não podemos transmitir conhecimento pela linguagem. A possibilidade de conhecer supõe algo de prévio, que torna inteligível a própria linguagem.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, para santo Agostinho, a possibilidade de conhecer é resgatada 
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Q3333297 Filosofia
É fato que o excesso de exercícios bem como a deficiência destes arruínam o vigor; do mesmo modo, tanto a bebida e o alimento em demasia quanto a falta destes arruínam a saúde, quando em proporção adequada a produzem, aumentam e preservam. O mesmo acontece em relação à moderação, à coragem e às outras virtudes. Aquele que, tomado pelo medo, de tudo foge e nada suporta se torna um covarde, ao passo que aquele que não experimenta medo diante de coisa alguma e tudo enfrenta se torna um temerário. Do mesmo modo, aquele que se curva a todos os prazeres e não se refreia diante de nenhum se converte em um licencioso. Por outro lado, quem se afasta de todos os prazeres, como os indivíduos rudes, se torna [um indivíduo] insensível.

(Aristóteles, 2001)

Segundo Aristóteles, para alcançar a virtude, é necessário
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Q3333296 Filosofia
Além da lógica simbólica, atualmente foram desenvolvidos outros sistemas lógicos. Algumas dessas lógicas são complementares, no sentido de ampliarem aspectos da lógica clássica, outras são rivais ou alternativas e contrariam alguns fundamentos dela. As diferenças são as mais diversas: algumas consideram a possibilidade e a contingência; ou o tempo verbal assume relevância que não existe na lógica tradicional, há as que recusam o princípio da bivalência – para o qual só há dois valores, o verdadeiro e o falso – para admitir um terceiro valor, o indeterminado.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Um exemplo importante de teoria lógica não clássica é a denominada lógica paraconsistente. Conforme as autoras, nessa teoria lógica
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Q3333295 Filosofia
A escola estoica foi fundada em Atenas em 300 a.C. por Zenão de Cítio (344-262 a.C.). A doutrina estoica antiga foi desenvolvida e elaborada pelos discípulos e sucessores de Zenão, Cleantes (330-232 a.C.) e Crisipo (280-206 a.C.). O estoicismo concebe a filosofia de forma sistemática e composta de três partes fundamentais: a física, a lógica e a ética, cuja relação é explicada através da metáfora da árvore. A física corresponderia à raiz, a lógica ao tronco e a ética aos frutos.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes (2010), a metáfora da árvore na filosofia estoica ilustra a
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Q3333294 Filosofia
A partir da lógica aristotélica, é estudada a extensão dos termos. A extensão é a amplitude de um termo, isto é, a coleção de todos os seres que o termo designa no contexto da proposição. Para melhor visualizá-la, vamos representar as proposições por meio dos diagramas criados por Leonard Euler (1707-1783) para representar os enunciados na lógica.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Observe o seguinte exemplo de diagrama:

Q30.png (141×142)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

No excerto, a relação entre os conjuntos no diagrama corresponde à proposição que afirma que
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Q3333293 Filosofia
Uma das possibilidades de se caracterizar a filosofia é através da problemática do conhecimento. O conhecimento pode ser caracterizado como a posse de uma representação correta do real. Uma análise de nossas pretensões ao conhecimento é possível na medida em que examinemos como se formam essas representações. Tal análise tem um caráter fundacional, no sentido de que permite que avaliemos criticamente as bases de nossas pretensões ao conhecimento da realidade sem apelar para este conhecimento como pressuposição de nossa investigação.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, é nesse sentido que a obra de Platão pode ser entendida como
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Q3333292 Filosofia
A originalidade da pólis grega é que ela estava centralizada na ágora (praça pública), espaço onde se debatiam os problemas de interesse comum. Separavam-se na pólis o domínio público e o privado: isso significava que ao ideal de valor de sangue, restrito a grupos privilegiados em função do nascimento ou fortuna, se sobrepunha a justa distribuição dos direitos dos cidadãos como representantes dos interesses da cidade. Desse modo era elaborado o novo ideal de justiça, pelo qual todo cidadão tinha direito ao poder. A noção de justiça assumia caráter político, e não apenas moral, ou seja, não dizia respeito apenas ao indivíduo e aos interesses da tradição familiar, mas à sua atuação na comunidade.

(Aranha e Martins, 2009)

Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, o surgimento da pólis grega foi resultado
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Q3333291 Filosofia
O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui a forma básica da explicação científica, e é, em grande parte, por esse motivo que consideramos as primeiras tentativas de elaboração de teorias sobre o real dos filósofos jônicos como o início do pensamento científico. Explicar é relacionar um efeito a uma causa que o antecede e o determina.

(Marcondes, 2010)

Segundo Danilo Marcondes, no entanto, um problema epistemológico inerente à explicação causal é 
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Q3333289 Filosofia
A leitura histórica da tradição nos mostra que os grandes filósofos deixaram a sua marca e influenciaram o desenvolvimento da filosofia na medida em que tiveram ideias originais e abriram novas possibilidades para o pensamento, mas também na medida em que tiveram bons leitores, isto é, seguidores e discípulos que souberam, inclusive criticamente, interpretar seu pensamento, tomá-los como pontos de partida para novos desenvolvimentos e encontrar novas dimensões e novas aplicações de suas obras.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Diante da colocação de Danilo Marcondes (2010), cabe afirmar que a
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Q3333288 Filosofia
É possível definir filosofia? O filósofo alemão Edmund Husserl diz que ele sabe o que é filosofia, ao mesmo tempo em que não sabe. Isto é, a explicitação do que é a filosofia já é uma questão filosófica. E adverte que apenas os pensadores pouco exigentes se contentam com definições cabais. Além disso, a filosofia não está à margem do mundo, nem constitui uma doutrina, um saber acabado ou um conjunto de conhecimentos estabelecidos de uma vez por todas.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Segundo as autoras, a despeito das diferentes definições propostas, haveria uma prática filosófica reconhecida como início do filosofar, qual seja,
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Q3333287 Filosofia
As indagações fundamentais da atitude filosófica e da reflexão filosófica não se realizam ao acaso, segundo preferências e opiniões de cada um de nós. As indagações filosóficas realizam-se de modo sistemático. Sistema é uma palavra que vem do grego e significa um todo cujas partes estão ligadas por relações de concordância interna. No caso do pensamento, significa um conjunto de ideias internamente articuladas e relacionadas, graças a princípios comuns ou a certas regras e normas de argumentação e demonstração que as ordenam e as relacionam num todo coerente.

