Questões de Concurso Para letras

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Q3914216 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tumba do faraó Tutancâmon é exibida por inteiro pela primeira vez em novo museu egípcio


Próximo à Grande Pirâmide de Quéops, o Egito inaugura o Grande Museu Egípcio (GEM), considerado o maior museu arqueológico do mundo. O complexo reúne cerca de cem mil artefatos que abrangem sete milênios de história, desde o período pré-dinástico até as eras grega e romana, consolidando-se como um novo marco cultural.


Egiptólogos veem o GEM como símbolo da reivindicação pela devolução de antiguidades egípcias mantidas no exterior, como a Pedra de Roseta, do Museu Britânico. Entre as atrações principais está a exposição completa do túmulo de Tutancâmon, apresentada integralmente pela primeira vez desde sua descoberta por Howard Carter em 1922, com todos os mais de cinco mil objetos originais, incluindo a icônica máscara de ouro, o trono e as carruagens do jovem faraó.


Segundo Tarek Tawfik, ex-diretor do GEM, o objetivo foi oferecer ao público a mesma experiência vivida por Carter, exibindo o túmulo em sua totalidade, sem peças armazenadas ou dispersas em outros museus.


Com investimento de cerca de um bilhão de dólares, o museu espera receber até oito milhões de visitantes por ano, impulsionando o turismo egípcio. Para o egiptólogo Ahmed Seddik, o GEM inaugura uma nova era de ouro para a egiptologia, abrigando também o barco funerário de Khufu, com quatro mil e quinhentos anos, uma das embarcações mais remotas e bem preservadas do mundo antigo.


O edifício monumental, de quinhentos mil metros quadrados — equivalente a setenta campos de futebol —, exibe fachada revestida por hieróglifos e alabastro translúcido, com entrada em forma de pirâmide. Entre seus destaques estão um obelisco de três mil e duzentos anos, uma estátua de onze metros de Ramsés II e uma escadaria ladeada por reis e rainhas do Egito, que conduz a uma janela com vista direta para as pirâmides de Gizé.


Idealizado em 1992 e iniciado em 2005, o projeto enfrentou atrasos por crises financeiras, pela Primavera Árabe, pela pandemia e por conflitos regionais. Sua conclusão representa o orgulho nacional do Egito moderno e sua capacidade de se equiparar aos grandes centros de arqueologia do mundo.


O arqueólogo Zahi Hawass afirma que o museu fortalece o pedido de repatriação de peças como a Pedra de Roseta, o Zodíaco de Dendera e o Busto de Nefertiti, retirados sob pretextos colonialistas. Ele lidera campanhas por sua devolução, apoiadas por centenas de milhares de assinaturas. A egiptóloga Monica Hanna reforça que o GEM comprova a excelência egípcia na preservação e legitima a solicitação de retorno dos artefatos.


O entusiasmo da comunidade científica é evidente: restauradores egípcios recuperaram meticulosamente peças de Tutancâmon, como sua armadura de tecidos e couro, em trabalhos elogiados internacionalmente. Para Tawfik, o museu é um tributo à história antiga e à força do Egito contemporâneo, que reafirma seu papel como guardião e protagonista de sua própria herança.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjw99yx83n7o.adaptado.
De acordo com o texto-base, o Grande Museu Egípcio (GEM) simboliza, para o Egito contemporâneo, um marco de preservação histórica e de reafirmação cultural.

Nesse contexto, a inauguração do museu representa
Alternativas
Q3914215 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tumba do faraó Tutancâmon é exibida por inteiro pela primeira vez em novo museu egípcio


Próximo à Grande Pirâmide de Quéops, o Egito inaugura o Grande Museu Egípcio (GEM), considerado o maior museu arqueológico do mundo. O complexo reúne cerca de cem mil artefatos que abrangem sete milênios de história, desde o período pré-dinástico até as eras grega e romana, consolidando-se como um novo marco cultural.


Egiptólogos veem o GEM como símbolo da reivindicação pela devolução de antiguidades egípcias mantidas no exterior, como a Pedra de Roseta, do Museu Britânico. Entre as atrações principais está a exposição completa do túmulo de Tutancâmon, apresentada integralmente pela primeira vez desde sua descoberta por Howard Carter em 1922, com todos os mais de cinco mil objetos originais, incluindo a icônica máscara de ouro, o trono e as carruagens do jovem faraó.


