Questões de Concurso Para pedagogia

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Q4108173 Pedagogia
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) exige abordagens pedagógicas específicas que considerem as experiências de vida, os saberes prévios e as necessidades dos estudantes. Sabendo disso, um professor de matemática da EJA, ao planejar suas aulas, busca promover a autonomia, a contextualização do conhecimento e a valorização da cultura dos alunos. Diante desse contexto, qual das seguintes práticas pedagógicas é a mais adequada e eficaz para o ensino de matemática na EJA, visando ao engajamento e à aprendizagem significativa desses estudantes? 
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Q4108171 Pedagogia
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma tendência ou prática recomendada na educação matemática contemporânea, com foco na escola, na diversidade, na inclusão e na família. 
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Q4108166 Pedagogia
Considerando a diversidade e a família, assinale a alternativa que melhor reflete um princípio fundamental da educação matemática inclusiva. 
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Q4108122 Pedagogia
Em uma escola estadual, uma professora propôs um projeto interdisciplinar sobre culturas afro-brasileiras. Durante a atividade, alguns estudantes relataram se sentir excluídos, pois em algumas aulas nunca se discutiam questões da população negra. Com base nisso, a professora procurou o conselho escolar e sugeriu mudanças no Plano Político-Pedagógico da escola. Essa ação da professora pode ser interpretada como 
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Q4108119 Pedagogia
Em determinada escola estadual, os funcionários operacionais que atuam nos corredores e pátios relataram à direção atitudes intimidadoras entre os alunos, as quais afetavam o clima escolar. A direção decidiu averiguar, mas optou por não envolver a comunidade escolar nas discussões. Nesse contexto, no tocante à violência escolar, como deve ser avaliada a decisão da direção?
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Q4108118 Pedagogia
Durante uma reunião pedagógica, os professores de uma escola estadual relataram o aumento de situações de violência verbal entre os alunos. A direção pretende desenvolver um plano de ação, mas parte da equipe considera que essas atitudes são naturais aos adolescentes. Considerando aspectos da violência escolar, assinale a alternativa correta. 
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Q4108117 Pedagogia
Em uma formação continuada, os professores foram convidados a refletir sobre a função da escola na formação de sujeitos críticos e participativos. Um dos participantes questionou se essa orientação não seria ideológica e comprometeria a neutralidade do espaço escolar. Assim, com base no Referencial Curricular Gaúcho, qual é o papel da escola face à cidadania? 
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Q4108116 Pedagogia
Uma professora de sociologia está elaborando uma sequência didática sobre o tema Identidade e Diversidade Cultural. Ela deseja integrar saberes do componente curricular de Artes e de História. Ao apresentar sua proposta, uma colega professora argumenta que a interdisciplinariedade pode enfraquecer os conteúdos específicos da disciplina. Com base nessa situação e no Referencial Curricular Gaúcho de 2018, assinale a alternativa correta.  
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Q4108114 Pedagogia
Em uma escola do ensino médio, os conflitos entre grupos de estudantes estão aumentando. A direção, após cobrança dos responsáveis, adotou uma política de vigilâncias e punições rigorosas. Contudo os conflitos não cessaram. Nesse contexto, os professores propuseram a criação de um comitê de mediação com participação dos estudantes. Em relação à violência escolar, a abordagem mais coerente é
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Q4108100 Pedagogia
O Referencial Curricular Gaúcho (RCG) de 2018 reconhece as juventudes como sujeitos em transformação, com direitos, experiências e expressões próprias. No contexto escolar, esse reconhecimento está atrelado a
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Q4108061 Pedagogia
A educação em química, quando orientada por princípios de contextualização e interdisciplinaridade, contribui significativamente para a formação cidadã dos estudantes. A respeito desse enfoque pedagógico, assinale a alternativa que está mais alinhada com os objetivos da educação para a cidadania, segundo concepções críticas contemporâneas. 
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Q4108056 Pedagogia
O Referencial Curricular Gaúcho (RCG) é um documento que orienta a elaboração dos projetos político-pedagógicos da Educação Básica do Rio Grande do Sul. O documento é resultado da construção coletiva, balizada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nos demais marcos legais da educação voltados ao currículo e suas implicações. Com respeito ao RCG e aos princípios orientadores desse documento, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. O RCG está estruturado em seis cadernos pedagógicos, sendo que o primeiro reúne princípios orientadores, concepções, tempos e espaços do currículo na Educação Infantil. Os demais estão organizados por Áreas do Conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Religioso.
II. O RCG está engendrado com as dez macrocompetências essenciais da BNCC, as quais devem ser desenvolvidas ao longo da educação básica, com o objetivo de garantir as aprendizagens de (cognitivas, forma comunicativas, espiralada pessoais e sociais), com foco na equidade e na superação das desigualdades de qualquer natureza.
III. O RCG, juntamente com a BNCC, preconiza que escola em tempo integral deve ampliar a jornada escolar em, no máximo, 7 horas e que Educação Integral é o mesmo que Escola em Tempo Integral, ou seja, a Educação Integral está relacionada diretamente com jornada escolar. 
Alternativas
Q4107859 Pedagogia

Considere o texto a seguir para responder à questão.



