Foram encontradas 147.744 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146750 Pedagogia

TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão



TEXTO 2


Nas cidades medievais, as mulheres trabalhavam como ferreiras, açougueiras, padeiras, candeleiras, chapeleiras, cervejeiras, cardadeiras de lã e comerciantes. Em Frankfurt, havia aproximadamente duzentas ocupações nas quais participavam entre 1 300 e 1 500 mulheres. Na Inglaterra, 72 das 85 guildas incluíam mulheres entre seus membros. Algumas guildas, incluindo a da indústria da seda, eram controladas por elas; em outras, a porcentagem de trabalho de mulheres era tão alta quanto a dos homens. No século XIV, as mulheres também estavam tornando-se professoras escolares, bem como médicas e cirurgiãs, e começavam a competir com homens formados em universidades, obtendo em certas ocasiões uma alta reputação.


FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2017.



Em uma aula para a Educação Básica, um professor constatou a percepção, entre os estudantes, de que o trabalho na esfera pública nas cidades medievais era realizado, quase que exclusivamente, por homens, enquanto as mulheres ficariam restritas a tarefas domésticas na esfera privada. Ao utilizar ambos os recursos didáticos — a fonte imagética e o texto acadêmico —, a metodologia adotada pelo professor, para abordar o espaço urbano medieval, foi a

Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146747 Pedagogia
Um site publicou, em 2025, a seguinte manchete: “MP investiga 18 casos de racismo religioso”. A reportagem apresentava uma série de denúncias de violência e intolerância contra centros de religiões de matriz africana, como apedrejamentos, tentativa de interromper os rituais e a depredação de carros. Segundo o depoimento de um dos frequentadores: “a gente tem que resistir a tudo o que for possível para que a gente sobreviva, mas a nossa sobrevivência também depende das autoridades para que cumpram as leis que já existem”.

Disponível em: https://g1.globo.com (adaptado).
Uma professora usou a reportagem como ponto de partida para um debate sobre as heranças sociais e culturais da escravidão na formação da sociedade brasileira. “Mas por que a gente tem que estudar religião na aula de História?”, perguntou um aluno. “Isso aí nem é religião, é feitiçaria”, rebateu outro. De acordo com a Lei n. 10 639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, a justificativa para a inclusão desse conteúdo no currículo escolar é
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146743 Pedagogia
“Em 1965, recebi um telefonema avisando-me de que havia uma ordem de prisão contra mim. Quando desliguei, bateram na porta, era a polícia. Abri e disse: vou me trocar. Sentaram-se na sala. No quarto, fiz um bilhete para Dona Pepe, mãe de Ivo Valença, coloquei-o numa garrafa e desci pela varanda recomendando meu filho recém-nascido. Tirei os lençóis do berço para evitar que meu bebê sufocasse. Fui mais uma vez conduzida para a Secretaria de Segurança Pública.” Assim, Mércia Albuquerque Ferreira narra a quarta de suas doze prisões. Elas estão listadas no final do seu livro Diários 1973-74. Nascida em Pernambuco em 1934, ela era recém-formada em Direito em 1964, quando viu uma cena que mudou sua vida: o líder comunista Gregório Bezerra estava sendo torturado no meio da rua, no Recife. Horrorizada, ela chegou em casa e anunciou para o marido, Octávio, que se dedicaria à defesa de presos políticos. Assim foi feito, e fragmentos expressivos dessa vivência foram registrados numa escrita íntima repleta de revolta, angústia, mas também de ternura e até, eventualmente, de humor. As páginas de Mércia intercalam descrições sobre o estado deprimente dos presos depois de sessões de torturas, conversas duras com militares e policiais e, sobretudo, momentos de atenção e carinho com mães desesperadas que batiam à sua porta, quase todos os dias, em busca dos filhos desaparecidos. Depois de confiar, num momento de aflição, seu recém-nascido a uma vizinha, ela tentou cuidar dos filhos de outras famílias como se fossem seus.