Segundo Tarek Tawfik, ex-diretor do GEM, o objetivo foi oferecer ao público a mesma experiência vivida por Carter, exibindo o túmulo em sua totalidade, sem peças armazenadas ou dispersas em outros museus.


Com investimento de cerca de um bilhão de dólares, o museu espera receber até oito milhões de visitantes por ano, impulsionando o turismo egípcio. Para o egiptólogo Ahmed Seddik, o GEM inaugura uma nova era de ouro para a egiptologia, abrigando também o barco funerário de Khufu, com quatro mil e quinhentos anos, uma das embarcações mais remotas e bem preservadas do mundo antigo.


O edifício monumental, de quinhentos mil metros quadrados — equivalente a setenta campos de futebol —, exibe fachada revestida por hieróglifos e alabastro translúcido, com entrada em forma de pirâmide. Entre seus destaques estão um obelisco de três mil e duzentos anos, uma estátua de onze metros de Ramsés II e uma escadaria ladeada por reis e rainhas do Egito, que conduz a uma janela com vista direta para as pirâmides de Gizé.


Idealizado em 1992 e iniciado em 2005, o projeto enfrentou atrasos por crises financeiras, pela Primavera Árabe, pela pandemia e por conflitos regionais. Sua conclusão representa o orgulho nacional do Egito moderno e sua capacidade de se equiparar aos grandes centros de arqueologia do mundo.


O arqueólogo Zahi Hawass afirma que o museu fortalece o pedido de repatriação de peças como a Pedra de Roseta, o Zodíaco de Dendera e o Busto de Nefertiti, retirados sob pretextos colonialistas. Ele lidera campanhas por sua devolução, apoiadas por centenas de milhares de assinaturas. A egiptóloga Monica Hanna reforça que o GEM comprova a excelência egípcia na preservação e legitima a solicitação de retorno dos artefatos.


O entusiasmo da comunidade científica é evidente: restauradores egípcios recuperaram meticulosamente peças de Tutancâmon, como sua armadura de tecidos e couro, em trabalhos elogiados internacionalmente. Para Tawfik, o museu é um tributo à história antiga e à força do Egito contemporâneo, que reafirma seu papel como guardião e protagonista de sua própria herança.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjw99yx83n7o.adaptado.
O complexo reúne cerca de cem mil artefatos que abrangem sete milênios de história.
Com base na análise sintática do período acima, é correto afirmar que
Alternativas
Q3914214 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tumba do faraó Tutancâmon é exibida por inteiro pela primeira vez em novo museu egípcio


Próximo à Grande Pirâmide de Quéops, o Egito inaugura o Grande Museu Egípcio (GEM), considerado o maior museu arqueológico do mundo. O complexo reúne cerca de cem mil artefatos que abrangem sete milênios de história, desde o período pré-dinástico até as eras grega e romana, consolidando-se como um novo marco cultural.


Egiptólogos veem o GEM como símbolo da reivindicação pela devolução de antiguidades egípcias mantidas no exterior, como a Pedra de Roseta, do Museu Britânico. Entre as atrações principais está a exposição completa do túmulo de Tutancâmon, apresentada integralmente pela primeira vez desde sua descoberta por Howard Carter em 1922, com todos os mais de cinco mil objetos originais, incluindo a icônica máscara de ouro, o trono e as carruagens do jovem faraó.


Segundo Tarek Tawfik, ex-diretor do GEM, o objetivo foi oferecer ao público a mesma experiência vivida por Carter, exibindo o túmulo em sua totalidade, sem peças armazenadas ou dispersas em outros museus.


Com investimento de cerca de um bilhão de dólares, o museu espera receber até oito milhões de visitantes por ano, impulsionando o turismo egípcio. Para o egiptólogo Ahmed Seddik, o GEM inaugura uma nova era de ouro para a egiptologia, abrigando também o barco funerário de Khufu, com quatro mil e quinhentos anos, uma das embarcações mais remotas e bem preservadas do mundo antigo.


O edifício monumental, de quinhentos mil metros quadrados — equivalente a setenta campos de futebol —, exibe fachada revestida por hieróglifos e alabastro translúcido, com entrada em forma de pirâmide. Entre seus destaques estão um obelisco de três mil e duzentos anos, uma estátua de onze metros de Ramsés II e uma escadaria ladeada por reis e rainhas do Egito, que conduz a uma janela com vista direta para as pirâmides de Gizé.