Texto 2


Série ‘A Mulher da Casa Abandonada’ ganha data

de estreia no streaming


Documentário chega ao Prime Video no segundo

semestre, trazendo luz ao caso que chocou o Brasil

em 2022


    Em junho deste ano, o Prime Video havia anunciado o lançamento da série documental A Mulher da Casa Abandonada, que conta a história completa de Margarida Bonetti, uma rica moradora de um casarão antigo no bairro Higienópolis, em São Paulo. O caso veio à tona em 2022 pelo podcast homônimo apresentado por Chico Felitti em plataformas de áudio como o Spotify. Agora, a produção ganha data de estreia no streaming da Amazon: 15 de agosto. A mansão suntuosa estava gasta e precisando de reparos e sua dona uma figura um tanto quanto peculiar frequentemente vista pela vizinhança usando um creme facial branco por todo o rosto discutia com agentes da prefeitura. O encontro de Margarida com Chico Felitti aconteceu enquanto a mulher tentava impedir a poda de uma árvore.


    Conforme Chico se aproximava da mulher e descobria mais sobre sua vida, ele descobriu que ela havia fugido dos Estados Unidos com o marido após manter uma pessoa em situação análoga a escravidão por 20 anos dentro de sua própria casa, trabalhando como empregada doméstica. O podcast é resultado da investigação de Felitti sobre a história bizarra da mulher, apelidada de “a mulher da casa abandonada”. Ao longo de três episódios, a série do Prime Video trará novos detalhes sobre o caso, bem como declarações do FBI e de novas testemunhas. Na época em que o caso repercutiu, Margarida Bonetti deixou a residência no Higienópolis, largando para trás dois cachorros de estimação, que posteriormente foram resgatados pela ativista Luisa Mell, que relatou a insalubridade do local após fazer o resgate.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/serie-a-mulher-da-casa-abandonada-ganha-data-de-estreia-no-streaming/. Acesso em: 22 jul. 2025.

Considere o seguinte excerto da BNCC:
“Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens multimidiáticas, documentários, infográficos, podcasts noticiosos, artigos de opinião, críticas da mídia, vlogs de opinião, textos de apresentação e apreciação de produções culturais (resenhas, ensaios etc.) e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, analista, crítico, editorialista ou articulista, leitor, vlogueiro e booktuber, entre outros”.
Em uma aula, a proposta é a de realizar a adaptação de um podcast para um documentário, tal qual o tema da reportagem do Texto 2. Para tanto, essa transposição exige ressignificação dos recursos semióticos para diferentes linguagens midiáticas. Dito isso, a BNCC e Rojo (2013) destacam que a retextualização de gêneros midiáticos deve considerar as potencialidades de cada linguagem. Analise as seguintes alternativas e assinale aquela que melhor representa o processo de adaptação do podcast para o documentário, conforme esses referenciais.
Alternativas
Q4107855 Pedagogia

Considere os seguintes excertos:


“Neste ponto, surge uma pergunta: qual a influência exercida pelo meio social sobre a obra de arte? Digamos que ela deve ser imediatamente completada por outra: qual a influência exercida pela obra de arte sobre o meio?” (Candido, Antonio. A Literatura e a Sociedade, 2023, p. 27).


“(EM13LP50) Analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras de diferentes autores e gêneros literários de um mesmo momento histórico e de momentos históricos diversos, explorando os modos como a literatura e as artes em geral se constituem, dialogam e se retroalimentam.” (Brasil, BNCC, 2018, p. 525).


Com base nos excertos de Candido e da BNCC, assinale a alternativa correta sobre o trabalho docente no ensino de literatura no ensino médio. 

Alternativas
Q4107854 Pedagogia
Considere os seguintes excertos:
“A matéria-prima do historiador literário é tudo o que se escreveu e que pode ser considerado representativo de uma certa cultura? [...] Ou a sua matéria é o texto literário em sentido estrito [...]?” (BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira, 2020, p. 6).
“(EM13LP51) Selecionar obras do repertório artístico-literário contemporâneo à disposição segundo suas predileções, de modo a constituir um acervo pessoal e dele se apropriar para se inserir e intervir com autonomia e criticidade no meio cultural.” (Brasil, BNCC, 2018, p. 525).
Com base nos excertos de Bosi e da BNCC, assinale a alternativa correta sobre o trabalho docente e a seleção de obras literárias para o ensino de literatura no ensino médio.
Alternativas
Q4107851 Pedagogia

Considere o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1

Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo

[...]