ARAGÃO, H. Uma advogada nos porões da tortura. Folha de S. Paulo, 1 mar. 2024 (adaptado).
Um professor de História do 9º ano do Ensino Fundamental utilizou a fonte citada no texto para elaboração de um plano de aula. Considerando a especificidade da fonte, elegeu como objetivo e metodologia, respectivamente,
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146742 Pedagogia
“Em 1965, recebi um telefonema avisando-me de que havia uma ordem de prisão contra mim. Quando desliguei, bateram na porta, era a polícia. Abri e disse: vou me trocar. Sentaram-se na sala. No quarto, fiz um bilhete para Dona Pepe, mãe de Ivo Valença, coloquei-o numa garrafa e desci pela varanda recomendando meu filho recém-nascido. Tirei os lençóis do berço para evitar que meu bebê sufocasse. Fui mais uma vez conduzida para a Secretaria de Segurança Pública.” Assim, Mércia Albuquerque Ferreira narra a quarta de suas doze prisões. Elas estão listadas no final do seu livro Diários 1973-74. Nascida em Pernambuco em 1934, ela era recém-formada em Direito em 1964, quando viu uma cena que mudou sua vida: o líder comunista Gregório Bezerra estava sendo torturado no meio da rua, no Recife. Horrorizada, ela chegou em casa e anunciou para o marido, Octávio, que se dedicaria à defesa de presos políticos. Assim foi feito, e fragmentos expressivos dessa vivência foram registrados numa escrita íntima repleta de revolta, angústia, mas também de ternura e até, eventualmente, de humor. As páginas de Mércia intercalam descrições sobre o estado deprimente dos presos depois de sessões de torturas, conversas duras com militares e policiais e, sobretudo, momentos de atenção e carinho com mães desesperadas que batiam à sua porta, quase todos os dias, em busca dos filhos desaparecidos. Depois de confiar, num momento de aflição, seu recém-nascido a uma vizinha, ela tentou cuidar dos filhos de outras famílias como se fossem seus.

ARAGÃO, H. Uma advogada nos porões da tortura. Folha de S. Paulo, 1 mar. 2024 (adaptado).
Para trabalhar pressupostos teórico-metodológicos do ensino, um professor de História elegeu a fonte citada no texto para discussão com estudantes do Ensino Médio, considerando a sua especificidade por ser
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146740 Pedagogia
A violência, independentemente de idade ou sexo, participava da rotina e só chamava a atenção quando, aplicada de modo exagerado, ocasionava invalidez ou morte. Havia alguns que requintavam a perversidade, obrigando pessoas a castigar seus entes queridos. Via-se, então, filho espancar mãe, irmão bater em irmã e assim por diante. O “tronco” era, todavia, o mais encontradiço de todos os castigos, imperando na 7ª Inspetoria. Consistia na trituração do tornozelo da vítima, colocando-a entre duas estacas enterradas juntas em ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente. Tanto sofreram os índios na peia e no “tronco” que, embora o Código Penal capitule como crime a prisão em cárcere privado, deve-se saudar a adoção desse delito como um inegável progresso no exercício da “proteção ao índio”.


Relatório do Procurador Jader Figueiredo. Brasília, 1968. Disponível em: https://midia.mpf.mp.br. Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
Esse trecho corresponde a uma fração de um documento que tem mais de 7 mil páginas, produzido durante a Ditadura Militar no Brasil, cujo objetivo era denunciar os crimes contra os povos indígenas no país. O relatório, apelidado de “Figueiredo”, esteve extraviado desde a década de 1960 até 2012, quando foi recuperado e serviu de importante subsídio para a Comissão Nacional da Verdade
Uma professora, ao trabalhar o tema Ditadura Militar no Brasil, utilizou essa fonte. Qual alternativa apresenta, respectivamente, a metodologia que possibilita a participação ativa dos estudantes e o objetivo do uso do relatório?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146733 Pedagogia
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia.
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
A fim de fomentar reflexões, a partir de vozes de escritoras negras africanas ao currículo de Língua Portuguesa do Ensino Médio, uma rede de ensino pública decide inserir, como material didático, o romance Niketche: uma história de poligamia, da moçambicana Paulina Chiziane, representado pelo trecho em que é narrada a prática de “lobolo”, entendida como uma forma de legitimar as relações familiares por meio da entrega, por parte do noivo, de dinheiro ou bens à noiva e à sua família.
A exploração da leitura dessa obra, com base em uma perspectiva decolonial que oportuniza aos estudantes problematizações críticas por meio de uma postura investigativa, justifica-se pela concepção de literatura como espaço de
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146732 Pedagogia
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia.
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
Ao planejar aulas com base no trecho do romance, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, um professor do Ensino Médio pretende considerar, no processo de mediação leitora, a reflexão em torno dos estudos literários e culturais em prol do desenvolvimento da construção de conhecimentos e da autonomia discente.
Partindo desse propósito e do potencial da obra de literatura africana Niketche: uma história de poligamia, qual prática docente é coerente com uma perspectiva emancipatória?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146730 Pedagogia
Uma professora de Literatura do Ensino Médio trabalhou com os estudantes a obra de Fernando Pessoa, incluindo poemas dele mesmo e de seus heterônimos. Para aprofundar a discussão, apresentou o trecho do livro Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro, que afirma:

“O que se passa em Pessoa não é a multiplicação do mesmo em outros, mas o desencadeamento de uma alteridade tal que a volta ao Um se torna impossível.”


PERRONE-MOISÉS, L. Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro.
São Paulo: Martins Fontes, 2001.


Na sequência, a professora fez a leitura do trecho da obra A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life, que reflete sobre a multiplicidade identitária em ambientes virtuais:


“Na era da internet, eu sou quem quiser, os meus múltiplos avatares passeiam-se no ciberespaço enquanto eu passo o dia a trabalhar, mas à noite eu transformo-me em cada um deles e até flutuo pelo mundo inteiro sem um corpo físico, só com palavras. Não perdi a minha identidade, tenho várias, muitas delas são a materialização dos meus desejos, enquanto outras ou são muito mais reais ou completamente virtuais.”


JUSTIÇA, M. P. O. A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life. Lisboa: Universidade Aberta, 2013.
A fim de refletir sobre autoria, a professora articulou a heteronímia pessoana aos múltiplos “eus” que podem ser assumidos no meio digital. Considerando a proposta didática descrita, qual alternativa expressa a relação entre a prática docente e o conceito de autoria?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146727 Pedagogia
TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.

[...]

Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.

Mas a sorte é que um dia ela disse:

— Desculpe, mas acho que não.

Todo mundo se espantou muito.

A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.

O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.

— Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


MACHADO, A. M. A princesa que escolhia.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.


TEXTO 2

— Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.
— Não, obrigada.
— Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.
Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?
É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]
“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”

REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada
e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.
Com base nas obras de literatura infantojuvenil A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propõe a produção, em grupo, de podcasts com o objetivo de refletir sobre temas sociais relevantes à formação cidadã, como invisibilidade social, machismo, imposição de padrões de beleza e empoderamento feminino, partindo das vivências das duas personagens femininas retratadas.
A proposta didática da professora apresenta abordagem metodológica que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146726 Pedagogia
TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.

[...]

Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.

Mas a sorte é que um dia ela disse:

— Desculpe, mas acho que não.

Todo mundo se espantou muito.

A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.

O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.

— Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


MACHADO, A. M. A princesa que escolhia.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.


TEXTO 2

— Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.
— Não, obrigada.
— Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.
Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?
É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]
“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”

REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada
e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.
Com base na leitura das obras A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora solicitou aos estudantes, inicialmente, a escrita de um diário de leitura em que articulassem as narrativas lidas a vivências individuais e coletivas. Em seguida, como atividade avaliativa, demandou a escrita de uma autobiografia do leitor, para que pudessem apontar como os textos literários contribuíram para os modos de perceber a si mesmos.
Considerando o papel social da literatura infantojuvenil no processo de formação de leitor crítico, essa proposta pedagógica
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146723 Pedagogia
TEXTO 1

Por esse tempo leu a Graziella e o Raphael de Lamartine. Ficou possuído de uma grande tristeza; as lágrimas saltaram-lhe sobre as páginas do livro. Sentiu necessidade de amar por aquele processo, mergulhar na poesia, esquecer-se de tudo o que o cercava, para viver mentalmente nas praias de Nápoles, ou nas ilhas adoráveis da Sicília, cujos nomes sonoros e musicais lhe chegavam ao coração como o efeito de uma saudade, amarga e doce, de uma nostalgia inefável, profunda, sem contornos, que o atraía para outro mundo desconhecido, para uma existência, que lhe acenava de longe, a puxá-lo com todos os tentáculos de seu mistério e da sua irresistível melancolia.

AZEVEDO, A. Casa de pensão. São Paulo: Ática, 1989.