Idealizado em 1992 e iniciado em 2005, o projeto enfrentou atrasos por crises financeiras, pela Primavera Árabe, pela pandemia e por conflitos regionais. Sua conclusão representa o orgulho nacional do Egito moderno e sua capacidade de se equiparar aos grandes centros de arqueologia do mundo.


O arqueólogo Zahi Hawass afirma que o museu fortalece o pedido de repatriação de peças como a Pedra de Roseta, o Zodíaco de Dendera e o Busto de Nefertiti, retirados sob pretextos colonialistas. Ele lidera campanhas por sua devolução, apoiadas por centenas de milhares de assinaturas. A egiptóloga Monica Hanna reforça que o GEM comprova a excelência egípcia na preservação e legitima a solicitação de retorno dos artefatos.


O entusiasmo da comunidade científica é evidente: restauradores egípcios recuperaram meticulosamente peças de Tutancâmon, como sua armadura de tecidos e couro, em trabalhos elogiados internacionalmente. Para Tawfik, o museu é um tributo à história antiga e à força do Egito contemporâneo, que reafirma seu papel como guardião e protagonista de sua própria herança.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjw99yx83n7o.adaptado.
Para Tawfik, o museu é um tributo "à história antiga" e "à força do Egito" contemporâneo.
Com base nas regras de uso do acento indicativo de crase, é correto afirmar que o emprego do sinal nas expressões destacadas ocorre
Alternativas
Q3914213 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tumba do faraó Tutancâmon é exibida por inteiro pela primeira vez em novo museu egípcio


Próximo à Grande Pirâmide de Quéops, o Egito inaugura o Grande Museu Egípcio (GEM), considerado o maior museu arqueológico do mundo. O complexo reúne cerca de cem mil artefatos que abrangem sete milênios de história, desde o período pré-dinástico até as eras grega e romana, consolidando-se como um novo marco cultural.


Egiptólogos veem o GEM como símbolo da reivindicação pela devolução de antiguidades egípcias mantidas no exterior, como a Pedra de Roseta, do Museu Britânico. Entre as atrações principais está a exposição completa do túmulo de Tutancâmon, apresentada integralmente pela primeira vez desde sua descoberta por Howard Carter em 1922, com todos os mais de cinco mil objetos originais, incluindo a icônica máscara de ouro, o trono e as carruagens do jovem faraó.


Segundo Tarek Tawfik, ex-diretor do GEM, o objetivo foi oferecer ao público a mesma experiência vivida por Carter, exibindo o túmulo em sua totalidade, sem peças armazenadas ou dispersas em outros museus.


Com investimento de cerca de um bilhão de dólares, o museu espera receber até oito milhões de visitantes por ano, impulsionando o turismo egípcio. Para o egiptólogo Ahmed Seddik, o GEM inaugura uma nova era de ouro para a egiptologia, abrigando também o barco funerário de Khufu, com quatro mil e quinhentos anos, uma das embarcações mais remotas e bem preservadas do mundo antigo.


O edifício monumental, de quinhentos mil metros quadrados — equivalente a setenta campos de futebol —, exibe fachada revestida por hieróglifos e alabastro translúcido, com entrada em forma de pirâmide. Entre seus destaques estão um obelisco de três mil e duzentos anos, uma estátua de onze metros de Ramsés II e uma escadaria ladeada por reis e rainhas do Egito, que conduz a uma janela com vista direta para as pirâmides de Gizé.


Idealizado em 1992 e iniciado em 2005, o projeto enfrentou atrasos por crises financeiras, pela Primavera Árabe, pela pandemia e por conflitos regionais. Sua conclusão representa o orgulho nacional do Egito moderno e sua capacidade de se equiparar aos grandes centros de arqueologia do mundo.


O arqueólogo Zahi Hawass afirma que o museu fortalece o pedido de repatriação de peças como a Pedra de Roseta, o Zodíaco de Dendera e o Busto de Nefertiti, retirados sob pretextos colonialistas. Ele lidera campanhas por sua devolução, apoiadas por centenas de milhares de assinaturas. A egiptóloga Monica Hanna reforça que o GEM comprova a excelência egípcia na preservação e legitima a solicitação de retorno dos artefatos.