(Chauí, 2010. Adaptado)

Para Marilena Chauí (2010), dizer que as indagações filosóficas são sistemáticas significa afirmar que a Filosofia
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Q3333286 Filosofia
Nossa vida cotidiana é um tecido de opiniões e de crenças que recebemos de nossa família, da escola, no trabalho, no lazer, dos meios de comunicação. Raramente procuramos comprovar a veracidade ou correção dessas crenças e opiniões: nós as aceitamos como naturais, válidas em toda parte e para toda gente. Vivemos no senso comum de nossa sociedade. Ainda que tenhamos opiniões diferentes, não duvidamos de que o mundo existe tal como o percebemos e de que é o mesmo para todos.

(Chauí, 2010. Adaptado)

No excerto, Marilena Chauí argumenta que o senso comum
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Q3333285 Filosofia
O livro Boas-vindas à Filosofia, de autoria de Marilena Chauí, começa com a seguinte indagação: Para que serve a filosofia? Depois de ressaltar a peculiaridade da questão, que não é dirigida a outras áreas da ciência e da cultura, Marilena Chauí argumenta que, em se tratando da filosofia, a indagação até pode fazer sentido a partir de certa perspectiva contemporânea.

Qual perspectiva seria essa, segundo Marilena Chauí?

A perspectiva a que Marilena Chauí se refere em seu livro é
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Q3325684 Filosofia
Na tradição filosófica hermenêutica, a circularidade é objeto de reflexão importante. Nesse sentido, o círculo hermenêutico deve ser compreendido como:
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Q3325683 Filosofia
O existencialismo é uma das correntes filosóficas mais influentes do século XX. São pensadores associados, por sua produção ou vínculos intelectuais, ao existencialismo, EXCETO: 
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Q3325682 Filosofia
As origens do que hoje se compreende por filosofia analítica remontam ao século XIX e ao trabalho do matemático e filósofo alemão Friedrich Ludwig Gottlob Frege. Na primeira metade do século XX, os desenvolvimentos do campo analítico foram impulsionados por instituições e pensadores de diferentes regiões e países. Alguns grupos contribuíram para a promoção da filosofia analítica. Estão entre eles:

I. Escola de Frankfurt.
II. Analistas de Cambridge.
III. Escola dos Annales.
IV. Círculo de Berlim.
V. Escola de Leópolis-Varsóvia.

Quais estão corretos? 
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Q3325681 Filosofia
“A constituição das ciências humanas como ciências específicas consolidou-se a partir das contribuições de três correntes de pensamento, que, de meados do século XIX a meados do século XX, provocaram uma ruptura epistemológica e uma revolução científica no campo das humanidades”.
No texto acima, Marilena Chauí (2014) destaca a importância da fenomenologia, do estruturalismo e do marxismo para o desenvolvimento das ciências humanas. Diante do exposto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as correntes de pensamento às suas respectivas contribuições. 

Coluna 1

1. Fenomenologia.
2. Estruturalismo.
3. Marxismo.

Coluna 2 

( ) Por meio dessa corrente, as ciências humanas puderam compreender que as mudanças históricas não resultam de ações súbitas e espetaculares de alguns indivíduos ou grupos de indivíduos, mas de lentos processos sociais, econômicos e políticos.
( ) Essa corrente entende que o modo como cada sistema ou estrutura parcial se organiza e se relaciona com os outros define a estrutura geral e específica de uma sociedade “primitiva”, que pode, assim, ser compreendida e explicada cientificamente.
( ) Por meio dessa corrente, foi permitido às ciências humanas que criassem métodos específicos para o estudo de seus objetos, livrando-as das explicações mecânicas de causa e efeito sem que por isso tivessem de abandonar a ideia de lei científica.
( ) Essa corrente permitiu que fosse feita a diferença rigorosa entre a esfera ou região da essência “natureza” e a esfera ou região da essência “homem”. A seguir, permitiu que a esfera ou região “homem” fosse internamente diferenciada em essências diversas: o psíquico, o social, o histórico, o cultural.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
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Q3325680 Filosofia
O pós-estruturalismo é uma tendência filosófica que se caracteriza por uma crítica a concepções do próprio estruturalismo, o que realiza com base em autores como Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud. Embora esses autores fundamentais sejam de expressão alemã, os principais representantes do pós-estruturalismo são pensadores de expressão francesa. São autores pós-estruturalistas, EXCETO: 
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Q3325679 Filosofia
A ideia de beleza é central ao longo da história da estética filosófica. Entre as teorias a tratar desse conceito, há aquelas denominadas “teorias funcionais da beleza”. Estão entre essas teorias as ideias abaixo, EXCETO: 
Alternativas
Respostas
1061: C
1062: E
1063: A
1064: B
1065: E
1066: D
1067: C
1068: A
1069: E
1070: A
1071: B
1072: D
1073: E
1074: E
1075: A
1076: D
1077: E
1078: C
1079: B
1080: A