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I. Em pacientes aviários, a troca gasosa ocorre nos parabrônquios.
II. A posição do paciente aviário durante a anestesia pode alterar a ventilação. Um posicionamento em decúbito dorsal, por exemplo, reduz a ventilação por compressão dos sacos aéreos torácicos caudais e abdominais.
III. Devido ao fluxo de corrente cruzada durante a troca de gases do sistema respiratório de aves, é possível prover a inalação de gases anestésicos tanto através da traqueia ou por canulação de um saco aéreo.
Está(ão) correto(s)
I. Em condições de normalidade, é observada a presença de proteínas, corpos cetônicos, bilirrubina e nitritos em primatas não humanos.
II. Os valores de pH urinário em primatas não humanos variam de 5,0 a 8,6 e hábitos carnívoros determinam urina ácida, enquanto em hábitos alimentares herbívoros, a urina é alcalina.
III. A densidade urinária média em primatas não humanos é de 1.018 e um volume urinário aumentado associado a uma baixa densidade pode estar relacionado à insuficiência renal primária e/ou transtornos secundários a diabetes insipidus, piometra, hiperadrenocorticismo, uso terapêutico de diuréticos e corticosteroides.
IV. Os valores de urobilinogênio se elevam em episódios de hemólise e hepatite, permanecendo detectável por mais de 48 horas após a coleta.
Está(ão) correto(s)
I. A soltura realizada no prazo máximo de 72 horas do recebimento do espécime é caracterizada como “rápida” pela Instrução Normativa.
II. Segundo a Instrução Normativa, espécies que não ocorram naturalmente no local deverão ser priorizadas à soltura desde que não apresentem problemas que impeçam sua sobrevivência ou adaptação em vida livre.
III. Soltura experimental, cativeiro e guarda doméstica provisória são algumas modalidades caracterizadas pela Instrução Normativa na modalidade “soltura posterior”.
Está(ão) correto(s)
I. A ausência de material fecal nas excretas e anorexia, especialmente nas aves menores, pode ser um prenúncio de morte iminente, o que pode ser acelerado caso a ave seja manipulada.
II. Dispneia pronunciada, respiração ofegante prolongada ou falta de ar, incapacidade de agarrar com os pés, incapacidade de bicar, falta de resposta normal aos estímulos e incoordenação, inchaço abdominal acentuado, sangue nas fezes e aparência fofa são sinais indicativos de atenção à não contenção física da ave para avaliação.
III. Conforme a indicação dos autores, aves dispneicas podem ser contidas e avaliadas fisicamente e, logo em seguida, devem receber oxigenioterapia em seu próprio recinto.
Está(ão) correto(s)
I. Casos agudos podem se caracterizar por sinais neurológicos e incluem depressão, êmese, anorexia, ataxia, perda do equilíbrio, epilepsia, cegueira, hemólise intravascular aguda, podendo ocorrer morte súbita. Em casos crônicos ocorrem esterilidade, distúrbios hepáticos e hematológicos. O tratamento inclui a administração de EDTA cálcico, soroterapia com glicose a 2,5% em solução salina meio concentrada, alimentação por sonda esofágica, entre outras medidas.
II. Ocorre pela ingestão acidental de sementes impregnadas, utilizadas para o controle de roedores. O tratamento consiste na administração de vitamina K, fluidoterapia de suporte e administração de alimentação via sonda esofágica.
III. Ocorre tanto pela ingestão de sementes quanto pela inalação da fumaça. Em casos de ingestão, geralmente ocorrem quadros como apatia, ataxia, epilepsia, perda da consciência, coma e morte súbita. Em casos de inalação da fumaça, além do quadro neurológico, pode haver crise asmática, traqueíte e aerossaculite como consequência.
IV. Ocorre quando as aves inalam o gás tóxico produzido após o aquecimento de utensílios domésticos de cozinha a temperaturas superiores a 280°C revestidos pelo material em questão. Ao inalarem o gás, as aves apresentam dispneia e ataxia seguida de óbito.
A associação correta é
I. Doença relacionada à ocorrência de enterites em sáurios, ofídios e quelônios. As lesões causadas podem variar de enterite intensa, gastrite até colite ulcerativa. A sintomatologia inclui anorexia, desidratação, diarreia, hematoquezia, apatia e acúmulo de gases. Dentre os protocolos de tratamento está o uso de metronidazol 275mg/kg em dose única.