Por Sérgio Rodrigues 


    Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?


    Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?


    O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?


    Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?


    O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?


    Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.

Considere o excerto a seguir e a situação descrita adiante:
“Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?”.
Em uma turma do ensino médio com diversidade de perfis de aprendizagem, você percebe que parte dos alunos apresenta dificuldade em relacionar a linguagem metafórica com suas experiências midiáticas cotidianas. Considerando a Competência Específica 1 da BNCC de Língua Portuguesa, que prevê o uso crítico de diferentes linguagens para interpretação da realidade, avalie a seguinte proposta de intervenção pedagógica:
Sequência didática proposta:
1. etapa de sensibilização: exibição de memes e posts de redes sociais que utilizam cores como metáforas de sentimentos (ex.: “azul da melancolia”, “verde da inveja”);
2. etapa de produção: divisão da turma em grupos para criar artes para diferentes plataformas de mídias sociais, explorando como as metáforas expressam questões cotidianas. Tais artes devem mesclar: linguagem verbal, linguagem visual, linguagem sonora;
3. etapa de socialização: exibição das artes seguida de debate sobre como a adaptação para outras mídias altera a recepção do texto original. Multiletramentos mobilizados:
• digital: produção audiovisual e análise de mídias;
• artístico: uso de cores, música e composição visual;
• verbo-textual: interpretação do texto e roteiro das artes.  
No trabalho de leitura e produção de texto, mais especificamente no trabalho com os multiletramentos (ROJO, R. (Org.). Escola conectada: os multiletramentos e as TICs. São Paulo: Parábola, 2013.), a proposta apresentada é eficaz para desenvolver a Competência 1 da BNCC porque
Alternativas
Q4107845 Pedagogia

Considere o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1

Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo

[...]

Por Sérgio Rodrigues 


    Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?


    Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?


    O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?


    Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?


    O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?


    Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.

Em uma aula cujo objeto de ensino engloba as práticas de leitura, interpretação e produção textual, à luz da BNCC (Brasil, 2018), além das práticas de multiletramento, considere o seguinte excerto, extraído da crônica, gênero textual que circula tanto no meio impresso quanto no digital, e analise como suas características multimodais e discursivas podem ser trabalhadas em sala de aula no ensino médio:
“No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?”.
Assinale a alternativa que melhor articula uma proposta de atividade integrada, considerando:
• conteúdo temático (as ressignificações da linguagem na cultura digital); • estilo (híbrido entre crônica e ensaio, com marcas de oralidade); • construção composicional (adaptação ao suporte impresso e digital); • multimodalidade (recursos linguísticos e não linguísticos em diferentes mídias); • produção textual (prática de escrita com base no multiletramento). 
Alternativas
Q4106626 Pedagogia
No exercício da docência na escola pública, o professor assume funções que vão além do ensino em sala de aula, envolvendo a mediação de conflitos, a promoção da equidade e a ética no trato com os diferentes sujeitos educacionais. Considerando esses aspectos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4106625 Pedagogia
A Lei nº 9.394/1996, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), auxilia na regulamentação da educação brasileira, estabelecendo princípios; por meio desta, diversas inovações foram instituídas. Com base na LDB, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A educação básica compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, sendo organizada de forma progressiva e integrada.
II. A gestão democrática do ensino público é um princípio estabelecido pela LDB, prevendo a participação da comunidade escolar na construção do projeto pedagógico.
III. A LDB estabelece que a educação infantil é a etapa complementar, de oferta facultativa pelos sistemas públicos, e não é considerada parte obrigatória da educação básica.
IV. De acordo com a LDB, a organização da educação nacional deve ocorrer em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
Alternativas
Q4106615 Pedagogia
Em uma instituição pública de ensino, uma equipe multidisciplinar formada foi organizada para elaborar o novo plano de desenvolvimento institucional. Ao longo do processo, surgiram conflitos entre os membros sobre prioridades, estilos de comunicação e responsabilidades. A liderança do grupo precisou adotar uma abordagem mais colaborativa e integradora para manter o engajamento da equipe e a qualidade do trabalho. Com base nessa situação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
15201: D
15202: C
15203: B
15204: C
15205: E
15206: C
15207: D
15208: A
15209: A
15210: A
15211: E
15212: D
15213: B
15214: E
15215: A
15216: C
15217: B
15218: C
15219: B
15220: D