O entusiasmo da comunidade científica é evidente: restauradores egípcios recuperaram meticulosamente peças de Tutancâmon, como sua armadura de tecidos e couro, em trabalhos elogiados internacionalmente. Para Tawfik, o museu é um tributo à história antiga e à força do Egito contemporâneo, que reafirma seu papel como guardião e protagonista de sua própria herança.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjw99yx83n7o.adaptado.
Próximo à Grande Pirâmide de Quéops, o Egito inaugura o Grande Museu Egípcio.
De acordo com a estrutura sintática da oração apresentada, é correto afirmar que
Alternativas
Q3914212 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tumba do faraó Tutancâmon é exibida por inteiro pela primeira vez em novo museu egípcio


Próximo à Grande Pirâmide de Quéops, o Egito inaugura o Grande Museu Egípcio (GEM), considerado o maior museu arqueológico do mundo. O complexo reúne cerca de cem mil artefatos que abrangem sete milênios de história, desde o período pré-dinástico até as eras grega e romana, consolidando-se como um novo marco cultural.


Egiptólogos veem o GEM como símbolo da reivindicação pela devolução de antiguidades egípcias mantidas no exterior, como a Pedra de Roseta, do Museu Britânico. Entre as atrações principais está a exposição completa do túmulo de Tutancâmon, apresentada integralmente pela primeira vez desde sua descoberta por Howard Carter em 1922, com todos os mais de cinco mil objetos originais, incluindo a icônica máscara de ouro, o trono e as carruagens do jovem faraó.


Segundo Tarek Tawfik, ex-diretor do GEM, o objetivo foi oferecer ao público a mesma experiência vivida por Carter, exibindo o túmulo em sua totalidade, sem peças armazenadas ou dispersas em outros museus.


Com investimento de cerca de um bilhão de dólares, o museu espera receber até oito milhões de visitantes por ano, impulsionando o turismo egípcio. Para o egiptólogo Ahmed Seddik, o GEM inaugura uma nova era de ouro para a egiptologia, abrigando também o barco funerário de Khufu, com quatro mil e quinhentos anos, uma das embarcações mais remotas e bem preservadas do mundo antigo.


O edifício monumental, de quinhentos mil metros quadrados — equivalente a setenta campos de futebol —, exibe fachada revestida por hieróglifos e alabastro translúcido, com entrada em forma de pirâmide. Entre seus destaques estão um obelisco de três mil e duzentos anos, uma estátua de onze metros de Ramsés II e uma escadaria ladeada por reis e rainhas do Egito, que conduz a uma janela com vista direta para as pirâmides de Gizé.


Idealizado em 1992 e iniciado em 2005, o projeto enfrentou atrasos por crises financeiras, pela Primavera Árabe, pela pandemia e por conflitos regionais. Sua conclusão representa o orgulho nacional do Egito moderno e sua capacidade de se equiparar aos grandes centros de arqueologia do mundo.


O arqueólogo Zahi Hawass afirma que o museu fortalece o pedido de repatriação de peças como a Pedra de Roseta, o Zodíaco de Dendera e o Busto de Nefertiti, retirados sob pretextos colonialistas. Ele lidera campanhas por sua devolução, apoiadas por centenas de milhares de assinaturas. A egiptóloga Monica Hanna reforça que o GEM comprova a excelência egípcia na preservação e legitima a solicitação de retorno dos artefatos.


O entusiasmo da comunidade científica é evidente: restauradores egípcios recuperaram meticulosamente peças de Tutancâmon, como sua armadura de tecidos e couro, em trabalhos elogiados internacionalmente. Para Tawfik, o museu é um tributo à história antiga e à força do Egito contemporâneo, que reafirma seu papel como guardião e protagonista de sua própria herança.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjw99yx83n7o.adaptado.

O edifício monumental, de quinhentos mil metros quadrados, "exibe" fachada revestida por hieróglifos e alabastro translúcido, com entrada em forma de pirâmide.


Com base nas regras de regência verbal, é correto afirmar que o verbo destacado é


Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914104 Português

Leia o texto para responder à questão.



    Repetidas vezes Barreda, devorado pela febre, pediu água. A mulher aproximava-se de momento a momento, receando ser chegado o transe supremo; depois ia de novo atirar-se a um canto, onde ficava como desfalecida.