II. As lesões provocadas incluem destruição dos epitélios intestinal, biliar e renal com fibroses e ulcerações. Em casos leves a infecção é assintomática, porém em casos graves há anorexia, desidratação e enterite hemorrágica. Para identificar o gênero do agente envolvido é necessário realizar a esporulação in vitro. Um dos protocolos de tratamento inclui o uso de trimetoprima em associação com sulfadiazina, na dose de 30 mg/kg, via intramuscular, a cada 24 horas, por dois dias, seguida de 15 mg/kg, via intramuscular, a cada 48 horas, por cinco dias.
III. A principal patologia causada em serpentes é a gastrite, com hipertrofia da mucosa gástrica. Ocorre regurgitação isolada ou persistente poucos dias após a ingestão do alimento, além de anorexia, perda de peso, apatia, letargia e inflamação. Em sáurios, é maior o tropismo por outros tecidos, tendo sido já identificados em iguana verde (Iguana iguana) pólipos aurais e faríngeos, renais e glândulas salivares. Em lagartixas-leopardo (Eublepharis macularius) ocorre enterite com hipertrofia da mucosa do intestino delgado que cursa com letargia, perda de peso e diarreia.
IV. Animais com essa doença parasitária apresentam baixo consumo de alimentos ou alternam períodos de anorexia com consumo normal. Os agentes pertencem à ordem Cyclophyllidea, com famílias como Nematotaenidae, parasitando lagartos; Anoplocephalidae, lagartos e quelônios; cisticercos de espécies de Dilepilidae em serpentes e lagartos. O tratamento pode ser realizado com a administração de praziquantel oral ou injetável, diclorofeno, palmoato de pirantel e/ou niclosamida.
A associação correta é
I. Os sinais clínicos característicos desta doença são blefaroedema e acúmulos de matérias brancas amareladas nos epitélios. Outros sinais que podem ocorrer em virtude dessa deficiência nutricional são abscessos na área auricular, anorexia, disecdise.
II. Deficiência que pode ser ocasionada por uso excessivo de antibióticos, o que leva à redução ou a eliminação da microflora intestinal. Os sinais incluem emaciação progressiva, ataxia, tremores musculares, alterações da postura, bradicardia, dentre outros. O diagnóstico diferencial deve ser feito com a deficiência de cálcio devido aos sinais musculares como tremores, intoxicação por fosforados e viroses que cursam com comprometimento neurológico.
III. A doença tem origem em dietas carentes da vitamina em questão e ricas em ácidos graxos poliinsaturados, tais como o palmítico, os quais são encontrados na carne de muitos peixes marinhos. A vitamina atua como antioxidante das gorduras do alimento e da gordura corporal. Em répteis, a doença é conhecida como esteatose, especialmente em sáurios, serpentes, tartarugas aquáticas e frequentemente em crocodilianos.
IV. Dentre os répteis, os quelônios terrestres são particularmente sensíveis a essa doença causada por deficiência, em virtude de alimentação baseada exclusivamente em vegetais bociogênicos, como alface, couve-de-bruxelas, brócolis, dentre outros.
A associação correta é
I. As estruturas cranianas e mandibulares das tartarugas e dos sáurios são compactas, porém, nas cobras, a sínfise mandibular e os ossos do esplancnocrânio não são ossificados e são móveis.
II. Em crocodilianos e em serpentes, todas as costelas se unem ao esterno.
III. Nos quelônios, a cintura torácica consiste no epiplastrão (clavícula), entoplastrão (interclavícula) e o arranjo tripartite da escápula, processo acrômio e osso coracoide.
Está(ão) correto(s)
I. Em aves de rapina, a fim de se evitar o aumento pós-prandial do ácido úrico plasmático e a interferência na avaliação bioquímica desse analito, recomenda-se o jejum de pelo menos 24 horas antes da coleta da amostra de sangue.
II. O potássio é filtrado e excretado ativamente pelos rins. Assim, hipocalemia pode ser um resultado em aves com grave doença renal.
III.Hipernatremia é um achado laboratorial frequente em aves com insuficiência renal crônica.