TEXTO 2

—¡Uff!... —hizo cruzando los brazos en la nuca y dando un largo y hondo bostezo— ¡Qué remedio!..., mañana iré a ver a la china ésa. Encendió la luz, ganó la cama y abrió un libro. Media hora después cerraba los ojos sobre estas palabras de Schopenhauer, su maestro predilecto: “el fastidio de la noción del tiempo, la distracción la quita; luego, si la vida es tanto más feliz cuanto menos se la siente, lo mejor sería verse uno libre de ella”.

CAMBACERES, E. Sin rumbo. Estudio preliminar y notas de Carlos Alberto Leumann. Buenos Aires: Estrada, 1949.

Após a leitura desses dois fragmentos, um professor de literatura dividiu sua turma do Ensino Médio em três grupos para realizarem uma atividade em casa. Ao primeiro grupo, solicitou que buscasse, na internet, informações sobre a obra Graziella e, ao segundo, sobre Raphael, de Lamartine, respectivamente. Ao terceiro grupo, solicitou que tentasse descobrir a qual obra de Schopenhauer pertencia o trecho citado. O objetivo era explicar e analisar, na aula seguinte, a presença da intertextualidade por citação que figura nos dois fragmentos. Considerando os procedimentos pedagógicos adotados, a atividade realizada pelo professor com a turma pode ser descrita como uma
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146718 Pedagogia
TEXTO 1


Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.


TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).


TEXTO 2


Pankararu

Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?

Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!

Até onde aguentaremos, meus filhos?...


POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
O professor de uma turma da 1ª série do Ensino Médio planeja uma sequência didática com base na leitura dos poemas indígenas intitulados Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara, explorando seus elementos simbólicos relacionados à ancestralidade e à resistência de povos originários. Como atividade de culminância a ser realizada em grupo, propõe curadoria orientada de materiais indígenas autênticos em diferentes linguagens, como registros de grafismos corporais, de cantos tradicionais, de artefatos culturais, que dialoguem com os sentidos produzidos pelos textos lidos. Esses materiais devem compor um painel digital que articule texto, imagem e som.
Considerando a perspectiva de uma pedagogia intercultural crítica e os domínios cognitivos esperados para estudantes no Ensino Médio, assinale a alternativa que justifica o caráter formativo dessa proposta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146717 Pedagogia
TEXTO 1


Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.


TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).


TEXTO 2


Pankararu

Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?

Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!

Até onde aguentaremos, meus filhos?...


POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
Durante uma atividade de letramento literário em uma escola indígena, o professor propõe a leitura dos poemas Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara. Considerando que o objetivo da atividade é promover, por meio da literatura, a afirmação das identidades indígenas a partir da reflexão sobre saberes e formas de resistência em uma perspectiva crítica e decolonial, selecione a alternativa que contém o fragmento e a reflexão que atendem ao objetivo proposto.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146716 Pedagogia
TEXTO 1


Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.


TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).


TEXTO 2


Pankararu

Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?

Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!

Até onde aguentaremos, meus filhos?...


POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
Os textos Iracema Tabajara e Pankararu, escritos respectivamente por Auritha Tabajara e Eliane Potiguara, ambas mulheres indígenas, abordam poeticamente temas relacionados à compreensão de mundo a partir de uma perspectiva decolonial. A leitura dessas obras, em uma aula de Língua Portuguesa em contexto escolar indígena, constitui uma prática pedagógica significativa, pois pode partir das vivências dos estudantes. Essa escolha metodológica se justifica por permitir que os estudantes
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146715 Pedagogia
Um professor de Língua Portuguesa do 8º ano, em uma escola pública localizada em uma cidade brasileira de fronteira, recebe, no início do ano letivo, alguns alunos migrantes hispanofalantes que chegaram recentemente ao Brasil. Enquanto alguns já demonstram certa desenvoltura em português, outros têm o contato com o idioma pela primeira vez.

Alejandro, um dos estudantes, compreende o português em nível básico, mas ainda se comunica majoritariamente em espanhol e apresenta dificuldades tanto na oralidade quanto na escrita.

Durante uma atividade em sala, ao perguntar sobre os desejos e sonhos dos estudantes, o professor ouve Alejandro, visivelmente emocionado, tentar se expressar:


— Eu quiero una casa.

Parte da turma ri e um dos estudantes comenta:

— Ele disse que quer uma caça? Tipo ir caçar?