    Vendo Manuel o desamparo em que estava o enfermo, pelo desespero da mulher e medo que inspirava a outros o contágio da moléstia, não teve ânimo de retirar-se naquele instante. Custava, porém, à sua natureza enérgica assistir impassível ao sofrimento de uma criatura, sem tentar um esforço qualquer para salvá-la.


    Veio-lhe de repente à lembrança um caso que ouvira a seu pai. Saiu fora, montou a cavalo, e pouco depois voltou com um novilho, que laçara e prendeu ao lado da casa, na estaca do curral ou mangueira.


    O enfermo passara do torpor à excessiva inquietação.


    — Tire a roupa de seu marido, que eu já volto. Vou buscar um remédio que há de fazer lhe bem.


    Abatido o novilho com uma pancada na nuca, em um instante Manuel esfolou-o ainda meio vivo; e correndo à casa, envolveu o corpo do enfermo na pele tépida e sangrenta.


    Feito o quê, esperou pelo resultado, assando na brasa um pedaço da carne do novilho para matar a fome.


    Seu pai muitas vezes lhe contara que, na campanha da Cisplatina, o capitão de uma companhia caíra doente com uma febre de cavalo. O cirurgião do regimento empregara em vão todos os meios para fazê-lo suar. Pela manhã quando se carneava uma rês, dissera ele a rir, vendo arregaçar o couro: “Que bom lençol! Se me tivesse lembrado, embrulharia em um desses o capitão. Não há febre que resista a semelhante cáustico”.


    O que o cirurgião não pudera fazer, acabava o gaúcho de pôr em prática.


    Ou fosse pela energia do remédio, ou pelo vigor da organização, operou-se na enfermidade uma crise salutar, manifestando-se durante a noite reação franca, anunciada por abundantes suores; de madrugada remitiu a febre, e Barreda caiu num sono profundo.


    Manuel passou a noite, como o dia, fazendo o ofício de enfermeiro. Apenas deixava o aposento do doente para ir ver seus amigos, a baia e os outros animais a quem havia acomodado no potreiro, tendo o cuidado de fazer com um molho de trevo seco uma cama bem macia para o poldrinho*.


(José de Alencar. O Gaúcho. Em: https://domainpublic.wordpress.com/)



* potro

Repetidas vezes Barreda, devorado pela febre, pediu água ________ mulher. Ela aproximava-se de hora  ________ hora, receando que ele tivesse chegado ________  situação de transe supremo; depois ia de novo atirar-se ________  uma parte da casa, onde ficava como desfalecida.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914103 Português

Leia o texto para responder à questão.



    Repetidas vezes Barreda, devorado pela febre, pediu água. A mulher aproximava-se de momento a momento, receando ser chegado o transe supremo; depois ia de novo atirar-se a um canto, onde ficava como desfalecida.


    Vendo Manuel o desamparo em que estava o enfermo, pelo desespero da mulher e medo que inspirava a outros o contágio da moléstia, não teve ânimo de retirar-se naquele instante. Custava, porém, à sua natureza enérgica assistir impassível ao sofrimento de uma criatura, sem tentar um esforço qualquer para salvá-la.


    Veio-lhe de repente à lembrança um caso que ouvira a seu pai. Saiu fora, montou a cavalo, e pouco depois voltou com um novilho, que laçara e prendeu ao lado da casa, na estaca do curral ou mangueira.


    O enfermo passara do torpor à excessiva inquietação.


    — Tire a roupa de seu marido, que eu já volto. Vou buscar um remédio que há de fazer lhe bem.


    Abatido o novilho com uma pancada na nuca, em um instante Manuel esfolou-o ainda meio vivo; e correndo à casa, envolveu o corpo do enfermo na pele tépida e sangrenta.


    Feito o quê, esperou pelo resultado, assando na brasa um pedaço da carne do novilho para matar a fome.


    Seu pai muitas vezes lhe contara que, na campanha da Cisplatina, o capitão de uma companhia caíra doente com uma febre de cavalo. O cirurgião do regimento empregara em vão todos os meios para fazê-lo suar. Pela manhã quando se carneava uma rês, dissera ele a rir, vendo arregaçar o couro: “Que bom lençol! Se me tivesse lembrado, embrulharia em um desses o capitão. Não há febre que resista a semelhante cáustico”.


    O que o cirurgião não pudera fazer, acabava o gaúcho de pôr em prática.