Está(ão) correto(s)
I. Tala com algodão em rolo e material de bandagem elástica associado a sapato de espuma.
II. Bandagem tipo figura em 8, somente.
III. Bandagem tipo figura em 8 associada a envoltório do corpo.
IV. Tala com algodão em rolo e material de bandagem elástica.
a. Tibiotarso.
b. Tarsometatarso.
c. Ulna/rádio/osso metacarpo.
d. Úmero.
A associação correta é
I. Alouatta não é suscetível ao vírus.
II. Os gêneros Alouatta, Callithrix e Ateles são muito sensíveis ao vírus e apresentam taxa de letalidade elevada.
III. Ateles e Saimiri são pouco sensíveis ao vírus e apresentam baixa taxa de letalidade.
IV. O gênero Cebus, apesar de infectar-se facilmente, apresenta baixa taxa de letalidade e geralmente desenvolve imunidade.
V. Aotus, Saguinus e Callicebus não são sensíveis ao vírus e não apresentam letalidade.
Estão corretos
I. O timpanismo tem diferentes etiologias, embora as mais comuns sejam períodos prolongados de anorexia, baixa temperatura ambiente, estresse ou uma dieta inadequada (pobre em fibra bruta, rica em carboidratos / vegetais altamente fermentáveis).
II. Alguns sinais clínicos associados ao timpanismo são a distensão abdominal (diagnosticada por percussão e radiografias), a anorexia, atonia, abdômen distendido, cólica abdominal, dispneia em casos graves, podendo levar à morte por compressão da cavidade torácica.
III. Em caso de dispneia, a trocaterização pode aliviar a pressão dos estômagos.
IV. Após a canulação dos estômagos com cateter apropriado, é possível a administração de agentes antiespumantes por essa via, além do emprego de analgésico de uso oral, a fim de controlar a cólica, caso ainda não haja acesso venoso.
Estão corretas
I. Desconforto respiratório agudo e histórico de mudança de voz. Pode ocorrer estridor inspiratório alto, aumento na taxa e no esforço com a respiração com o bico aberto. A ave pode não apresentar outros achados no exame físico.
II. Histórico de exposição a irritante respiratório (fumaça, aerossol ou cigarros), letargia, diminuição do apetite e perda de peso, intolerância ao exercício. A ave pode ficar com a boca aberta e apresentar esforço abdominal na expiração.
III. Secreção ocular, conjuntivite, seios periorbitais inchados com presença ou não de abcessos, possível estridor nasal.
IV. A ave terá aumento da frequência respiratória e esforço, que se tornará extremo, dispneia com respiração com o bico aberto ao manuseio. Não haverá sons respiratórios. Aumento ou distenção da parede da cavidade celomática será encontrado no exame físico.
a) Narinas e seios nasais.
b) Brônquios, pulmões e sacos aéreos.
c) Laringe, traqueia e siringe.
d) Organomegalia comprimindo estruturas da cavidade celomática.
A associação correta é:
I. O exame físico de uma ave que apresenta sinais de doença respiratória deve começar com a ave em repouso em seu tutor, e, nas piores condições, a ave deve ser acondicionada em incubadora ou em uma unidade de tratamento intensivo, para oxigenioterapia previamente ao exame físico. O comportamento geral do paciente, a frequência e o esforço respiratório, e quaisquer sons respiratórios audíveis devem ser anotados e descritos.
II. Pacientes com história de exposição a toxinas e que apresentam dificuldade respiratória têm prognóstico bom. A suplementação de oxigênio em uma incubadora aquecida e manuseio mínimo não são necessários, podendo ser iniciado o tratamento farmacológico, conforme a substância tóxica à qual o animal foi exposto.
III. O enfisema subcutâneo pode ser secundário a danos nos sacos aéreos. O dano agudo do saco aéreo relacionado a trauma corporal é a causa mais comum de enfisema subcutâneo; no entanto, o enfisema subcutâneo também pode ser uma sequela de doença crônica do saco aéreo.
IV. Anorexia, estasia de papo, vômitos, diarreia e fezes anormais são causas comuns de emergências relacionadas ao trato digestivo de aves.
V. Em relação às emergências relacionadas ao sistema reprodutor, a distocia precede a retenção de ovo no oviduto. Na distocia, há a obstrução ou o prolapso da cloaca. Ambas as situações podem decorrer de desbalanço de cálcio na dieta.
Estão corretos