Percebendo o mal-entendido e a intenção de ridicularizar o colega, o professor intervém com gentileza:

— Esperem um pouco, pessoal. Acho que houve um equívoco aqui.

Voltando-se para o estudante migrante, pergunta com calma:

— Você quis dizer que gostaria de ter uma casa, um lugar para morar, certo?

Alejandro balança a cabeça, confirmando.
Com base nos estudos sobre aquisição de segunda língua e, mais especificamente, sobre a análise contrastiva entre o português e o espanhol, qual é a estratégia pedagógica adequada ao contexto apresentado que pode contribuir para combater preconceitos linguísticos como o descrito no texto?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146714 Pedagogia
Um professor de Língua Portuguesa do 8º ano, em uma escola pública localizada em uma cidade brasileira de fronteira, recebe, no início do ano letivo, alguns alunos migrantes hispanofalantes que chegaram recentemente ao Brasil. Enquanto alguns já demonstram certa desenvoltura em português, outros têm o contato com o idioma pela primeira vez.

Alejandro, um dos estudantes, compreende o português em nível básico, mas ainda se comunica majoritariamente em espanhol e apresenta dificuldades tanto na oralidade quanto na escrita.

Durante uma atividade em sala, ao perguntar sobre os desejos e sonhos dos estudantes, o professor ouve Alejandro, visivelmente emocionado, tentar se expressar:


— Eu quiero una casa.

Parte da turma ri e um dos estudantes comenta:

— Ele disse que quer uma caça? Tipo ir caçar?

Percebendo o mal-entendido e a intenção de ridicularizar o colega, o professor intervém com gentileza:

— Esperem um pouco, pessoal. Acho que houve um equívoco aqui.

Voltando-se para o estudante migrante, pergunta com calma:

— Você quis dizer que gostaria de ter uma casa, um lugar para morar, certo?

Alejandro balança a cabeça, confirmando.
Considerando o contexto do texto, que envolve estudantes migrantes hispanofalantes em situação de crise humanitária, qual perspectiva teórica, alinhada à prática pedagógica do português como língua de acolhimento, se mostra adequada?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146701 Pedagogia
Uma professora de Português dos Anos Finais do Ensino Fundamental, de uma escola de uma capital brasileira, observou que, reiteradamente, uma parte de seus estudantes apresentou um comportamento verbal que indicou discriminação em relação a grupos minorizados. Esse comportamento chamou sua atenção, pois, de acordo com a definição da ONU, um discurso de ódio refere-se a qualquer tipo de comunicação que incentive ou promova discriminação ou ataques contra uma pessoa ou grupo com base em distinções como raça, religião, etnia, gênero, nacionalidade, entre outros. Considerando que as falas dos estudantes ultrapassaram o limite da opinião, aproximando-se do discurso de ódio, a professora elaborou um pequeno corpus, com conteúdo ofensivo e que fere os direitos humanos, extraído de uma rede social, para promover a discussão e combater esse tipo de manifestação.





A liberdade de expressão ultrapassa um limite quando afeta alguém de forma ofensiva e criminosa. Dessa forma, a intenção da professora foi abordar a multissemiose e a multimodalidade dos textos do corpus e promover uma leitura crítica a partir dos elementos que compõem as mensagens propagadas por usuários nas redes sociais.


Disponível em: https://odioouopiniao.mdh.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025 (adaptado).
 
Com base no contexto descrito e nos resultados apresentados pela turma de Ensino Fundamental, a professora propôs, para uma turma de Ensino Médio da mesma escola, a produção de um gênero textual multimodal contra discursos de ódio. A proposta elaborada que contempla esse objetivo é a
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146700 Pedagogia
Uma professora de Português dos Anos Finais do Ensino Fundamental, de uma escola de uma capital brasileira, observou que, reiteradamente, uma parte de seus estudantes apresentou um comportamento verbal que indicou discriminação em relação a grupos minorizados. Esse comportamento chamou sua atenção, pois, de acordo com a definição da ONU, um discurso de ódio refere-se a qualquer tipo de comunicação que incentive ou promova discriminação ou ataques contra uma pessoa ou grupo com base em distinções como raça, religião, etnia, gênero, nacionalidade, entre outros. Considerando que as falas dos estudantes ultrapassaram o limite da opinião, aproximando-se do discurso de ódio, a professora elaborou um pequeno corpus, com conteúdo ofensivo e que fere os direitos humanos, extraído de uma rede social, para promover a discussão e combater esse tipo de manifestação.