    Ou fosse pela energia do remédio, ou pelo vigor da organização, operou-se na enfermidade uma crise salutar, manifestando-se durante a noite reação franca, anunciada por abundantes suores; de madrugada remitiu a febre, e Barreda caiu num sono profundo.


    Manuel passou a noite, como o dia, fazendo o ofício de enfermeiro. Apenas deixava o aposento do doente para ir ver seus amigos, a baia e os outros animais a quem havia acomodado no potreiro, tendo o cuidado de fazer com um molho de trevo seco uma cama bem macia para o poldrinho*.


(José de Alencar. O Gaúcho. Em: https://domainpublic.wordpress.com/)



* potro

Na frase do 8o parágrafo “O cirurgião do regimento empregara em vão todos os meios para fazê-lo suar.”, a expressão destacada expressa circunstância de modo, assim como o termo destacado em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914102 Português

Leia o texto para responder à questão.



    Repetidas vezes Barreda, devorado pela febre, pediu água. A mulher aproximava-se de momento a momento, receando ser chegado o transe supremo; depois ia de novo atirar-se a um canto, onde ficava como desfalecida.


    Vendo Manuel o desamparo em que estava o enfermo, pelo desespero da mulher e medo que inspirava a outros o contágio da moléstia, não teve ânimo de retirar-se naquele instante. Custava, porém, à sua natureza enérgica assistir impassível ao sofrimento de uma criatura, sem tentar um esforço qualquer para salvá-la.


    Veio-lhe de repente à lembrança um caso que ouvira a seu pai. Saiu fora, montou a cavalo, e pouco depois voltou com um novilho, que laçara e prendeu ao lado da casa, na estaca do curral ou mangueira.


    O enfermo passara do torpor à excessiva inquietação.


    — Tire a roupa de seu marido, que eu já volto. Vou buscar um remédio que há de fazer lhe bem.


    Abatido o novilho com uma pancada na nuca, em um instante Manuel esfolou-o ainda meio vivo; e correndo à casa, envolveu o corpo do enfermo na pele tépida e sangrenta.


    Feito o quê, esperou pelo resultado, assando na brasa um pedaço da carne do novilho para matar a fome.


    Seu pai muitas vezes lhe contara que, na campanha da Cisplatina, o capitão de uma companhia caíra doente com uma febre de cavalo. O cirurgião do regimento empregara em vão todos os meios para fazê-lo suar. Pela manhã quando se carneava uma rês, dissera ele a rir, vendo arregaçar o couro: “Que bom lençol! Se me tivesse lembrado, embrulharia em um desses o capitão. Não há febre que resista a semelhante cáustico”.


    O que o cirurgião não pudera fazer, acabava o gaúcho de pôr em prática.


    Ou fosse pela energia do remédio, ou pelo vigor da organização, operou-se na enfermidade uma crise salutar, manifestando-se durante a noite reação franca, anunciada por abundantes suores; de madrugada remitiu a febre, e Barreda caiu num sono profundo.


    Manuel passou a noite, como o dia, fazendo o ofício de enfermeiro. Apenas deixava o aposento do doente para ir ver seus amigos, a baia e os outros animais a quem havia acomodado no potreiro, tendo o cuidado de fazer com um molho de trevo seco uma cama bem macia para o poldrinho*.


(José de Alencar. O Gaúcho. Em: https://domainpublic.wordpress.com/)



* potro

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de regência e de colocação pronominal.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914101 Português

Leia o texto para responder à questão.



    Repetidas vezes Barreda, devorado pela febre, pediu água. A mulher aproximava-se de momento a momento, receando ser chegado o transe supremo; depois ia de novo atirar-se a um canto, onde ficava como desfalecida.


    Vendo Manuel o desamparo em que estava o enfermo, pelo desespero da mulher e medo que inspirava a outros o contágio da moléstia, não teve ânimo de retirar-se naquele instante. Custava, porém, à sua natureza enérgica assistir impassível ao sofrimento de uma criatura, sem tentar um esforço qualquer para salvá-la.


    Veio-lhe de repente à lembrança um caso que ouvira a seu pai. Saiu fora, montou a cavalo, e pouco depois voltou com um novilho, que laçara e prendeu ao lado da casa, na estaca do curral ou mangueira.


    O enfermo passara do torpor à excessiva inquietação.


