Dentre as doenças parasitárias que acometem os répteis, leia...
I. Doença relacionada à ocorrência de enterites em sáurios, ofídios e quelônios. As lesões causadas podem variar de enterite intensa, gastrite até colite ulcerativa. A sintomatologia inclui anorexia, desidratação, diarreia, hematoquezia, apatia e acúmulo de gases. Dentre os protocolos de tratamento está o uso de metronidazol 275mg/kg em dose única.
II. As lesões provocadas incluem destruição dos epitélios intestinal, biliar e renal com fibroses e ulcerações. Em casos leves a infecção é assintomática, porém em casos graves há anorexia, desidratação e enterite hemorrágica. Para identificar o gênero do agente envolvido é necessário realizar a esporulação in vitro. Um dos protocolos de tratamento inclui o uso de trimetoprima em associação com sulfadiazina, na dose de 30 mg/kg, via intramuscular, a cada 24 horas, por dois dias, seguida de 15 mg/kg, via intramuscular, a cada 48 horas, por cinco dias.
III. A principal patologia causada em serpentes é a gastrite, com hipertrofia da mucosa gástrica. Ocorre regurgitação isolada ou persistente poucos dias após a ingestão do alimento, além de anorexia, perda de peso, apatia, letargia e inflamação. Em sáurios, é maior o tropismo por outros tecidos, tendo sido já identificados em iguana verde (Iguana iguana) pólipos aurais e faríngeos, renais e glândulas salivares. Em lagartixas-leopardo (Eublepharis macularius) ocorre enterite com hipertrofia da mucosa do intestino delgado que cursa com letargia, perda de peso e diarreia.
IV. Animais com essa doença parasitária apresentam baixo consumo de alimentos ou alternam períodos de anorexia com consumo normal. Os agentes pertencem à ordem Cyclophyllidea, com famílias como Nematotaenidae, parasitando lagartos; Anoplocephalidae, lagartos e quelônios; cisticercos de espécies de Dilepilidae em serpentes e lagartos. O tratamento pode ser realizado com a administração de praziquantel oral ou injetável, diclorofeno, palmoato de pirantel e/ou niclosamida.
A associação correta é