A liberdade de expressão ultrapassa um limite quando afeta alguém de forma ofensiva e criminosa. Dessa forma, a intenção da professora foi abordar a multissemiose e a multimodalidade dos textos do corpus e promover uma leitura crítica a partir dos elementos que compõem as mensagens propagadas por usuários nas redes sociais.


Disponível em: https://odioouopiniao.mdh.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025 (adaptado).
 
Com o objetivo de analisar a composição e as características de gêneros textuais multimodais, a professora selecionou o corpus organizado anteriormente. Para a consecução desse objetivo pelos estudantes, a proposta pedagógica deverá
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146699 Pedagogia
Uma professora de Português dos Anos Finais do Ensino Fundamental, de uma escola de uma capital brasileira, observou que, reiteradamente, uma parte de seus estudantes apresentou um comportamento verbal que indicou discriminação em relação a grupos minorizados. Esse comportamento chamou sua atenção, pois, de acordo com a definição da ONU, um discurso de ódio refere-se a qualquer tipo de comunicação que incentive ou promova discriminação ou ataques contra uma pessoa ou grupo com base em distinções como raça, religião, etnia, gênero, nacionalidade, entre outros. Considerando que as falas dos estudantes ultrapassaram o limite da opinião, aproximando-se do discurso de ódio, a professora elaborou um pequeno corpus, com conteúdo ofensivo e que fere os direitos humanos, extraído de uma rede social, para promover a discussão e combater esse tipo de manifestação.





A liberdade de expressão ultrapassa um limite quando afeta alguém de forma ofensiva e criminosa. Dessa forma, a intenção da professora foi abordar a multissemiose e a multimodalidade dos textos do corpus e promover uma leitura crítica a partir dos elementos que compõem as mensagens propagadas por usuários nas redes sociais.


Disponível em: https://odioouopiniao.mdh.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025 (adaptado).
 
Considerando o contexto apresentado e a intencionalidade da professora, qual é a abordagem adequada à promoção da educação linguística para a justiça social em uma aula de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146698 Pedagogia
Una escuela de Enseñanza Media brasileña, en cooperación con el gobierno argentino, enviará a diez estudiantes para participar en un programa de movilidad internacional de dos semanas. Para llevar a cabo el proyecto, la dirección repartió la siguiente divulgación entre los estudiantes: 

Programa de Movilidad Internacional a Argentina

Qué está incluido: curso intensivo de lengua española, visita guiada por la ciudad, noche cultural de tango, hospedaje y pasajes incluidos en la beca. Para aprovechar al máximo esa oportunidad, los estudiantes deberán seguir algunas orientaciones antes, durante y después del viaje:
Antes del viaje: organizar documentación (identidad, autorización y seguro), asistir a reuniones preparatorias y seguir recomendaciones sobre salud y seguridad.
Durante el viaje: mantener comportamiento ético y respetuoso, adaptarse a la cultura local, participar activamente en todas las actividades y usar el español como lengua de comunicación.
Después del viaje: compartir la experiencia con la comunidad escolar, elaborar una memoria reflexiva y continuar el aprendizaje de la lengua.

Esta es una oportunidad única de crecimiento académico y cultural. Contamos con el compromiso de todos.

Tras presentar la divulgación sobre el Programa de Movilidad Internacional a Argentina, una profesora de español estructuró un plan de clase basado en ese documento, con el objetivo de desarrollar el protagonismo y la competencia oral en lengua española de los estudiantes. Como actividad principal, propuso una dinámica de roles, en la que los estudiantes, divididos en comités (logística, comunicación, bienestar y prensa), deben simular la organización de un nuevo programa de movilidad, usando el español en situaciones contextualizadas.
Teniendo en cuenta las características del enfoque comunicativo adoptado, se puede afirmar que esa actividad refleja dicho enfoque porque
Alternativas
Respostas
14741: D
14742: C
14743: B
14744: B
14745: D
14746: C
14747: A
14748: C
14749: A
14750: A
14751: D
14752: B
14753: C
14754: A
14755: D
14756: B
14757: C
14758: B
14759: D
14760: C