    — Tire a roupa de seu marido, que eu já volto. Vou buscar um remédio que há de fazer lhe bem.


    Abatido o novilho com uma pancada na nuca, em um instante Manuel esfolou-o ainda meio vivo; e correndo à casa, envolveu o corpo do enfermo na pele tépida e sangrenta.


    Feito o quê, esperou pelo resultado, assando na brasa um pedaço da carne do novilho para matar a fome.


    Seu pai muitas vezes lhe contara que, na campanha da Cisplatina, o capitão de uma companhia caíra doente com uma febre de cavalo. O cirurgião do regimento empregara em vão todos os meios para fazê-lo suar. Pela manhã quando se carneava uma rês, dissera ele a rir, vendo arregaçar o couro: “Que bom lençol! Se me tivesse lembrado, embrulharia em um desses o capitão. Não há febre que resista a semelhante cáustico”.


    O que o cirurgião não pudera fazer, acabava o gaúcho de pôr em prática.


    Ou fosse pela energia do remédio, ou pelo vigor da organização, operou-se na enfermidade uma crise salutar, manifestando-se durante a noite reação franca, anunciada por abundantes suores; de madrugada remitiu a febre, e Barreda caiu num sono profundo.


    Manuel passou a noite, como o dia, fazendo o ofício de enfermeiro. Apenas deixava o aposento do doente para ir ver seus amigos, a baia e os outros animais a quem havia acomodado no potreiro, tendo o cuidado de fazer com um molho de trevo seco uma cama bem macia para o poldrinho*.


(José de Alencar. O Gaúcho. Em: https://domainpublic.wordpress.com/)



* potro

Considere as passagens:

  Vendo Manuel o desamparo em que estava o enfermo, pelo desespero da mulher e medo que inspirava a outros o contágio da moléstia, não teve ânimo de retirar-se naquele instante. (2o parágrafo)

•  Abatido o novilho com uma pancada na nuca, em um  instante Manuel esfolou-o ainda meio vivo; e correndo à casa, envolveu o corpo do enfermo na pele tépida e sangrenta. (6o parágrafo)

Sem prejuízo ao sentido original, os termos destacados podem ser substituídos, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914100 Português

Leia o texto para responder à questão.



    Repetidas vezes Barreda, devorado pela febre, pediu água. A mulher aproximava-se de momento a momento, receando ser chegado o transe supremo; depois ia de novo atirar-se a um canto, onde ficava como desfalecida.


    Vendo Manuel o desamparo em que estava o enfermo, pelo desespero da mulher e medo que inspirava a outros o contágio da moléstia, não teve ânimo de retirar-se naquele instante. Custava, porém, à sua natureza enérgica assistir impassível ao sofrimento de uma criatura, sem tentar um esforço qualquer para salvá-la.


    Veio-lhe de repente à lembrança um caso que ouvira a seu pai. Saiu fora, montou a cavalo, e pouco depois voltou com um novilho, que laçara e prendeu ao lado da casa, na estaca do curral ou mangueira.


    O enfermo passara do torpor à excessiva inquietação.


    — Tire a roupa de seu marido, que eu já volto. Vou buscar um remédio que há de fazer lhe bem.


    Abatido o novilho com uma pancada na nuca, em um instante Manuel esfolou-o ainda meio vivo; e correndo à casa, envolveu o corpo do enfermo na pele tépida e sangrenta.


    Feito o quê, esperou pelo resultado, assando na brasa um pedaço da carne do novilho para matar a fome.


    Seu pai muitas vezes lhe contara que, na campanha da Cisplatina, o capitão de uma companhia caíra doente com uma febre de cavalo. O cirurgião do regimento empregara em vão todos os meios para fazê-lo suar. Pela manhã quando se carneava uma rês, dissera ele a rir, vendo arregaçar o couro: “Que bom lençol! Se me tivesse lembrado, embrulharia em um desses o capitão. Não há febre que resista a semelhante cáustico”.


    O que o cirurgião não pudera fazer, acabava o gaúcho de pôr em prática.


    Ou fosse pela energia do remédio, ou pelo vigor da organização, operou-se na enfermidade uma crise salutar, manifestando-se durante a noite reação franca, anunciada por abundantes suores; de madrugada remitiu a febre, e Barreda caiu num sono profundo.


    Manuel passou a noite, como o dia, fazendo o ofício de enfermeiro. Apenas deixava o aposento do doente para ir ver seus amigos, a baia e os outros animais a quem havia acomodado no potreiro, tendo o cuidado de fazer com um molho de trevo seco uma cama bem macia para o poldrinho*.


(José de Alencar. O Gaúcho. Em: https://domainpublic.wordpress.com/)



* potro

De acordo com o texto, a decisão de Manuel,
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914099 Português
Quando as pessoas ficam ________ a várias doenças contagiosas, há ganhos ________  à saúde pública e à governabilidade de um país. Por essa razão,  ________  a atuação e o compromisso  ________   dos agentes públicos para consolidar as vacinas como recursos eficazes de proteção humana.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914097 Português

Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.



Vacinas: soberania nacional e o coletivo



    Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.


    A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.


    No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.


    Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.


    O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.


    Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo SulSul, e transforma solidariedade em política externa.


    O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)



Em conformidade com a norma-padrão e o sentido original, na passagem do 3o parágrafo “Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente.”, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914093 Português

Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.



Vacinas: soberania nacional e o coletivo



    Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.


    A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.


    No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.


    Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.


    O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.


    Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo SulSul, e transforma solidariedade em política externa.


    O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)



Sem prejuízo ao sentido original, na passagem do 2o parágrafo “A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos ‘antivacina’, que desencorajam a população de se proteger de doenças evitáveis.”, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914092 Português

Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.



Vacinas: soberania nacional e o coletivo



    Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.


    A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.


    No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.


    Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.


    O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.


    Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo SulSul, e transforma solidariedade em política externa.


    O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)



De acordo com o autor, o Brasil “pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde”. Um dos argumentos usados para justificar essa opinião diz respeito ao fato de o País
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914091 Português

Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.



Vacinas: soberania nacional e o coletivo



    Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.


    A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.


    No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.


    Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.


    O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.


    Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo SulSul, e transforma solidariedade em política externa.


    O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)



Com base no ponto de vista do autor, é coerente afirmar que os movimentos “antivacinas”
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Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2026 - UNIFESP - Fonoaudiólogo |
Q3914090 Português

Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.



Vacinas: soberania nacional e o coletivo



    Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.


    A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.


    No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.


    Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.


    O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.


    Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo SulSul, e transforma solidariedade em política externa.


    O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)



De acordo com o texto, a descoberta da vacina contra a varíola foi um processo
Alternativas
Q3914040 Redação Oficial
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República (2018), qual dos seguintes atributos refere-se especificamente à capacidade de o texto oficial permitir uma compreensão imediata pelo leitor, utilizando palavras e expressões simples, frases curtas bem estruturadas, ordem direta das orações e pontuação adequada? 
Alternativas
Q3914019 Português

Silenciosamente barulhento


Por Pedro Guerra


texto.png (860×677)


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/silenciosamente-barulhento-cmk5qpsoj01jg011hidczld5w.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:

I. Em “Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo”, a vírgula separa um adjunto adverbial deslocado.
II. Em “É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros”, a vírgula isola um aposto.
III. Em “Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir”, os dois-pontos introduzem um aposto cujo referente é “isso”.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3914018 Português

Silenciosamente barulhento


Por Pedro Guerra


texto.png (860×677)


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/silenciosamente-barulhento-cmk5qpsoj01jg011hidczld5w.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a classe de palavra à qual pertence cada um dos vocábulos sublinhados e numerados no trecho a seguir:

“Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo (1) que evitamos quando (2) estamos ocupados demais (3) explicando quem somos”. 
Alternativas
Q3914017 Português

Silenciosamente barulhento


Por Pedro Guerra


texto.png (860×677)


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/silenciosamente-barulhento-cmk5qpsoj01jg011hidczld5w.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir a respeito da ocorrência da palavra “celebrado” no trecho “Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta”:

I. Neste contexto de ocorrência, trata-se de um adjetivo.
II. Caso fosse substituída por “enaltecido”, não haveria alteração de sentido no trecho.
III. Trata-se de uma palavra oxítona terminada em –o, por isso ela não é acentuada.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Respostas
18581: A
18582: D
18583: C
18584: B
18585: C
18586: E
18587: B
18588: A
18589: D
18590: D
18591: C
18592: D
18593: B
18594: A
18595: C
18596: E
18597: B
18598: D
18599: E
18600: B